Viajar barato é tão possível quanto sair às compras numa viagem. Como? As feiras livres são uma das melhores opções de divertimento e compras numa viagem “low cost”. E o Rio de Janeiro tem muitas - impossível enumerar.
Algumas feiras podem ser “hippies chiques”, como a Feira de Ipanema, que acontece todos os domingos na Praça General Osório, de 7h às 19h. Não tem como errar o endereço, já que a praça é também a estação de metrô do bairro. No entanto é bom lembrar que esse é um dos bairros mais caros da cidade e é ponto de encontro de turistas – combinação quase fatal para alguém comedido. Mas vale a pena conhecer, mesmo que não vá comprar muita coisa. Há lindas roupas, principalmente de verão, além de todo tipo de bijuterias. Quem quiser biquínis, cangas e acessórios “a la garota de Ipanema” vai se sentir num playground.
Em Copacabana, no vão entre as duas vias da Avenida Atlântica, na altura do Posto 6, todos os finais de semana tem uma feirinha que também vale a pena (e é mais barata que a de Ipanema). Tem menos barracas e é uma boa opção de souvernirs. Não tem as mesmas ótimas opções de vestuário que a de Ipanema, mas vale a conferida. Mesmo porque a paisagem é o que há de melhor.
Mas sempre há opções, que longe do agito “zona sul carioca”. Uma dica para quem estiver no Rio é seguir para a Zona Norte e se aventurar pelo lado pouco turístico da cidade. Não vai ter arrependimento, ao menos no quesito economia. Uma boa feirinha é a de Vicente de Carvalho. Antes que se pergunte que “diabo de lugar é esse”, não tem erro pra chegar. O mesmo metrô que deixa em Ipanema, segue pela Zona Norte. Só descer na Estação de Vicente de Carvalho, seguir pela rampa e pronto. Lá é possível encontra vestidos que se diferenciam das lojas pela falta de etiquetas por menos da metade do preço. E tem de tudo, inclusive roupas íntimas. A feira acontece às quartas e quintas-feiras à noite. Não tem o glamour de Ipanema e por isso é tão peculiar para viajantes.
Quem estiver pensando em caminhar pelo Centro terá a disposição vários conglomerados de vendedores. Pode chegar a ter a impressão de que o Rio de Janeiro é uma grande feira. A dica é a feirinha do Castelo, quase em frente à Estação de metrô da Carioca, do outro lado da Av. Rio Branco. Ali, bem no centro econômico carioca às quintas-feiras à tarde tem umas das melhores feiras do Centro.
Muitas feirinhas de roupas e acessórios estão espalhadas pela cidade e impossíveis de consultar no site da Prefeitura. A dica é perguntar mesmo, principalmente para moradores da cidade. A propósito, se ouvir chamarem as feiras de “feirinha de Itaipava” não se espante. Como Itaipava, na região serrana do Rio, tem uma excelente feira, se tornou sinônimo desse tipo de comércio para alguns “desavisados”.
*Crédito da imagem: www.feriasbrasil.com.br
Esse texto é a reprodução da Coluna Batendo-Perna no site Descubra Brasil (08.04.2010)
É possível se divertir batendo muita perna pelo mundo gastando pouco - Mulheres Viajantes
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14 de maio de 2010
9 de maio de 2010
Dormindo com o desconhecido!
Em uma viagem nada é mais imprevisível que as pessoas que conhecemos pelo caminho. Entre os pontos altos de uma viagem sozinha está a possibilidade de novas amizades. Sozinhas, estamos mais abertas ao experimento justamente porque saímos da zona de conforto de um amigo que tira a foto, que divide o encantamento, que conversa quando não há mais nada pra fazer, que divide a conta da pizza e da lavandeira (...). Ou você vai ficar muda a viagem inteira ou definitavamente vai ter que interagir nesses momentos e em outros. Seja deitada numa praia seja numa caminhada, nessas horas de distração é muito provável encontra outros viajantes independentes.
O ponto de maior interação entre viajantes sem dúvida são os hostels. E no começo da aventura, a viajante independente sozinha pode esbarrar num contratempo que descabela a “marinheira de primeira viagem”: acabar num quarto coletivo misto! Sim, isso pode acontecer. E não deve ser motivo para pânico. No Brasil é pouco provável, já que a separação por gênero é práxis. No entanto, impossível não é – e eu sou a prova disso! Passei uns dias em Trindade e por conta de um “probleminha técnico” na reserva acabei dormindo uma noite num quarto coletivo misto, com dois ingleses.
