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24 de janeiro de 2012

Escrevendo no intervalo!

2011 foi o ano em que eu mais viajei - talvez por isso, eu tenha escrito NADA! É a correria de quem tem que ganhar a vida na eterna malfadada lógica de: trabalhar muito e ganhar pouco. Mas vamos lá.

Voltar com um blog não é fácil, ainda mais 1 ano e alguns meses depois. Mas vamos ao entretenimento...

9 de maio de 2010

Dormindo com o desconhecido!

Em uma viagem nada é mais imprevisível que as pessoas que conhecemos pelo caminho. Entre os pontos altos de uma viagem sozinha está a possibilidade de novas amizades. Sozinhas, estamos mais abertas ao experimento justamente porque saímos da zona de conforto de um amigo que tira a foto, que divide o encantamento, que conversa quando não há mais nada pra fazer, que divide a conta da pizza e da lavandeira (...). Ou você vai ficar muda a viagem inteira ou definitavamente vai ter que interagir nesses momentos e em outros. Seja deitada numa praia seja numa caminhada, nessas horas de distração é muito provável encontra outros viajantes independentes.

O ponto de maior interação entre viajantes sem dúvida são os hostels. E no começo da aventura, a viajante independente sozinha pode esbarrar num contratempo que descabela a “marinheira de primeira viagem”: acabar num quarto coletivo misto! Sim, isso pode acontecer. E não deve ser motivo para pânico. No Brasil é pouco provável, já que a separação por gênero é práxis. No entanto, impossível não é – e eu sou a prova disso! Passei uns dias em Trindade e por conta de um “probleminha técnico” na reserva acabei dormindo uma noite num quarto coletivo misto, com dois ingleses.

Há aquelas intrépidas viajantes que vão dizer que é tudo igual, que não há nada demais. Há inclusive as que preferem. Uma das argumentações que já ouvi é de que os quartos são mais arrumados porque os “moçoilos” querem impressionar. Outras acham a experiência diferente e o que importa é interagir. E outras acham que há a séria propensão a roncos insuportáveis. É mesmo uma questão de se sentir a vontade. Pode ter dia que você esteja a fim da experiência e em outros dias, a abomine.

Então, para aquelas que planejam se hospedar em quarto feminino, para evitar surpresas desse nível fique atenta à quantidade de camas - geralmente os quartos mistos são aqueles com a maior quantidade. Claro que os sites informam que o quarto é misto, mas para o caso de não informarem, essa é a deixa. O mais comum no Brasil são as separações entre feminino, masculino, privado duplo/casal. Já em países europeus, é bastante comum acrescentar a essas categorias os mistos.

Já se quiser experimentar, a dica é ter o mínimo de bom senso na vestimenta na hora de dormir. De resto, nada muda. Particularmente, se não tenho experiências horrendas tenho ao menos meia dúzia de histórias que vão do bizarro ao hilário. Mas nada que desabone os quartos mistos. A experiência é de cada um mesmo. Então, se acontecer é questão de relaxar. Pedir a troca assim que possível e ainda conseguir um desconto no restante da hospedagem!

*Crédito da foto: www.meininger-hotels.com

*Esse texto é a reprodução da Coluna Batendo-Perna no site Descubra Brasil (23.04.2010)

23 de fevereiro de 2010

Cachoeira, sol e calor na "fria" Penedo

Daz vezes que ouvi comentários sobre Penedo (cidade do Estado do Rio, ao lado de Resende) o que mais se destacava era o frio "a la" São José dos Campos que faz na cidade. Resolvi conhecer  Penedo no final de semana. Como estamos no verão, pensei em ser menos frio e lá fui eu: banquei a "carioca típica" e fui de moleton, blusa de manga comprida (embora fininha) e tênis/meia - com uma camiseta ribana na bolsa, que me salvou o dia. Nem esperava sentir um frio invernal, mas não imaginava que o calor carioca migrava pra lá - e tomei banho na cachoeira mesmo assim (há jeito pra quase tudo na vida!)

No verão, vale a pena visitar as cachoeiras da cidade. Para os que têm preguiça de caminhar e procuram a facilidade/praticidade, as melhores opçõe de divertimento são as mais próximas ao Centro de Penedo - Três Cachoeiras.

Três Cachoeiras

Limpeza, águas limpas à beira de uma avenida


Elas ficam a margem da avenida e embora não tenham grandes quedas são ótimas opções de banho - uns 25 minutos de caminhada desde a área mais central, mas quem preferir pode pegar um ônibus já que está a margem da avenida.

Outra excelente opção (que foi a que eu segui) é fazer uma trilha e chegar à Cachoeira de Deus. Mas como fica na parte alta da cidade, o mais aconselhável é subir de ônibus e, se quiser, fazer a caminhada de volta. Do ponto de ônibus, é que começa a trilha.

A trilha é bem tranquila, embora mal sinalizada. Dura uns 15 minutos mata a dentro e é preciso ter um mínimo de espírito de aventura nas descidas. A maior queda d´água da cidade é a dessa cachoeira e mede cerca de 15 metros.

