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12 de agosto de 2010

Bendito Seja!

Sabe aquela salada que você comeu com temperos locais que não caiu bem? Ou a sua bagagem que simplesmente a empresa aérea não sabe onde foi parar? E o voo que foi cancelado sem data prevista de embarque? Sim, essas aventuras acontecem a várias intrépidas viajantes – e acontecem estejamos sozinhas ou acompanhadas. Não tem como prever esses “detalhes do caminho”, mas é possível estar preparadas para eles.

O seguro viagem é quase uma mãe durante as viagens internacionais. E nacionais também, principalmente para as viajantes que não têm plano de saúde com cobertura nacional. Muitas pessoas podem achar que é agouro, mas sinceramente, não é a toa que criaram o jurássico “seguro morreu de velho”. Além disso, no caso das viagens para países que têm exigências mais ferrenhas para brasileiros, a apresentação de um seguro viagem é ponto a favor para o seu carimbo no passaporte! Então, arriscar pra que?

Há várias seguradoras. A dica para os que optarem pelo seguro é pesquisar bem – e para isso existem os blogs e as listas de discussões das redes sociais. Escolher um seguro é basicamente comparar as coberturas e os valores compensatórios. No meu caso, é item obrigatório no orçamento de viagem. E acho imprescindível dois pontos: atendimento em português e ligação a cobrar. Parece bobagem para os fluentes em outros idiomas. Mas em determinadas situações (e se você estiver em contato com a seguradora é porque com certeza teve algum probleminha) a melhor comunicação é em português mesmo. Já precisei do seguro viagem e não tive qualquer problema.

Em um mochilão ano passado minha bagagem não chegou ao destino. Assim que saí do guichê da empresa aérea liguei para a seguradora (a cobrar, claro!). E rastrearam minha bagagem junto à cia aérea e, no dia seguinte de manhã, lá estavam minhas “coisitas” na recepção do hostel. Pensando com a lógica de mercado: ou eles rastreiam e encontram rápido ou me pagariam a cobertura. O que é melhor pra eles?

A Ju, uma grande amiga que se aventurou em uma viagem há alguns dias, teve o mesmo problema com a bagagem. Marinheira de primeira viagem ela demorou a lembrar que eu a tinha “obrigado” a fazer o seguro. Mas quando se deu conta: problema solucionado! Já teve quem torceu o pé, quem foi medicada por intoxicação alimentar, sofreu com dor de dente (...). Nada de anormal para pessoas que se beneficiaram do seguro! Bendito seja!

Em tempo: Uma dica MUITO IMPORTANTE para quem quiser economizar e utilizar os benefícios do INSS: um acordo internacional garante aos contribuintes do INSS e seus dependentes que estiverem em trânsito, a trabalho ou forem residentes na Argentina, Portugal, Itália, Grécia, Luxemburgo, Paraguai, Uruguai, Chile e Cabo Verde o direito a utilizar hospitais da rede pública de tais países. Para isso, basta um certificado de Direito à Assistência Médica  emitida pelo Governo Brasileiro, que deve ser pedido na representação do Ministério da Saúde em cada estado. Para saber a localização desses departamentos,  entre em contato pelos telefones (61) 3448-8372, (61) 3448-8374 e (61) 3448-8376. Ou então, tentar pelo site www.inss.gov.br e entrar em contato com a Ouvidoria ou pelo Fale Conosco que é online.

14 de maio de 2010

Indo às compras na feira!

Viajar barato é tão possível quanto sair às compras numa viagem. Como? As feiras livres são uma das melhores opções de divertimento e compras numa viagem “low cost”. E o Rio de Janeiro tem muitas - impossível enumerar.

Algumas feiras podem ser “hippies chiques”, como a Feira de Ipanema, que acontece todos os domingos na Praça General Osório, de 7h às 19h. Não tem como errar o endereço, já que a praça é também a estação de metrô do bairro.  No entanto é bom lembrar que esse é um dos bairros mais caros da cidade e é ponto de encontro de turistas – combinação quase fatal para alguém comedido. Mas vale a pena conhecer,  mesmo que não vá comprar muita coisa. Há lindas roupas, principalmente de verão, além de todo tipo de bijuterias. Quem quiser biquínis, cangas e acessórios “a la garota de Ipanema” vai se sentir num playground.

Em Copacabana, no vão entre as duas vias da Avenida Atlântica, na altura do Posto 6, todos os finais de semana tem uma feirinha que também vale a pena (e é mais barata que a de Ipanema). Tem menos barracas e é uma boa opção de souvernirs. Não tem as mesmas ótimas opções de vestuário que a de Ipanema, mas vale a conferida. Mesmo porque a paisagem é o que há de melhor.

Mas sempre há opções, que longe do agito “zona sul carioca”. Uma dica para quem estiver no Rio é seguir para a Zona Norte e se aventurar pelo lado pouco turístico da cidade. Não vai ter arrependimento, ao menos no quesito economia. Uma boa feirinha é a de Vicente de Carvalho. Antes que se pergunte que “diabo de lugar é esse”, não tem erro pra chegar. O mesmo metrô que deixa em Ipanema, segue pela Zona Norte. Só descer na Estação de Vicente de Carvalho, seguir pela rampa e pronto.  Lá é possível encontra vestidos que se diferenciam das lojas pela falta de etiquetas por menos da metade do preço. E tem de tudo, inclusive roupas íntimas. A feira acontece às quartas e quintas-feiras à noite.  Não tem o glamour de Ipanema e por isso é tão peculiar para viajantes.

Quem estiver pensando em caminhar pelo Centro terá a disposição vários conglomerados de vendedores. Pode chegar a ter a impressão de que o Rio de Janeiro é uma grande feira. A dica é a feirinha do Castelo, quase em frente à Estação de metrô da Carioca, do outro lado da Av. Rio Branco. Ali, bem no centro econômico carioca às quintas-feiras à tarde tem umas das melhores feiras do Centro.

Muitas feirinhas de roupas e acessórios estão espalhadas pela cidade e impossíveis de consultar no site da Prefeitura. A dica é perguntar mesmo, principalmente para moradores da cidade.  A propósito, se ouvir chamarem as feiras de “feirinha de Itaipava” não se espante. Como Itaipava, na região serrana do Rio, tem uma excelente feira, se tornou sinônimo desse tipo de comércio para alguns “desavisados”.

*Crédito da imagem: www.feriasbrasil.com.br

Esse texto é a reprodução da Coluna Batendo-Perna no site Descubra Brasil (08.04.2010)

7 de maio de 2010

A facílima arte de viajar sozinha! Pensando na hospedagem

Embora minha primeira coluna aqui tenha sido de estimulo às mulheres viajarem sozinhas, pouco falei sobre como fazer isso. Um grande equívoco meu achar que não há dicas para se dar a outras intrépidas viajantes. Eu sempre arrumei a mochila e segui. Até que a Sílvia Oliveira do Matraqueando me chamou a atenção de que há muito que se dizer sobre isso. Sim, é verdade! É tão fácil viajar sozinha que até se esquece de que há o que se falar sobre isso.

Qualquer planejamento de uma viagem começa com a busca por hospedagem. É nessa hora de decisão que a precaução com a viagem deve aparecer. Na busca pela hospedagem você muito econômica acha uma barbada na internet. Ótimo! Mas o que importa numa viagem sozinha é principalmente a localização. Alguns sites de reservas contam com notas dos viajantes sobre os hotéis/pousadas/hostels/albergues disponíveis. Mesmo assim, antes de concretizar a reserva, melhor checar em mapas virtuais, em blogs e fóruns se a localização é realmente boa. Há, inclusive, sites com essa proposta de dar notas a hospedagens mundo a fora. Vale conferir no TripAdivisor. Mas há outros.

E como detectar uma boa localização? Fácil. Pegue um guia de viagem. Em qualquer canto do planeta as áreas com pontos turísticos são as mais valorizadas, o que inclui serem as mais seguras e também com os melhores acessos a transportes. Por esses pontos, fica fácil saber se a hospedagem vale ou não a pena, ao menos nesse quesito. É comum encontrar pousadas em bairros residenciais. Nada contra. No entanto, as ruas são mais desertas, não costumam ter bares e restaurantes e, embora sejam bairros de casas e apartamentos lindos, não sobra nada a fazer caso resolva não dormir. Mas há viajantes que optam por esses locais por causa da tranqüilidade. Questão de gosto mesmo. Eu particularmente acredito que onde mais movimentado melhor.

Estar atenta é uma dica quase unânime em colunas, blogs, sites e fóruns de discussão sobre o tema. Mas estar atenta não vale somente para viajar sozinha, mas para qualquer momento. Simples assim. A primeira grande lição de alguém que viaja sozinho (e nisso, independe a questão do gênero) é ter precaução sem que isso se transforme em pânico. Não se trata de colocar uma armadura e um elmo e encarar a viagem como um mero deslocamento - ou corre-se o risco desnecessário de ver tudo e todos como ameaças latentes. Não encare a viagem sozinha como uma cruzada.

Viajar é interagir, é sorrir, é testar o idioma local. É conversar sem timidez, é se apaixonar por pessoas, por lugares e até mesmo por um rio, como é meu caso com o Vlatva na República Tcheca. Em uma viagem sozinha o que mais se vai dizer (e ouvir) são: “ois” e “tchaus”. É quase um treinamento ao desapego, à arte do encontro e do desencontro. O apego fica por conta das lembranças, que garanto, serão muitas.

*Foto retirada do site http://www.nickmartins.com.br/

*Esse texto é a reprodução da Coluna Batendo-Perna no site Descubra Brasil (07.05.2010)

2 de maio de 2010

Trindade por menos de R$ 300

Quanto vale um final de semana num lugar com belas e vazias praias, sem engarrafamento, com cachoeiras? Pra mim isso é dádiva, considerando um feriadão prolongado carioca de cinco dias. Desses, passei 3 noites em Trindade. E paguei menos de R$ 300 para ficar a toa todos os dias andando de praia em praia, dormindo de praia em praia e me divertindo entre as trilhas para piscina natural e a cachoeira da Pedra que Engole (próximo post)

Orçamento
Passagem: Cerca de R$ 100
Hospedagem: R$ 90
Alimentação: R$ 24 / dia
Aula de Yoga: R$ 7

É ou não é barato? Sempre há um lugar BBB pra ir perto de casa. Isso vale pra qualquer região de um país tão diversificado como o Brasil.

* Crédito da imagem: www.obviousmag.org

6 de abril de 2010

Nordeste Carioca

Sabe aquela música: “Minha vida é andar por esse país pra ver se um dia eu descanso feliz”? Ali, pertinho do Terminal Rodoviário do Rio de Janeiro você pode chegar ao nordeste sem precisar viajar. Um espaço sem muito atrativo à primeira vista se revela um dos pontos de maior diversidade cultural do Rio, além de ser diversão garantida nos finais de semana - a famosa Feira de São Cristovão, oficialmente conhecida como Centro de Tradições Nordestinas Luiz Gonzaga. Forró, xoté, baião, maracatu, xaxado, axé...Tem de tudo.


Muitos viajantes ficam tão deslumbrados com a beleza natural do Rio de Janeiro que não se dão conta de que a riqueza da cidade está além das praias e do samba nos morros e na Lapa. E vão embora sem conhecer a mistura fascinante do carioca com o nordestino. Não é só pela música que está em todo canto da feira, mas pela literatura de cordel, pelo repente, pelo artesanato, pela culinária (...) e claro pelos muitos nordestinos vestidos “a la” Luiz Gonzaga.

A feira, que durante muitos anos ficou a céu aberto com barraquinhas simples, em 2003 foi transferida para o pavilhão de São Cristovão e transformada num complexo de bares, restaurantes e espaços para shows. Ao todo são 700 barracas distribuídas em ruas internas que recebem os nomes de nordestinos ilustres, como Padre Cícero, Jakcson do Pandeiro, entre outros. Se quiser ver como são as atrações da feira, vale a pena uma conferida na TV Pau de Arara ou no Jornal da Feira que mostram as novidades e informações sobre shows.

Como aqui a gente fala de coisas baratas, vamos lá! Há restaurantes para todos os bolsos - alguns com ar condicionado e com vista para os palcos principais de shows. Outros, mais simples, também são ótimos e mais em conta. Minha dica é o Chiquita. Como não tem ar condicionado os preços são mais baixos - Baião de Dois como prato principal e também como guarnição. Vale uma conferida na picanha de carne de sol com mandioca frita e baião de dois. Serve satisfatoriamente 3 pessoas por menos de R$ 60. Para sobremesa vale a pena escolher uma das muitas barracas de tapioca tradiconal com coco e manteiga de garrafa por R$ 2. Tudo genuinamente nordestino, até no sotaque.

O Nordeste tem muito a oferecer além de refrões impregnantes como “Você não vale nada mais eu gosto de você”. Para conferir, Campo de São Cristovão, S/Nº. Telefone: 21 2580-5335. De terça a quinta-feira os restaurantes abrem para o almoço. Das 10h de sexta-feira às 22h de domingo todas as barracas e restaurantes funcionam initerruptamente animados por trios, bandas de forró e shows de repentistas e cordelistas.
Ah sim, a entrada não é franca, mas muito em conta - R$2.

* Credito da foto: site da prefeitura do Rio de Janeiro
*Esse texto é a reprodução da Coluna Batendo-Perna no site Descubra Brasil (31.03.2010)

26 de fevereiro de 2010

Otimizar os gastos para viajar de graça

Vale tudo na hora de tentar uma viagem gratuita. Sim! É possível viajar de graça embora muita gente ainda não acredite. Um amigo de Juiz de Fora sonha em viajar com a namorada, mas ainda associa viagem a "vender a alma às dívidas" - ele não é o único que ainda não descobriu as vantagens dos programas de milhagem. É para o Francisco e esses tantos outros que fica a coluna dessa semana.

Os programas de milhagem buscam a fidelização de clientes por meio de prêmios em milhas, que podem ser conseguidas por trechos aéreos. No caso dos viajantes, a pontuação vai ser creditada conforme o voo e pode ser pedida na hora do check in ou depois da viagem, obedecendo às regras das companhias aéreas. Para quem assistiu ao filme “Up in the Air” com o George Clooney fica fácil saber o que é o programa - mas calma, a história é ficção e bem longe da realidade de quem tem poucos recursos!

Mas e aquele que não é um viajante contumaz e não tem milhas das companhias aéreas? Aí está o “pulo do gato”. Muitas empresas buscam atrair consumidores oferecendo parceria com esses programas.

Uma das opções é se informar sobre o uso do cartão de crédito. Explica-se: um exemplo de empresas que têm parceria com os programas de milhagem são os bancos, que utilizam os cartões de crédito como iscas: o uso do cartão é associado a uma pontuação que pode ser convertida em milhas - ou seja, quanto mais usar o cartão mais vantajoso fica.

É provável que alguns bancos exijam um valor mínimo de pontos antes da primeira transferência para milhas (claro, eles são empresas privadas e visam ao lucro”). Para saber como é feita a pontuação, basta converter o valor da fatura em dólares. Cada dólar equivale a um ponto e cada ponto, uma milha. Muita gente usa cartão de crédito e não se atêm muito aos programas de relacionamento. É possível trocar os pontos por desconto na anuidade, por barracas de camping, e por tantos outros produtos. A conversão em milhas é só uma entre as várias opções.

Para fazer parte de um programa de milhagem basta se cadastrar nos sites das empresas aéreas. A Gol/Varig tem o programa Smiles (que possibilita emitir bilhetes aéreos também para a KLM, America Airlines e Air France). Já pela TAM o cadastro é feito no próprio site da companhia. A regra básica, tanto para quem vai viajar como para quem vai “apelar” para as promoções, é fazer o cadastro antes de pedir crédito das milhas. No caso dos que desejam creditar um voo, o cadastro deve ser feito antes da data de embarque. Nos casos das outras companhias aéreas, a Trip, WebJet e Azul não têm ainda esses programas. No caso da Azul, o programa de vantagens se limita a créditos em voos futuros.

Há até casos de bancos que, para atrair o consumidor, chegam a oferecer milhares de milhas de bônus pelo pedido do cartão! É possível também encontrar promoção de assinatura de revista semanal/mensal e ganhar milhas como prêmios. Para se ter uma idéia do que isso vale: ano passado o Smiles (Gol/Varig) e a Tam tiveram uma promoção que possibilitava viajar por, respectivamente, duas e três mil milhas por trecho no Brasil. Traduzindo: era possível fazer Rio/Recife – Recife/Rio com quatro ou seis mil milhas.

Com o cadastro feito, vale a regra do "se vai gastar, que seja para ganhar algo". Até mesmo empresas virtuais,para incrementar as vendas costumam, às vezes, transformar o valor do pagamento em milhas - sim, isso existe! Então, o jeito é sempre que for comprar algo estar atento a essa possibilidade. E perguntar antes, sempre!

A dica não é para estimular o lado consumista compulsivo de ninguém, mas para mostrar uma boa maneira de transformar gastos em vantagens.

Em tempo: já acumulei boas milhas na base do "melhor otimizar os gastos". Exemplos: já ganhei cinco mil milhas quando pedi um cartão de crédito. Ganhei outras sete mil quando assinei um jornal por 1 ano. E algumas centenas de milhas na compra de um ar condicionado num site de loja de departamento. Além do que converto pelo programa de relacionamento do cartão de crédito e viajando. É um bom exercício de paciência.

*Esse texto é a reprodução da Coluna Batendo-Perna no site Descubra Brasil (19.02.2010)

O que fazer no Rio de Janeiro que não inclua o tripé: sol, suor e multidão?

Embora possa parecer out, nem todos que viajam durante o Carnaval estão em busca de se tornarem sambistas ou foliões. Claro que nessa época a hospedagem é mais cara (mesmo para os que acampam), a passagem área vai, literalmente, às alturas, há trânsito, rodoviárias e aeroportos entupidos (...) Por que sair de casa então? E "pior", por que ir para o Rio de Janeiro, uma das maiores concentrações de carnavalescos do mundo? Porque é feriado e são quatro dias para aproveitar. Simples assim.


Praias

- As praias estarão cheias, mas nada que não possa ser contornado indo mais cedo. Isso facilita não só para procurar um bom espaço na areia como também ter a garantia de um guarda-sol. Um guarda-sol na Zona Sul pode variar de R$ 5 a R$ 10. As cadeiras são à parte e custam em média R$ 3.

Dica: Os quiosques de algumas praias da Barra da Tijuca, como os da Praia da Reserva, não cobram o guarda-sol/cadeiras dos clientes. Converse com o “barraqueiro” e tente conseguir de graça se estiver consumindo na barraca.

- Comer nas praias do Rio se tornou algo um pouco complicado. Explica-se: há no Rio o choque de ordem, que restringe a venda de alguns alimentos e bebidas. Ou seja, aquele queijo coalho (adorado pela Sílvia Oliveira) e o camarão não podem mais ser vendidos porque estão em palitos e são manipulados na areia. Para economizar vale até passar num supermercado antes de ir à praia - sem promover uma "farofa" pelo amor de Deus! Quando a praia começar a encher é hora de seguir para outros passeios - como os pontos turísticos. Parte dos foliões estarão na praia, que depois das 11h parece show de virada do ano, e a outra parte nos blocos.

Pontos turísticos - Os pontos turísticos são sempre cheios (seja feriado ou não). Então não é nenhuma novidade. No entanto, nessa época do ano os "enganam turistas" chegam a cobrar uma fortuna para levar a um passeio. Se você não tem dinheiro para jogar fora e costuma fazer os passeios "by youself" vale ficar atento:

- O Bondinho do Pão de Açúcar fica na Urca. Custa R$ 44 (meia-entrada para estudantes e cariocas/moradores do Rio de Janeiro e Grande Rio). Para quem não quiser pagar táxi/ônibus, só usar o metrô até a Estação de Botafogo e pegar a integração (metrô de superfície) para a Urca.

Dica: Para os que se aventuram a seguir a trilha do Morro da Urca, e ainda querem economizar alguns reais, a pedida é subir a pé. É possível admirar a vista do que seria a primeira parada do Bondinho em uns 40 minutos de caminhada (só que de graça!!!). Lembre-se de levar água porque, quando chegar sedento lá em cima, o preço da água pode balançar o bom humor. Os que subirem a pé até o Morro da Urca e de lá quiserem ir ao Pão de Açúçar, o valor do ingresso é R$ 22.

- O Cristo Redentor é uma das maiores atração turística do Brasil. E é comum visitar o Corcovado no mesmo dia da visita ao Pão de Açúcar - aí está o momento em que os "enganam turistas" ganham dinheiro fácil. A distância entre ambos não é muito longa. Nos acessos às bilheterias, tanto de um ponto quanto do outro, há vários taxistas ou "motoristas independentes" que chegam a cobrar R$70 para levar de um a outro. Se quiser ir de táxi, tudo bem, peça pra ligar o taxímetro. Mas se quiser mesmo economizar, a dica é ir de metrô. Muito simples. Basta pegar o metrô de superfície da Urca a Botafogo. De lá, seguir até a estação do Largo do Machado. Pegar um ônibus que vá para o Cosme Velho, que chega em menos de 10 minutos - (Quem é adepto da caminhada, em cerca de 20 minutos é possível ir da Urca ao metrô de Botafogo).

- No Jardim Botânico é o melhor lugar para quem procura natureza, beleza e tranquilidade. Levar um livro, levar o namorado ou simplesmente deitar lá e cochilar. Mas pode esquecer fazer um piquenique na grama - é proibido. Para compensar o lugar é lindo! E vale MUITO a pena caminhar pelas margens do Rio dos Macacos, que atravessa o Parque da Tijuca, passa pelo Jardim Botânico e vai até sua foz, na Lagoa Rodrigo de Freitas. Não é uma grande trilha, mas vale a pena seguir pelo rio e a margem de Mata Atlântica.

- Caminhar pelas ruas do Centro do Rio de Janeiro é relembrar não só a aulas de histórias do Brasil como da literatura. Experimente as ruas Do Lavradio, Do Ouvidor ou o Passeio Público que tanto encantavam Machado de Assis. Uma dica é entrar na Confeitaria Colombo fundada em 1894 (que tem uma filial no Forte de Copacabana). Os quitutes não são os mais barato, mas vale pela construção histórica e os espelho belgas e italianos que ainda são os mesmos da época.

Há muito que fazer na cidade para caber numa coluna. Então, esses são alguns dos passeios que todo turista faz quando está no Rio e não deve deixar de fazê-lo porque há multidões pelo caminho. Para se informar para onde ir e não ir, o palpite é checar no Guia Oficial do Carnaval. Assim fica fácil descobrir o dia em que é possível percorrer as ruas de Santa Teresa com tranquilidade (há muitos blocos no bairro). E não estranhe se só cobrarem R$0,60 pelo ticket do Bondinho de Santa Teresa. É barato mesmo.

*Esse texto é a reprodução da Coluna Batendo-Perna no site Descubra Brasil (10.02.2010)

23 de fevereiro de 2010

Almoço e sobremesa em Penedo - R$ 29

Como eu já sabia que gastaria pouco, tava calor e eu estava num momento " (...) porque a vida é a agora", resolvi comer bem. Claro que caminhei bastante escolhendo um restaurante para quem tem "orçamento quase zero". Como poucos restaurantes têm o cardário na entrada do restaurantes, não foi tão fácil como eu imaginava. Mas aí, segui a indicação de um garçon e segui para o La Gula. Embora o prato tenha demorado, o atendimento foi bom e a comida ótima.


Como ouvi muitas indicações para comer truta na cidade, pedi uma com molho de maracujá e acompanhamentos. Acho que em todas as fotos a água aparece (não gosto de refrigerante e bebidas em geral).

Para a sobremesa, resisti às ofertas do cardápio e fui procurar a sorveteria Sorvete Finlândes. Já estava realmente satisfeita com o almoço, então optei por apenas duas porcões de sorvete.

Damasco e Tangerina

Custos da refeição
- Almoço bem servido e bebida R$ 22,99
- Sorvete R$ 6,00

Um dia em Penedo por R$ 34,10

      A dica para gastar pouco em Penedo: hospedar-se em Resende/Volta Redonda e fazer "bate e volta". Não precisei passar fome (ao contrário!) para gastar pouco na cidade. O que percebi é que Penedo tem pousadas caras - tem até mais pousadas que residências - e restaurantes tão caros quanto. No entanto, é possível (e provo!) se divertir na cidade gastando pouco.

Uma das vantagens em se optar por um passeio a Penedo é que, mesmo sendo a maior colônia filandesa do Brasil, há pouco para se ver. O que atrai em Penedo: o "clima europeu", a grande variedade de restaurantes que oferecem foudue e trutas no cardápio, os chocolates e a Casa do Papai Noel (aberta o ano todo) e a sorveteria Finândes. E a combinação cachoeira/restaurante/sorveteria/Casa do Papai Noel possibilita um dia inteiro na cidade. Então, se não for para se hospedar, não se gasta tanto na cidade - embora para os que possam pagar e tenham tempo, ficar numa pousada/chalé a beira do Rio das Pedra deve ser incrível.

Para chegar a Penedo, vou considerar o custo desde Resende que é parada para quase todos (cada destino até lá tem um valor). Além disso, muitos que por acaso estejam na região do Vale do Paraíba podem fazer o passeio bem mais em conta.
Custos
- Passagem Resende/Penedo R$ 2,55 - Trechos de ida e volta R$ 5,10
Almoço - R$ 22,99
- Sorvete Finlândes - R$ 6,00

Para quem sair do Rio de Janeiro, a passagem de ida e volta de Resende fica em R$ 55,00. E aí, considerando o tempo de viagem até lá (uma 2h30) talvez valha mais a pena dormir pela região.

É ou não é possível?

Cachoeira, sol e calor na "fria" Penedo

Daz vezes que ouvi comentários sobre Penedo (cidade do Estado do Rio, ao lado de Resende) o que mais se destacava era o frio "a la" São José dos Campos que faz na cidade. Resolvi conhecer  Penedo no final de semana. Como estamos no verão, pensei em ser menos frio e lá fui eu: banquei a "carioca típica" e fui de moleton, blusa de manga comprida (embora fininha) e tênis/meia - com uma camiseta ribana na bolsa, que me salvou o dia. Nem esperava sentir um frio invernal, mas não imaginava que o calor carioca migrava pra lá - e tomei banho na cachoeira mesmo assim (há jeito pra quase tudo na vida!)

No verão, vale a pena visitar as cachoeiras da cidade. Para os que têm preguiça de caminhar e procuram a facilidade/praticidade, as melhores opçõe de divertimento são as mais próximas ao Centro de Penedo - Três Cachoeiras.

Três Cachoeiras

Limpeza, águas limpas à beira de uma avenida


Elas ficam a margem da avenida e embora não tenham grandes quedas são ótimas opções de banho - uns 25 minutos de caminhada desde a área mais central, mas quem preferir pode pegar um ônibus já que está a margem da avenida.

Outra excelente opção (que foi a que eu segui) é fazer uma trilha e chegar à Cachoeira de Deus. Mas como fica na parte alta da cidade, o mais aconselhável é subir de ônibus e, se quiser, fazer a caminhada de volta. Do ponto de ônibus, é que começa a trilha.

A trilha é bem tranquila, embora mal sinalizada. Dura uns 15 minutos mata a dentro e é preciso ter um mínimo de espírito de aventura nas descidas. A maior queda d´água da cidade é a dessa cachoeira e mede cerca de 15 metros.

Vendo essa água transparente e as piscinas naturais de matar um sedento, abri mão da vergonha, A "essa altura do campeonato" eu já estava sem tênis, sem meias e com a camiseta ribana. E com a desculpa de que tem roupas de baixo (melhor ser clara e objetiva - calcinhas) que são maiores que biquinis, escolhi um espaço mais vazio, "loteei" um trecho da piscina natural atrás de uma pedra (a maior na foto) e lá fiquei.... Nada de nadar feito sereia ou pular na água - sentadinha e descansado....aproveitei meu dia refrescante.

Da Cachoeira de Deus ao Centro de Penedo caminhei por quase (ou mais de) 1 hora, já com a bendita calca de moleton seca de tanto calor que fazia. Era a hora de conhecer a cidade.

8 de fevereiro de 2010

Descubra Brasil - viajando pelo Brasil de um novo jeito


Como cara de pau é algo quase nato a uma viajante sem grana (daí o monicando!) entrei em contato com o pessoal do Descubra Brasil. Conversa vai e conversa vem...comecei uma coluna semanal no site. Depois de mudar tanto de cidades e regiões no Brasil é hora de relembrar e atualizar as dicas. Para começar um texto de estímulo para que as viajantes de alma que ainda acham que precisam de companhia para se divertir... Levante do Sofá e Viaje

O Descubra Brasil é um portal de viagem, informação e cultura que ajuda o viajante independente a montar sozinho a própria viagem. Uma espécie de "made by yourself" com informações de hospedagem, dicas de destinos,  notícias e eventos em várias partes do Brasil. Há outras duas colunas de viagens, como a da Sílvia Oliveira do site Matraqueando e da Geisa Brito com a coluna "Pé na Estrada". E para quem quiser saber sobre os eventos culturais, há a coluna "Atrás da Cortina", com Pedro Paulo Cava.

4 de fevereiro de 2010

Por que viajante tem que trazer presentes?

Sabe aqueles amigos que acham que porque está viajando você está cheio de dinheiro e que, depois do "boa viagem", sacam logo um "traz um presente pra mim"? Todo mundo deve no mínimo ter um amigo desse. Pois é. Não sei dizer de onde tiraram essa idéia um tanto estapafúrdia da "obrigatoriedade" de trazer presentes - como se viajantes fossem réplicas de papai-noel. Claro que é fofo fazer um agrado nos amigos com souvernirs, mas alguns acham que porque você esteve em Paris tem que trazer um perfume. Sim, existe esse tipo de amigo!

Pois então, se você viaja com orçamento apertado o jeito de presentar os amigos é virar "sacoleira" deles. Explica-se: as lojas de duttyfree têm preços muito tentadores para aqueles amigos que não viajam e que gostam de produtos importados. Quer presente melhor do que comprar perfumes por menos da metade do preço? Comer um Lindt pagando poucos dólares? Comprar amarula por 16 dólares?

Taí. Agora deixo de trazer pedras e areia para os amigos - (sim, eu trazia esse souvernirs totalmente locais). Agora é isso: meu presente é comprar para os mais próximos essas "pechinchas" no Duttyfree.

Em tempo: Óbvio que "sacoleira" tem dignidade e precisa seguir as normas de até U$500, só compra para muito amigos e valores pagos pré-viagem!

15 de janeiro de 2010

As grandes ofertas do Mercado Central



 Na minha caminhada pelo Centro de Santiago pela manha, deixei o Mercado Central por último porque já estaria com fome e experimentaria as iguarias locais. A mesma chilena (Ignácia) que me levou ao restaurante de tapas e ao Pátio Bella Vista me indicou alguns pratos para comer quanto estivesse no Mercado Central.


A dica dela valeu a pena. O Mercado Central embora bem pequeno se concentra principalmente em frutas, verduras, legumes e peixes. É peixaria que nao acaba mais, o que dá ao lugar um cheio peculiar. Mas nada que atrapalhe o passeio. 


Assim que entrar, independente por qual das entradas principais, vários garcons  (parece que brotam do nada) ao tentar convencer de que o restaurante deles é o melhor e mais barato e blá blá blá. Nada disso. Por dica da Ignácia, eu continuei caminhando só respondendo: No tengo hambre! A recomendacao dela foi de que os restaurante menores que se aglomeram nas lateriais e ao fundo sao menores, mais baratos e com a mesma qualidade.


Acabei parando no Tio Lucho. O garcom super simpático me explicou os pratos e quanto soube que eu era brasileira fez questao de me mostrar uma revista da Gol que indica o restaurante dele. Comi a tal mariscada especial e ainda volto lá até ir embora para comer o salmao, que foi indicacao da tal revista.





Como em todos os lugares, há pao e aqui em vez de manteiga há um molho a base de tomate com pimenta como antepasto

Outros experimentos que valem a pena para conhecer um pouco do cotidiano chileno é experimentar as frutas. Como algumas delas só temos no Rio em conserva, comprei um pouco de algumas para a sobremesa. Num saquinho com poucas unidades de cada gastei 1000 pesos, menos de R$ 5

Figo - a vendedora explicou que eles sao pequenos e mais doces porque sao os primeiros a serem colhidos


Damascos - que que nunca tinha comido sem ser os secos de supermecados


Cerejas - bem mais doces do que as que comi em outra viagem



Um tour pelo Centro


(esse teclado nao tem acento algum, ok?)
Como opto sempre pela caminhada, sai cedo do hostel e fui ao centro de Santiago. Uns 40 minutos de caminhada. O melhor de fazer tudo a pe (ou quase tudo) e conhecer a cidade sem somente passar por ela.

Pelo caminho, ainda bem cedo (por volta das 8h45) conheci a conceituada Universidade Catolica do Chile. Imponente e "dona" de uma estacao de metro. Ate chegar ao La Moneda e com as lojas abrindo as portas, esqueci a proposta inicial de ser uma das primeiras a chegar no La Moneda e comecei a fazer uma peregrinacao por livrarias.

E como isso me diverte. As livrarias sao caras. Muito. Conversando com um vendedor ele me explicou que ha um imposto caro para os livros importados. E todos aqui veem da Espanha. Ou seja, se quiser mesmo comprar livros melhor comprar no Brasil. A menos que os queira em espanhol, como foi meu caso. Nao sei como vou carregar-los na volta, mas ai e um problema para outro dia. As livrarias que visitei estavam na regiao da area do Igreja de Sao Francisco de Assis ate a Plaza das Armas.

Quem for se aventurar a conhece o Centro de Santiago pode preparar um tour para o mesmo dia, comecando pela Igreja de Sao Francisco de Assis, seguindo para o La Moneda, para a Plaza de Armas, para a Catedral e terminar (morrendo de fome) no Mercado Central. Foi exatamente o que fiz hoje - das 8h45 as 16h30 quando cheguei no hostel. E a volta fiz a pe tambem. Mas por outro caminho, outras ruas. E mudei ate o lado da avenida.

Fica a dica: ao andar por Santiago a melhor maneira de nao demorar muito a achar os lugares:  guie-se pelos dois "calcadoes"  - Passeo Ahumada e Passeo Huerfanos.

Um dia maravilhoso numa manha perfeita. Custo? ZERO!

13 de janeiro de 2010

Como "pruebar" de tudo pagando pouco?

A sorte me acompanha -mesmo que possa parecer o oposto! Conheci albergue no dia que cheguei um mexicano chamado Hector e, como falamos pelo cotovelos, saimos para tomar um pisco (a bebida títpica do Chile) que foi o "boas vindas" do hostel.

Como o Hector conhece uma chilena de Santiago, me convidou ontem para sair com eles e o noivo e amigo franceses. Lá fui eu na garantia que falariam em espanhol. E nao me arrependi mesmo sentindo um frio de lascar!

Fomos ao De la Ostia, um bar de tapas espanholas, na rua Corrego Luco. Muito bom! Como as tapas vem em pequenas quantidades experimentamos vários pratos.


Tortillas com ovos e champingon


Camaroes com alhos


Pao com tomate



Almondegas


Pan con chorizos (linguica fininha e bem gostosa)

Eles ainda beberam duas sangrias (e disseram que é fantástica) e a conta ficou para cada um menos de 35 reais, convertendo.

De lá, para nos mostrar a cidade fomos ao Pátio de Bella Vista. É como uma Cobal do Humaitá, só que elegante. Há vários tipo de bares e restaurantes. Escolhemos um que tem milongas ( o tango argentino).

Sobre namorados e sanduiches!

O bom de contar um pouco das experiencias de viagens é poder estimular outros a fazê-las - ou seja, deixar o medo de lado, juntar uma grana e se aventurar. Uma amiga (Lúcia Schimidt) já se empolgou de ir a Buenos Aires. Outro amigo (Nelson Toledo) idem. Tomara que muitos mais sigam o mesmo. Entao, deixo algumas impressoes da linda Santiago:

1 - Para as românticas, nada como sentar na Plaza Itália. Meninas, parece que a Santiago é a capital dos namorados. Como sao muitos os casais nos gramados lindos, limpos e cuidados embaixo de árvores que dao a Santiago um ar de cidade urbana e ao mesmo tempo bucólica. O problema de estar "sola" é ficar lá pensando em como "falta" homem no Brasil! Mas valeu a pena. Enquanto eu pensava na quantidade de namorados, um médico costariquenho que conheci no hostel e que fiz uns passeios hoje falava

2 - É possível comer bem e barato. O mais interessante é perceber que eles se alimentam muito de sanduiches. Mas nao sanduiches comuns como estamos acostumados, mas bem "pousudos".
Conseguindo colocar fotos. Comi um numa sanduicheria na esquina da Chascona (casa do Neruda) e gastei menos de 7 doláres.



Um sanduiche de churrasco italiano tem abacate amassado, queijo, tomate, carne.


Churrasco solo


Sopa do dia (cenoura, carne, repolho, frango...)

3 - Nao achei que Santiago seja uma cidade cara como aparece em alguns guias - e nao é porque tenho dinheiro (!!!), mas sim porque os precos nao sao muito diferentes do Brasil quando convertemos. Comparado a Buenos Aires sem dúvida é mais caro, mas no máximo temos aqui um câmbio quase pareado.

4 - O metro de Santiago cobre toda a cidade. Nao é preciso sequer pegar táxi do aeroporto (a menos que queria pagar mais). Pega-se um ônibus na saída do aeroporto até a estacao de metro mais próxima da hotel/hostel. Lá compra-se um bilhete e em poucos minutos se está no centro de Santiago. Custo total: menos de R$ 10 (R$7,50  (onibus) + R$ 2 (metro).  Sabe quanto o taxista do aeroporto cobra? U$ 24!!! E convence as pessoas dizendo que o percurso de onibus e metro demora 2h30 - uma grande e deslavada mentira!

Em tempo: Nada a ver com viagem, mas pensei: que falta faz ao Rio de Janeiro nao ser mais a capital do Brasil. Assim, talvez fosse mais parecida com Buenos Aires ou Santiago.



11 de janeiro de 2010

Vao comprar algo? melhor as outlets!

Ainda sobre compras, só para finalizar essa parte (já que só comprei as encomendas de amigos), uma boa dica é fugir da parte turistica da cidade. Sim, eu fui a outra parte da cidade e isso é outro post - de como fui parar lá!

Mesmo que Buenos Aires seja uma cidade playground para compras, sempre é melhor economizar o máximo possível. Entao fica o aviso: MUITAS outlets na Av. Cordoba na altura da rua Armenia e Scalabrini. Nao tem erro. Para quem vai seguir para essa área, o onibus 140 passa na avenida Cordoba. Há lojas Adidas, Pumas, Reebok, Nike, e grifes femininas também e algumas outras que parecem famosas pela quantidade de pessoas se acotovelando para entrar.

Em tempo: Uma boa dica é nao trocar todos os dólares que tiver trazido. Há perfumarias que estimulam o uso da moeda americana e tem a seguinte promoçao: se comprar em dolares, a cotacao chega a 4,30. Um bom estímulo já que o cambio da moeda pode chegar no máximo esses dias a 3,80. As perfumarias estao espalhadas pela Florida e Santa Fé. Nao tem como errar. Comprei um perfume Noah nessa cotaçao ele me custou 32 dólares. No Brasil chega a custar mais de 150 reais!!!

Quem converte se diverte!? Sim, mas nem sempre!

(outro teclado e outros pontos...ok?)
Sim, é verdade que Buenos Aires é a disleylandia dos adultos! Comprar aqui realmente enlouquece as consumidoras de plantao. Roupas, acessórios, cosméticos e calçados sao realmente baratos. O que nao significa que todas as converçoes serao maravilhosas... Mesmo assim, quem quiser comprar, melhor reservar um dia só para compras. E o ideal é a regiao da rua Florida e adjacencias. Embora parte turistica é bem central, fácil e encontrar e muito muito muito em conta para alguns produtos.
Mas para alguns....

Sou bastante fresca para bebidas. Gosto mesmo de uma boa água e de um suco de laranjas...E aí...Pode estar o vilao portenho. Um suco de "naraja" que custa 6 pesos na verdade é o que chamamos no Brasil de laranjada - sim, aquela água com resquícios de que um suco passou por lá. Depois de comentar sobre o suco, fiquei sabendo....o suco que temos costume de tomar, se chama aqui de esprimido...E custa 15 pesos!!!! Ou seja, uns 7 reais!!!!

Isso nao é só para sucos, mas para água também. Um garrafa d´agua pode custar 8 pesos num restaurante. E chega (em casos baratos) a 3 pesos em lanchonetes. Convertendo, fiquei no prejuizo nesse sentido, afinal sao minhas bebidas habituais!

7 de janeiro de 2010

Como é viajar com câmbio favorável?


Ser uma alma viajante num bolso de jornalista subentende-se ser comedida nas compras e se permitir experiências! Mas aí hoje, no dia do meu embarque para merecidos dias de descanso... A Débora, uma colega de trabalho quando soube hoje que eu ia a Buenos Aires se empolgou toda..."Mônica, você vai poder comprar muito!!!" E me deu a ótima notícia: o peso argentino está mais de R$ 2. Para ser mais exata, está R$ 2,18


Em tempo: acho que vale muito a pena dar uma olhada no matraqueando e ler os posts sobre Buenos Aires. Deixo os links.
http://www.matraqueando.com.br/buenos-aires-10-motivos-para-ir


Mas a verdade é que a ÓTIMA notícia é que vou poder viajar sem me preocupar tanto com o câmbio - experimentar ao máximo a culinária "hermana" e seguir as dicas que a Letícia deixou aqui no blog.
Pela primeira vez viajo para um país com câmbio favorável! E aí...fico me perguntando em que momento do meu dia vou me dar esse "luxo". Não sou de compras, mas de andar o dia inteiro. Só que realmente fiquei pensando: então, consigo gastar menos e, mesmo viajando, economizar para a próxima. Devo realmente não ser muito normal! 

21 de novembro de 2009

Couchsurfing em "stand by". Continuo alberguista!

Depois do feriado de sol e praia (e que seria um desperdício passar com computador no colo), fiquei parte do sábado escolhendo a reserva de Buenos Aires. A idéia de experimentar o chouchsurfing não está descartada, só em stand by. Quem tiver interesse em buscar um "sofá 0800" em algum canto do mundo, vale a pena entrar no http://www.couchsurfing.org/ 

Revirei o site de "ponta a cabeça" e acho que pode ser uma excelente oportunidade de novas experiências. Li uns relatos caçados "by google" e sinceramente, parece uma boa e econômica maneira de viajar. E por que não faço isso agora? Estamos no final de novembro, vou viajar em pouco mais de um mês e em pleno verão! Aém disso, se estivesse com alguma amiga ou amigo me sentiria menos vulnerável para uma primeira vez. Mas tá lá: na Argentina há quase 9 mil cadastros de "sofás" disponíveis. No Chile há cerca de 3500. Ou seja, hospedagem não falta!

Quem se interessar...o cadastro é rápido. Me cadastrei já. O cadastro não é somente para usufruir de uma hospedagem gratuita ou disponibilizar uma. É possível se cadastrar para receber viajantes, até mesmo para um passeio. A propósito, o Brasil aparece lá com quase 20 mil cadastros ....e aí, talvez seja uma boa maneira de conhecer o programa - "dentro de casa" mesmo.

Em todo caso, deixo o relato da viajante Cecília Contijo, que "bloga" no viajeaqui.com..br e que está em sua volta ao mundo há alguns meses.

Mas...enquanto o couchsurfing sozinha não acontece, depois de dicas e mais dicas de albergues e hotéis BBB em Buenos Aires, acabei escolhendo o Hostel Suites Florida para me hospedar. Vamos ver... O preço ficou muito em conta U$ 44 para 4 noites.  É uma rede de 4 hostels em Buenos Aires do Hostelling International.

Como é minha primeira vez, escolhi por dica de amigos ficar o mais central possível. Não é o mais barato - há albergues de menos de U$8 - mas dessa vez como vou viajar por menos dias, começo a me dar umas regalias. Pelas fotos e pelas informações googladas o hostel é quase um hotel 3 estrelas. Além disso, depois da experiência das bed bugs na parte mais barata do albergue de Roma minhas perspectivas de barato mudaram!!!!


Refazendo as contas
Aéreo: R$ 1.100 (Rio/Buenos Aires -  Buenos Aires/Santiago - Santiago/Rio) - em 5x
Hospedagem Buenos Aires: U$ 44 (cerca de 80 reais) - total para 4 noites

* crédito da foto: http://www.montrealmirror.com/