Há aquelas intrépidas viajantes que vão dizer que é tudo igual, que não há nada demais. Há inclusive as que preferem. Uma das argumentações que já ouvi é de que os quartos são mais arrumados porque os “moçoilos” querem impressionar. Outras acham a experiência diferente e o que importa é interagir. E outras acham que há a séria propensão a roncos insuportáveis. É mesmo uma questão de se sentir a vontade. Pode ter dia que você esteja a fim da experiência e em outros dias, a abomine.
Então, para aquelas que planejam se hospedar em quarto feminino, para evitar surpresas desse nível fique atenta à quantidade de camas - geralmente os quartos mistos são aqueles com a maior quantidade. Claro que os sites informam que o quarto é misto, mas para o caso de não informarem, essa é a deixa. O mais comum no Brasil são as separações entre feminino, masculino, privado duplo/casal. Já em países europeus, é bastante comum acrescentar a essas categorias os mistos.
Já se quiser experimentar, a dica é ter o mínimo de bom senso na vestimenta na hora de dormir. De resto, nada muda. Particularmente, se não tenho experiências horrendas tenho ao menos meia dúzia de histórias que vão do bizarro ao hilário. Mas nada que desabone os quartos mistos. A experiência é de cada um mesmo. Então, se acontecer é questão de relaxar. Pedir a troca assim que possível e ainda conseguir um desconto no restante da hospedagem!
*Crédito da foto: www.meininger-hotels.com
*Esse texto é a reprodução da Coluna Batendo-Perna no site Descubra Brasil (23.04.2010)
O ponto de maior interação entre viajantes sem dúvida são os hostels. E no começo da aventura, a viajante independente sozinha pode esbarrar num contratempo que descabela a “marinheira de primeira viagem”: acabar num quarto coletivo misto! Sim, isso pode acontecer. E não deve ser motivo para pânico. No Brasil é pouco provável, já que a separação por gênero é práxis. No entanto, impossível não é – e eu sou a prova disso! Passei uns dias em Trindade e por conta de um “probleminha técnico” na reserva acabei dormindo uma noite num quarto coletivo misto, com dois ingleses.
Há aquelas intrépidas viajantes que vão dizer que é tudo igual, que não há nada demais. Há inclusive as que preferem. Uma das argumentações que já ouvi é de que os quartos são mais arrumados porque os “moçoilos” querem impressionar. Outras acham a experiência diferente e o que importa é interagir. E outras acham que há a séria propensão a roncos insuportáveis. É mesmo uma questão de se sentir a vontade. Pode ter dia que você esteja a fim da experiência e em outros dias, a abomine.
Então, para aquelas que planejam se hospedar em quarto feminino, para evitar surpresas desse nível fique atenta à quantidade de camas - geralmente os quartos mistos são aqueles com a maior quantidade. Claro que os sites informam que o quarto é misto, mas para o caso de não informarem, essa é a deixa. O mais comum no Brasil são as separações entre feminino, masculino, privado duplo/casal. Já em países europeus, é bastante comum acrescentar a essas categorias os mistos.
Já se quiser experimentar, a dica é ter o mínimo de bom senso na vestimenta na hora de dormir. De resto, nada muda. Particularmente, se não tenho experiências horrendas tenho ao menos meia dúzia de histórias que vão do bizarro ao hilário. Mas nada que desabone os quartos mistos. A experiência é de cada um mesmo. Então, se acontecer é questão de relaxar. Pedir a troca assim que possível e ainda conseguir um desconto no restante da hospedagem!
*Crédito da foto: www.meininger-hotels.com
*Esse texto é a reprodução da Coluna Batendo-Perna no site Descubra Brasil (23.04.2010)
7 de maio de 2010
Andar pelas ruas de uma cidade é uma arte
Andar pelas ruas de uma cidade é uma arte, já disse Rubens Fonseca. No seu conto “A arte de andar nas ruas do Rio de Janeiro”, o autor conta a história de Epifânio, um andarilho que passa seus dias e noites caminhando pelo Centro do Rio de Janeiro. E a dica de hoje é exatamente essa: perca-se por lá!