Vendo essa água transparente e as piscinas naturais de matar um sedento, abri mão da vergonha, A "essa altura do campeonato" eu já estava sem tênis, sem meias e com a camiseta ribana. E com a desculpa de que tem roupas de baixo (melhor ser clara e objetiva - calcinhas) que são maiores que biquinis, escolhi um espaço mais vazio, "loteei" um trecho da piscina natural atrás de uma pedra (a maior na foto) e lá fiquei.... Nada de nadar feito sereia ou pular na água - sentadinha e descansado....aproveitei meu dia refrescante.

Da Cachoeira de Deus ao Centro de Penedo caminhei por quase (ou mais de) 1 hora, já com a bendita calca de moleton seca de tanto calor que fazia. Era a hora de conhecer a cidade.

22 de janeiro de 2010

As intempéries da classe econômica



"Pai, o avião tá caindo?". "Paí, tô ouvindo um barulho estranho no motor do avião". "Pai, o avião podia cair pra gente chegar mais rápido!". Sinceramente, viajar na classe econômica muitas vezes é uma prova de nervos - e com dois adolescentes e um pai surdo exprimidos na feileira de trás se torna quase um atenuante para cometer um infanticídio.

E foi assim, ouvindo asneiras adolescentes entremeadas de vozes demoníacas (que a mãe resolveu reprimir) que fiz meu quase tranquilo voo de volta de Santiago, com escala em Buenos Aires.

A classe econômica (ou como chama a Silvia do matraqueando - a classe chicoteia) não é o fim do mundo numa viagem curta, como foi esse caso.

Mas confesso, que viajar assim por mais de 12 horas, mesmo para alguém de pernas curtas é um martírio. Nos aviões maiores, ao menos são dois corredores. Mas nesse que fiz pela Aerolineas, eram duas fileiras de 3 pessoas exprimidas em menos de 4 metros de largura! Imaginei a comprimento, pelo meu próprio corpo deitado (já que fiz 3 voos deitadas numa fileira sozinha)

Mas viajar pela Aerolineas Argentinas se mostrou uma surpresa. Como os aviões são bem antigos, confesso que fiquei um tanto receosa, mas embora velhinhos e pouco confortáveis a viagem foi tranquila e com comissários de bordo atenciosos, mesmo quando tinham que dizer que não havia mais sucos ou servir os mesmos sanduíches com bolo de sobremesa. Como fiz quatro voos pela companhia em 12 dias, confesso que no último já não aceitei mais o sanduíche.

Em todo caso, é bom saberem os  "navegantes" que a Aerolineas não tem estações de rádio ou filmes. Tudo no seco mesmo. É exprimido e de preferência dormindo - já que a comissária não deixa usar o mp3 do celular, mesmo no módulo voo!

crédito foto: dfriche-tg.org

19 de janeiro de 2010

Festa estranha com gente esquisita

Sei lá como são as festas caseiras chilenas. O que sei é que chamaram para ir a uma festa e aprender a dançar salsa. Amei a ídéia. Mas...Saí de lá irritadíssima - queriam que eu dançasse samba. Olha bem pra minha cara!! Fizeram uma reunião a base de pisco (a bebida mais popular do Chile) com pouquíssimas pessoas - só a esposa de um dos convidados, eu e a Daniele (uma das gaúchas do quarto).

Acho que na verdade caí no "conto do vigário" e eles estavam mais interessados em mulheres. Enfim, em menos de 1 hora me livrei da "tal festa" e por 1000 pesos de táxi estava no hostel.

Fica a advertência...aqui no Chile como em vários outros lugares, as mulheres do Brasil são vista a base de estereótipos. E um deles é o bendito samba e o outro...será que preciso mesmo falar?

15 de janeiro de 2010

Radio Disney...o outro jeito de experimentar Santiago


Quando estou viajando tento parecer ser do local. " Imbecilidade" a parte, minha tentativa se concentra nao só em caminhar pela cidade o máximo possível e em comer o que os "nativos" comem como também em ouvir as músicas que fazem sucesso local.

E estou numa paixonite pela Shakira (que toca toda hora) e por uma música bem " baladinha" chamada "Esclavos de Tus Bejos", de David Bistal. Desde que saí do Rio de Janeiro nao ouvi nenhuma vez as minhas músicas do mp3 (so no aviao). E aqui em Santiago a Radio Disney é a que mais sintonizo. Na verdade, deixo ligada o dia todo. O problema e que tento cantar e pareco uma maluca cantando sozinha e "errado" .

12 de janeiro de 2010

O voo atrasou e por minha causa! Putz!

(outro teclado, outro suplicio, ok?)
Cheguei ao Chile. Ver os Andes pela janela do aviao se tornou uma das vistas mais bonitas que ja vi. Mas como nao da para fazer algo sem que outra coisa "anormal" aconteca. Vamos la!

