Viajar barato é tão possível quanto sair às compras numa viagem. Como? As feiras livres são uma das melhores opções de divertimento e compras numa viagem “low cost”. E o Rio de Janeiro tem muitas - impossível enumerar.
Algumas feiras podem ser “hippies chiques”, como a Feira de Ipanema, que acontece todos os domingos na Praça General Osório, de 7h às 19h. Não tem como errar o endereço, já que a praça é também a estação de metrô do bairro. No entanto é bom lembrar que esse é um dos bairros mais caros da cidade e é ponto de encontro de turistas – combinação quase fatal para alguém comedido. Mas vale a pena conhecer, mesmo que não vá comprar muita coisa. Há lindas roupas, principalmente de verão, além de todo tipo de bijuterias. Quem quiser biquínis, cangas e acessórios “a la garota de Ipanema” vai se sentir num playground.
Em Copacabana, no vão entre as duas vias da Avenida Atlântica, na altura do Posto 6, todos os finais de semana tem uma feirinha que também vale a pena (e é mais barata que a de Ipanema). Tem menos barracas e é uma boa opção de souvernirs. Não tem as mesmas ótimas opções de vestuário que a de Ipanema, mas vale a conferida. Mesmo porque a paisagem é o que há de melhor.
Mas sempre há opções, que longe do agito “zona sul carioca”. Uma dica para quem estiver no Rio é seguir para a Zona Norte e se aventurar pelo lado pouco turístico da cidade. Não vai ter arrependimento, ao menos no quesito economia. Uma boa feirinha é a de Vicente de Carvalho. Antes que se pergunte que “diabo de lugar é esse”, não tem erro pra chegar. O mesmo metrô que deixa em Ipanema, segue pela Zona Norte. Só descer na Estação de Vicente de Carvalho, seguir pela rampa e pronto. Lá é possível encontra vestidos que se diferenciam das lojas pela falta de etiquetas por menos da metade do preço. E tem de tudo, inclusive roupas íntimas. A feira acontece às quartas e quintas-feiras à noite. Não tem o glamour de Ipanema e por isso é tão peculiar para viajantes.
Quem estiver pensando em caminhar pelo Centro terá a disposição vários conglomerados de vendedores. Pode chegar a ter a impressão de que o Rio de Janeiro é uma grande feira. A dica é a feirinha do Castelo, quase em frente à Estação de metrô da Carioca, do outro lado da Av. Rio Branco. Ali, bem no centro econômico carioca às quintas-feiras à tarde tem umas das melhores feiras do Centro.
Muitas feirinhas de roupas e acessórios estão espalhadas pela cidade e impossíveis de consultar no site da Prefeitura. A dica é perguntar mesmo, principalmente para moradores da cidade. A propósito, se ouvir chamarem as feiras de “feirinha de Itaipava” não se espante. Como Itaipava, na região serrana do Rio, tem uma excelente feira, se tornou sinônimo desse tipo de comércio para alguns “desavisados”.
*Crédito da imagem: www.feriasbrasil.com.br
Esse texto é a reprodução da Coluna Batendo-Perna no site Descubra Brasil (08.04.2010)
É possível se divertir batendo muita perna pelo mundo gastando pouco - Mulheres Viajantes
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14 de maio de 2010
7 de maio de 2010
Andar pelas ruas de uma cidade é uma arte
Andar pelas ruas de uma cidade é uma arte, já disse Rubens Fonseca. No seu conto “A arte de andar nas ruas do Rio de Janeiro”, o autor conta a história de Epifânio, um andarilho que passa seus dias e noites caminhando pelo Centro do Rio de Janeiro. E a dica de hoje é exatamente essa: perca-se por lá!
Perder-se pelo Centro é quase uma obrigatoriedade para viajantes e, até mesmo, moradores da cidade. No ir e vir apressado do dia-a-dia é comum esquecer-se de apreciar as “velhas” construções, casarões, o puro jeito de viver na cidade que não está nos guias turísticos. É muito mais um sentir do que ver. São esses “pequenos” detalhes do cotidiano que dão charme às histórias peculiares de todo viajante.
