Como eu sei que as coisas " sempre acontecem comigo" sai mais cedo do albergue de Budapeste para a Estacao Internacional de Onibus. E correu tudo bem. O unico imprevisto e que eu nao sabia direito onde pegar o onibus porque a empresa pela qual comprei a passagem fica fora do terminal. Entao, se for pegar algum onibus por essa companhia (orangeways), a parada fica do outro lado da rua, na esquina com o clube de futebol local. Nao tem como errar!
Mas da pra indicar a companhia para quem for fazer o percurso de onibus. Sinceramente? Muito melhor do que trem. E tem servico de bordo, vim assistindo Mamma Mia ( dublado em magyar e legendado em inglês) , ha bebidas gratuitas (capuccino, cafe, chocolate e agua) e fone de ouvido para as estacoes de radio.
Ha uma parada de uns 15 minutos na Bratislava. E para quem nao teve tempo de conhecer a cidade, o onibus faz praticamente um " city tour". Como eu li meu guia quase todo, foi possivel reconher varios pontos da capital da Eslovaquia.
Outra coisa importante. As estradas sao grandes retas., o que facilita para quem enjooa (eu mesma!) e foi ate possivel ler em viagem porque nao trepida nada!!!! Estradas européias...não as esburacadas do Rio de Janeiro
Ou seja, dinheiro bem aplicado. Cheguei a Praga por volta das 23h30, peguei o metro e depois o tram e cheguei sa e salva ao albergue.
Vai ai o site da empresa que viajei. www.orangeways.com/
Ha tambem outras, como www.studentagencybus.com/ e www.elvira.hu/
É possível se divertir batendo muita perna pelo mundo gastando pouco - Mulheres Viajantes
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12 de abril de 2009
11 de abril de 2009
Um jantar a luz de vela e sozinha! Qual e o problema?
Queria ver a cidade ilumidada. E segui de volta ao Centro. Fiquei andando na Vaci utca, parei para ver uns precos e comparar com o que tinha comprado mais cedo. Ah! e. Esqueci de comentar que achei uma outlet da Nike e da Puma otima na Terez Korut, proximo a estacao Oktogon. O nome da loja e Marriot. Uma bolsa da Nike por cerca de 20 euros. E tem de tudo. So nao comprei mais coisa porque nao tinha grana e nem como carregar.
Enfim... e noite chegou, a cidade me inspirou e estava com muita fome. Me dei entao um presente. Um jantar bom, num restaurante legal e tentando esquecer um pouco o preco. Na Vaci ucta mesmo encontrei o Gyorgy-Villa.
E me dei um jantar a luz de vela. Maravilhoso. Sai de la literamente satisfeita com a comida, com a sobremesa e principalmente com o fato de ter rido de mim mesma naquela mesa com a vela. Imaginei duas amigas ali. A Re e a Lais que sempre me repreenderam porque eu ficava " catando" comida barata.
E o melhor, alem da comida e que nao me senti um ET. Tudo bem que eu era a unica comendo sozinha, mas nao reparei ninguem olhando. E se falaram algo, tambem nao entendi. A verdade e que eu estava entretida copiando o nome do prato, tirando foto do prato, foto da sobremesa e acho que talvez isso sim tenha chamado a atencao.
Entao vamos la:
Prato - Marhaporkolt Sosburgonyaval
Sobremesa - Gundel Palacsinta
ps: se algum souber de restaurante hungaro no Rio me avisa que quero comer a sobremesa de novo! Simplesmente maravilhosa.
Enfim... e noite chegou, a cidade me inspirou e estava com muita fome. Me dei entao um presente. Um jantar bom, num restaurante legal e tentando esquecer um pouco o preco. Na Vaci ucta mesmo encontrei o Gyorgy-Villa.
E me dei um jantar a luz de vela. Maravilhoso. Sai de la literamente satisfeita com a comida, com a sobremesa e principalmente com o fato de ter rido de mim mesma naquela mesa com a vela. Imaginei duas amigas ali. A Re e a Lais que sempre me repreenderam porque eu ficava " catando" comida barata.