Juro que dessa vez meu gorila foi por um bem maior. Estava no aviao sentadinha na minha poltrona rezando para que nao chegasse ninguem e eu pudesse dormir deitada nas 3 poltronas da minha fileira. Bem, chegou um cara. Brasileiro. Carioca.Falamos do Rio ja que cariocas quando se encontram so falam do Rio. Falamos pouco ate que...papo vai, papo vem ele me perguntou sobre viagens. Pronto...estavamos conversando ate que ele disse: " Mas ue, voce vai viajar pro Chile e esta indo para o Rio de Janeiro por que?" . Jesus. Deus do Ceu. Virgem Maria! E todos os santos do mundo. Pegar o aviao errado se torna uma catastrofe - pior que tsunami - quando se esta voltando para casa de umas ferias que nem comecaram direito.

Levantei correndo como desesperada mesmo (e estava assim!!!) atras da comissaria. O voo ja estava para decolar. Todos pronto. Eu tentando falar e ela dizendo para eu falar depois. - e eu estava de meias no meio do corredor do aviao com as pessoas olhando. Mas ela me disse: " quem falou que esse voo vai para o Rio?"

Minha tendencia a pagar mico tem limites - voo errado nao! Como ja estava tudo pronto para decolar, pararam tudo. Desce o carioca mais perdido do mundo, que gracas ao meu gorila nao veio para o Chile (sinceramente, acho que teria sido melhor pra ele). E o voo precisava de uma nova autorizacao. Nisso, uma passageira p. da vida porque atrasou ficou me olhando. Paciencia!

Minha fileira estava vazia novamente. Deitei com meu travesseiro " presente de uma amiga". Me senti na primeira classe e...Chile, cheguei! Quanto ao conterraneo, nao faco nem ideia do que aconteceu e quando conseguiu um voo para voltar para o Rio!

11 de janeiro de 2010

Em BsAs querendo matar os estagiários!!!

Tenhos dois estagiários fanáticos por futebol (inclusive eles tem um blog http://www.futebolnaterradarainha.blogspot.com/) que me pediram para trazer umas camisas. Claro, sem grilos. E là fui eu. Como eu já sabia que iria percorrer a cidade toda o máximo de tempo possível. Topei. E por conta disso, acabei conhecendo mais de Buenos Aires do que queria...!!!

Todos as noites aqui eu dormi menos de 4 horas. Tenho a péssima mania (para alguns) de minha bateria nao descarregar. Entao, como criança, quando viajo quero aproveitar cada momento, e nao dormindo. Beleza.
Acordei cedo e fui caminhando pela cidade sem muito destino. Sabia que deveria ir numa direçao. E seguir linha reta nao é nenhuma anormalidade, mesmo que as vezes cortando ruas, percorrendo perpendiculares...Ficava num " ir e vir" interminável.

Fui a livraria El Ateneu - dica da Monica Sousa (minha amiga homonima e viajante também) e fiquei mavavilhada com a classe da El Atenteu, da rua Santa Fé. Um antigo teatro. Lembrei demais da Lúcia Schmidt porquer acho que ela precisaria de um dia inteiro para se sentir pronta a deixar a livraria.
Comprei uns livros e continei a andança.

Tive a informaçao de onde os argentinos fazem compras. Peguei um onibus e là fui eu. Só que a área é bem afastada. Jesus! Mas tava valendo. Desci, vi as outlets que estao no outro post. Infelizmente o que eu procurava nao tinha. Mas procurando uma coisa sempre se encontra outra. E ai...

Eu descobri que tinha deixado todo o dinheiro no hostel!!!!! Ou seja, nao tinha nada para pagar meu onibus de volta. Meu primeiro impulso foi querer bater em mim mesma por tanto descuido (eu sou muito aérea, mas assim já é demais). Depois queria estrangular Márcio, Igor e o amor da minha vida, meu sobrinho, que só querem camisa com  nome de jogador atrás!

Aí me dei conta de que tinha 100 dólares. Ótimo, pensei: " passo numa casa de cambio e troco". Mas aí...era sàbado. As casas de cambio estavam fechadas nessa regiao, que nao é nada turista. E nem mesmo. Nao sentei e chorei!. Nisso também há um lado bom. Se tá ruim nem dá jeito de chorar. Ótimo. Vou conhecer toda Buenos Aires e da-lhe pernas.

Desci. Virei. Me perdi e voltei. Vira daqui, vira dali...Cheguei a Palermo. Tinha a feirinha da manha de sabado, ao menos. Mas fiquei pouco tempo, afinal...sem um tostao! - la tambèm as casas de cambio estavam "cerradas". E a fome chegou.... Cartao de credito eu tinha, graças a Deus.
Comi. Descansei. Já estava nessa hora rindo de mim  mesma e pensando: ótimo, a Lúcia e a minha irma terao muniçao para dizer: Monica, vc é aérea demais! E outro amigo, o Camilo, me dizendo..vc é doida!