Perder-se pelo Centro é quase uma obrigatoriedade para viajantes e, até mesmo, moradores da cidade. No ir e vir apressado do dia-a-dia é comum esquecer-se de apreciar as “velhas” construções, casarões, o puro jeito de viver na cidade que não está nos guias turísticos. É muito mais um sentir do que ver. São esses “pequenos” detalhes do cotidiano que dão charme às histórias peculiares de todo viajante.
Não se trata de economia no transporte. Andar a pé sem dúvida é uma das melhores maneiras de conhecer um local – além, é claro, de fugir do caos do transporte público. Imagine-se numa cidade com história e cultura transbordando em cada esquina. Qual a graça de atravessá-la por baixo da terra?
Claro que nem todo “flâneur” gosta de sentir-se perdido. Para os que precisam estar seguros, mesmo na metáfora do perder-se, alguns sites disponibilizam downloads gratuitos de mapas para celulares. Numa pesquisa rápida no Google apareceram centenas de referências a esses sites. Basta procurar um adequado à região escolhida e pronto. Ou mesmo usar um GPS ou o site oficial do turismo da cidade http://www.riodejaneiro-turismo.com.br/pt/
Nas ruas do Centro do Rio, o trecho entre a Praça Mauá e a Cinelândia (ou seja, toda a extensão da Avenida Barão do Rio Branco) é passeio para uns dois ou três dias. E haja pernas!
Não se trata de seguir a linha reta da avenida, mas de se aventurar pelas ruas que a cortam. E aí, é possível encontrar uma infinidade de percursos que fazem parte do imaginário da literatura e da história do Brasil. Rua Sete de Setembro, a Gonçalves Dias, Rua do Ouvidor, Rua da Quitanda (...). Nesse percurso pelo Centro histórico-financeiro da ex-Capital Federal, é fácil encontrar o Museu de Belas Artes, a Biblioteca Nacional, o Teatro Municipal, a Praça Tiradentes, a Igreja da Candelária, o Paço Imperial (...), além de alguns dos principais centros culturais do Rio, como o da Caixa Econômica, dos Correios e o do Banco do Brasil.
Os que quiserem mesmo uma boa dose de Rio de Janeiro, devem deixar a frescura de lado e reservar um tempo para a Rua da Alfândega, popularmente conhecida como região do Saara. Barulhenta e cheia de gente, quantas ruas podem dar-se o luxo de ter uma rádio própria? São ao todo 1200 lojas distribuídas entre Rua da Alfândega e adjacências. O lugar é tão peculiar que se autodenomina a ONU Brasileira por causa da variedade de raças e credos. Lá se encontra de quase tudo. http://www.saarario.com.br
Se não for suficiente para um choque de realidade do que o Rio de Janeiro tem de melhor, que é sua diversidade, que tal alguns passos em direção ao aglomerado de boxes num comércio “legal” (?) da Uruguaiana? Um mercado popular ou, melhor dizendo, um camelódromo gigantesco com toda a variedade de produtos a preços realmente populares. Lá se encontram a preços em conta os souvernirs da viagem para presentear os amigos. E é fácil programar as compras - http://www.mercadouruguaiana.com.br/classifieds
Seguindo sempre seu caminho instintivo, se vir uma igreja que parece qualquer coisa menos uma igreja, pronto, você acaba de encontrar a peculiar Catedral Metropolitana de São Sebastião. E pode fazer o teste: se perguntar a alguém (mesmo carioca) “o que é aquilo?”, corre o sério risco de não saberem responder. Se estiver nesse ponto de avistar “aquele aquilo”, é provável que cedo ou tarde os Arcos do Aqueduto apareçam na sua frente. Bem vindo, você estará na Lapa – um local que sem dúvida deve estar no seu roteiro noturno pela cidade. De um lado o Circo Voador e do outro a Fundição Progresso, a região é hoje uma das mais boêmias da cidade. Os Arcos da Lapa são famosos aquedutos construídos em 1750 e que, turisticamente, são mais conhecidos por estarem no percurso do Bondinho de Santa Teresa.