Não se trata de economia no transporte. Andar a pé sem dúvida é uma das melhores maneiras de conhecer um local – além, é claro, de fugir do caos do transporte público. Imagine-se numa cidade com história e cultura transbordando em cada esquina. Qual a graça de atravessá-la por baixo da terra?
Claro que nem todo “flâneur” gosta de sentir-se perdido. Para os que precisam estar seguros, mesmo na metáfora do perder-se, alguns sites disponibilizam downloads gratuitos de mapas para celulares. Numa pesquisa rápida no Google apareceram centenas de referências a esses sites. Basta procurar um adequado à região escolhida e pronto. Ou mesmo usar um GPS ou o site oficial do turismo da cidade http://www.riodejaneiro-turismo.com.br/pt/
Nas ruas do Centro do Rio, o trecho entre a Praça Mauá e a Cinelândia (ou seja, toda a extensão da Avenida Barão do Rio Branco) é passeio para uns dois ou três dias. E haja pernas!
Não se trata de seguir a linha reta da avenida, mas de se aventurar pelas ruas que a cortam. E aí, é possível encontrar uma infinidade de percursos que fazem parte do imaginário da literatura e da história do Brasil. Rua Sete de Setembro, a Gonçalves Dias, Rua do Ouvidor, Rua da Quitanda (...). Nesse percurso pelo Centro histórico-financeiro da ex-Capital Federal, é fácil encontrar o Museu de Belas Artes, a Biblioteca Nacional, o Teatro Municipal, a Praça Tiradentes, a Igreja da Candelária, o Paço Imperial (...), além de alguns dos principais centros culturais do Rio, como o da Caixa Econômica, dos Correios e o do Banco do Brasil.
Os que quiserem mesmo uma boa dose de Rio de Janeiro, devem deixar a frescura de lado e reservar um tempo para a Rua da Alfândega, popularmente conhecida como região do Saara. Barulhenta e cheia de gente, quantas ruas podem dar-se o luxo de ter uma rádio própria? São ao todo 1200 lojas distribuídas entre Rua da Alfândega e adjacências. O lugar é tão peculiar que se autodenomina a ONU Brasileira por causa da variedade de raças e credos. Lá se encontra de quase tudo. http://www.saarario.com.br
Se não for suficiente para um choque de realidade do que o Rio de Janeiro tem de melhor, que é sua diversidade, que tal alguns passos em direção ao aglomerado de boxes num comércio “legal” (?) da Uruguaiana? Um mercado popular ou, melhor dizendo, um camelódromo gigantesco com toda a variedade de produtos a preços realmente populares. Lá se encontram a preços em conta os souvernirs da viagem para presentear os amigos. E é fácil programar as compras - http://www.mercadouruguaiana.com.br/classifieds
Seguindo sempre seu caminho instintivo, se vir uma igreja que parece qualquer coisa menos uma igreja, pronto, você acaba de encontrar a peculiar Catedral Metropolitana de São Sebastião. E pode fazer o teste: se perguntar a alguém (mesmo carioca) “o que é aquilo?”, corre o sério risco de não saberem responder. Se estiver nesse ponto de avistar “aquele aquilo”, é provável que cedo ou tarde os Arcos do Aqueduto apareçam na sua frente. Bem vindo, você estará na Lapa – um local que sem dúvida deve estar no seu roteiro noturno pela cidade. De um lado o Circo Voador e do outro a Fundição Progresso, a região é hoje uma das mais boêmias da cidade. Os Arcos da Lapa são famosos aquedutos construídos em 1750 e que, turisticamente, são mais conhecidos por estarem no percurso do Bondinho de Santa Teresa.
Falar em andar no Centro de uma cidade como o Rio (e sinceramente, acho que a lógica do perder-se para conhecer a cidade se aplica a qualquer destino) é deixar em aberto a possibilidade da descoberta. Um novo bar, uma nova galeria de arte, novas lojas, novos personagens, novas histórias (...)
Impossível tentar esgotar histórias e dicas sobre o Centro do Rio – o caminho certo é criado pelo percurso instintivo (ou não) de cada um dos viajantes.