E là pelas sei lá que horas...cheguei ao hostel. ACABADA!!! Mas ainda tirei fotos pelo caminho. Quando foi se aproximando do Obelisco me dei conta de que estava já "perto" do hostel e que nada é tao ruim assim. Fiquei alegre, ou melhor...boba alegre e me perdi de novo por uns minutos e fui parar na autopista. Otimo. Virei e voltei.

Quando cheguei no hostel já nao sentia meus pes, que ainda bem estavam com havaianas e nao com meu tenis novo!!!
Em tempo: depois que contei pro Gustavo (o amigo argentino que fiz aqui) a saga do dia...veio a pergunta:
?Monica, por que no llamasteme? Depois eu mesma pensei: por que nao peguei um táxi como fiz em Budapeste e falava que ia no hostel pegar? Acho que inconscientemente e estupidamente, eu queria bater-perna!

Gente bonita, bons bares...Palermo a noite!

Saí maravilhada do show de blues e jazz e como a noite em Buenos Aires só termina de manha, fui conhecer a noite de Palermo. Na altura da Rua Serrano (onde tem a feira de sabado e domingo) hà varios bares. Todos com mesas e cadeiras nas calçadas também, o que me fez lembrar muito dos bares do Rio de Janeiro.
Gente bonita...uma balada/noitada como as que estamos acostumados no Brasil.

Até me arrisquei a tomar uma bebida diferentes a base de chocolate. Mas dois goles foram suficientes para experimentar, gostar, agradecer e nao querer mais. E sentir minha cabeça rodar por alguns segundos. Ou é efeito placebo, já que o garçom garantiu que tinha muito pouco alcool!

Depois, de carro conheci a cidade a noite. Linda. Linda. Linda. Me lembrava todo o tempo do Rio e de como pode ser se nao tiver o medo a cada esquina. Buenos Aires simplesmente sem praia, é como Sao Paulo, só que mais bonita!

Sangue nao e nada perto de Andy Warhol, Evita, Sorvete Freddo...

Decidi ir ao Cemitério da Recoleta depois que um amigo ( Zilvan) me falou bastante bem dessa área da cidade e, como queria ir ao Malba, achei que era o programa a se fazer. Ótima decisao...
Mas resolvi ir a pé!

É longe. Na verdade, bem longe. Mas lá fui eu toda "serelepe",  feliz da vida ouvindo rádio local. Tanta felicidade gera descuido e só percebi que tinha parado de olhar o mapa depois que já tinha andado muitas quadras (tudo aqui se mede por quadras) da Avenida 9 de Julio, quando me dei conta de que estava no sentido oposto!

Tá. Estou de férias, volto e continuo andando. Cheguei ao cemitério, fiz o ritual Evita. Sentei porque minhas pernas estavam em petiçao de miséria e de lá iria ao Malba, afinal há um exposiçcao do Andy Warhol e valeria a pena. Mas pelo mapa (sim, desconsiderei a escala) e achei que fosse perto.
Que nada! Jesus...eu cheguei lá com as meias sujas de sangue. Parece escatológico e é! Meu tenis é novo e machucou bastante nos dois pés, na parte de trás.

Mas valeu a pena. Muito a pena. O museu é pequeno. Dois pisos e um subsolo. Com carteirinha de estudante do Brasil mesmo (antes que pensem que burlo a lei, explico: ainda tenho a do mestrado que segue firme e forte ate o final de março) paguei 9 pesos. Acho que vale a dica: aqui nao se preocupam muito de ser a carteirinha internacional de estudante, que custa bem mais caro.

Vi as obras do Andy Warhol, o autoretrato da Frida Khalo, uma pintura do Diego Riviera e o " Abapuru" da Tarsila do Amaral.

No meio do caminho de tudo isso...um sorvete Freddo. Mesmo sendo uma franquia espalhada pela cidade, os pontos tem preços diferentes. Entao, se numa pode custar 5 pesos um mini mini copo..em outros pode começar por 12 pesos. Paguei 15 numa mega "casquinha" com dois sabores: doce de leite e morango. Simplesmente divino!

9 de janeiro de 2010

Entre o furto e o mosquito..amei Buenos Aires -

É. Se Buenos Aires tivesse praia disputaria com o Rio o título de cidade maravilhosa! Amei a cidade. As pessoas, o espírito e, principalmente, a vida da capital portenha. Ainda bem que esse foi meu sentimento nesse primeiro dia porque nada tirou meu humor (embora tenha xingado alguns palavroes). Vamos ao normalíssimo jeito Monica Sousa de ser.

Cheguei em Buenos Aires por volta da 1h da manha. Peguei um táxi sozinha e paguei 108 pesos (o equivalente a uns 50 reais). Seria normal, se assim que entrei no táxi um mosquito nao tivesse me picado na boca e de repente eu estivesse com lado esquerdo da boca ligeiramente inchado. O ligeiramente foi mudando ao longo do percurso, a ponto do taxista sacar seu kit SOS e me ajudar com um produto para queimadura (era o que tinha !!!). No desespero. Lá tava eu com o remédio para queimadura na boca. Incrível como seu saio do Brasil pela segunda vez e sou "sorteada" pelos insetos....Entao, fica a dica: se for a Buenos Aires repelente urgente!