Falar em andar no Centro de uma cidade como o Rio (e sinceramente, acho que a lógica do perder-se para conhecer a cidade se aplica a qualquer destino) é deixar em aberto a possibilidade da descoberta. Um novo bar, uma nova galeria de arte, novas lojas, novos personagens, novas histórias (...)
Impossível tentar esgotar histórias e dicas sobre o Centro do Rio – o caminho certo é criado pelo percurso instintivo (ou não) de cada um dos viajantes.
*Crédito da foto: Clujnapoca
*Esse texto é a reprodução da Coluna Batendo-Perna no site Descubra Brasil (15.03.2010)
Perder-se pelo Centro é quase uma obrigatoriedade para viajantes e, até mesmo, moradores da cidade. No ir e vir apressado do dia-a-dia é comum esquecer-se de apreciar as “velhas” construções, casarões, o puro jeito de viver na cidade que não está nos guias turísticos. É muito mais um sentir do que ver. São esses “pequenos” detalhes do cotidiano que dão charme às histórias peculiares de todo viajante.
Não se trata de economia no transporte. Andar a pé sem dúvida é uma das melhores maneiras de conhecer um local – além, é claro, de fugir do caos do transporte público. Imagine-se numa cidade com história e cultura transbordando em cada esquina. Qual a graça de atravessá-la por baixo da terra?
Claro que nem todo “flâneur” gosta de sentir-se perdido. Para os que precisam estar seguros, mesmo na metáfora do perder-se, alguns sites disponibilizam downloads gratuitos de mapas para celulares. Numa pesquisa rápida no Google apareceram centenas de referências a esses sites. Basta procurar um adequado à região escolhida e pronto. Ou mesmo usar um GPS ou o site oficial do turismo da cidade http://www.riodejaneiro-turismo.com.br/pt/
Nas ruas do Centro do Rio, o trecho entre a Praça Mauá e a Cinelândia (ou seja, toda a extensão da Avenida Barão do Rio Branco) é passeio para uns dois ou três dias. E haja pernas!
Não se trata de seguir a linha reta da avenida, mas de se aventurar pelas ruas que a cortam. E aí, é possível encontrar uma infinidade de percursos que fazem parte do imaginário da literatura e da história do Brasil. Rua Sete de Setembro, a Gonçalves Dias, Rua do Ouvidor, Rua da Quitanda (...). Nesse percurso pelo Centro histórico-financeiro da ex-Capital Federal, é fácil encontrar o Museu de Belas Artes, a Biblioteca Nacional, o Teatro Municipal, a Praça Tiradentes, a Igreja da Candelária, o Paço Imperial (...), além de alguns dos principais centros culturais do Rio, como o da Caixa Econômica, dos Correios e o do Banco do Brasil.
Os que quiserem mesmo uma boa dose de Rio de Janeiro, devem deixar a frescura de lado e reservar um tempo para a Rua da Alfândega, popularmente conhecida como região do Saara. Barulhenta e cheia de gente, quantas ruas podem dar-se o luxo de ter uma rádio própria? São ao todo 1200 lojas distribuídas entre Rua da Alfândega e adjacências. O lugar é tão peculiar que se autodenomina a ONU Brasileira por causa da variedade de raças e credos. Lá se encontra de quase tudo. http://www.saarario.com.br
Se não for suficiente para um choque de realidade do que o Rio de Janeiro tem de melhor, que é sua diversidade, que tal alguns passos em direção ao aglomerado de boxes num comércio “legal” (?) da Uruguaiana? Um mercado popular ou, melhor dizendo, um camelódromo gigantesco com toda a variedade de produtos a preços realmente populares. Lá se encontram a preços em conta os souvernirs da viagem para presentear os amigos. E é fácil programar as compras - http://www.mercadouruguaiana.com.br/classifieds
Seguindo sempre seu caminho instintivo, se vir uma igreja que parece qualquer coisa menos uma igreja, pronto, você acaba de encontrar a peculiar Catedral Metropolitana de São Sebastião. E pode fazer o teste: se perguntar a alguém (mesmo carioca) “o que é aquilo?”, corre o sério risco de não saberem responder. Se estiver nesse ponto de avistar “aquele aquilo”, é provável que cedo ou tarde os Arcos do Aqueduto apareçam na sua frente. Bem vindo, você estará na Lapa – um local que sem dúvida deve estar no seu roteiro noturno pela cidade. De um lado o Circo Voador e do outro a Fundição Progresso, a região é hoje uma das mais boêmias da cidade. Os Arcos da Lapa são famosos aquedutos construídos em 1750 e que, turisticamente, são mais conhecidos por estarem no percurso do Bondinho de Santa Teresa.
Falar em andar no Centro de uma cidade como o Rio (e sinceramente, acho que a lógica do perder-se para conhecer a cidade se aplica a qualquer destino) é deixar em aberto a possibilidade da descoberta. Um novo bar, uma nova galeria de arte, novas lojas, novos personagens, novas histórias (...)
Impossível tentar esgotar histórias e dicas sobre o Centro do Rio – o caminho certo é criado pelo percurso instintivo (ou não) de cada um dos viajantes.
*Crédito da foto: Clujnapoca
*Esse texto é a reprodução da Coluna Batendo-Perna no site Descubra Brasil (15.03.2010)
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A facílima arte de viajar sozinha! Pensando na hospedagem
Embora minha primeira coluna aqui tenha sido de estimulo às mulheres viajarem sozinhas, pouco falei sobre como fazer isso. Um grande equívoco meu achar que não há dicas para se dar a outras intrépidas viajantes. Eu sempre arrumei a mochila e segui. Até que a Sílvia Oliveira do Matraqueando me chamou a atenção de que há muito que se dizer sobre isso. Sim, é verdade! É tão fácil viajar sozinha que até se esquece de que há o que se falar sobre isso.
Qualquer planejamento de uma viagem começa com a busca por hospedagem. É nessa hora de decisão que a precaução com a viagem deve aparecer. Na busca pela hospedagem você muito econômica acha uma barbada na internet. Ótimo! Mas o que importa numa viagem sozinha é principalmente a localização. Alguns sites de reservas contam com notas dos viajantes sobre os hotéis/pousadas/hostels/albergues disponíveis. Mesmo assim, antes de concretizar a reserva, melhor checar em mapas virtuais, em blogs e fóruns se a localização é realmente boa. Há, inclusive, sites com essa proposta de dar notas a hospedagens mundo a fora. Vale conferir no TripAdivisor. Mas há outros.
E como detectar uma boa localização? Fácil. Pegue um guia de viagem. Em qualquer canto do planeta as áreas com pontos turísticos são as mais valorizadas, o que inclui serem as mais seguras e também com os melhores acessos a transportes. Por esses pontos, fica fácil saber se a hospedagem vale ou não a pena, ao menos nesse quesito. É comum encontrar pousadas em bairros residenciais. Nada contra. No entanto, as ruas são mais desertas, não costumam ter bares e restaurantes e, embora sejam bairros de casas e apartamentos lindos, não sobra nada a fazer caso resolva não dormir. Mas há viajantes que optam por esses locais por causa da tranqüilidade. Questão de gosto mesmo. Eu particularmente acredito que onde mais movimentado melhor.
Estar atenta é uma dica quase unânime em colunas, blogs, sites e fóruns de discussão sobre o tema. Mas estar atenta não vale somente para viajar sozinha, mas para qualquer momento. Simples assim. A primeira grande lição de alguém que viaja sozinho (e nisso, independe a questão do gênero) é ter precaução sem que isso se transforme em pânico. Não se trata de colocar uma armadura e um elmo e encarar a viagem como um mero deslocamento - ou corre-se o risco desnecessário de ver tudo e todos como ameaças latentes. Não encare a viagem sozinha como uma cruzada.
Viajar é interagir, é sorrir, é testar o idioma local. É conversar sem timidez, é se apaixonar por pessoas, por lugares e até mesmo por um rio, como é meu caso com o Vlatva na República Tcheca. Em uma viagem sozinha o que mais se vai dizer (e ouvir) são: “ois” e “tchaus”. É quase um treinamento ao desapego, à arte do encontro e do desencontro. O apego fica por conta das lembranças, que garanto, serão muitas.
*Foto retirada do site http://www.nickmartins.com.br/
*Esse texto é a reprodução da Coluna Batendo-Perna no site Descubra Brasil (07.05.2010)
Qualquer planejamento de uma viagem começa com a busca por hospedagem. É nessa hora de decisão que a precaução com a viagem deve aparecer. Na busca pela hospedagem você muito econômica acha uma barbada na internet. Ótimo! Mas o que importa numa viagem sozinha é principalmente a localização. Alguns sites de reservas contam com notas dos viajantes sobre os hotéis/pousadas/hostels/albergues disponíveis. Mesmo assim, antes de concretizar a reserva, melhor checar em mapas virtuais, em blogs e fóruns se a localização é realmente boa. Há, inclusive, sites com essa proposta de dar notas a hospedagens mundo a fora. Vale conferir no TripAdivisor. Mas há outros.
E como detectar uma boa localização? Fácil. Pegue um guia de viagem. Em qualquer canto do planeta as áreas com pontos turísticos são as mais valorizadas, o que inclui serem as mais seguras e também com os melhores acessos a transportes. Por esses pontos, fica fácil saber se a hospedagem vale ou não a pena, ao menos nesse quesito. É comum encontrar pousadas em bairros residenciais. Nada contra. No entanto, as ruas são mais desertas, não costumam ter bares e restaurantes e, embora sejam bairros de casas e apartamentos lindos, não sobra nada a fazer caso resolva não dormir. Mas há viajantes que optam por esses locais por causa da tranqüilidade. Questão de gosto mesmo. Eu particularmente acredito que onde mais movimentado melhor.
Estar atenta é uma dica quase unânime em colunas, blogs, sites e fóruns de discussão sobre o tema. Mas estar atenta não vale somente para viajar sozinha, mas para qualquer momento. Simples assim. A primeira grande lição de alguém que viaja sozinho (e nisso, independe a questão do gênero) é ter precaução sem que isso se transforme em pânico. Não se trata de colocar uma armadura e um elmo e encarar a viagem como um mero deslocamento - ou corre-se o risco desnecessário de ver tudo e todos como ameaças latentes. Não encare a viagem sozinha como uma cruzada.
Viajar é interagir, é sorrir, é testar o idioma local. É conversar sem timidez, é se apaixonar por pessoas, por lugares e até mesmo por um rio, como é meu caso com o Vlatva na República Tcheca. Em uma viagem sozinha o que mais se vai dizer (e ouvir) são: “ois” e “tchaus”. É quase um treinamento ao desapego, à arte do encontro e do desencontro. O apego fica por conta das lembranças, que garanto, serão muitas.
*Foto retirada do site http://www.nickmartins.com.br/
*Esse texto é a reprodução da Coluna Batendo-Perna no site Descubra Brasil (07.05.2010)
6 de abril de 2010
Nordeste Carioca
Sabe aquela música: “Minha vida é andar por esse país pra ver se um dia eu descanso feliz”? Ali, pertinho do Terminal Rodoviário do Rio de Janeiro você pode chegar ao nordeste sem precisar viajar. Um espaço sem muito atrativo à primeira vista se revela um dos pontos de maior diversidade cultural do Rio, além de ser diversão garantida nos finais de semana - a famosa Feira de São Cristovão, oficialmente conhecida como Centro de Tradições Nordestinas Luiz Gonzaga. Forró, xoté, baião, maracatu, xaxado, axé...Tem de tudo.
Muitos viajantes ficam tão deslumbrados com a beleza natural do Rio de Janeiro que não se dão conta de que a riqueza da cidade está além das praias e do samba nos morros e na Lapa. E vão embora sem conhecer a mistura fascinante do carioca com o nordestino. Não é só pela música que está em todo canto da feira, mas pela literatura de cordel, pelo repente, pelo artesanato, pela culinária (...) e claro pelos muitos nordestinos vestidos “a la” Luiz Gonzaga.
A feira, que durante muitos anos ficou a céu aberto com barraquinhas simples, em 2003 foi transferida para o pavilhão de São Cristovão e transformada num complexo de bares, restaurantes e espaços para shows. Ao todo são 700 barracas distribuídas em ruas internas que recebem os nomes de nordestinos ilustres, como Padre Cícero, Jakcson do Pandeiro, entre outros. Se quiser ver como são as atrações da feira, vale a pena uma conferida na TV Pau de Arara ou no Jornal da Feira que mostram as novidades e informações sobre shows.
Como aqui a gente fala de coisas baratas, vamos lá! Há restaurantes para todos os bolsos - alguns com ar condicionado e com vista para os palcos principais de shows. