O Descubra Brasil é um portal de viagem, informação e cultura que ajuda o viajante independente a montar sozinho a própria viagem. Uma espécie de "made by yourself" com informações de hospedagem, dicas de destinos, notícias e eventos em várias partes do Brasil. Há outras duas colunas de viagens, como a da Sílvia Oliveira do site Matraqueando e da Geisa Brito com a coluna "Pé na Estrada". E para quem quiser saber sobre os eventos culturais, há a coluna "Atrás da Cortina", com Pedro Paulo Cava.
8 de fevereiro de 2010
Descubra Brasil - viajando pelo Brasil de um novo jeito
O Descubra Brasil é um portal de viagem, informação e cultura que ajuda o viajante independente a montar sozinho a própria viagem. Uma espécie de "made by yourself" com informações de hospedagem, dicas de destinos, notícias e eventos em várias partes do Brasil. Há outras duas colunas de viagens, como a da Sílvia Oliveira do site Matraqueando e da Geisa Brito com a coluna "Pé na Estrada". E para quem quiser saber sobre os eventos culturais, há a coluna "Atrás da Cortina", com Pedro Paulo Cava.
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Andei tanto. Comi tanto. Fotografei pouco
Uma coisa que aprendi na última "bateção de perna"...é que mesmo sendo um peso extra, levar o notebook para uma viagem não só é uma forma de não precisar esperar para usar os computadores gratuitos dos hostels como, principalmente, não trazer na bagagem o pendrive repleto de vírus!!!
Depois de um estresse por causa do pendrive que foi "contaminado" enquanto tirava as fotos da câmera, finalmente baixei as fotos no picasa. E foi quando me dei conta de que tirei poucas fotos em Buenos Aires e em Santiago. Não que as cidades não mereçam fotos (ao contrário) mas ambas são cidades para serem vividas, e foi o que eu fiz. Me senti tão em casa lá que tirei poucas fotos. A foto do post é a Plaza de Aviación em Santiago. Tirei muitas fotos de ruas, de praças, de comida....
Seguem os links:
http://picasaweb.google.com.br/fotosviagemmonica/BuenosAires2010#
http://picasaweb.google.com.br/fotosviagemmonica/Santiago2010#
Em tempo: Como se já não bastasse juntar para viajar ao Atacama e à Turquia/Egito/Grécia, entra para a lista de objetivos um netbook porque menor e mais leve....daqui a pouco não como mais!
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4 de fevereiro de 2010
Por que viajante tem que trazer presentes?
Sabe aqueles amigos que acham que porque está viajando você está cheio de dinheiro e que, depois do "boa viagem", sacam logo um "traz um presente pra mim"? Todo mundo deve no mínimo ter um amigo desse. Pois é. Não sei dizer de onde tiraram essa idéia um tanto estapafúrdia da "obrigatoriedade" de trazer presentes - como se viajantes fossem réplicas de papai-noel. Claro que é fofo fazer um agrado nos amigos com souvernirs, mas alguns acham que porque você esteve em Paris tem que trazer um perfume. Sim, existe esse tipo de amigo!
Pois então, se você viaja com orçamento apertado o jeito de presentar os amigos é virar "sacoleira" deles. Explica-se: as lojas de duttyfree têm preços muito tentadores para aqueles amigos que não viajam e que gostam de produtos importados. Quer presente melhor do que comprar perfumes por menos da metade do preço? Comer um Lindt pagando poucos dólares? Comprar amarula por 16 dólares?
Taí. Agora deixo de trazer pedras e areia para os amigos - (sim, eu trazia esse souvernirs totalmente locais). Agora é isso: meu presente é comprar para os mais próximos essas "pechinchas" no Duttyfree.
Em tempo: Óbvio que "sacoleira" tem dignidade e precisa seguir as normas de até U$500, só compra para muito amigos e valores pagos pré-viagem!
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24 de janeiro de 2010
Desfazendo a confusão - espero!
Sala comum do Hostel Suites Florida, da rede HI em Buenos Aires, em que fiquei hospedada.
Para uma viajante sem luxos, é comum ouvir alguns comentários do tipo: "você é louca de ficar dormindo com gente desconhecida", "é o cúmulo da pãoduragem ficar em albergues"...E a pergunta sine qua non de quem não sabe sobre o que está falando: "credo, você tem coragem de dormir em albergues com os sem teto?" E eu já ouvi inclusive (melhor ouvir do que se surda) que seria estuprada num albergue - nesse caso foi um homem mal amado mesmo.
Jesus do Céu. Para tudo. É impressionante como ainda existem pessoas que confundem albergues com casa do albergado. Tudo bem que as palavras são até parecidas, mas significados abissalmente distintos. Vamos para uma síntese básica: casa do albergado são espaços destinados a detentos que cumpram pena privativa de liberdade no regime aberto - ou seja, nada a ver com mendigos, pra começar. Já albergues (ou hostel / hostal) são "mini hotéis" com uma proposta diferente: são menores (embora alguns possam ser imensos), o serviço de quarto pode ser bem básico ou inexistente, há cozinha disponível aos hóspedes, e têm quartos coletivos para viajantes que estão ou com orçamento apertado ou dispostos a conhecer novas pessoas.
Há os albergues/hostels da rede Hostelling International (HI) que se espalham por várias partes do mundo e são credenciados ( há uma carteirinha anual para descontos) ou então os chamados albergues independentes - em que há mais variedade de pessoas porque não exige a carteirinha. Simples assim.
A busca por um albergue/hostel deve ser tão criteriosa como a de um hotel. Há vários sites para pesquisar as ofertas e também contam com notas e opiniões de outros hóspedes. O Hostel World, por exemplo, conta não só com vários hostels cadastrados como também disponibiliza informações sobre os destinos e coloca os usuários em contato com outros viajantes.
É assim que durante muitas viagens - mesmo as que aconteceram antes de eu iniciar o blog - eu me hospedo. Algumas vezes o espírito está bem aventureiro e a boa pedida é um quarto coletivo feminino. Ou então, depois de dias de viagens, é preciso ficar um pouco só em quarto privado.Tá acompanha do namorado/marido/namorido? Então há também o quarto de casal. Tá levando o filho junto? Quarto de casal com cama de solteiro.Ou em casos em que não há vagas? Já me hospedei em quartos mistos. Há para todos os estilos...assim como os hotéis.
Acho que a maior diferença mesmo entre um hostel e um hotel é a proximidade que um hostel cria entre os hóspedes. Há mesas de jogos, há horários para filmes, há salas comunais em que todos veem televisão/filmes juntos. O staff geralmente é escolhido "a dedo" pela simpatia. E, em alguns, há festas e saídas para boates/passeios juntos. Ou seja, para viajantes de qualquer idade e proposta.
E os cuidados são os mesmos:
- Pesquise bastante as referências dos albergues. Sites como o TripAdvisor e Mochileiros são ótimos. Há as sessões barbadas e roubadas do site O Viajante
- Converse com outros viajantes e google o máximo possível por blogs. É uma ótima maneira de conhecer novos viajantes e ter dicas quentes de hospedagem e passeios.
- Alguns hostels têm armários. Outros não. Opte pelos que os têm e de preferência de graça. Alguns já têm com chave, mas para os desconfiados é possível acrescentar um cadeado pessoal.
- Muitos albergues contam com luggage room, onde é possível guardar a bagagem antes do check in ou depois do check out e continuar passeando - já fiz isso várias vezes quando resolvia conhecer outras cidades e teria que voltar ao destino inicial.
- Alguns albergues têm política de descontos depois de alguns dias de hospedagem. Em muitos é possível ganhar até noite grátis. Então, pesquise bastante.
- Não é tão comum furtos em albergues assim como não são comuns em hotéis. É uma questão de estar atento mesmo e não deixar dinheiro e passaporte "dando sopa" em cima da cama. Aí já é demais!
- Quando estiver reservando albergues esteja atento: ensuites é banheiro dentro do quarto (ou seja, banheiro privativo) e shared bathroom os banheiros compartilhados.
- Não é sempre que os albergues disponibilizam toalhas, então em alguns casos elas podem ser cobradas, mas nada exorbitante.
- Para os que quiserem lavar roupas, geralmente há lavandeiras internas, com máquinas do tipo "made yourself". A dica é: se não tiver tanta roupa para lavar/secar, o ideal é juntar com outro alguém do albergue e dividir a conta.
- E os que estão com orçamento super apertado, as cozinhas dos hostels são bem equipadas para refeições rápidas.
O importante é entender que essa é uma maneira barata e divertida de viajar para conhecer novos costumes. Albergues recebem gente do mundo todo, de todas as idades e tribos. Se você é do tipo fresco, melhor nem sair de casa. Mas se parte da filosofica "cada um com seu cada qual", então sem dúvida vai ser divertir e "viajar na viagem".
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22 de janeiro de 2010
As intempéries da classe econômica
E foi assim, ouvindo asneiras adolescentes entremeadas de vozes demoníacas (que a mãe resolveu reprimir) que fiz meu quase tranquilo voo de volta de Santiago, com escala em Buenos Aires.
A classe econômica (ou como chama a Silvia do matraqueando - a classe chicoteia) não é o fim do mundo numa viagem curta, como foi esse caso.