Parou por aí? Claro que nao!!!

Fui furtada pela primeira vez num hostel! Pegaram minha "necesarie" milimetricamente montada para meus 12 dias de viagens. Terminei meu dia sem sequer desodorante! Mas o pior foi perder uma tornozeleira xodó que ganhei de uma grande amiga!!!

22 de dezembro de 2009

Não pague mico...Em NY dê gorjeta e não escreva na conta!

Sim! Mesmo para uma mochileira econômica, é preciso seguir algumas regras locais - e em NY a gorjeta é obrigatória ou corre-se o sério risco de pagar o mesmo mico que eu - na verdade, um Safari inteiro!
Pague uns 10% a 15 % e pronto!

Estava num pub com a chiquérrima da Silvinha. Ela não está acostumada a "monicar". Comemos, bebemos, ficamos comentando sobre a beleza dos garçons...rimos...ou seja, tudo dentro do programado para duas amigas viajando por NY.  Pedimos a conta. Preço ótimo para quem comeu, bebeu, ouviu boa música, viu gente bonita. Tava perfeito demais. Deixamos o dinheiro certo dentro da "carteira"...

Estávamos rumo a porta - e nesse ponto cercada de outras pessoas - quando o garçon desceu, literalmente CORRENDO as escadas do andar superior, GRITANDO:  - "Ladys, ladys...nothing? nothing?
Eu fiquei com tanta vergonha que me preocupei mais com as pessoas olhando e a Silvinha tentando entender o que se passava. Até que percebemos na mão dele a "carteira" onde deixamos o dinheiro sendo aberta e fechada enquanto ele gritava!!!! A vergonha era tanta, que enfiei a mão no bolso e nem prestei muita atenção: dei o que tinha no bolso (cerca de 6 doláres).

ps: Já que o assunto é gorjeta, uma dica: NUNCA, JAMAIS, EM HIPÓTESE ALGUMA escreva na conta! Fomos tomar sorvete no Hollywood Rock Cafe. E, estupidamente, fui fazer as contas do quanto eu tinha que pagar justamente na conta. Deu 12 dólares. Ótimo? Garçom fofo (quase uma constante nos bares e pubs), educadíssimo e que ficou mais educado ainda depois que pagamos. Quando veio o troco, faltavam exatos 12 doláres. A Silvinha matou a charada na hora: "Moniquinha, ele entendeu que o que você escreveu era a gorjeta". Virei piada pra Silvinha o dia inteiro!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! Não ia pedir de volta. Até "muquiranice" tem limites!

22 de abril de 2009

Antes de ir embora...funk carioca!

Não poderia ir embora sem algo inusitado. Sempre acontence alguma coisa que me deixa rindo sozinha.

Sabe o francês do albergue que todos os dias me perguntava o que ia fazer de noite? Pois é. Ele jogou a cartada final. Estava eu esperando carregar o celular sentada na recepção do albergue quando de repente escuto: algo como "para papa papa ratata...." pra quem conhece, o rap das armas, bem popular no Rio de Janeiro.

Claro que nessa hora eu parei e sem querer mostrei que reconheci a música. Ponto para ele que ficou todo empolgado. Quando eu olhei, ele estava simplesemente me mostrando como ele sabia dancar. Gente, eu cai na risada. Era desengonçado demais, mas ficou simpático nessa hora. Ri demais porque ele colocou na rádio Latina e por isso a música acabou tocando. Acho que ele esperava que eu começasse a dançar, mas quando viu que não ira rolar, dançou sozinho e acabou se tornando uma figuraça. E nessa hora nem parecia mais o cara pronto a copular.

Fui caminhando para o metro da Bastille rumo ao REM B que segue para o aeroporto Charles de Gaulle. Carregava peso demais (porque comprei muita coisa em Paris de encomenda familiar), estava completamente dura, mas o que eu sentia de verdade era uma sensação de que sou a pessoa mais sortuda do mundo. Agradeci demais a Deus por ter me protegido esse tempo todo (afinal, nem sei se comentei mas quase fui atropelada por um tram em Roma, sobrevivi semanas sem meus óculos, as lentes de contato derradeiras caíram duas vezes dos meus olhos e consegui encontrar na roupa, dormi em quartos mistos com "gente esquisita", e o voo da wizzair entre Veneza e Budapeste são só lembranças agora....)

E é óbvio que já estou pensando na próxima. Já tenho ídéias dos lugares, mas muito incipiente ainda. Agora é hora de começar a anotar os custos e provar por A + B que gastei muito pouco, comparado ao tanto que vi e vivi...

16 de abril de 2009

Esta vindo pra Europa? Traga repelente. Nao e piada!!!