E o melhor, alem da comida e que nao me senti um ET. Tudo bem que eu era a unica comendo sozinha, mas nao reparei ninguem olhando. E se falaram algo, tambem nao entendi. A verdade e que eu estava entretida copiando o nome do prato, tirando foto do prato, foto da sobremesa e acho que talvez isso sim tenha chamado a atencao.
Entao vamos la:
Prato - Marhaporkolt Sosburgonyaval
Sobremesa - Gundel Palacsinta
ps: se algum souber de restaurante hungaro no Rio me avisa que quero comer a sobremesa de novo! Simplesmente maravilhosa.
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Meu primeiro " calote" consciente!
Estava na minha ultimo dia inteiro em Budapeste e resolvi fazer diferente. Em vez de so bater perna, resolvi que ja era hora de experimentar andar de tram. Pra quem nao sabe, e como um bonde daquelas que havia no Rio de Janeiro ha algumas decadas.
La fui eu. Procurei uma estacao que eu precisasse fazer menos " conexoes" possiveis. Claro que embora todo mundo ande nele tambem sem pagar, minha experiencia com a Lei de Murphy sempre fala mais alto. E ai...
La fui eu tentar entender o Magyar da maquina de tickets e depois de apertar demais os olhos para conseguir ler algo (preciso trocar as lentes...e como os oculos perdidos me fazem falta!) achei uma versao em ingles.
Coloquei la 290 Ft (pouco mais de 1 euro)* e a maquina SIMPLESMENTE engoliu meu dinheiro mas nao me deu o ticket. Fui ler a baixo e havia em ingles que se desse problema era para ligar para uma central. Agora me diz...Quem vai ligar para uma central e explicar em magyar/hungaro que a maquina nao entregou o ticket?
Fala serio! Eu fiquei indignada. E ai, um hungaro gente boa que estava perto e que tinha trocado minhas notas por moedas me disse que isso acontece as vezes. Na cara de pau que Deus me deu entrei confiante no tram sem ticket e com o discurso na ponta da lingua se fosse parada por um agente. A proposito, se vier a Budapeste e for a uma das maquinas, elas so aceitam moedas e podem nao devolver troco (isso mesmo, ta la escrito que ela avisa se nao tiver troco).
Andar no tram e uma maravilha porque e super rapido. E ha possibilidade de trocar. E como onibus urbano, com a diferenca de que nao enfrenta engarafamento (embora pare em sinais vermelhos como o transporte comum) e nao precisa pagar de novo.
Segui para o Parque Municipal. Ha um castelo construido com as varias tendencias arquitetonicas da Hungria, lago, zoologico e o principal pra mim... tranquilidade.
Deixei de bater perna e fiquei la fazendo um "picnic" com coisas que comprei num mercado perto e lendo o livro que comprei aqui. Como nao encontrei na maior livraria daqui livro em portugues que nao fosse do Paulo Coelho, peguei o Gabriel Garcia Marquez " Do amor e outros demonios" em espanhol mesmo. Gosto de ler em espanhol e e um bom exercicio.
La fiquei por horas me despedindo de Budapeste.
Voltei no final da tarde para o albergue porque estava decidida a me despedir da Budapste a noite tambem.
E ai....
La fui eu. Procurei uma estacao que eu precisasse fazer menos " conexoes" possiveis. Claro que embora todo mundo ande nele tambem sem pagar, minha experiencia com a Lei de Murphy sempre fala mais alto. E ai...
La fui eu tentar entender o Magyar da maquina de tickets e depois de apertar demais os olhos para conseguir ler algo (preciso trocar as lentes...e como os oculos perdidos me fazem falta!) achei uma versao em ingles.
Coloquei la 290 Ft (pouco mais de 1 euro)* e a maquina SIMPLESMENTE engoliu meu dinheiro mas nao me deu o ticket. Fui ler a baixo e havia em ingles que se desse problema era para ligar para uma central. Agora me diz...Quem vai ligar para uma central e explicar em magyar/hungaro que a maquina nao entregou o ticket?
