20 de agosto de 2010

Step 1 - Passaporte

Antes de pensar para onde ir, como juntar a grana, com quem ir (ou não ir)....o primeríssimo pensamento é: fazer o passaporte para estar apta a viajar para qualquer lugar - seja do Brasil, do Mercosul ou do resto do mundo!

Anotem então: Step 1 - Fazer o passaporte.

Polícia Federal

Assim que entrar na página, estão os links para fazer o passaporte e os documentos necessários. Há uma Guia de Recolhimento da União (GRU) que será gerada após o preenchimento do requerimento (é como um boleto bancário). Os dados são, alguns, bastante específicos, então tenham em mãos a identidade e título de eleitor ao preencher o requerimento do passaporte.

Dependendo da cidade, é possível fazer o passaporte sem precisar agendar. Mas há um link para verificar essa necessidade. No Rio de Janeiro, por exemplo, o agendamento precisa ser feito. Somente nos casos emergenciais, é possível consegui-lo - mas pagando mais caro, apresentando a passagem com data  próxima e enfrentando uma fila gigantesca com atendimento limitado a algumas pessoas por dia (o que faz com que alguns precisem chegar ao posto de atendimento às 4h30 - o que fez a Juliana, minha amiga que resolveu viajar de repente!).

Depois da GRU paga, sem erro: é só apresentar-se ao posto da PF, tirar a foto digital lá mesmo, assinar documentos e esperar alguns dias para ir pegá-lo.

Step by Step

Então um dia o lado viajante independente aflora. As experiências de outras intrépidas estimulam. As férias estão marcadas  - e nesse ínterim o lado aventureiro grita como os orcs do Tolkien antes das batalhas. E aí? Isso acontece a todas as mulheres que têm desejos por viajar. O que vai diferenciar as que irão apenas sonhar daquelas que realmente colocarão a mochila nas costas são “passos” muito sutis. 

Antes que o afã aventureiro evapore, a primeira coisa a se fazer é: estar apta a viajar! Aquelas que preferem o “overseas” a primeira, e imprescindível, ação é tirar o passaporte. Quando a coragem é oscilante, a melhor maneira é já se sentir viajando. Já para as que querem seguir Brasil afora, a viagem tem um passo a menos, o que é mais um propulsor.

Com o passaporte nas mãos começa o planejamento: você pode até adiar, mas a sensação de ter começado tem grandes chances ser um diferencial na hora de decidir seguir adiante.

A Letícia Capucci, uma grande amiga, vai bater asinhas em breve pela primeira vez no exterior. Quando me ligou pedindo ajuda de roteiro e afins, a resposta foi lacônica: primeiro você providencia o passaporte e depois começamos a conversar! Então antes mesmo de saber quais lugares visitar, quanto de dinheiro  levar quantos dias quer ficar em cada cidade, decidir sobre hotel ou albergue, buscar o melhor passe e afins, a primeira coisa é: entrar no site da Polícia Federal, preencher o requerimento, pagá-lo, tirar o passaporte e aí sim, a viagem começa!

Para aquelas que optam por uma viagem nacional, esse é um “problema” a menos. Ou até mesmo para as que desejam seguir rumo aos hermanos argentinos, uruguaios e chilenos. Embora, eu ainda prefira entrar nesses países com o passaporte como documento oficial. Claro que em parte tenho aquele lado “colecionador de carimbo”, mas é, principalmente, para estar limitada usando apenas a identidade brasileira. Numa viagem tudo são possibilidades: imagine que você está no norte do Chile (no qual você entrou com sua identidade) e de repente aparece uma chance ótima de estender a viagem ao Peru? Vai ficar na vontade: o Peru não faz parte do Mercosul, embora esteja ali coladinho no Chile você não poderá atravessar a fronteira.

Limitar-se por quê? Então, em próximos posts vou tentar ajudar com os passos do planejamento e até dos mitos acerca das “mulheres que viajam sozinhas” – cada coisa que eu leio e escuto que são risíveis (para não dizer imbecis!).

12 de agosto de 2010

Bendito Seja!

Sabe aquela salada que você comeu com temperos locais que não caiu bem? Ou a sua bagagem que simplesmente a empresa aérea não sabe onde foi parar? E o voo que foi cancelado sem data prevista de embarque? Sim, essas aventuras acontecem a várias intrépidas viajantes – e acontecem estejamos sozinhas ou acompanhadas. Não tem como prever esses “detalhes do caminho”, mas é possível estar preparadas para eles.

O seguro viagem é quase uma mãe durante as viagens internacionais. E nacionais também, principalmente para as viajantes que não têm plano de saúde com cobertura nacional. Muitas pessoas podem achar que é agouro, mas sinceramente, não é a toa que criaram o jurássico “seguro morreu de velho”. Além disso, no caso das viagens para países que têm exigências mais ferrenhas para brasileiros, a apresentação de um seguro viagem é ponto a favor para o seu carimbo no passaporte! Então, arriscar pra que?

Há várias seguradoras. A dica para os que optarem pelo seguro é pesquisar bem – e para isso existem os blogs e as listas de discussões das redes sociais. Escolher um seguro é basicamente comparar as coberturas e os valores compensatórios. No meu caso, é item obrigatório no orçamento de viagem. E acho imprescindível dois pontos: atendimento em português e ligação a cobrar. Parece bobagem para os fluentes em outros idiomas. Mas em determinadas situações (e se você estiver em contato com a seguradora é porque com certeza teve algum probleminha) a melhor comunicação é em português mesmo. Já precisei do seguro viagem e não tive qualquer problema.

Em um mochilão ano passado minha bagagem não chegou ao destino. Assim que saí do guichê da empresa aérea liguei para a seguradora (a cobrar, claro!). E rastrearam minha bagagem junto à cia aérea e, no dia seguinte de manhã, lá estavam minhas “coisitas” na recepção do hostel. Pensando com a lógica de mercado: ou eles rastreiam e encontram rápido ou me pagariam a cobertura. O que é melhor pra eles?

A Ju, uma grande amiga que se aventurou em uma viagem há alguns dias, teve o mesmo problema com a bagagem. Marinheira de primeira viagem ela demorou a lembrar que eu a tinha “obrigado” a fazer o seguro. Mas quando se deu conta: problema solucionado! Já teve quem torceu o pé, quem foi medicada por intoxicação alimentar, sofreu com dor de dente (...). Nada de anormal para pessoas que se beneficiaram do seguro! Bendito seja!

Em tempo: Uma dica MUITO IMPORTANTE para quem quiser economizar e utilizar os benefícios do INSS: um acordo internacional garante aos contribuintes do INSS e seus dependentes que estiverem em trânsito, a trabalho ou forem residentes na Argentina, Portugal, Itália, Grécia, Luxemburgo, Paraguai, Uruguai, Chile e Cabo Verde o direito a utilizar hospitais da rede pública de tais países. Para isso, basta um certificado de Direito à Assistência Médica  emitida pelo Governo Brasileiro, que deve ser pedido na representação do Ministério da Saúde em cada estado. Para saber a localização desses departamentos,  entre em contato pelos telefones (61) 3448-8372, (61) 3448-8374 e (61) 3448-8376. Ou então, tentar pelo site www.inss.gov.br e entrar em contato com a Ouvidoria ou pelo Fale Conosco que é online.

Como ter dinheiro para viajar?

Faz tanto tempo desde que não apareço no meu próprio blog para falar da coisa mais prazerosa que existe - Viajar! Não deixei de preparar viagens, não deixei de fuçar tudo na internet (e cedi ao twitter e ao facebook para contatos com outros mochileiros). Só que para conseguir dias de mordomia, é preciso encher o bolso vazio primeiro. Então, muito trabalho nesses últimos meses.
Viagem ainda não marcada. Pensando no quesito valores:
Turquia/Egito/Grécia OU Atacama?
E ainda...alguém tem dicas para me dar sobre Orlando com uma criança de 11 anos?
Preciso conseguir a proeza de duas viagens entre dezembro e janeiro!
Recorrendo a orações!

Como ter dinheiro para tanto se não sumir às vezes?

25 de maio de 2010

Sozinha, eu?

Nunca viajamos sozinhas. Cada uma das coisas que levamos numa viagem aciona depois um arsenal de boas histórias: as malas, o mp3, aquela mochila velha e, por que não, uma câmera muito antiga, descascada, pesada e grossa? E foi quando a minha digital parou de funcionar na que seria a primeira foto de uma viagem a Trindade, há poucos dias, que me dei conta: nunca viajei só! Talvez eu precise de terapia por ver numa mochila velha e que precisa de remendos uma companhia. Conheço até quem só acampe na mesma barraca há anos. A companhia não está no objeto, mas no repertório que traçamos com eles.

Acredito que não viajamos sozinhas justamente porque estamos em nossa própria companhia. Tem quem diga, num julgamento muito superficial, que quem viaja sozinha está tentando se encontrar. Confesso que nunca me perdi antes de viajar. A viagem sozinha não é só um momento de liberdade total, mas de autoconhecimento e, porque não dizer, de aprender a conviver com nossos próprios defeitos. Mas vejo também como superação de certos limites que nos impomos no dia-a-dia. Vejamos: quantas vezes você jantou num restaurante simplesmente porque estava com vontade, mesmo que não houvesse ninguém para compartilhar a mesa?

Entre as desvantagens de uma viagem “by yourself” apontadas em vários blogs e sites está quase como unanimidade: jantar sozinha. E continua a pergunta: já jantou sozinha num restaurante? Não estou falando de refeição em self-service. Mas daquele dia especial em que seus amigos estavam ocupados, o namorado/marido/namorido tinha um compromisso, ou então você é solteira e queria jantar num restaurante badaladíssimo?