Devo ter problemas, so pode. E definitivamente... o problema sou eu!!! Tenho alergia a picadas de insetos que nao sejam made in Brasil. No Brasil eles picam, fica vermelho - ou seja... feio - mas nada comparado.

Depois de uma noite otima, acordei toda picada!!!!!!!!!!!!!!!! E nao foi como em Roma. Parece de mosquito mesmo. Nenhuma das meninas reclamou de nada. So eu estava assim. O detalhe e que me picou no pescoco, alem do braco - o mesmo das bed bugs, nas costas. O do pescoco nao da pra esconder.

Ainda tenho a pomada que comprei e Roma e ja comecei a passar!

Agora imagina... chegar em Paris com varios calombos no corpo. Eu mereco!

Dica: se estiver vindo para a Europa, traga repelente. Parece piada mas nao e!

14 de abril de 2009

Ouvindo musica brasileira cantada por tchecos

Como alguns sabem, eu tenho algumas peculiaridades. E eu nao me importo de ouvir radio e nao entender nada. E mesmo pelo prazer de sentir o local. E foi assim, que dei risada como maluca enquanto caminhava depois das sonecas as margens do Vlatva.

Estava na ponte Strelecky e de repente ouvi: Quero a vida sempre assim, com voce perto de mim...
E isso cantado em portugues mesmo com sotaque muito, muito forte. Era a radio 90,3 FM. Uma cantora que obvio nao consigo nem imaginar como se pronuncia fez uma versao eletronica da musica e cantou em portugues mesmo. Ficou otima. E pra falar a verdade, se nao fosse o portugues muito arranhado (e tao dificil pra eles falar portugues quanto pra gente pronunciar qualquer coisa em tcheco) a musica ficaria bem melhor do que a versao Bossa Nova.

Um dia em que eu fiz nada! E isso foi o melhor...

Tem gente que acha que estar numa outra cidade tem obrigacoes. Sinceramente...nao acho nao. Faco o que estou com vontade. Tanto que eu sempre programo alguma coisa e esqueco que sou teimosa e vou realmente fazendo meu percurso pelo caminho mesmo.

E ai, cansada de museus, e de tudo! Isso porque Praga e um museu a ceu aberto. Nao queria ficar presa entre paredes enquanto a cidade pulsava la fora. E o que fiz foi, nesse segundo dia inteiro em Praga nao fazer nada!!!!

Como meu ticket so valeria ate dia 13, eu fui bem cedinho Nerudova acima.... ate o Castelo. Tomei um sorvete e achei que fosse ter um acesso de espirros fortes porque estava meio frio ainda (era muito cedo) embora o ceu estivesse como o ceu carioca. E la segui. Fui a construcao mais antiga bem preservada de Praga, Basilica de Sao George, segui para o Royal Palace onde ha uma mostra otima sobre a historia do Castelo e fiquei sabendo que Sao Sigismundo matou o filho do primeiro casamento porque a atual mulher previu que o filho o mataria! E depois ainda virou santo. Coisas da igreja. Vale a pena mesmo essa exposicao. Todo mundo se prende tanto a fazer o ritual basicao turista e acaba perdendo uma coisa assim.

E ai... antes das 12h eu estava a toa! E que a toa.

Entao, resolvi que iria ler. Segui para a margem nao turistica do Vladva. La tem um parque otimo. Muito verde, bancos e pessoas lendo. Meu lugar! Procurei um banco embaixo de uma arvore mais que batesse sol. Conjuguei sol e sombra, fiz a mochila de travesseiro e fiquei la vendo meu Gabriel Garcia Marquez. E dormi!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Um dia lindo daquele, numa temperatura agradavel, a beira de um rio, num lugar cheio de arvores com cara de Primavera. Nao dava mesmo para me furtar disso. Dormi, acordei, li mais, dormi de novo. E quando me deu fome, segui!

Voltei a caminhar e a passar pela Venceslau Square, onde ha um grande restaurante de rua. E possivel comer de tudo tipico(e nao tipico) pagando pouco. E fiz novamente algo que nunca faco no Rio, comi na rua.

Comecei por um Caclavska Klobasa Vrohliku com Horcice (um cachorro quente de linguica alema com molho de mostarda) e de sobremesa Staroceske TRDLO, que nao consigo familiarizar com a nossa culinaria e so posso dizer que e DIVINO. E um doce bem tipico porque vende em qualquer lugar. E vi dele tambem em Budapeste, mas nao cheguei a experimentar e nao era tao frequente la. E muito bom mesmo, tanto que ao longo do dia comi uns 3.

A noite, resolvi que em vez de sair para bater papo ia ficar sozinha admirando a noite as margens do Vlatva. E la segui. Antes passei no albergue ( e tomei banho, lembra...). Depois segui para o restaurante a ceu aberto comprei pickles (parece batata frita, mas sao churros bem fininhos sem recheio e com bastante canela e acucar) e segui para o rio Vltava. Lindo demais! Magnifico. Fabuloso. Muita gente opta por fazer a mesma coisa. E gratificante ficar la sentada ou me pe, tendo como vista o Castelo Iluminado, os barcos que seguem o rio com turistas num tour pelo Vlatva. E ainda, como sou cara de pau, fiquei parada numa parte da margem (antes da Charles Bridget, na direcao de quem vem da Strelecky Ostrov) em que podia ver e ouvir abaixo o show de um tcheco (?) no mezanino do restaurante quase flutuante que cantava Beatles. Tudo pela bagatela de 0800!!!!

Nao havia mais nada que eu quisesse estar fazendo naquele momento. A unica coisa que eu poderia ter de diferente era ter meus amigos ali para compartilhar as maravilhas. Como eu tenho amigos pra caramba (disso nao posso me queixar) e meus irmaos sao amigos tambem, fiquei imaginando a Monique dizendo que e muita cara de pau ver o show assim, ou o Marcio falando... vamos descer, comer la e pagar!

Sinceramente, descer e pagar e sentar la nao tinha a mesma graca. E eu não fui a unica. Logo outros passantes perceberam o show 0800 e la ficaram tambem. Dividimos espacos numa boa. Assim e estar em Praga.

Como eu posso ter vontade de ir embora de um lugar tao magico? (estou sem saber como colocar aspas...).

Tomando banho de olho na porta!

Quem me conhece sabe. Nao sou de muita frescura, mas NAO TROCO DE ROUPA E NEM TOMO BANHO NA FRENTE DE NINGUEM!!!

Nao tenho 3 peitos ou sou uma aberracao da natureza, como me fala a minha irma. Eu simplesmente nao gosto. A Lais, uma amiga daquelas amiga MESMO, morou comigo, fez faculdade comigo, viajou comigo e nunca me viu tomar banho. Isso era ate motivo de risos entre ela e a Renata (juntas, formamos um otimo trio). Sou assim e pronto. Uma vez cismei de fazer massagem modeladora e me dei mal. Nao sabia que tinha que ficar sem sutia e eu ja tinha pago DEZ sessoes. Como a massagista era amiga de uma grande amiga (Fabiana) eu me senti a vontade pra pedir uma toalha. A mulher nao entendeu nada, mas me deu e toda hora empurra toalha pra ca, empurra toalha pra la.
Enfim, ja perceberam que eu sou timida!

E ai... meu novo albergue otimo... so tem um problema. O banheiro do meu andar para banho e como banheiro de presidio ou quartel, embora so tenha visto ambos pela TV. Ha um grandes espacos com chuveiros separados. Atente para o conceito de chuveiro porque e bem diferente do nosso.

Quando vi aquilo decidi que ou eu nao tomaria banho ou tomaria banho de calcinha e sutia pretos. Embora eu ache isso nojento porque isso nao e tomar banho. E a outra opcao surgiu. O albergue ta meio vazio e eu ia era tomar banho correndo antes que mais alguem tivesse a mesma ideia.

Peguei a toalha, coloquei bem ao alcance rapido. Deixei meu oleo seve pra la. E tomei o banho mais apreensivo da minha vida. Gente, eu sei que super normal tomar banho, se trocar na frente de outras mulheres. Mas eu nao sou normal... entao paciencia!

Deu tudo certo. E cronometrado porque logo depois apareceu alguem.

Tomei meu banho e la fui eu voltar as ruas de Praga para ver o entardecer. Como a noite e mais fria que o dia, preferi ficar limpa mais cedo, chegar e apagar!

Sozinha num quarto com 10 camas! Que maravilha...

Acordei no dia seguinte decidida a ir embora do Sir. Tobys. Eu ate aturaria numa boa a distancia, ja que como estou viajando sozinha e o conceito de vida noturna dos tchecos e bem diferente do nosso... voltar ate 00h pra mim nao e problema. Mas aguentar os holandeses que estao no meu quarto, e pra mim um grande problema.

Sou boazinha, juro! Educada, tento ao maximo evitar uma discussao. Mas nao me provoca muito. E ai...

Chegaram umas meninas no quarto, o que foi suficiente para eu ter coragem de dormir a segunda noite no albergue. E elas falavam espanhol. Otimo. Era a hora deles sentirem a mesma coisa que eu. E falavamos deles em espanhol o tempo todo. E com os babacas olhando com cara de elas estao falando da gente. E eu principalmente estava mesmo. Contando a elas como eles eram. E rindo horrores e ainda olhava para a cara bem direto de um deles pra ele entender que eu realmente estava falando dele. E horrivel isso, mas ai eu consegui dormir melhor.

E nem foi preciso muito tempo para as meninas comprovarem sobre o que eu falava. Em menos de 20 minutos eles foram tao grosseiros e mal educados como foram comigo quando cheguei. So que uma delas era bem esquentada e partiu logo para um esporro basico pelo barulho, pela batecao de porta e pediu que eles respeitassem dois caras (que eu nem tive tempo de conhecer) que estavam dormindo.

Enfim, na manha seguinte peguei minhas coisas, fiz o check out e fui em busca de um outro albergue. As 9h15 da manha ja estava na rua para mais um dia de andancas porque ja tinha conseguido outro albergue e ja tinha deixado minhas coisas. A Plus Hostel, localilzado na Na Florenci 33.

Nao e tao bonito, nao tem a mesma estrutura. Mas e tao bom quanto porque ha algo nele essencial - fica a poucos metros da Old Town Square. Faco tudo a pe e volto a hora que eu quiser. E o detalhe: estou sozinha num quarto que tem 10 camas. Tudo porque acabou o feriado e, com isso, a cidade esta menos cheia (escrever mais vazia seria mentira).

11 de abril de 2009

Um jantar a luz de vela e sozinha! Qual e o problema?

Queria ver a cidade ilumidada. E segui de volta ao Centro. Fiquei andando na Vaci utca, parei para ver uns precos e comparar com o que tinha comprado mais cedo. Ah! e. Esqueci de comentar que achei uma outlet da Nike e da Puma otima na Terez Korut, proximo a estacao Oktogon. O nome da loja e Marriot. Uma bolsa da Nike por cerca de 20 euros. E tem de tudo. So nao comprei mais coisa porque nao tinha grana e nem como carregar.

Enfim... e noite chegou, a cidade me inspirou e estava com muita fome. Me dei entao um presente. Um jantar bom, num restaurante legal e tentando esquecer um pouco o preco. Na Vaci ucta mesmo encontrei o Gyorgy-Villa.

E me dei um jantar a luz de vela. Maravilhoso. Sai de la literamente satisfeita com a comida, com a sobremesa e principalmente com o fato de ter rido de mim mesma naquela mesa com a vela. Imaginei duas amigas ali. A Re e a Lais que sempre me repreenderam porque eu ficava " catando" comida barata.

E o melhor, alem da comida e que nao me senti um ET. Tudo bem que eu era a unica comendo sozinha, mas nao reparei ninguem olhando. E se falaram algo, tambem nao entendi. A verdade e que eu estava entretida copiando o nome do prato, tirando foto do prato, foto da sobremesa e acho que talvez isso sim tenha chamado a atencao.

Entao vamos la:

Prato - Marhaporkolt Sosburgonyaval
Sobremesa - Gundel Palacsinta

ps: se algum souber de restaurante hungaro no Rio me avisa que quero comer a sobremesa de novo! Simplesmente maravilhosa.

Meu primeiro " calote" consciente!

Estava na minha ultimo dia inteiro em Budapeste e resolvi fazer diferente. Em vez de so bater perna, resolvi que ja era hora de experimentar andar de tram. Pra quem nao sabe, e como um bonde daquelas que havia no Rio de Janeiro ha algumas decadas.

La fui eu. Procurei uma estacao que eu precisasse fazer menos " conexoes" possiveis. Claro que embora todo mundo ande nele tambem sem pagar, minha experiencia com a Lei de Murphy sempre fala mais alto. E ai...

La fui eu tentar entender o Magyar da maquina de tickets e depois de apertar demais os olhos para conseguir ler algo (preciso trocar as lentes...e como os oculos perdidos me fazem falta!) achei uma versao em ingles.

Coloquei la 290 Ft (pouco mais de 1 euro)* e a maquina SIMPLESMENTE engoliu meu dinheiro mas nao me deu o ticket. Fui ler a baixo e havia em ingles que se desse problema era para ligar para uma central. Agora me diz...Quem vai ligar para uma central e explicar em magyar/hungaro que a maquina nao entregou o ticket?

Fala serio! Eu fiquei indignada. E ai, um hungaro gente boa que estava perto e que tinha trocado minhas notas por moedas me disse que isso acontece as vezes. Na cara de pau que Deus me deu entrei confiante no tram sem ticket e com o discurso na ponta da lingua se fosse parada por um agente. A proposito, se vier a Budapeste e for a uma das maquinas, elas so aceitam moedas e podem nao devolver troco (isso mesmo, ta la escrito que ela avisa se nao tiver troco).

Andar no tram e uma maravilha porque e super rapido. E ha possibilidade de trocar. E como onibus urbano, com a diferenca de que nao enfrenta engarafamento (embora pare em sinais vermelhos como o transporte comum) e nao precisa pagar de novo.

Segui para o Parque Municipal. Ha um castelo construido com as varias tendencias arquitetonicas da Hungria, lago, zoologico e o principal pra mim... tranquilidade.
Deixei de bater perna e fiquei la fazendo um "picnic" com coisas que comprei num mercado perto e lendo o livro que comprei aqui. Como nao encontrei na maior livraria daqui livro em portugues que nao fosse do Paulo Coelho, peguei o Gabriel Garcia Marquez " Do amor e outros demonios" em espanhol mesmo. Gosto de ler em espanhol e e um bom exercicio.

La fiquei por horas me despedindo de Budapeste.

Voltei no final da tarde para o albergue porque estava decidida a me despedir da Budapste a noite tambem.

E ai....