*Crédito da foto: Clujnapoca
*Esse texto é a reprodução da Coluna Batendo-Perna no site Descubra Brasil (15.03.2010)
Perder-se pelo Centro é quase uma obrigatoriedade para viajantes e, até mesmo, moradores da cidade. No ir e vir apressado do dia-a-dia é comum esquecer-se de apreciar as “velhas” construções, casarões, o puro jeito de viver na cidade que não está nos guias turísticos. É muito mais um sentir do que ver. São esses “pequenos” detalhes do cotidiano que dão charme às histórias peculiares de todo viajante.
Não se trata de economia no transporte. Andar a pé sem dúvida é uma das melhores maneiras de conhecer um local – além, é claro, de fugir do caos do transporte público. Imagine-se numa cidade com história e cultura transbordando em cada esquina. Qual a graça de atravessá-la por baixo da terra?
Claro que nem todo “flâneur” gosta de sentir-se perdido. Para os que precisam estar seguros, mesmo na metáfora do perder-se, alguns sites disponibilizam downloads gratuitos de mapas para celulares. Numa pesquisa rápida no Google apareceram centenas de referências a esses sites. Basta procurar um adequado à região escolhida e pronto. Ou mesmo usar um GPS ou o site oficial do turismo da cidade http://www.riodejaneiro-turismo.com.br/pt/
Nas ruas do Centro do Rio, o trecho entre a Praça Mauá e a Cinelândia (ou seja, toda a extensão da Avenida Barão do Rio Branco) é passeio para uns dois ou três dias. E haja pernas!
Não se trata de seguir a linha reta da avenida, mas de se aventurar pelas ruas que a cortam. E aí, é possível encontrar uma infinidade de percursos que fazem parte do imaginário da literatura e da história do Brasil. Rua Sete de Setembro, a Gonçalves Dias, Rua do Ouvidor, Rua da Quitanda (...). Nesse percurso pelo Centro histórico-financeiro da ex-Capital Federal, é fácil encontrar o Museu de Belas Artes, a Biblioteca Nacional, o Teatro Municipal, a Praça Tiradentes, a Igreja da Candelária, o Paço Imperial (...), além de alguns dos principais centros culturais do Rio, como o da Caixa Econômica, dos Correios e o do Banco do Brasil.
Os que quiserem mesmo uma boa dose de Rio de Janeiro, devem deixar a frescura de lado e reservar um tempo para a Rua da Alfândega, popularmente conhecida como região do Saara. Barulhenta e cheia de gente, quantas ruas podem dar-se o luxo de ter uma rádio própria? São ao todo 1200 lojas distribuídas entre Rua da Alfândega e adjacências. O lugar é tão peculiar que se autodenomina a ONU Brasileira por causa da variedade de raças e credos. Lá se encontra de quase tudo. http://www.saarario.com.br
Se não for suficiente para um choque de realidade do que o Rio de Janeiro tem de melhor, que é sua diversidade, que tal alguns passos em direção ao aglomerado de boxes num comércio “legal” (?) da Uruguaiana? Um mercado popular ou, melhor dizendo, um camelódromo gigantesco com toda a variedade de produtos a preços realmente populares. Lá se encontram a preços em conta os souvernirs da viagem para presentear os amigos. E é fácil programar as compras - http://www.mercadouruguaiana.com.br/classifieds
Seguindo sempre seu caminho instintivo, se vir uma igreja que parece qualquer coisa menos uma igreja, pronto, você acaba de encontrar a peculiar Catedral Metropolitana de São Sebastião. E pode fazer o teste: se perguntar a alguém (mesmo carioca) “o que é aquilo?”, corre o sério risco de não saberem responder. Se estiver nesse ponto de avistar “aquele aquilo”, é provável que cedo ou tarde os Arcos do Aqueduto apareçam na sua frente. Bem vindo, você estará na Lapa – um local que sem dúvida deve estar no seu roteiro noturno pela cidade. De um lado o Circo Voador e do outro a Fundição Progresso, a região é hoje uma das mais boêmias da cidade. Os Arcos da Lapa são famosos aquedutos construídos em 1750 e que, turisticamente, são mais conhecidos por estarem no percurso do Bondinho de Santa Teresa.
Falar em andar no Centro de uma cidade como o Rio (e sinceramente, acho que a lógica do perder-se para conhecer a cidade se aplica a qualquer destino) é deixar em aberto a possibilidade da descoberta. Um novo bar, uma nova galeria de arte, novas lojas, novos personagens, novas histórias (...)
Impossível tentar esgotar histórias e dicas sobre o Centro do Rio – o caminho certo é criado pelo percurso instintivo (ou não) de cada um dos viajantes.
*Crédito da foto: Clujnapoca
*Esse texto é a reprodução da Coluna Batendo-Perna no site Descubra Brasil (15.03.2010)
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6 de abril de 2010
Nordeste Carioca
Sabe aquela música: “Minha vida é andar por esse país pra ver se um dia eu descanso feliz”? Ali, pertinho do Terminal Rodoviário do Rio de Janeiro você pode chegar ao nordeste sem precisar viajar. Um espaço sem muito atrativo à primeira vista se revela um dos pontos de maior diversidade cultural do Rio, além de ser diversão garantida nos finais de semana - a famosa Feira de São Cristovão, oficialmente conhecida como Centro de Tradições Nordestinas Luiz Gonzaga. Forró, xoté, baião, maracatu, xaxado, axé...Tem de tudo.
Muitos viajantes ficam tão deslumbrados com a beleza natural do Rio de Janeiro que não se dão conta de que a riqueza da cidade está além das praias e do samba nos morros e na Lapa. E vão embora sem conhecer a mistura fascinante do carioca com o nordestino. Não é só pela música que está em todo canto da feira, mas pela literatura de cordel, pelo repente, pelo artesanato, pela culinária (...) e claro pelos muitos nordestinos vestidos “a la” Luiz Gonzaga.
A feira, que durante muitos anos ficou a céu aberto com barraquinhas simples, em 2003 foi transferida para o pavilhão de São Cristovão e transformada num complexo de bares, restaurantes e espaços para shows. Ao todo são 700 barracas distribuídas em ruas internas que recebem os nomes de nordestinos ilustres, como Padre Cícero, Jakcson do Pandeiro, entre outros. Se quiser ver como são as atrações da feira, vale a pena uma conferida na TV Pau de Arara ou no Jornal da Feira que mostram as novidades e informações sobre shows.
Como aqui a gente fala de coisas baratas, vamos lá! Há restaurantes para todos os bolsos - alguns com ar condicionado e com vista para os palcos principais de shows. Outros, mais simples, também são ótimos e mais em conta. Minha dica é o Chiquita. Como não tem ar condicionado os preços são mais baixos - Baião de Dois como prato principal e também como guarnição. Vale uma conferida na picanha de carne de sol com mandioca frita e baião de dois. Serve satisfatoriamente 3 pessoas por menos de R$ 60. Para sobremesa vale a pena escolher uma das muitas barracas de tapioca tradiconal com coco e manteiga de garrafa por R$ 2. Tudo genuinamente nordestino, até no sotaque.
O Nordeste tem muito a oferecer além de refrões impregnantes como “Você não vale nada mais eu gosto de você”. Para conferir, Campo de São Cristovão, S/Nº. Telefone: 21 2580-5335. De terça a quinta-feira os restaurantes abrem para o almoço. Das 10h de sexta-feira às 22h de domingo todas as barracas e restaurantes funcionam initerruptamente animados por trios, bandas de forró e shows de repentistas e cordelistas.
Ah sim, a entrada não é franca, mas muito em conta - R$2.
* Credito da foto: site da prefeitura do Rio de Janeiro
*Esse texto é a reprodução da Coluna Batendo-Perna no site Descubra Brasil (31.03.2010)
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26 de fevereiro de 2010
O que fazer no Rio de Janeiro que não inclua o tripé: sol, suor e multidão?
Embora possa parecer out, nem todos que viajam durante o Carnaval estão em busca de se tornarem sambistas ou foliões. Claro que nessa época a hospedagem é mais cara (mesmo para os que acampam), a passagem área vai, literalmente, às alturas, há trânsito, rodoviárias e aeroportos entupidos (...) Por que sair de casa então? E "pior", por que ir para o Rio de Janeiro, uma das maiores concentrações de carnavalescos do mundo? Porque é feriado e são quatro dias para aproveitar. Simples assim.Praias
- As praias estarão cheias, mas nada que não possa ser contornado indo mais cedo. Isso facilita não só para procurar um bom espaço na areia como também ter a garantia de um guarda-sol. Um guarda-sol na Zona Sul pode variar de R$ 5 a R$ 10. As cadeiras são à parte e custam em média R$ 3.
Dica: Os quiosques de algumas praias da Barra da Tijuca, como os da Praia da Reserva, não cobram o guarda-sol/cadeiras dos clientes. Converse com o “barraqueiro” e tente conseguir de graça se estiver consumindo na barraca.
- Comer nas praias do Rio se tornou algo um pouco complicado. Explica-se: há no Rio o choque de ordem, que restringe a venda de alguns alimentos e bebidas. Ou seja, aquele queijo coalho (adorado pela Sílvia Oliveira) e o camarão não podem mais ser vendidos porque estão em palitos e são manipulados na areia. Para economizar vale até passar num supermercado antes de ir à praia - sem promover uma "farofa" pelo amor de Deus! Quando a praia começar a encher é hora de seguir para outros passeios - como os pontos turísticos. Parte dos foliões estarão na praia, que depois das 11h parece show de virada do ano, e a outra parte nos blocos.
Pontos turísticos - Os pontos turísticos são sempre cheios (seja feriado ou não). Então não é nenhuma novidade. No entanto, nessa época do ano os "enganam turistas" chegam a cobrar uma fortuna para levar a um passeio. Se você não tem dinheiro para jogar fora e costuma fazer os passeios "by youself" vale ficar atento:
- O Bondinho do Pão de Açúcar fica na Urca. Custa R$ 44 (meia-entrada para estudantes e cariocas/moradores do Rio de Janeiro e Grande Rio). Para quem não quiser pagar táxi/ônibus, só usar o metrô até a Estação de Botafogo e pegar a integração (metrô de superfície) para a Urca.
Dica: Para os que se aventuram a seguir a trilha do Morro da Urca, e ainda querem economizar alguns reais, a pedida é subir a pé. É possível admirar a vista do que seria a primeira parada do Bondinho em uns 40 minutos de caminhada (só que de graça!!!). Lembre-se de levar água porque, quando chegar sedento lá em cima, o preço da água pode balançar o bom humor. Os que subirem a pé até o Morro da Urca e de lá quiserem ir ao Pão de Açúçar, o valor do ingresso é R$ 22.
- O Cristo Redentor é uma das maiores atração turística do Brasil. E é comum visitar o Corcovado no mesmo dia da visita ao Pão de Açúcar - aí está o momento em que os "enganam turistas" ganham dinheiro fácil. A distância entre ambos não é muito longa. Nos acessos às bilheterias, tanto de um ponto quanto do outro, há vários taxistas ou "motoristas independentes" que chegam a cobrar R$70 para levar de um a outro. Se quiser ir de táxi, tudo bem, peça pra ligar o taxímetro. Mas se quiser mesmo economizar, a dica é ir de metrô. Muito simples. Basta pegar o metrô de superfície da Urca a Botafogo. De lá, seguir até a estação do Largo do Machado. Pegar um ônibus que vá para o Cosme Velho, que chega em menos de 10 minutos - (Quem é adepto da caminhada, em cerca de 20 minutos é possível ir da Urca ao metrô de Botafogo).
- No Jardim Botânico é o melhor lugar para quem procura natureza, beleza e tranquilidade. Levar um livro, levar o namorado ou simplesmente deitar lá e cochilar. Mas pode esquecer fazer um piquenique na grama - é proibido. Para compensar o lugar é lindo! E vale MUITO a pena caminhar pelas margens do Rio dos Macacos, que atravessa o Parque da Tijuca, passa pelo Jardim Botânico e vai até sua foz, na Lagoa Rodrigo de Freitas. Não é uma grande trilha, mas vale a pena seguir pelo rio e a margem de Mata Atlântica.
- Caminhar pelas ruas do Centro do Rio de Janeiro é relembrar não só a aulas de histórias do Brasil como da literatura. Experimente as ruas Do Lavradio, Do Ouvidor ou o Passeio Público que tanto encantavam Machado de Assis. Uma dica é entrar na Confeitaria Colombo fundada em 1894 (que tem uma filial no Forte de Copacabana). Os quitutes não são os mais barato, mas vale pela construção histórica e os espelho belgas e italianos que ainda são os mesmos da época.
Há muito que fazer na cidade para caber numa coluna. Então, esses são alguns dos passeios que todo turista faz quando está no Rio e não deve deixar de fazê-lo porque há multidões pelo caminho. Para se informar para onde ir e não ir, o palpite é checar no Guia Oficial do Carnaval. Assim fica fácil descobrir o dia em que é possível percorrer as ruas de Santa Teresa com tranquilidade (há muitos blocos no bairro). E não estranhe se só cobrarem R$0,60 pelo ticket do Bondinho de Santa Teresa. É barato mesmo.
*Esse texto é a reprodução da Coluna Batendo-Perna no site Descubra Brasil (10.02.2010)
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19 de fevereiro de 2009
O prazer barato de ser turista na própria cidade! (parte 1)
Essa é para a Letícia e outros tantos cariocas ou viajantes independentes com pouco dinheiro...O Rio de Janeiro tem coisas boas e baratas – quando não, gratuitas!
Conversando com uma amiga descobri que tem gente no Rio de Janeiro que precisa descobrir o prazer de ser “turista” na própria cidade. Nascida, criada e moradora da cidade (uma verdadeira carioca da gema), o Rio das novelas é tão distante para a Letícia quanto para qualquer pobre mortal dos cantões do Brasil. Então, alguns programas bem cariocas e acessíveis. Começamos pelo Centro.
Conversando com uma amiga descobri que tem gente no Rio de Janeiro que precisa descobrir o prazer de ser “turista” na própria cidade. Nascida, criada e moradora da cidade (uma verdadeira carioca da gema), o Rio das novelas é tão distante para a Letícia quanto para qualquer pobre mortal dos cantões do Brasil. Então, alguns programas bem cariocas e acessíveis. Começamos pelo Centro.
Centro do Rio – entre cultura e caminhada
Há três grandes centros culturais no Rio. Nesses espaços é possível acesso gratuito a exposições, mostras de filmes e teatros. Eu, particularmente, prefiro Oi Futuro, o Centro Cultural da Oi, na Rua 2 de Dezembro, no Largo do Machado. Acho que as exposições fogem ao padrão “quadradinho” de arte. Além de ter um espaço convidativo e acesso gratuito a internet, há uma exposição permanente sobre as Telecomunicações. Pode parecer chato pelo nome, mas é interativa, divertida e uma viagem ao passado e ao futuro próximo.
O mais tradicional é o Centro Cultural do Banco do Brasil, na avenida 1º de Março. É o maior dos três. Nessa mesma avenida fica o Paço Imperial, onde Dom João VI e a família real desembarcaram em 1808. Do CCBB você pode caminhar até o Paço. Lá tem uma livraria/cafeteria que é uma graça, um cinema alternativo e barato e umas lojinhas. O melhor é fazer esses passeios de manhã ou de tarde já que o Centro costuma ficar deserto a noite e aos domingos.
Na Avenida Rio Branco, paralela à 1º de Março, há o Centro Cultural da Caixa Econômica. Esse eu confesso que não me apetece muito. Meio burocrático. Fica na altura da estação de metrô da Carioca. Mas é bem amplo e costuma ter filmes interessantes de graça.
Bondinho
Há três grandes centros culturais no Rio. Nesses espaços é possível acesso gratuito a exposições, mostras de filmes e teatros. Eu, particularmente, prefiro Oi Futuro, o Centro Cultural da Oi, na Rua 2 de Dezembro, no Largo do Machado. Acho que as exposições fogem ao padrão “quadradinho” de arte. Além de ter um espaço convidativo e acesso gratuito a internet, há uma exposição permanente sobre as Telecomunicações. Pode parecer chato pelo nome, mas é interativa, divertida e uma viagem ao passado e ao futuro próximo.
O mais tradicional é o Centro Cultural do Banco do Brasil, na avenida 1º de Março. É o maior dos três. Nessa mesma avenida fica o Paço Imperial, onde Dom João VI e a família real desembarcaram em 1808. Do CCBB você pode caminhar até o Paço. Lá tem uma livraria/cafeteria que é uma graça, um cinema alternativo e barato e umas lojinhas. O melhor é fazer esses passeios de manhã ou de tarde já que o Centro costuma ficar deserto a noite e aos domingos.
Na Avenida Rio Branco, paralela à 1º de Março, há o Centro Cultural da Caixa Econômica. Esse eu confesso que não me apetece muito. Meio burocrático. Fica na altura da estação de metrô da Carioca. Mas é bem amplo e costuma ter filmes interessantes de graça.
Bondinho
Ainda pelo Centro, eu indicaria uma visita ao Bondinho de Santa Tereza. É a cara do Rio e uma maneira de sentir o deslumbramento de um turista quando passa sobre os Arcos da Lapa. É um passeio ótimo e em conta. Custa R$ 0,60. O Bondinho não é apenas atração turística, mas é meio de transporte para os moradores de Santa Tereza que preferem ou precisam gastar menos dinheiro. É um passeio com a cara do Rio por alguns motivos.
Primeiro porque para chegar até a estação se caminha por lugares que contam a história da Cidade como o Largo da Carioca. A melhor estação de metrô para chegar é a da Carioca. De lá para a estação do Bondinho são cerca de 5 minutos andando. Além disso, o horário é bem flexível (das 8h às 21H). Um horário legal é você quem determina porque depende do que vai querer fazer lá. Pode ir e voltar no trenzinho sem que para isso seja necessário descer. É uma “viagem” para apreciar o bairro e ter um choque de realidade com as contradições sociais, já que há a vista de muitas favelas Se optar por desembarcar do bondinho e caminhar pelo bairro, há muitas casas que vendem artesanato, além de uns bares, botequins e pequenos restaurantes que são a cara do Rio. Só não desça para caminhar para dentro do bairro à noite. Desça num dos largos principais. E divirta-se!!!!
Não se espante se no meio do caminho do bondinho algumas pessoas subirem nele e irem em pé segurando nos ferros. São os que não pagam para subir. Uma tradição do Bondinho e sinceramente, nunca presenciei algum problema nisso. Mas como prevenir não custa: se sentar na beirada deixe a bolsa sempre para o lado de dentro.
Confeitaria Colombo
Quem quiser comer um doce estupendo no caminho para o Bondinho ou na volta dele, uma boa pedida é a tradicionalíssima Confeitaria Colombo, na Rua Gonçalves Dias. É ótima e dá para imaginar o Rio do começo do século XX. Há dois preços na Colombo (uma adaptação do "eat in ou eat out" europeu para um "coma em pé ou coma sentado"), então aproveite as iguarias...Uma dica: tortelete de chocolate com café!!!
Embora pouco conservadas, as ruas do Centro podem ser uma volta ao passado. Antigas e estreitas. A Rua do Ouvidor, é um bom exemplo das citadas nas obras de Machado de Assis. Ele vivia andando por lá e transfere isso para os livros. Da Rua do Ouvidor, aproveite para flanar e se perca, admire a confusão característica da região cheia de ambulantes, os casas tombadas e, infelizmente, pouco conservadas. Claro que numa cidade como o Rio de Janeiro não leve tão a sério o "perder-se"....
Cinelândia
É bem provável que boa parte das centenas de milhares de pessoas que passam pela Cinelândia todos os dias nunca tenha tido a curiosidade e tempo para um dia de lazer por ali. Naquele entorno, temos “simplesmente” a Biblioteca Nacional, o Museu de Belas Artes e o Teatro Municipal. De uma única praça se vê as três beldades de uma vez. É só descer na estação de Metrô da Cinelândia (aqueles que já estiverem no Centro podem fazer isso a pé. De uma estação a outra dá para fazer a pé tranquilamente!).
O Teatro Municipal está fechado para reforma (o que diminui mas não elimina o prazer em vê-lo), mas a Biblioteca Nacional e o Museu de Belas Artes são abertos ao público. No caso da Biblioteca, por aproximadamente R$ 2 é possível um passeio guiado. Só não pode estar de bermuda e saias curtas (normas meio esquisitas para uma cidade com temperatura média de 35 graus). Em tempo: o que é uma saia curta?
Taí, Letícia e cariocas que pouco conhecem a própria cidade. A segunda parte será um passeio pela "não tão cara" Zona Sul.
Crédito da foto: http://www.rj21.info/
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