Mas confesso, que viajar assim por mais de 12 horas, mesmo para alguém de pernas curtas é um martírio. Nos aviões maiores, ao menos são dois corredores. Mas nesse que fiz pela Aerolineas, eram duas fileiras de 3 pessoas exprimidas em menos de 4 metros de largura! Imaginei a comprimento, pelo meu próprio corpo deitado (já que fiz 3 voos deitadas numa fileira sozinha)
Mas viajar pela Aerolineas Argentinas se mostrou uma surpresa. Como os aviões são bem antigos, confesso que fiquei um tanto receosa, mas embora velhinhos e pouco confortáveis a viagem foi tranquila e com comissários de bordo atenciosos, mesmo quando tinham que dizer que não havia mais sucos ou servir os mesmos sanduíches com bolo de sobremesa. Como fiz quatro voos pela companhia em 12 dias, confesso que no último já não aceitei mais o sanduíche.
Em todo caso, é bom saberem os "navegantes" que a Aerolineas não tem estações de rádio ou filmes. Tudo no seco mesmo. É exprimido e de preferência dormindo - já que a comissária não deixa usar o mp3 do celular, mesmo no módulo voo!
crédito foto: dfriche-tg.org
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19 de janeiro de 2010
Em eleições, Santiago esquece que é turística
Foi muito interessante estar no Chile no domingo de eleição presidencial. Frei ou Piñera? As diferenças em relação ao Brasil são muito claras. Não se trata de melhor ou pior, mas diferente. Desde sexta havia "carabineiros" (a polícia chilena) nas ruas para evitar tumultos. Não vi - ao menos pelas áreas por onde passei - ninguém distribuindo "santinhos" ou afins. O que sem dúvida propicia as ruas ficarem totalmente limpas. Absolutamente nada! O que se via era apenas os outdoors e, claro, bandeiras
Depois de anunciada a vitória de Piñera, saí para dar uma volta pelas ruas de Santiago e ver como era o clima. Começou timidamente um buzinaço. No cruzamento das avenidas Vicuña Mackenna e Providência começava a chegar pessoas de várias partes de Santiago para a comemoração que se estendeu pela noite na região do La Moneda - e aí sim virou uma grande carreata. Mas ainda assim, achei a festa tímida se comparada ao Brasil.
Mas foi ótimo ver o otimismo das pessoas - embora eu achei Santiago a capital Primeiro Mundo da América do Sul, as pessoas estampavam em suas camisas e bandeiras o sentimento de mudanças. Enfim, eles que sabem o que é melhor.
O que chamou atenção mesmo foi o fato de não haver nada aberto! Quando digo nada, é nada mesmo. A cidade cheia de turistas e nada, em pleno domingo. Claro que azar o meu por ter viajado em tal época, mas não deixa de ser falta de tino comercial e turístico. De noite, andei andei e andei atrás de um lugar para comer. A negativa continuava - nada. Com exceção de um lugar com sanduíches, mas eu não conseguia mais comer pão, já que tinha sido a única coisa que eu tinha conseguido comprar em todo o dia!
Para os que se aventuraram pelas lindas praias de Viña del Mar, a negativa continuava. Alguns brasileiros do hostel achando que seria como no Brasil, seguiram para a cidade litorânea e nada também.
Boa sorte ao Chile.
Depois de anunciada a vitória de Piñera, saí para dar uma volta pelas ruas de Santiago e ver como era o clima. Começou timidamente um buzinaço. No cruzamento das avenidas Vicuña Mackenna e Providência começava a chegar pessoas de várias partes de Santiago para a comemoração que se estendeu pela noite na região do La Moneda - e aí sim virou uma grande carreata. Mas ainda assim, achei a festa tímida se comparada ao Brasil.
Mas foi ótimo ver o otimismo das pessoas - embora eu achei Santiago a capital Primeiro Mundo da América do Sul, as pessoas estampavam em suas camisas e bandeiras o sentimento de mudanças. Enfim, eles que sabem o que é melhor.
O que chamou atenção mesmo foi o fato de não haver nada aberto! Quando digo nada, é nada mesmo. A cidade cheia de turistas e nada, em pleno domingo. Claro que azar o meu por ter viajado em tal época, mas não deixa de ser falta de tino comercial e turístico. De noite, andei andei e andei atrás de um lugar para comer. A negativa continuava - nada. Com exceção de um lugar com sanduíches, mas eu não conseguia mais comer pão, já que tinha sido a única coisa que eu tinha conseguido comprar em todo o dia!
Para os que se aventuraram pelas lindas praias de Viña del Mar, a negativa continuava. Alguns brasileiros do hostel achando que seria como no Brasil, seguiram para a cidade litorânea e nada também.
Boa sorte ao Chile.
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