Fala serio! Eu fiquei indignada. E ai, um hungaro gente boa que estava perto e que tinha trocado minhas notas por moedas me disse que isso acontece as vezes. Na cara de pau que Deus me deu entrei confiante no tram sem ticket e com o discurso na ponta da lingua se fosse parada por um agente. A proposito, se vier a Budapeste e for a uma das maquinas, elas so aceitam moedas e podem nao devolver troco (isso mesmo, ta la escrito que ela avisa se nao tiver troco).
Andar no tram e uma maravilha porque e super rapido. E ha possibilidade de trocar. E como onibus urbano, com a diferenca de que nao enfrenta engarafamento (embora pare em sinais vermelhos como o transporte comum) e nao precisa pagar de novo.
Segui para o Parque Municipal. Ha um castelo construido com as varias tendencias arquitetonicas da Hungria, lago, zoologico e o principal pra mim... tranquilidade.
Deixei de bater perna e fiquei la fazendo um "picnic" com coisas que comprei num mercado perto e lendo o livro que comprei aqui. Como nao encontrei na maior livraria daqui livro em portugues que nao fosse do Paulo Coelho, peguei o Gabriel Garcia Marquez " Do amor e outros demonios" em espanhol mesmo. Gosto de ler em espanhol e e um bom exercicio.
La fiquei por horas me despedindo de Budapeste.
Voltei no final da tarde para o albergue porque estava decidida a me despedir da Budapste a noite tambem.
E ai....
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Budapeste / Praga por uns 13 euros
(ainda no teclado hungaro e amanha... acho que piora. rs)
Parece barato e e! Fui pesquisar o preco do trem para Praga e ai, no meio do caminho, acabei descobrindo atraves de um australiano que ha algumas companhias de onibus que fazem o percuso por menos da metade do preco. E demora a mesma coisa, cerca de seis horas e meia de viagem.
Alem disso, eu fiquei mais tranquila tambem porque toda hora alguem aqui fala (ou leio) para tomar cuidado nos trens com a bagagem.
Se e bom? Nao sei. Descubro e conto depois. E ai, Julia, vc que em breve vem para " essas bandas" pode ter uma economia significativa.
So nao facam como eu, que demorei pra descobrir e quando fui fazer reserva nao tinha mais para os melhores horarios. Vou chegar em Praga as 23h, mas estou com mapa, dinheiro (troquei bem antes, mesmo perdendo na cotacao, mas nao corro o risco de passar de novo a mesma coisa de que quando cheguei na Hungria) e na estacao de onibus ha conexao com o metro e depois pego um taxi! Mais seguro...
Agora... Praga
Uma amiga de viajante (Thalita) la de Londrina, esteve em Praga em setembro (e tambem sozinha!!!) e me passou varias dicas. Na verdade, a coitada teve a maior trabalheira, mas escaneou pra mim uma revista com muitissima coisa sobre Praga e Budapeste... Valeu demais Thalita.
Ja estou relendo algumas coisas e com tudo anotado desembarco la hoje a noite, e amanha bem cedo ja estou batendo perna por la. E espero, comendo muito!!!
Parece barato e e! Fui pesquisar o preco do trem para Praga e ai, no meio do caminho, acabei descobrindo atraves de um australiano que ha algumas companhias de onibus que fazem o percuso por menos da metade do preco. E demora a mesma coisa, cerca de seis horas e meia de viagem.
Alem disso, eu fiquei mais tranquila tambem porque toda hora alguem aqui fala (ou leio) para tomar cuidado nos trens com a bagagem.
Se e bom? Nao sei. Descubro e conto depois. E ai, Julia, vc que em breve vem para " essas bandas" pode ter uma economia significativa.
So nao facam como eu, que demorei pra descobrir e quando fui fazer reserva nao tinha mais para os melhores horarios. Vou chegar em Praga as 23h, mas estou com mapa, dinheiro (troquei bem antes, mesmo perdendo na cotacao, mas nao corro o risco de passar de novo a mesma coisa de que quando cheguei na Hungria) e na estacao de onibus ha conexao com o metro e depois pego um taxi! Mais seguro...
Agora... Praga
Uma amiga de viajante (Thalita) la de Londrina, esteve em Praga em setembro (e tambem sozinha!!!) e me passou varias dicas. Na verdade, a coitada teve a maior trabalheira, mas escaneou pra mim uma revista com muitissima coisa sobre Praga e Budapeste... Valeu demais Thalita.
Ja estou relendo algumas coisas e com tudo anotado desembarco la hoje a noite, e amanha bem cedo ja estou batendo perna por la. E espero, comendo muito!!!
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10 de abril de 2009
Fazendo na Hungria o que nao faco no Brasil.
De ferias e aberta a novas experiencias, estava "flanando" por Peste quando na Vasci utca eu me deparei com uma especie de restaurante a ceu aberto. Quiosque com todo tipo de comida e artesanato hungaros.
Estava um dia lindo ontem ( a proposito, desde que cheguei a Europa nao fez um dia feio sequer - mesmo em Roma que choveu, foi algo muito rapido) e eu resolvi que iria almocar por ali mesmo. Mas ainda nao estava com fome e por isso segui ao Parlamento. Confesso que fiquei um tanto decepcionada com o lugar. Nao que nao seja lindo, mas nao tinha nada a mais do que um bonito predio. Na verdade, nao me encantou como a parte Buda de Budapeste.
Mas enfim, falando da comida... voltei para o " restaurante" e tomei coragem de finalmente comer comida de rua. Nao faco isso nunca! Quem me conhece sabe que sou fresca para comidas de ambulantes e ate mesmo para fast food. Hamburguer, por exemplo, alem do Mc' Donalds so no Mary Milk (uma lanchonte MARAVILHOSA que tem em Juiz de Fora - Minas Gerais). Faco parte, assumo, das pessoas que creem que " o que os olhos nao veem o coracao nao sente" quando o assunto e comer.
E ai... fui la pedir a comida.
Os vendedores estavam impacientes, entao nem tive muito tempo pra poder escolher - e muito menos perguntar o que era cada coisa. O valor da comida foi otimo. 1200 Ft. Algo em torno de 5 euros. O sabor? Nada mal, embora a tal da batata estivesse meio seca. O nome do prato? Nao faco nem ideia porque nao tinha anotado e duvido que alguem la fosse parar pra escrever pra mim.
Estava um dia lindo ontem ( a proposito, desde que cheguei a Europa nao fez um dia feio sequer - mesmo em Roma que choveu, foi algo muito rapido) e eu resolvi que iria almocar por ali mesmo. Mas ainda nao estava com fome e por isso segui ao Parlamento. Confesso que fiquei um tanto decepcionada com o lugar. Nao que nao seja lindo, mas nao tinha nada a mais do que um bonito predio. Na verdade, nao me encantou como a parte Buda de Budapeste.
Mas enfim, falando da comida... voltei para o " restaurante" e tomei coragem de finalmente comer comida de rua. Nao faco isso nunca! Quem me conhece sabe que sou fresca para comidas de ambulantes e ate mesmo para fast food. Hamburguer, por exemplo, alem do Mc' Donalds so no Mary Milk (uma lanchonte MARAVILHOSA que tem em Juiz de Fora - Minas Gerais). Faco parte, assumo, das pessoas que creem que " o que os olhos nao veem o coracao nao sente" quando o assunto e comer.
E ai... fui la pedir a comida.
Os vendedores estavam impacientes, entao nem tive muito tempo pra poder escolher - e muito menos perguntar o que era cada coisa. O valor da comida foi otimo. 1200 Ft. Algo em torno de 5 euros. O sabor? Nada mal, embora a tal da batata estivesse meio seca. O nome do prato? Nao faco nem ideia porque nao tinha anotado e duvido que alguem la fosse parar pra escrever pra mim.
9 de abril de 2009
Entre a fome o Magyar
Depois de andar muito, subindo e descendo ladeira, andando por tudo que era canto e sem me ater muito ao mapa, me deu fome. Foi quando percebi que ja era de tarde.
Procurei um restaurante, mas nao queria um daqueles turisticos. Estava mais para algo caseiro, a cara ( e o gosto) da Hungria. Alem disso, sao mais saborosos e bem mais baratos. Nessa andanca que demorou uns 30 minutos (quem me conhece sabe que eu rodo mesmo atras do que e melhor na relacao custo x beneficio) reencontrei duas italianas que estavam no mesmo bendito transfer que me deixou no Centro de Budapeste ( do lado Peste) e que viram meu desespero. Mais um Ciau "a la" italiano.