Pois saiba: é bem provável que numa viagem independente você sequer questione a possibilidade e esqueça que as “pessoas irão olhar”, que “irão sentir pena” e vão achar que “te deram o bolo”. Isso é uma grande bobagem. Sente e jante. E curta muito.

Foi numa dessas “contravenções” sociais que me presenteei numa viagem a Budapeste. Passei por um restaurante que parecia super agradável. Pequeno, aconchegante. E com velas nas mesas. Voltei para o hotel decidida a jantar lá. E foi assim que experimentei a melhor sobremesa da minha vida. Ninguém me olhou como se eu fosse um ET - talvez somente na hora do flash porque, óbvio, registrei esse “momento só meu”.

Arrume suas malas. Separe as músicas que te acompanharão. Desbloqueie o rooming do celular para ligar quando sentir saudade. E viaje. Fácil, não? E se for para a Hungria, Gundel Palacsinta - não deixe de experimentar.

Esse texto é a reprodução da Coluna Batendo-Perna no site Descubra Brasil (07.05.2010)

14 de maio de 2010

Indo às compras na feira!

Viajar barato é tão possível quanto sair às compras numa viagem. Como? As feiras livres são uma das melhores opções de divertimento e compras numa viagem “low cost”. E o Rio de Janeiro tem muitas - impossível enumerar.

Algumas feiras podem ser “hippies chiques”, como a Feira de Ipanema, que acontece todos os domingos na Praça General Osório, de 7h às 19h. Não tem como errar o endereço, já que a praça é também a estação de metrô do bairro.  No entanto é bom lembrar que esse é um dos bairros mais caros da cidade e é ponto de encontro de turistas – combinação quase fatal para alguém comedido. Mas vale a pena conhecer,  mesmo que não vá comprar muita coisa. Há lindas roupas, principalmente de verão, além de todo tipo de bijuterias. Quem quiser biquínis, cangas e acessórios “a la garota de Ipanema” vai se sentir num playground.

Em Copacabana, no vão entre as duas vias da Avenida Atlântica, na altura do Posto 6, todos os finais de semana tem uma feirinha que também vale a pena (e é mais barata que a de Ipanema). Tem menos barracas e é uma boa opção de souvernirs. Não tem as mesmas ótimas opções de vestuário que a de Ipanema, mas vale a conferida. Mesmo porque a paisagem é o que há de melhor.

Mas sempre há opções, que longe do agito “zona sul carioca”. Uma dica para quem estiver no Rio é seguir para a Zona Norte e se aventurar pelo lado pouco turístico da cidade. Não vai ter arrependimento, ao menos no quesito economia. Uma boa feirinha é a de Vicente de Carvalho. Antes que se pergunte que “diabo de lugar é esse”, não tem erro pra chegar. O mesmo metrô que deixa em Ipanema, segue pela Zona Norte. Só descer na Estação de Vicente de Carvalho, seguir pela rampa e pronto.  Lá é possível encontra vestidos que se diferenciam das lojas pela falta de etiquetas por menos da metade do preço. E tem de tudo, inclusive roupas íntimas. A feira acontece às quartas e quintas-feiras à noite.  Não tem o glamour de Ipanema e por isso é tão peculiar para viajantes.

Quem estiver pensando em caminhar pelo Centro terá a disposição vários conglomerados de vendedores. Pode chegar a ter a impressão de que o Rio de Janeiro é uma grande feira. A dica é a feirinha do Castelo, quase em frente à Estação de metrô da Carioca, do outro lado da Av. Rio Branco. Ali, bem no centro econômico carioca às quintas-feiras à tarde tem umas das melhores feiras do Centro.

Muitas feirinhas de roupas e acessórios estão espalhadas pela cidade e impossíveis de consultar no site da Prefeitura. A dica é perguntar mesmo, principalmente para moradores da cidade.  A propósito, se ouvir chamarem as feiras de “feirinha de Itaipava” não se espante. Como Itaipava, na região serrana do Rio, tem uma excelente feira, se tornou sinônimo desse tipo de comércio para alguns “desavisados”.

*Crédito da imagem: www.feriasbrasil.com.br

Esse texto é a reprodução da Coluna Batendo-Perna no site Descubra Brasil (08.04.2010)

9 de maio de 2010

Dormindo com o desconhecido!

Em uma viagem nada é mais imprevisível que as pessoas que conhecemos pelo caminho. Entre os pontos altos de uma viagem sozinha está a possibilidade de novas amizades. Sozinhas, estamos mais abertas ao experimento justamente porque saímos da zona de conforto de um amigo que tira a foto, que divide o encantamento, que conversa quando não há mais nada pra fazer, que divide a conta da pizza e da lavandeira (...). Ou você vai ficar muda a viagem inteira ou definitavamente vai ter que interagir nesses momentos e em outros. Seja deitada numa praia seja numa caminhada, nessas horas de distração é muito provável encontra outros viajantes independentes.

O ponto de maior interação entre viajantes sem dúvida são os hostels. E no começo da aventura, a viajante independente sozinha pode esbarrar num contratempo que descabela a “marinheira de primeira viagem”: acabar num quarto coletivo misto! Sim, isso pode acontecer. E não deve ser motivo para pânico. No Brasil é pouco provável, já que a separação por gênero é práxis. No entanto, impossível não é – e eu sou a prova disso! Passei uns dias em Trindade e por conta de um “probleminha técnico” na reserva acabei dormindo uma noite num quarto coletivo misto, com dois ingleses.

Há aquelas intrépidas viajantes que vão dizer que é tudo igual, que não há nada demais. Há inclusive as que preferem. Uma das argumentações que já ouvi é de que os quartos são mais arrumados porque os “moçoilos” querem impressionar. Outras acham a experiência diferente e o que importa é interagir. E outras acham que há a séria propensão a roncos insuportáveis. É mesmo uma questão de se sentir a vontade. Pode ter dia que você esteja a fim da experiência e em outros dias, a abomine.

Então, para aquelas que planejam se hospedar em quarto feminino, para evitar surpresas desse nível fique atenta à quantidade de camas - geralmente os quartos mistos são aqueles com a maior quantidade. Claro que os sites informam que o quarto é misto, mas para o caso de não informarem, essa é a deixa. O mais comum no Brasil são as separações entre feminino, masculino, privado duplo/casal. Já em países europeus, é bastante comum acrescentar a essas categorias os mistos.

Já se quiser experimentar, a dica é ter o mínimo de bom senso na vestimenta na hora de dormir. De resto, nada muda. Particularmente, se não tenho experiências horrendas tenho ao menos meia dúzia de histórias que vão do bizarro ao hilário. Mas nada que desabone os quartos mistos. A experiência é de cada um mesmo. Então, se acontecer é questão de relaxar. Pedir a troca assim que possível e ainda conseguir um desconto no restante da hospedagem!

*Crédito da foto: www.meininger-hotels.com

*Esse texto é a reprodução da Coluna Batendo-Perna no site Descubra Brasil (23.04.2010)

7 de maio de 2010

Andar pelas ruas de uma cidade é uma arte

Andar pelas ruas de uma cidade é uma arte, já disse Rubens Fonseca. No seu conto “A arte de andar nas ruas do Rio de Janeiro”, o autor conta a história de Epifânio, um andarilho que passa seus dias e noites caminhando pelo Centro do Rio de Janeiro. E a dica de hoje é exatamente essa: perca-se por lá!

Perder-se pelo Centro é quase uma obrigatoriedade para viajantes e, até mesmo, moradores da cidade. No ir e vir apressado do dia-a-dia é comum esquecer-se de apreciar as “velhas” construções, casarões, o puro jeito de viver na cidade que não está nos guias turísticos. É muito mais um sentir do que ver. São esses “pequenos” detalhes do cotidiano que dão charme às histórias peculiares de todo viajante.

Não se trata de economia no transporte. Andar a pé sem dúvida é uma das melhores maneiras de conhecer um local – além, é claro, de fugir do caos do transporte público. Imagine-se numa cidade com história e cultura transbordando em cada esquina. Qual a graça de atravessá-la por baixo da terra?

Claro que nem todo “flâneur” gosta de sentir-se perdido. Para os que precisam estar seguros, mesmo na metáfora do perder-se, alguns sites disponibilizam downloads gratuitos de mapas para celulares. Numa pesquisa rápida no Google apareceram centenas de referências a esses sites. Basta procurar um adequado à região escolhida e pronto. Ou mesmo usar um GPS ou o site oficial do turismo da cidade http://www.riodejaneiro-turismo.com.br/pt/

Nas ruas do Centro do Rio, o trecho entre a Praça Mauá e a Cinelândia (ou seja, toda a extensão da Avenida Barão do Rio Branco) é passeio para uns dois ou três dias. E haja pernas!

Não se trata de seguir a linha reta da avenida, mas de se aventurar pelas ruas que a cortam. E aí, é possível encontrar uma infinidade de percursos que fazem parte do imaginário da literatura e da história do Brasil. Rua Sete de Setembro, a Gonçalves Dias, Rua do Ouvidor, Rua da Quitanda (...). Nesse percurso pelo Centro histórico-financeiro da ex-Capital Federal, é fácil encontrar o Museu de Belas Artes, a Biblioteca Nacional, o Teatro Municipal, a Praça Tiradentes, a Igreja da Candelária, o Paço Imperial (...), além de alguns dos principais centros culturais do Rio, como o da Caixa Econômica, dos Correios e o do Banco do Brasil.

Os que quiserem mesmo uma boa dose de Rio de Janeiro, devem deixar a frescura de lado e reservar um tempo para a Rua da Alfândega, popularmente conhecida como região do Saara. Barulhenta e cheia de gente, quantas ruas podem dar-se o luxo de ter uma rádio própria? São ao todo 1200 lojas distribuídas entre Rua da Alfândega e adjacências. O lugar é tão peculiar que se autodenomina a ONU Brasileira por causa da variedade de raças e credos. Lá se encontra de quase tudo. http://www.saarario.com.br

Se não for suficiente para um choque de realidade do que o Rio de Janeiro tem de melhor, que é sua diversidade, que tal alguns passos em direção ao aglomerado de boxes num comércio “legal” (?) da Uruguaiana? Um mercado popular ou, melhor dizendo, um camelódromo gigantesco com toda a variedade de produtos a preços realmente populares. Lá se encontram a preços em conta os souvernirs da viagem para presentear os amigos. E é fácil programar as compras - http://www.mercadouruguaiana.com.br/classifieds

Seguindo sempre seu caminho instintivo, se vir uma igreja que parece qualquer coisa menos uma igreja, pronto, você acaba de encontrar a peculiar Catedral Metropolitana de São Sebastião. E pode fazer o teste: se perguntar a alguém (mesmo carioca) “o que é aquilo?”, corre o sério risco de não saberem responder. Se estiver nesse ponto de avistar “aquele aquilo”, é provável que cedo ou tarde os Arcos do Aqueduto apareçam na sua frente. Bem vindo, você estará na Lapa – um local que sem dúvida deve estar no seu roteiro noturno pela cidade. De um lado o Circo Voador e do outro a Fundição Progresso, a região é hoje uma das mais boêmias da cidade. Os Arcos da Lapa são famosos aquedutos construídos em 1750 e que, turisticamente, são mais conhecidos por estarem no percurso do Bondinho de Santa Teresa.

Falar em andar no Centro de uma cidade como o Rio (e sinceramente, acho que a lógica do perder-se para conhecer a cidade se aplica a qualquer destino) é deixar em aberto a possibilidade da descoberta. Um novo bar, uma nova galeria de arte, novas lojas, novos personagens, novas histórias (...)

Impossível tentar esgotar histórias e dicas sobre o Centro do Rio – o caminho certo é criado pelo percurso instintivo (ou não) de cada um dos viajantes.

*Crédito da foto: Clujnapoca

*Esse texto é a reprodução da Coluna Batendo-Perna no site Descubra Brasil (15.03.2010)

A facílima arte de viajar sozinha! Pensando na hospedagem

Embora minha primeira coluna aqui tenha sido de estimulo às mulheres viajarem sozinhas, pouco falei sobre como fazer isso. Um grande equívoco meu achar que não há dicas para se dar a outras intrépidas viajantes. Eu sempre arrumei a mochila e segui. Até que a Sílvia Oliveira do Matraqueando me chamou a atenção de que há muito que se dizer sobre isso. Sim, é verdade! É tão fácil viajar sozinha que até se esquece de que há o que se falar sobre isso.

Qualquer planejamento de uma viagem começa com a busca por hospedagem. É nessa hora de decisão que a precaução com a viagem deve aparecer. Na busca pela hospedagem você muito econômica acha uma barbada na internet. Ótimo! Mas o que importa numa viagem sozinha é principalmente a localização. Alguns sites de reservas contam com notas dos viajantes sobre os hotéis/pousadas/hostels/albergues disponíveis. Mesmo assim, antes de concretizar a reserva, melhor checar em mapas virtuais, em blogs e fóruns se a localização é realmente boa. Há, inclusive, sites com essa proposta de dar notas a hospedagens mundo a fora. Vale conferir no TripAdivisor. Mas há outros.

E como detectar uma boa localização? Fácil. Pegue um guia de viagem. Em qualquer canto do planeta as áreas com pontos turísticos são as mais valorizadas, o que inclui serem as mais seguras e também com os melhores acessos a transportes. Por esses pontos, fica fácil saber se a hospedagem vale ou não a pena, ao menos nesse quesito. É comum encontrar pousadas em bairros residenciais. Nada contra. No entanto, as ruas são mais desertas, não costumam ter bares e restaurantes e, embora sejam bairros de casas e apartamentos lindos, não sobra nada a fazer caso resolva não dormir. Mas há viajantes que optam por esses locais por causa da tranqüilidade. Questão de gosto mesmo. Eu particularmente acredito que onde mais movimentado melhor.

Estar atenta é uma dica quase unânime em colunas, blogs, sites e fóruns de discussão sobre o tema. Mas estar atenta não vale somente para viajar sozinha, mas para qualquer momento. Simples assim. A primeira grande lição de alguém que viaja sozinho (e nisso, independe a questão do gênero) é ter precaução sem que isso se transforme em pânico. Não se trata de colocar uma armadura e um elmo e encarar a viagem como um mero deslocamento - ou corre-se o risco desnecessário de ver tudo e todos como ameaças latentes. Não encare a viagem sozinha como uma cruzada.

Viajar é interagir, é sorrir, é testar o idioma local. É conversar sem timidez, é se apaixonar por pessoas, por lugares e até mesmo por um rio, como é meu caso com o Vlatva na República Tcheca. Em uma viagem sozinha o que mais se vai dizer (e ouvir) são: “ois” e “tchaus”. É quase um treinamento ao desapego, à arte do encontro e do desencontro. O apego fica por conta das lembranças, que garanto, serão muitas.

*Foto retirada do site http://www.nickmartins.com.br/

*Esse texto é a reprodução da Coluna Batendo-Perna no site Descubra Brasil (07.05.2010)

2 de maio de 2010

Trindade por menos de R$ 300

Quanto vale um final de semana num lugar com belas e vazias praias, sem engarrafamento, com cachoeiras? Pra mim isso é dádiva, considerando um feriadão prolongado carioca de cinco dias. Desses, passei 3 noites em Trindade. E paguei menos de R$ 300 para ficar a toa todos os dias andando de praia em praia, dormindo de praia em praia e me divertindo entre as trilhas para piscina natural e a cachoeira da Pedra que Engole (próximo post)

Orçamento
Passagem: Cerca de R$ 100
Hospedagem: R$ 90
Alimentação: R$ 24 / dia
Aula de Yoga: R$ 7

É ou não é barato? Sempre há um lugar BBB pra ir perto de casa. Isso vale pra qualquer região de um país tão diversificado como o Brasil.

* Crédito da imagem: www.obviousmag.org

Entre a vila de pescadores e o paraíso hippie

Há tempos não ouvia Raul Seixas, e não havia lugar melhor pra isso do que Trindade. O vilarejo que se metamorfoseia entre uma vila de pescadores e paraíso hippie é tão perto do Rio de Janeiro que chega a ser inacreditável que o local ainda guarde as características de um lugar no meio do nada.

Como chegar: Chegar a Trindade não é fácil. E os abusos das concessões de transporte se tornam evidentes. No meu caso, saí de Volta Redonda por causa de um trabalho (nesse caso, paguei menos e fui pela empresa Colitur). A estrada para quem vai por Volta Redonda é muito ruim. Ônibus sem banheiro. Percurso árduo: Volta Redonda até Perequê. Perequê até Paraty. Paraty até Trindade.


Saindo do Rio de Janeiro, a única empresa que faz o itinerário é a Costa Verde. A passagem é abusiva, considerando a distância. Cerca de R$ 55 até Paraty.
De Paraty pode-se pegar vans ou ônibus, no valor de R$ 3 e seguir até Trindade. O vilarejo tem uma estrada pouco segura, confesso, e ir até lá por meio de transporte coletivo só mesmo pelos regulares da prefeitura - os únicos permitidos.

Onde se hospedar: Há várias pousadas e alguns albergues. Nada de resorts, o que para mim é um dos maiores atrativos de Trindade. Nada contra luxuosos espaços, mas não combina com a simplicidade do vilarejo. O Hostel World tinha poucas opções. Procurei também no Hoteis.com. O melhor é procurar no Google mesmo, embora eu tenha encontrado poucos blogs com dicas de hospedagem. Minhas duas referências em Trindade. Pousada Beija-Flor e Kaissara Hostel.

O que levar:

1- Dinheiro - Trindade é um local mesmo de descanso e prática de surf. Não há bancos e algumas pousadas não aceitam cartões de crédito ou de débito. Há uma venda chama de Mercado Central, que mais se parece com aquelas mercearias de novelas antigas. Se procurar algo que não haja ali, provavelmente não vai encontrar em canto algum. Até mesmo para encontrar restaurantes que aceitem cartões é preciso paciência. Logo, melhor levar dinheiro para lá - coisa que não fiz!
2- Repelente. Comprando um lá spray custou cerca de R$ 9.
3 - Lanterna. Agora já há alguns postes nas ruas com iluminação pública. Mas para os que queiram ir às praias a noite para lual ou para beber alguma coisa, a escuridão assusta.
4 - Casaquinho. Mesmo no verão, a noite é comum esfriar um pouco.
5 - Em Trindade a roupa clássica é a de praia mesmo. Até para quem espera se aventurar pelas trilhas, elas dão acesso às praias e cachoeiras então não há porque estar vestida de outra maneira. Tênis é praticamente para saídas a noite e assim mesmo se não for a praia. Peso extra na bagagem para uso tão restrito. Melhor mesmo chinelos.

*Crédito da foto: Kaissara Hostel

Aí sim, muito sozinha!

Viajar sozinha não é problema. Isso é até opção algumas vezes.Mas viajar sem câmera (...) foi a minha primeira experiência. E que solidão! Assim que cheguei em Trindade me dei conta de que a digital, comprada há quase cinco anos numa viagem a Portugal, cansou de me acompanhar e depois de anos....parou de funcionar. Simples assim!

E em plena viagem a um local paradisíaco só conto com as lembranças. Um excelente exercício de memorização. E foi assim, eu comigo mesma, que passei os dias mais tranquilos de uma viagem.
Praia, sono, música, cachoeira, trilhas....e sem fotos.

*Crédito da foto: autarquiadigital.com

10 de abril de 2010

Qual o seu Traveler QI?









Uma amiga aqui do blog riu quando eu comentei no post anterior que costumo "brincar" de combinar destinos via sites de cia aéreas quando estou cansada de trabalhar. E me deu a dica de um site com jogos para viajantes "entediados" com as tarefas do cotidiano. Fica a dica!

O TravelPod tem alguns joguinhos. E ainda testa conhecimento. TravelerQI

6 de abril de 2010

Por menos de 1/3 - Atacama

No feriado de Páscoa em que eu fiquei em casa enclausurada escrevendo para um congresso, meu momento relax foi brincando em sites de companhias áreas. Sim, isso me diverte - e muito!
E olha o que eu encontrei. Pela Lan Chile, que meses atrás uma passagem de ida e volta de Santiago para Calama era quase R$ 900, agora está cotada a R$ 220 (ida e volta). E isso no feriado de 3 de junho.

Claro que a causa disso são os terremotos e não dá para rir ou comemorar, mas fica a dica para quem quiser se aventurar pelo Atacama - meu sonho desde que vi as postagens da Sílvia Oliveira do Matraqueando. Na mesma hora mandei um comentário pra Sílvia e ela me contou que o hotel que ela ficou em Santiago de U$ 120 passou a U$ 45. Ou seja, vamos movimentar o turismo chileno!

Com duas viagens na cabeça e um bolso de jornalistas, imaginem meu momento "deixando de comer para viajar"...

* Crédito da foto: http://criativosdomarketing.files.wordpress.com/

Nordeste Carioca

Sabe aquela música: “Minha vida é andar por esse país pra ver se um dia eu descanso feliz”? Ali, pertinho do Terminal Rodoviário do Rio de Janeiro você pode chegar ao nordeste sem precisar viajar. Um espaço sem muito atrativo à primeira vista se revela um dos pontos de maior diversidade cultural do Rio, além de ser diversão garantida nos finais de semana - a famosa Feira de São Cristovão, oficialmente conhecida como Centro de Tradições Nordestinas Luiz Gonzaga. Forró, xoté, baião, maracatu, xaxado, axé...Tem de tudo.


Muitos viajantes ficam tão deslumbrados com a beleza natural do Rio de Janeiro que não se dão conta de que a riqueza da cidade está além das praias e do samba nos morros e na Lapa. E vão embora sem conhecer a mistura fascinante do carioca com o nordestino. Não é só pela música que está em todo canto da feira, mas pela literatura de cordel, pelo repente, pelo artesanato, pela culinária (...) e claro pelos muitos nordestinos vestidos “a la” Luiz Gonzaga.

A feira, que durante muitos anos ficou a céu aberto com barraquinhas simples, em 2003 foi transferida para o pavilhão de São Cristovão e transformada num complexo de bares, restaurantes e espaços para shows. Ao todo são 700 barracas distribuídas em ruas internas que recebem os nomes de nordestinos ilustres, como Padre Cícero, Jakcson do Pandeiro, entre outros. Se quiser ver como são as atrações da feira, vale a pena uma conferida na TV Pau de Arara ou no Jornal da Feira que mostram as novidades e informações sobre shows.

Como aqui a gente fala de coisas baratas, vamos lá! Há restaurantes para todos os bolsos - alguns com ar condicionado e com vista para os palcos principais de shows. Outros, mais simples, também são ótimos e mais em conta. Minha dica é o Chiquita. Como não tem ar condicionado os preços são mais baixos - Baião de Dois como prato principal e também como guarnição. Vale uma conferida na picanha de carne de sol com mandioca frita e baião de dois. Serve satisfatoriamente 3 pessoas por menos de R$ 60. Para sobremesa vale a pena escolher uma das muitas barracas de tapioca tradiconal com coco e manteiga de garrafa por R$ 2. Tudo genuinamente nordestino, até no sotaque.

O Nordeste tem muito a oferecer além de refrões impregnantes como “Você não vale nada mais eu gosto de você”. Para conferir, Campo de São Cristovão, S/Nº. Telefone: 21 2580-5335. De terça a quinta-feira os restaurantes abrem para o almoço. Das 10h de sexta-feira às 22h de domingo todas as barracas e restaurantes funcionam initerruptamente animados por trios, bandas de forró e shows de repentistas e cordelistas.
Ah sim, a entrada não é franca, mas muito em conta - R$2.

* Credito da foto: site da prefeitura do Rio de Janeiro
*Esse texto é a reprodução da Coluna Batendo-Perna no site Descubra Brasil (31.03.2010)

26 de março de 2010

Um jogo da NBA por U$ 50 - relato de um viajante no Canadá

Gosto tanto de viajar, que sou capaz de "viajar" na viagem dos outros. E quando os amigos resolvem sair da mesmice e encarar boas doses de aventuras e histórias, fico esperando os relatos. Esse é um relato enviado pelo grande (literalmente!!!) amigo Camilo Mayrink que está de férias no Canadá e foi ao tão sonhado jogo da NBA - “Um jogo emocionante (...) Uma cesta a 2 segundos do fim deu a vitoria para o time de Toronto e os torcedores foram a loucura. Assim foi minha ida a um jogo de basquete da NBA pagando apenas U$ 50!!!”

Como comprar barato, como chegar, o que fazer... Segue o relato do Camilo.

" A compra de tickets para jogos da NBA pode variar muito. A situação atual do time na liga é o fator primordial. Se o time não estiver bem na temporada, dificilmente o ginásio vai ficar cheio, portanto até horas antes do jogo é possível conseguir comprar os tickets. Outro ponto importante é saber se o basquete eé o esporte preferido na cidade. No caso de Toronto, a paixão da cidade é o Hockey no Gelo, o Toronto Maple Leafs. Sendo assim, mais fácil ainda comprar tickets para o basquete.

Os tickets podem ser adquiridos nos pontos de vendas no próprio ginásio em horários que são divulgados no site de cada time. Outras maneiras são: a aquisição em lojas da Ticketmaster espalhadas pela cidade ou, e talvez a mais usual, pela própria internet www.ticketmaster.ca


Os ingressos podem variar de $ 12,00 a $ 2500,00. Os mais concorridos são entre $ 50,00 e $ 150,00 e sinceramente, o ticket de $ 50,00 não deixa a desejar. A distância da quadra não é tão longe quanto possa parecer. Atende muito bem, principalmente ao turista que quer gastar pouco dinheiro e falar que já esteve em um jogo da NBA. Agora, se você é um turista com pouca preocupação com o dinheiro, vale a pena pagar $ 2000,00 para ficar quase “dentro” da quadra, a uma distancia de 10 metros dos jogadores. Nesse caso, um detalhe importante: dependendo da área que o ticket dá acesso, é limitado o uso de de álcool. Se for beber, melhor se informar melhor as áreas permitidas.


Uma vez adquirido os ingressos, existem seis portões para entrada no ginásio. Os portões abrem uma hora antes dos jogos. Geralmente às 18hs. As 17hs já existem torcedores na fila. Durante o tempo que você esta esperando os portões se abrirem, um Hip-Hop característico do basquete fica tocando, com alguns intervalos para orientações sobre como funciona o ginásio, onde está os pontos de ajuda, o que não pode entrar no ginásio, (...)


Quando os portões se abrem tenha certeza que você vai: se estiver com mochila ou bolsa, será solicitada verificar parte por parte. Você passara por um detector de metais. O mesmo segurança que fez todos estes procedimentos ira verificar o seu ticket e educamente ira indicar a sua cadeira, se você tem que subir escadas... Ainda existem duvidas? Há seguranças por toda a parte para dar informações.


Dentro do ginásio, muitos de restaurantes e lojas para mais souvenir. Espaço para tirar fotos com as cheerleaders do time e no caso do Toronto ha uma TV local (Raptors TV) onde os apresentadores fazem um debate ao vivo, perto dos torcedores que estão circulando pela área.


Enfim o jogo: espetáculos com raio laser, um som maravilhoso e muita diversão com o mascote do time. Durante os intervalos dos jogos, vários sorteios de prêmios em dinheiro, camisetas autografadas e entrevistas. Tudo para manter a atenção e a diversão do torcedor enquanto o jogo está parado.


Uma dica: se você quer sair com mais tranqüilidade, abra mão dos 5 minutos finais do jogo e saia tranquilamente, seja para pegar seu carro, ou para ir a pé ou para pegar o metro. Caso contrário, esteja preparado para ter um pouco de congestionamento nestas saídas, principalmente se você foi sair de carro. Mas se fizer isso, talvez não tenha a emoção da cesta da vitória a 2 segundo da final!


Boa diversão! Let's go Raptors! Defense!


Atrações a parte


Indo para os jogos, aproveite para visitar o Rogers Centre. Outro estádio de esportes de Toronto é o Skydome, famoso pelo teto do ginásio "abrir e fechar" http://www.rogerscentre.com/about/history.jsp Fica bem próximo um do outro.


Assisti ao jogo da NBA no Air Canada. Colocando de lado a atração principal (o Basquete), o próprio ginásio já é um espetáculo a parte. Você pode chegar algumas horas antes do jogo e fazer compras no shopping do ginásio, o Centre Sport - atendimento de primeira e simpatia dos vendedores. Há todo o tipo de souvenires e, ao contrario do que dizem, as coisas não mais caras são pelo fato de estarem sendo vendidas no ginásio. Além de camisetas dos jogadores, moletons, canecas, chaveiros, (...) do Toronto Raptors, é possível comprar dos times das outras ligas: o Toronto Maple Leafs (NHL) e o Toronto FC (MLS).


Para os que estão em família, há espaço para as crianças se divertirem, seja no hockey ou no basquete: pequenas quadras de basquete, de hockey e Playstation 3 com um telão com mais de 70 polegadas.


* Crédito da foto: Camilo Mayrink. Foto tirada de onde ele viu o jogo pagando R$ 50!

Primeiros passos - Egito, Turquia e Grécia (?)


Mesmo que eu ande sumida não deixo de continuar planejando minha próxima viagem. Destino: Egito, Turquia e talvez Grécia. Tenho escrito menos e acompanhado outros blogs (principalmente o Viaggio Mondo e o Viagem Afora) para definir como eu vou conseguir viajar com a pouca grana que me resta!

A primeira etapa é sempre a mesma: ler, ler e ler. Fiz um primeiro orçamento de voos internos, considerando o seguinte roteiro: Cairo, Istambul, Atenas. Fucei alguns sites, mas ainda estou "tateando" com viagens que não sejam para a Europa, com as muito vantajosas cias aéreas low cost.

Um primeiro orçamento com datas aleatórias, pedido ao amigo Vagner Carvalho, agente de turismo.
Eu não tenho ainda muita noção dos preços para esses locais, então ainda sem certeza se esses valores são baratos. Mas em reais até que não é nada exorbitante.

Cairo x Istambul
Voando Turkish Air Lines
Embarque dia 13 de maio
Duração do voo 2 horas e 15 minutos.
Total estimado com taxas R$457,00

Istambul x Atenas
Voando Turkish Air Lines
Embarque dia 20 de maio
Duração do voo 1 horas e 25 minutos.
Total estimado com taxas R$295,00

Enquanto planejo e junto para essa viagem de sonhos, o investimento (sim, viajar é investir em mim mesma) e as milhas para a próxima viagem "aqui pertinho" já está decidida: Deserto do Atacama, por dica do Matraqueando - ainda dependendo de uns dias de feriado - e já sem medo de terremotos!

26 de fevereiro de 2010

Otimizar os gastos para viajar de graça

Vale tudo na hora de tentar uma viagem gratuita. Sim! É possível viajar de graça embora muita gente ainda não acredite. Um amigo de Juiz de Fora sonha em viajar com a namorada, mas ainda associa viagem a "vender a alma às dívidas" - ele não é o único que ainda não descobriu as vantagens dos programas de milhagem. É para o Francisco e esses tantos outros que fica a coluna dessa semana.

Os programas de milhagem buscam a fidelização de clientes por meio de prêmios em milhas, que podem ser conseguidas por trechos aéreos. No caso dos viajantes, a pontuação vai ser creditada conforme o voo e pode ser pedida na hora do check in ou depois da viagem, obedecendo às regras das companhias aéreas. Para quem assistiu ao filme “Up in the Air” com o George Clooney fica fácil saber o que é o programa - mas calma, a história é ficção e bem longe da realidade de quem tem poucos recursos!

Mas e aquele que não é um viajante contumaz e não tem milhas das companhias aéreas? Aí está o “pulo do gato”. Muitas empresas buscam atrair consumidores oferecendo parceria com esses programas.

Uma das opções é se informar sobre o uso do cartão de crédito. Explica-se: um exemplo de empresas que têm parceria com os programas de milhagem são os bancos, que utilizam os cartões de crédito como iscas: o uso do cartão é associado a uma pontuação que pode ser convertida em milhas - ou seja, quanto mais usar o cartão mais vantajoso fica.

É provável que alguns bancos exijam um valor mínimo de pontos antes da primeira transferência para milhas (claro, eles são empresas privadas e visam ao lucro”). Para saber como é feita a pontuação, basta converter o valor da fatura em dólares. Cada dólar equivale a um ponto e cada ponto, uma milha. Muita gente usa cartão de crédito e não se atêm muito aos programas de relacionamento. É possível trocar os pontos por desconto na anuidade, por barracas de camping, e por tantos outros produtos. A conversão em milhas é só uma entre as várias opções.

Para fazer parte de um programa de milhagem basta se cadastrar nos sites das empresas aéreas. A Gol/Varig tem o programa Smiles (que possibilita emitir bilhetes aéreos também para a KLM, America Airlines e Air France). Já pela TAM o cadastro é feito no próprio site da companhia. A regra básica, tanto para quem vai viajar como para quem vai “apelar” para as promoções, é fazer o cadastro antes de pedir crédito das milhas. No caso dos que desejam creditar um voo, o cadastro deve ser feito antes da data de embarque. Nos casos das outras companhias aéreas, a Trip, WebJet e Azul não têm ainda esses programas. No caso da Azul, o programa de vantagens se limita a créditos em voos futuros.

Há até casos de bancos que, para atrair o consumidor, chegam a oferecer milhares de milhas de bônus pelo pedido do cartão! É possível também encontrar promoção de assinatura de revista semanal/mensal e ganhar milhas como prêmios. Para se ter uma idéia do que isso vale: ano passado o Smiles (Gol/Varig) e a Tam tiveram uma promoção que possibilitava viajar por, respectivamente, duas e três mil milhas por trecho no Brasil. Traduzindo: era possível fazer Rio/Recife – Recife/Rio com quatro ou seis mil milhas.

Com o cadastro feito, vale a regra do "se vai gastar, que seja para ganhar algo". Até mesmo empresas virtuais,para incrementar as vendas costumam, às vezes, transformar o valor do pagamento em milhas - sim, isso existe! Então, o jeito é sempre que for comprar algo estar atento a essa possibilidade. E perguntar antes, sempre!

A dica não é para estimular o lado consumista compulsivo de ninguém, mas para mostrar uma boa maneira de transformar gastos em vantagens.

Em tempo: já acumulei boas milhas na base do "melhor otimizar os gastos". Exemplos: já ganhei cinco mil milhas quando pedi um cartão de crédito. Ganhei outras sete mil quando assinei um jornal por 1 ano. E algumas centenas de milhas na compra de um ar condicionado num site de loja de departamento. Além do que converto pelo programa de relacionamento do cartão de crédito e viajando. É um bom exercício de paciência.

*Esse texto é a reprodução da Coluna Batendo-Perna no site Descubra Brasil (19.02.2010)

O que fazer no Rio de Janeiro que não inclua o tripé: sol, suor e multidão?

Embora possa parecer out, nem todos que viajam durante o Carnaval estão em busca de se tornarem sambistas ou foliões. Claro que nessa época a hospedagem é mais cara (mesmo para os que acampam), a passagem área vai, literalmente, às alturas, há trânsito, rodoviárias e aeroportos entupidos (...) Por que sair de casa então? E "pior", por que ir para o Rio de Janeiro, uma das maiores concentrações de carnavalescos do mundo? Porque é feriado e são quatro dias para aproveitar. Simples assim.


Praias

- As praias estarão cheias, mas nada que não possa ser contornado indo mais cedo. Isso facilita não só para procurar um bom espaço na areia como também ter a garantia de um guarda-sol. Um guarda-sol na Zona Sul pode variar de R$ 5 a R$ 10. As cadeiras são à parte e custam em média R$ 3.

Dica: Os quiosques de algumas praias da Barra da Tijuca, como os da Praia da Reserva, não cobram o guarda-sol/cadeiras dos clientes. Converse com o “barraqueiro” e tente conseguir de graça se estiver consumindo na barraca.

- Comer nas praias do Rio se tornou algo um pouco complicado. Explica-se: há no Rio o choque de ordem, que restringe a venda de alguns alimentos e bebidas. Ou seja, aquele queijo coalho (adorado pela Sílvia Oliveira) e o camarão não podem mais ser vendidos porque estão em palitos e são manipulados na areia. Para economizar vale até passar num supermercado antes de ir à praia - sem promover uma "farofa" pelo amor de Deus! Quando a praia começar a encher é hora de seguir para outros passeios - como os pontos turísticos. Parte dos foliões estarão na praia, que depois das 11h parece show de virada do ano, e a outra parte nos blocos.

Pontos turísticos - Os pontos turísticos são sempre cheios (seja feriado ou não). Então não é nenhuma novidade. No entanto, nessa época do ano os "enganam turistas" chegam a cobrar uma fortuna para levar a um passeio. Se você não tem dinheiro para jogar fora e costuma fazer os passeios "by youself" vale ficar atento:

- O Bondinho do Pão de Açúcar fica na Urca. Custa R$ 44 (meia-entrada para estudantes e cariocas/moradores do Rio de Janeiro e Grande Rio). Para quem não quiser pagar táxi/ônibus, só usar o metrô até a Estação de Botafogo e pegar a integração (metrô de superfície) para a Urca.

Dica: Para os que se aventuram a seguir a trilha do Morro da Urca, e ainda querem economizar alguns reais, a pedida é subir a pé. É possível admirar a vista do que seria a primeira parada do Bondinho em uns 40 minutos de caminhada (só que de graça!!!). Lembre-se de levar água porque, quando chegar sedento lá em cima, o preço da água pode balançar o bom humor. Os que subirem a pé até o Morro da Urca e de lá quiserem ir ao Pão de Açúçar, o valor do ingresso é R$ 22.

- O Cristo Redentor é uma das maiores atração turística do Brasil. E é comum visitar o Corcovado no mesmo dia da visita ao Pão de Açúcar - aí está o momento em que os "enganam turistas" ganham dinheiro fácil. A distância entre ambos não é muito longa. Nos acessos às bilheterias, tanto de um ponto quanto do outro, há vários taxistas ou "motoristas independentes" que chegam a cobrar R$70 para levar de um a outro. Se quiser ir de táxi, tudo bem, peça pra ligar o taxímetro. Mas se quiser mesmo economizar, a dica é ir de metrô. Muito simples. Basta pegar o metrô de superfície da Urca a Botafogo. De lá, seguir até a estação do Largo do Machado. Pegar um ônibus que vá para o Cosme Velho, que chega em menos de 10 minutos - (Quem é adepto da caminhada, em cerca de 20 minutos é possível ir da Urca ao metrô de Botafogo).

- No Jardim Botânico é o melhor lugar para quem procura natureza, beleza e tranquilidade. Levar um livro, levar o namorado ou simplesmente deitar lá e cochilar. Mas pode esquecer fazer um piquenique na grama - é proibido. Para compensar o lugar é lindo! E vale MUITO a pena caminhar pelas margens do Rio dos Macacos, que atravessa o Parque da Tijuca, passa pelo Jardim Botânico e vai até sua foz, na Lagoa Rodrigo de Freitas. Não é uma grande trilha, mas vale a pena seguir pelo rio e a margem de Mata Atlântica.

- Caminhar pelas ruas do Centro do Rio de Janeiro é relembrar não só a aulas de histórias do Brasil como da literatura. Experimente as ruas Do Lavradio, Do Ouvidor ou o Passeio Público que tanto encantavam Machado de Assis. Uma dica é entrar na Confeitaria Colombo fundada em 1894 (que tem uma filial no Forte de Copacabana). Os quitutes não são os mais barato, mas vale pela construção histórica e os espelho belgas e italianos que ainda são os mesmos da época.

Há muito que fazer na cidade para caber numa coluna. Então, esses são alguns dos passeios que todo turista faz quando está no Rio e não deve deixar de fazê-lo porque há multidões pelo caminho. Para se informar para onde ir e não ir, o palpite é checar no Guia Oficial do Carnaval. Assim fica fácil descobrir o dia em que é possível percorrer as ruas de Santa Teresa com tranquilidade (há muitos blocos no bairro). E não estranhe se só cobrarem R$0,60 pelo ticket do Bondinho de Santa Teresa. É barato mesmo.

*Esse texto é a reprodução da Coluna Batendo-Perna no site Descubra Brasil (10.02.2010)

23 de fevereiro de 2010

Alguns detalhes de Penedo

Que outro lugar tem um Correios tão bonitinho?


Peguei uma pedra para presentear meu pai (ele, ainda bem, curte esses presentes). Mas para garantir a veracidade da origem do "souvernir", tirei uma foto da pedra embaixo da água. E a água é tão limpa que sequer parece na foto. (é a pedra maior, amarelada. Sim, tem água aí!)


Para quem procura hospedagem diferente, chalés. No entanto, bem pequenos.


 Um dos pontos fortes de Penedo é o chocolate. No entanto, melhor preparar o bolso. Pode chegar a R$ 84 o quilo. Uma trufa vendida separadamente por quase R$ 2,50. E não adianta pechinchar: algumas são dos mesmos donos, segundo uma ambulante com quem reclamei do preços.


Para quem adora Natal e está com criança, há a Casa do Papai Noel. Na verdade, é um complexo de várias lojas e chocolateria com lagos com peixinhos para crianças.


 Que gosta de magias, uma loja com uma grande variedade de bruxas.
                                     

Em tempo: A pedra que peguei para presentar, acabei perdendo na empolgação com o banho na cachoeira.

Crédito da 3º foto - www.penedo.com.br

Almoço e sobremesa em Penedo - R$ 29

Como eu já sabia que gastaria pouco, tava calor e eu estava num momento " (...) porque a vida é a agora", resolvi comer bem. Claro que caminhei bastante escolhendo um restaurante para quem tem "orçamento quase zero". Como poucos restaurantes têm o cardário na entrada do restaurantes, não foi tão fácil como eu imaginava. Mas aí, segui a indicação de um garçon e segui para o La Gula. Embora o prato tenha demorado, o atendimento foi bom e a comida ótima.


Como ouvi muitas indicações para comer truta na cidade, pedi uma com molho de maracujá e acompanhamentos. Acho que em todas as fotos a água aparece (não gosto de refrigerante e bebidas em geral).

Para a sobremesa, resisti às ofertas do cardápio e fui procurar a sorveteria Sorvete Finlândes. Já estava realmente satisfeita com o almoço, então optei por apenas duas porcões de sorvete.

Damasco e Tangerina

Custos da refeição
- Almoço bem servido e bebida R$ 22,99
- Sorvete R$ 6,00

Um dia em Penedo por R$ 34,10

      A dica para gastar pouco em Penedo: hospedar-se em Resende/Volta Redonda e fazer "bate e volta". Não precisei passar fome (ao contrário!) para gastar pouco na cidade. O que percebi é que Penedo tem pousadas caras - tem até mais pousadas que residências - e restaurantes tão caros quanto. No entanto, é possível (e provo!) se divertir na cidade gastando pouco.

Uma das vantagens em se optar por um passeio a Penedo é que, mesmo sendo a maior colônia filandesa do Brasil, há pouco para se ver. O que atrai em Penedo: o "clima europeu", a grande variedade de restaurantes que oferecem foudue e trutas no cardápio, os chocolates e a Casa do Papai Noel (aberta o ano todo) e a sorveteria Finândes. E a combinação cachoeira/restaurante/sorveteria/Casa do Papai Noel possibilita um dia inteiro na cidade. Então, se não for para se hospedar, não se gasta tanto na cidade - embora para os que possam pagar e tenham tempo, ficar numa pousada/chalé a beira do Rio das Pedra deve ser incrível.

Para chegar a Penedo, vou considerar o custo desde Resende que é parada para quase todos (cada destino até lá tem um valor). Além disso, muitos que por acaso estejam na região do Vale do Paraíba podem fazer o passeio bem mais em conta.
Custos
- Passagem Resende/Penedo R$ 2,55 - Trechos de ida e volta R$ 5,10
Almoço - R$ 22,99
- Sorvete Finlândes - R$ 6,00

Para quem sair do Rio de Janeiro, a passagem de ida e volta de Resende fica em R$ 55,00. E aí, considerando o tempo de viagem até lá (uma 2h30) talvez valha mais a pena dormir pela região.

É ou não é possível?

Cachoeira, sol e calor na "fria" Penedo

Daz vezes que ouvi comentários sobre Penedo (cidade do Estado do Rio, ao lado de Resende) o que mais se destacava era o frio "a la" São José dos Campos que faz na cidade. Resolvi conhecer  Penedo no final de semana. Como estamos no verão, pensei em ser menos frio e lá fui eu: banquei a "carioca típica" e fui de moleton, blusa de manga comprida (embora fininha) e tênis/meia - com uma camiseta ribana na bolsa, que me salvou o dia. Nem esperava sentir um frio invernal, mas não imaginava que o calor carioca migrava pra lá - e tomei banho na cachoeira mesmo assim (há jeito pra quase tudo na vida!)

No verão, vale a pena visitar as cachoeiras da cidade. Para os que têm preguiça de caminhar e procuram a facilidade/praticidade, as melhores opçõe de divertimento são as mais próximas ao Centro de Penedo - Três Cachoeiras.

Três Cachoeiras

Limpeza, águas limpas à beira de uma avenida


Elas ficam a margem da avenida e embora não tenham grandes quedas são ótimas opções de banho - uns 25 minutos de caminhada desde a área mais central, mas quem preferir pode pegar um ônibus já que está a margem da avenida.

Outra excelente opção (que foi a que eu segui) é fazer uma trilha e chegar à Cachoeira de Deus. Mas como fica na parte alta da cidade, o mais aconselhável é subir de ônibus e, se quiser, fazer a caminhada de volta. Do ponto de ônibus, é que começa a trilha.

A trilha é bem tranquila, embora mal sinalizada. Dura uns 15 minutos mata a dentro e é preciso ter um mínimo de espírito de aventura nas descidas. A maior queda d´água da cidade é a dessa cachoeira e mede cerca de 15 metros.

Vendo essa água transparente e as piscinas naturais de matar um sedento, abri mão da vergonha, A "essa altura do campeonato" eu já estava sem tênis, sem meias e com a camiseta ribana. E com a desculpa de que tem roupas de baixo (melhor ser clara e objetiva - calcinhas) que são maiores que biquinis, escolhi um espaço mais vazio, "loteei" um trecho da piscina natural atrás de uma pedra (a maior na foto) e lá fiquei.... Nada de nadar feito sereia ou pular na água - sentadinha e descansado....aproveitei meu dia refrescante.

Da Cachoeira de Deus ao Centro de Penedo caminhei por quase (ou mais de) 1 hora, já com a bendita calca de moleton seca de tanto calor que fazia. Era a hora de conhecer a cidade.

11 de fevereiro de 2010

Levante do sofá e viaje

Quando uma mulher diz que viaja sozinha, uma série de adjetivos pode surgir sem a menor cerimônia: corajosa, independente, desprendida, solitária (...). Mas o que motiva é mesmo a VONTADE. Vontade de conhecer novos sotaques, novos sabores, novas pessoas e, até mesmo, novos climas. Nem sempre há amigos com férias no mesmo período. Nem sempre há maridos ou namorados dispostos. E então qual a melhor opção para as férias ou para aquele final de semana prolongado? Planeje. Descubra. Divirta-se. Faça novos amigos. E volte cheia de histórias.

Não há idade para a descoberta de experimentar. E se para muitas o idioma pode ser um empecilho, viajar pelo Brasil é ter destinos em português para uma vida toda. Fazemos parte de um país com dimensão de continente. Nossas diferenças regionais são capazes de nos fazer crer que estamos em outro mundo. A culinária é riquíssima. Temos as mais belas praias. E há um diferencial motivador para viagens “domésticas” – não precisamos nos preocupar com as variações do câmbio.

Imagine-se descobrindo uma pequena cidade chamada Coxim no interior do MS, que se autodenomina a capital do peixe e a porta do Pantanal. Agora se coloque num sol escaldante de céu azul, numa estrada de terra, na companhia de araras e tucanos a sua volta em pleno MT, rumo às piscinas naturais de Nobres. Para aquelas mais empolgadas pelo litoral, já pensou em dar uma passada em Trindade, uma cidade de ruas de terra com praias e cachoeiras lindas a poucos minutos de Paraty? Já ouviu falar da praia de Pratigi em Ituberá, na Bahia? Temos, no Brasil, turismo para todos os gostos – só nos falta a neve, que mesmo assim aparece em meio às geadas de lugares como São Leopoldo, no Rio Grande do Sul e São Joaquim, em Santa Catarina.

A melhor notícia para começar essa coluna aqui no Descubra Brasil é que o brasileiro descobriu o próprio potencial turístico. Pelos dados da Infraero, de janeiro a dezembro de 2009 o número de passageiros em voos domésticos foi o maior da história - mais de 56 milhões de desembarques, um aumento de 14% em relação a 2008.

E com tantas opções, desde as promoções ao uso de programa de milhagem, sinceramente, deixar de viajar porque não terá companhia é deixar de acumular boas e, talvez, as melhores lembranças da sua vida!

Deixo para refletir esse trecho do livro “Mar sem fim” do Amyr Klink. "Um homem precisa viajar para lugares que não conhece para quebrar essa arrogância que nos faz ver o mundo como o imaginamos, e não simplesmente como é; que nos faz professores e doutores do que não vimos quando deveríamos ser alunos e simplesmente ir ver."

*Esse texto é  a reprodução da Coluna Batendo-Perna no site Descubra Brasil (05.02.2010)

8 de fevereiro de 2010

Descubra Brasil - viajando pelo Brasil de um novo jeito


Como cara de pau é algo quase nato a uma viajante sem grana (daí o monicando!) entrei em contato com o pessoal do Descubra Brasil. Conversa vai e conversa vem...comecei uma coluna semanal no site. Depois de mudar tanto de cidades e regiões no Brasil é hora de relembrar e atualizar as dicas. Para começar um texto de estímulo para que as viajantes de alma que ainda acham que precisam de companhia para se divertir... Levante do Sofá e Viaje

O Descubra Brasil é um portal de viagem, informação e cultura que ajuda o viajante independente a montar sozinho a própria viagem. Uma espécie de "made by yourself" com informações de hospedagem, dicas de destinos,  notícias e eventos em várias partes do Brasil. Há outras duas colunas de viagens, como a da Sílvia Oliveira do site Matraqueando e da Geisa Brito com a coluna "Pé na Estrada". E para quem quiser saber sobre os eventos culturais, há a coluna "Atrás da Cortina", com Pedro Paulo Cava.

Andei tanto. Comi tanto. Fotografei pouco

Uma coisa que aprendi na última "bateção de perna"...é que mesmo sendo um peso extra, levar o notebook para uma viagem não só é uma forma de não precisar esperar para usar os computadores gratuitos dos hostels como, principalmente, não trazer na bagagem o pendrive repleto de vírus!!!

Depois de um estresse por causa do pendrive que foi "contaminado" enquanto tirava as fotos da câmera, finalmente baixei as fotos no picasa. E foi quando me dei conta de que tirei poucas fotos em Buenos Aires e em Santiago. Não que as cidades não mereçam fotos (ao contrário) mas ambas são cidades para serem vividas, e foi o que eu fiz. Me senti tão em casa lá que tirei poucas fotos. A foto do post é a Plaza de Aviación em Santiago. Tirei muitas fotos de ruas, de praças, de comida....

Seguem os links:
http://picasaweb.google.com.br/fotosviagemmonica/BuenosAires2010#
http://picasaweb.google.com.br/fotosviagemmonica/Santiago2010#

Em tempo: Como se já não bastasse juntar para viajar ao Atacama e à Turquia/Egito/Grécia, entra para a lista de objetivos um netbook porque menor e mais leve....daqui a pouco não como mais!

4 de fevereiro de 2010

Por que viajante tem que trazer presentes?

Sabe aqueles amigos que acham que porque está viajando você está cheio de dinheiro e que, depois do "boa viagem", sacam logo um "traz um presente pra mim"? Todo mundo deve no mínimo ter um amigo desse. Pois é. Não sei dizer de onde tiraram essa idéia um tanto estapafúrdia da "obrigatoriedade" de trazer presentes - como se viajantes fossem réplicas de papai-noel. Claro que é fofo fazer um agrado nos amigos com souvernirs, mas alguns acham que porque você esteve em Paris tem que trazer um perfume. Sim, existe esse tipo de amigo!

Pois então, se você viaja com orçamento apertado o jeito de presentar os amigos é virar "sacoleira" deles. Explica-se: as lojas de duttyfree têm preços muito tentadores para aqueles amigos que não viajam e que gostam de produtos importados. Quer presente melhor do que comprar perfumes por menos da metade do preço? Comer um Lindt pagando poucos dólares? Comprar amarula por 16 dólares?

Taí. Agora deixo de trazer pedras e areia para os amigos - (sim, eu trazia esse souvernirs totalmente locais). Agora é isso: meu presente é comprar para os mais próximos essas "pechinchas" no Duttyfree.

Em tempo: Óbvio que "sacoleira" tem dignidade e precisa seguir as normas de até U$500, só compra para muito amigos e valores pagos pré-viagem!

24 de janeiro de 2010

Desfazendo a confusão - espero!


Sala comum do Hostel Suites Florida, da rede HI em Buenos Aires, em que fiquei hospedada.

Para uma viajante sem luxos, é comum ouvir alguns comentários do tipo: "você é louca de ficar dormindo com gente desconhecida", "é o cúmulo da pãoduragem ficar em albergues"...E a pergunta sine qua non de quem não sabe sobre o que está falando: "credo, você tem coragem de dormir em albergues com os sem teto?" E eu já ouvi inclusive (melhor ouvir do que se surda) que seria estuprada num albergue - nesse caso foi um homem mal amado mesmo.

Jesus do Céu. Para tudo. É impressionante como ainda existem pessoas que confundem albergues com casa do albergado. Tudo bem que as palavras são até parecidas, mas significados abissalmente distintos. Vamos para uma síntese básica: casa do albergado são espaços destinados a detentos que cumpram pena privativa de liberdade no regime aberto - ou seja, nada a ver com mendigos, pra começar.  Já albergues (ou hostel / hostal) são "mini hotéis" com uma proposta diferente: são menores (embora alguns possam ser imensos), o serviço de quarto pode ser bem básico ou inexistente, há cozinha disponível aos hóspedes, e têm quartos coletivos para viajantes que estão ou com orçamento apertado ou dispostos a conhecer novas pessoas.

Há os albergues/hostels da rede Hostelling International (HI) que se espalham por várias partes do mundo e são credenciados ( há uma carteirinha anual para descontos) ou então os chamados albergues independentes - em que há mais variedade de pessoas porque não exige a carteirinha. Simples assim.

A busca por um albergue/hostel deve ser tão criteriosa como a de um hotel. Há vários sites para pesquisar as ofertas e também contam com notas e opiniões de outros hóspedes. O Hostel World, por exemplo, conta não só com vários hostels cadastrados como também disponibiliza informações sobre os destinos e coloca os usuários em contato com outros viajantes.

É assim que durante muitas viagens - mesmo as que aconteceram antes de eu iniciar o blog - eu me hospedo. Algumas vezes o espírito está bem aventureiro e a boa pedida é um quarto coletivo feminino. Ou então, depois de dias de viagens, é preciso ficar um pouco só em quarto privado.Tá acompanha do namorado/marido/namorido? Então há também o quarto de casal. Tá levando o filho junto? Quarto de casal com cama de solteiro.Ou em casos em que não há vagas? Já me hospedei em quartos mistos. Há para todos os estilos...assim como os hotéis.

Acho que a maior diferença mesmo entre um hostel e um hotel é a proximidade que um hostel cria entre os hóspedes. Há mesas de jogos, há horários para filmes, há salas comunais em que todos veem televisão/filmes juntos. O staff geralmente é escolhido "a dedo" pela simpatia. E, em alguns, há festas e saídas para boates/passeios juntos. Ou seja, para viajantes de qualquer idade e proposta.

E os cuidados são os mesmos:
- Pesquise bastante as referências dos albergues. Sites como o TripAdvisor e Mochileiros são ótimos. Há as sessões barbadas e roubadas do site O Viajante
- Converse com outros viajantes e google o máximo possível por blogs. É uma ótima maneira de conhecer novos viajantes e ter dicas quentes de hospedagem e passeios.
- Alguns hostels têm armários. Outros não. Opte pelos que os têm e de preferência de graça. Alguns já têm com chave, mas para os desconfiados é possível acrescentar um cadeado pessoal.
- Muitos albergues contam com luggage room, onde é possível guardar a bagagem antes do check in ou depois do check out e continuar passeando - já fiz isso várias vezes quando resolvia conhecer outras cidades e teria que voltar ao destino inicial.
- Alguns albergues têm política de descontos depois de alguns dias de hospedagem. Em muitos é possível ganhar até noite grátis. Então, pesquise bastante.
- Não é tão comum furtos em albergues assim como não são comuns em hotéis. É uma questão de estar atento mesmo e não deixar dinheiro e passaporte "dando sopa" em cima da cama. Aí já é demais!
- Quando estiver reservando albergues esteja atento: ensuites é banheiro dentro do quarto (ou seja, banheiro privativo) e shared bathroom os banheiros compartilhados.
- Não é sempre que os albergues disponibilizam toalhas, então em alguns casos elas podem ser cobradas, mas nada exorbitante.
- Para os que quiserem lavar roupas, geralmente há lavandeiras internas, com máquinas do tipo "made yourself". A dica é: se não tiver tanta roupa para lavar/secar, o ideal é juntar com outro alguém do albergue e dividir a conta.
- E os que estão com orçamento super apertado, as cozinhas dos hostels são bem equipadas para refeições rápidas.

O importante é entender que essa é uma maneira barata e divertida de viajar para conhecer novos costumes. Albergues recebem gente do mundo todo, de todas as idades e tribos. Se você é do tipo fresco, melhor nem sair de casa. Mas se parte da filosofica "cada um com seu cada qual", então sem dúvida vai ser divertir e "viajar na viagem".

22 de janeiro de 2010

As intempéries da classe econômica



"Pai, o avião tá caindo?". "Paí, tô ouvindo um barulho estranho no motor do avião". "Pai, o avião podia cair pra gente chegar mais rápido!". Sinceramente, viajar na classe econômica muitas vezes é uma prova de nervos - e com dois adolescentes e um pai surdo exprimidos na feileira de trás se torna quase um atenuante para cometer um infanticídio.

E foi assim, ouvindo asneiras adolescentes entremeadas de vozes demoníacas (que a mãe resolveu reprimir) que fiz meu quase tranquilo voo de volta de Santiago, com escala em Buenos Aires.

A classe econômica (ou como chama a Silvia do matraqueando - a classe chicoteia) não é o fim do mundo numa viagem curta, como foi esse caso.

Mas confesso, que viajar assim por mais de 12 horas, mesmo para alguém de pernas curtas é um martírio. Nos aviões maiores, ao menos são dois corredores. Mas nesse que fiz pela Aerolineas, eram duas fileiras de 3 pessoas exprimidas em menos de 4 metros de largura! Imaginei a comprimento, pelo meu próprio corpo deitado (já que fiz 3 voos deitadas numa fileira sozinha)

Mas viajar pela Aerolineas Argentinas se mostrou uma surpresa. Como os aviões são bem antigos, confesso que fiquei um tanto receosa, mas embora velhinhos e pouco confortáveis a viagem foi tranquila e com comissários de bordo atenciosos, mesmo quando tinham que dizer que não havia mais sucos ou servir os mesmos sanduíches com bolo de sobremesa. Como fiz quatro voos pela companhia em 12 dias, confesso que no último já não aceitei mais o sanduíche.

Em todo caso, é bom saberem os  "navegantes" que a Aerolineas não tem estações de rádio ou filmes. Tudo no seco mesmo. É exprimido e de preferência dormindo - já que a comissária não deixa usar o mp3 do celular, mesmo no módulo voo!

crédito foto: dfriche-tg.org

19 de janeiro de 2010

Em eleições, Santiago esquece que é turística

Foi muito interessante estar no Chile no domingo de eleição presidencial. Frei ou Piñera? As diferenças em relação ao Brasil são muito claras. Não se trata de melhor ou pior, mas diferente. Desde sexta havia "carabineiros" (a polícia chilena) nas ruas para evitar tumultos. Não vi - ao menos pelas áreas por onde passei - ninguém distribuindo "santinhos" ou afins. O que sem dúvida propicia as ruas ficarem totalmente limpas. Absolutamente nada! O que se via era apenas os outdoors e, claro, bandeiras

Depois de anunciada a vitória de Piñera, saí para dar uma volta pelas ruas de Santiago e ver como era o clima. Começou timidamente um buzinaço. No cruzamento das avenidas Vicuña Mackenna e Providência começava a chegar pessoas de várias partes de Santiago para a comemoração que se estendeu pela noite na região do La Moneda - e aí sim virou uma grande carreata. Mas ainda assim, achei a festa tímida se comparada ao Brasil.

Mas foi ótimo ver o otimismo das pessoas - embora eu achei Santiago a capital Primeiro Mundo da América do Sul, as pessoas estampavam em suas camisas e bandeiras o sentimento de mudanças. Enfim, eles que sabem o que é melhor.

O que chamou atenção mesmo foi o fato de não haver nada aberto! Quando digo nada, é nada mesmo. A cidade cheia de turistas e nada, em pleno domingo. Claro que azar o meu por ter viajado em tal época, mas não deixa de ser falta de tino comercial e turístico. De noite, andei andei e andei atrás de um lugar para comer. A negativa continuava - nada. Com exceção de um lugar com sanduíches, mas eu não conseguia mais comer pão, já que tinha sido a única coisa que eu tinha conseguido comprar em todo o dia!

Para os que se aventuraram pelas lindas praias de Viña del Mar, a negativa continuava. Alguns brasileiros do hostel achando que seria como no Brasil, seguiram para a cidade litorânea e nada também.

Boa sorte ao Chile.

Festa estranha com gente esquisita

Sei lá como são as festas caseiras chilenas. O que sei é que chamaram para ir a uma festa e aprender a dançar salsa. Amei a ídéia. Mas...Saí de lá irritadíssima - queriam que eu dançasse samba. Olha bem pra minha cara!! Fizeram uma reunião a base de pisco (a bebida mais popular do Chile) com pouquíssimas pessoas - só a esposa de um dos convidados, eu e a Daniele (uma das gaúchas do quarto).

Acho que na verdade caí no "conto do vigário" e eles estavam mais interessados em mulheres. Enfim, em menos de 1 hora me livrei da "tal festa" e por 1000 pesos de táxi estava no hostel.

Fica a advertência...aqui no Chile como em vários outros lugares, as mulheres do Brasil são vista a base de estereótipos. E um deles é o bendito samba e o outro...será que preciso mesmo falar?

17 de janeiro de 2010

Um dia de bicicletas em que Ipanema parece um bairro qualquer

Há um outro lado da cidade que ainda nao conhecia. E como a idéia é conhecer de ponta a ponta o mapa que recebi, achei que seria uma boa oportunidade aproveitar as ótimas ciclovias de Santiago. Um dia lindo. Agradável. Temperatura por volta de 28 a 32 graus.

Aluguei uma bicicleta numa das agências que promovem passeios. Um passeio em grupo custa em média 15 mil pesos ( R$ 60). Achei caro e nao queria ir num grupo. Meu egoísmo aflora nessas horas em que quero fazer o que eu quiser e nao seguir grupos. Mesmo porque, os grupos costumam andar pelos pontos turisticos e esses eu ja tinha feito a pé.

Entao, paguei 5 mil pesos (R$ 20) e fiquei por 4 horas conhecendo outra parte de Santiago. Para me sentir mais segura segui por avenidas com ciclovias. Ótimas. Avenida Cristobal Colon, Procuro, Bilbao... Confesso que nao consegui usar o "casco", ou seja, o capacete de seguranca. Apertado.

É tudo tao organizado e bonito. As áreas nobres muitas vezes tao arborizadas e limpas fazem Ipanema (sem a praia) parecer um bairro qualquer.

Na noite de Santiago e de graça

Com o pessoal que conheci no hostel, animei de ir conhecer a "night" de Santiago. Fomos dois dias seguindos a uma boate local - Mito Urbano. O melhor dela é que é de graça para hóspedes do hostel.

Boate em qualquer lugar é igual. Nada de diferenças gritantes - as mesmas músicas, o mesmo pouco espaço para dançar, a mesma "pegaçao"...O que chama atençao mesmo é quando toca as baladinhas em espanhol e todos gritam e cantam juntos...E os brasileiros se entreolhavam (dava pra saber quem era brasileiro nessa hora) sem entender nada porque nunca tinham ouvido tais músicas.

Para os que bebem, fica a informaçao: muito caro. Muito mais caro do que no Brasil (convertendo ou nao, já que os próprios chilenos reclama dos preços das bebidas em boates). Uma cerveja comum pode custar até R$ 9.

Curiosidade: ouvi de um chileno que para dançar devem convidar uma mulher e dançar ao lado dela. Nao dançam sozinhos. "Só os gays dançam sozinhos". Será? Nao me convenceu nao!

Uma cidade verde


Santiago me dá a impressao de ser uma cidade verde. Totalmente verde. E eles ainda querem mais. Há campanhas de divulgacao na cidade para que mais delas sejam plantadas. E foi exatamente esse o ponto que mais me chama atençao aqui. Sao muitos. E ao contrário de muitos que conheço no Brasil, sao frequentados constamentente. Sao lindos, limpos....Enfim, estou verdadeiramente "embasbacada". Um parque sucede outro e outro e (...) É possível caminhar de um bairro a outro cruzando parques.