Continuei caminhando ate encontrar na Fu Utca 8, um restaurante. Anotei o nome para deixar registrado, mas burramente nao sabia que Etterem significa restaurante e o que vinha em quase uma frase abaixo eu abstrai - era o nome do lugar. Desculpem-me pela burrice, mas fica ai o endereco. E do lado de Buda (meu primeiro roteiro de andancas).
Havia um menu em ingles, mas escrito a mao e com o hungaro logo abaixo. E ai, confesso que escolhi o cardapio no " unidunite" mesmo ( a Leticia, uma amiga apaixonada por gastronomia deve achar isso uma heresia, mas foi assim mesmo). Eu nao tinha tempo para bancar a decifradora de hieroglifos. Parti mesmo para a sorte e o que veio foi Pilsgulash Nuit Wocrevem
Em sintese, cogumelos com uma massa picadinha feita de batata e coberta de coalhada. Nada mal. Para beber um copo de suco de laranja - meio azedo, confesso - e tudo pela bagatela de 820 Ft. Algo em torno de 4 euros.
Abastecida e sem coragem de aplicar o mesmo metodo da sorte para a sobremesa, segui caminhando tranquilamente por Buda.
E impressionante como essa parte da cidade esta em total construcao. Mesmo o Castelo de Buda, a Citadela (que tem um bunker usado na 2 Guerra Mundial) ou as pontes na verdade sao reconstrucoes porque boa parte da cidade foi bombardeada. Embora nao sejam as construcoes originais (mas apenas parte) e muito intrigante ver como eles se empenham em reconstruir o pais exatamente do jeito que era antes.
Andar por Buda e ver todo o trabalho de reconstrucao, ver uma cidade limpa, sem indices altos de violencia... me deixa pensando que talvez o Rio de Janeiro precise mesmo chegar a um estado tao de degradacao para ai sim, se reinventar. Quem sabe!
Procurei um restaurante, mas nao queria um daqueles turisticos. Estava mais para algo caseiro, a cara ( e o gosto) da Hungria. Alem disso, sao mais saborosos e bem mais baratos. Nessa andanca que demorou uns 30 minutos (quem me conhece sabe que eu rodo mesmo atras do que e melhor na relacao custo x beneficio) reencontrei duas italianas que estavam no mesmo bendito transfer que me deixou no Centro de Budapeste ( do lado Peste) e que viram meu desespero. Mais um Ciau "a la" italiano.
Continuei caminhando ate encontrar na Fu Utca 8, um restaurante. Anotei o nome para deixar registrado, mas burramente nao sabia que Etterem significa restaurante e o que vinha em quase uma frase abaixo eu abstrai - era o nome do lugar. Desculpem-me pela burrice, mas fica ai o endereco. E do lado de Buda (meu primeiro roteiro de andancas).
Havia um menu em ingles, mas escrito a mao e com o hungaro logo abaixo. E ai, confesso que escolhi o cardapio no " unidunite" mesmo ( a Leticia, uma amiga apaixonada por gastronomia deve achar isso uma heresia, mas foi assim mesmo). Eu nao tinha tempo para bancar a decifradora de hieroglifos. Parti mesmo para a sorte e o que veio foi Pilsgulash Nuit Wocrevem
Em sintese, cogumelos com uma massa picadinha feita de batata e coberta de coalhada. Nada mal. Para beber um copo de suco de laranja - meio azedo, confesso - e tudo pela bagatela de 820 Ft. Algo em torno de 4 euros.
Abastecida e sem coragem de aplicar o mesmo metodo da sorte para a sobremesa, segui caminhando tranquilamente por Buda.
E impressionante como essa parte da cidade esta em total construcao. Mesmo o Castelo de Buda, a Citadela (que tem um bunker usado na 2 Guerra Mundial) ou as pontes na verdade sao reconstrucoes porque boa parte da cidade foi bombardeada. Embora nao sejam as construcoes originais (mas apenas parte) e muito intrigante ver como eles se empenham em reconstruir o pais exatamente do jeito que era antes.
Andar por Buda e ver todo o trabalho de reconstrucao, ver uma cidade limpa, sem indices altos de violencia... me deixa pensando que talvez o Rio de Janeiro precise mesmo chegar a um estado tao de degradacao para ai sim, se reinventar. Quem sabe!
Ainda bem que falo sozinha!
Minha mania de caminhar me fez bem ontem. Como nao tinha dinheiro para nada, fui andando procurando uma casa de cambio. E encontrei nem tao longe. So que decidi que como teria 3 dias inteiros na Hungria, iria dedicar 1 dia inteiro ao lado de Buda, 1 inteiro ao lado Peste e o outro decidiria depois desse dois momentos. E por isso, recusei o convite de 3 americanos para ir ao Parlamento com eles. Um deles me disse que no tram nao cobram nada e que nao teria problema nenhum pra mim. Agradeci demais, mas segui sozinha mesmo!
Caminhar do albergue ate o Danubio demora cerca de 1 hora andando devagar, afinal nao tenho compromisso com nada.
No meio do caminho quando ja estava achando os hungaros mal-educados, uma garota percebeu que eu estava meio perdida e me ofereceu ajuda. Falou ingles o tempo todo e ainda me disse o que poderia visitar naquele lado da cidade.
Resolvi encarar uma subida proposta por ela para o Monumento a Sao Geraldo (que eu soube pelo guia que comprei na andanca, foi um martir jogado la de cima dentro de um barril e que depois virou santo). De la de cima, olhei mais para o alto e vi o Monumento a Liberdade. La fui eu. Uma subida e tanto. Mais ou menos uns 30 minutos morro acima.
Caminhei muito e ja estava me perguntando porque eu estava tao agasalhada se para todos parecia verao. Comecei a sentir calor mas nao podia fazer nada alem de tirar o casacao.
Enfim, cheguei e realmente a vista compensa tudo.
Detalhe: com uma subida desses e evidente que vai dar sede. Com isso, pode-se imaginar o valor da agua logo na chegada no primeiro quiosque que apareceu? Entao, se forem a Budapeste e resolverem fazer o percurso... leva agua com voce e economiza ai o equivalente a uns 3 euros.
Caminhar do albergue ate o Danubio demora cerca de 1 hora andando devagar, afinal nao tenho compromisso com nada.
No meio do caminho quando ja estava achando os hungaros mal-educados, uma garota percebeu que eu estava meio perdida e me ofereceu ajuda. Falou ingles o tempo todo e ainda me disse o que poderia visitar naquele lado da cidade.
Resolvi encarar uma subida proposta por ela para o Monumento a Sao Geraldo (que eu soube pelo guia que comprei na andanca, foi um martir jogado la de cima dentro de um barril e que depois virou santo). De la de cima, olhei mais para o alto e vi o Monumento a Liberdade. La fui eu. Uma subida e tanto. Mais ou menos uns 30 minutos morro acima.
Caminhei muito e ja estava me perguntando porque eu estava tao agasalhada se para todos parecia verao. Comecei a sentir calor mas nao podia fazer nada alem de tirar o casacao.
Enfim, cheguei e realmente a vista compensa tudo.
Detalhe: com uma subida desses e evidente que vai dar sede. Com isso, pode-se imaginar o valor da agua logo na chegada no primeiro quiosque que apareceu? Entao, se forem a Budapeste e resolverem fazer o percurso... leva agua com voce e economiza ai o equivalente a uns 3 euros.
Sem dinheiro na Hungria, pedi emprestado!
(teclado... vcs sabem)
Claro que nao poderia ser comum minha chegada a Hungria. Primeiro foi um susto no aviao, em que confesso, pensei seriamente que iria partir numa viagem bem maior. O aviao passou por muitas turbulencias. Num dos momentos paguei um mico daquelas porque houve uma queda meio brusca e eu agarrei a poltrona e soltei um sonoro AI! que serviu de piada para uma senhora toda risonha (nao sei como ela conseguia sorrir naquela situacao). Retribuiu o sorriso com uma cara de quem esta em panico. Muitos Pai-Nossos ate tocar o solo, eu nem conseguia bater palmas com o resto dos passageiros para o piloto. Eu so agradecia demais a Deus porque sinceramente, nessa hora, eu juro que nem pensava na morte, mas na coitada da minha mae - que nao aguentaria outro susto depois da historia do terremoto.
Ja em solo...
E ai... e que comecou mesmo minha grandiosa chegada a Hungria.
O transfer que paguei junto com a compra da passagem pela Wizzair me deixou no Centro. Mas assim, seco mesmo. No Centro. Nao numa estacao de trem ou metro ou coisa do genero. E pra piorar o motorista nao tinha ideia de onde era meu albergue. Ta, tentei me controlar e procurar num mapa horrivel que ele me deu e juntos vasculhamos o mapa e nada!
Ai, ja decidida a pegar um onibus que pudesse me deixar perto de Buda, me dei conta de algo extraordinario: nao tinha trocado o dinheiro para o Ft (a moeda hungara) e estava sem dinheiro algum. Isso porque...
Quando eu cheguei no aeroporto ainda meio zonza com o voo, corri para um banheiro porque estava desesperada ja e no voo eu nao tive coragem de levantar da poltrona. Nisso, eu ouco: Monica Sousa apresente-se no setor de informacoes!
Gente, corri como louca. E la cheguei. Entao, nao deu tempo de trocar os euros/dolares. Estavam ja me esperando para o transfer. E juro, meu segundo aeroporto na Europa nessa viagem e o segundo a chamar meu nome pelo auto-falante nao e nada agradavel. Acredite!
Entao, voltando ao Centro de Buda... Pensei no cartao de credito. Mas ai o que aconteceu? O Banco do Brasil por motivos de seguranca (coisa que so vim a entender no dia seguinte quando liguei aos berros para o banco) tinha bloqueado meu cartao.
Entao ta. Eu sozinha, escurecendo, na Hungria, sem falar picas de magyar (a lingua daqui, que chamamos de hungaro) e sem entender bolhufas do ingles que eles tentam balbuciar.
Corri para um taxi. O carro era antigo, daqueles que nem existem mais no Brasil. Mas o taxista muito gentil falava algumas palavras em ingles enquanto fingia que estava sabendo onde ia. No entanto, ele estava mais perdido do que eu. E ai, meu desespero ficou claro quando comecei a apontar para o taximetro. Ele entao, se rendeu e pediu ajuda pelo radio. E la fomos para mais uma rodada. E entao, ele teve que parar um local (ja estavamos no lado de Buda) que mostrou onde era a rua do albergue - super escondida num suburbio tranquilissimo.
E ai... tive coragem de dizer pra ele que nao tinha dinheiro!
O homem comecou a me olhar meio estranho. E eu disse que ia pegar no albergue porque se ele nao trocava euros, o albergue trocaria. Ledo engano.
Um casal de suicos que estava no albergue se prontificou a me emprestar dinheiro ate que eu trocasse (gente finissima os suicos) mas ai o rapaz do albergue me emprestou o dinheiro e colocou na " minha conta" ja que o cartao nao passava de jeito algum para tentar pagar o albergue. Imaginem a minha cara??????????????/
Total da conta do taxi: 2350 Ft. Uns 10 euros.
Nesse dia, nem consegui me socializar direito no albergue tamanho era meu cansaco mental. Fui ao mercado (mas nao tive coragem de pedir mais dinheiro emprestado e recorri ao cartao do meu irmao que ficou comigo - salve ele!).
Mercado feito, fui pra cozinha do albergue ( que por sinal e lindo demais) e comecei a bater papo com o casal de suico enquanto fiz a pior sopa da minha vida. Comi, cai na cama ainda agradecendo a Deus pelo voo da Wizzair! No final, eu ja ate ria do fato de ter pedido dinheiro emprestado na Hungria...melhor de tudo e estar viva mesmo.
Claro que nao poderia ser comum minha chegada a Hungria. Primeiro foi um susto no aviao, em que confesso, pensei seriamente que iria partir numa viagem bem maior. O aviao passou por muitas turbulencias. Num dos momentos paguei um mico daquelas porque houve uma queda meio brusca e eu agarrei a poltrona e soltei um sonoro AI! que serviu de piada para uma senhora toda risonha (nao sei como ela conseguia sorrir naquela situacao). Retribuiu o sorriso com uma cara de quem esta em panico. Muitos Pai-Nossos ate tocar o solo, eu nem conseguia bater palmas com o resto dos passageiros para o piloto. Eu so agradecia demais a Deus porque sinceramente, nessa hora, eu juro que nem pensava na morte, mas na coitada da minha mae - que nao aguentaria outro susto depois da historia do terremoto.
Ja em solo...
E ai... e que comecou mesmo minha grandiosa chegada a Hungria.
O transfer que paguei junto com a compra da passagem pela Wizzair me deixou no Centro. Mas assim, seco mesmo. No Centro. Nao numa estacao de trem ou metro ou coisa do genero. E pra piorar o motorista nao tinha ideia de onde era meu albergue. Ta, tentei me controlar e procurar num mapa horrivel que ele me deu e juntos vasculhamos o mapa e nada!
Ai, ja decidida a pegar um onibus que pudesse me deixar perto de Buda, me dei conta de algo extraordinario: nao tinha trocado o dinheiro para o Ft (a moeda hungara) e estava sem dinheiro algum. Isso porque...
Quando eu cheguei no aeroporto ainda meio zonza com o voo, corri para um banheiro porque estava desesperada ja e no voo eu nao tive coragem de levantar da poltrona. Nisso, eu ouco: Monica Sousa apresente-se no setor de informacoes!
Gente, corri como louca. E la cheguei. Entao, nao deu tempo de trocar os euros/dolares. Estavam ja me esperando para o transfer. E juro, meu segundo aeroporto na Europa nessa viagem e o segundo a chamar meu nome pelo auto-falante nao e nada agradavel. Acredite!
Entao, voltando ao Centro de Buda... Pensei no cartao de credito. Mas ai o que aconteceu? O Banco do Brasil por motivos de seguranca (coisa que so vim a entender no dia seguinte quando liguei aos berros para o banco) tinha bloqueado meu cartao.
Entao ta. Eu sozinha, escurecendo, na Hungria, sem falar picas de magyar (a lingua daqui, que chamamos de hungaro) e sem entender bolhufas do ingles que eles tentam balbuciar.
Corri para um taxi. O carro era antigo, daqueles que nem existem mais no Brasil. Mas o taxista muito gentil falava algumas palavras em ingles enquanto fingia que estava sabendo onde ia. No entanto, ele estava mais perdido do que eu. E ai, meu desespero ficou claro quando comecei a apontar para o taximetro. Ele entao, se rendeu e pediu ajuda pelo radio. E la fomos para mais uma rodada. E entao, ele teve que parar um local (ja estavamos no lado de Buda) que mostrou onde era a rua do albergue - super escondida num suburbio tranquilissimo.
E ai... tive coragem de dizer pra ele que nao tinha dinheiro!
O homem comecou a me olhar meio estranho. E eu disse que ia pegar no albergue porque se ele nao trocava euros, o albergue trocaria. Ledo engano.
Um casal de suicos que estava no albergue se prontificou a me emprestar dinheiro ate que eu trocasse (gente finissima os suicos) mas ai o rapaz do albergue me emprestou o dinheiro e colocou na " minha conta" ja que o cartao nao passava de jeito algum para tentar pagar o albergue. Imaginem a minha cara??????????????/
Total da conta do taxi: 2350 Ft. Uns 10 euros.
Nesse dia, nem consegui me socializar direito no albergue tamanho era meu cansaco mental. Fui ao mercado (mas nao tive coragem de pedir mais dinheiro emprestado e recorri ao cartao do meu irmao que ficou comigo - salve ele!).
Mercado feito, fui pra cozinha do albergue ( que por sinal e lindo demais) e comecei a bater papo com o casal de suico enquanto fiz a pior sopa da minha vida. Comi, cai na cama ainda agradecendo a Deus pelo voo da Wizzair! No final, eu ja ate ria do fato de ter pedido dinheiro emprestado na Hungria...melhor de tudo e estar viva mesmo.
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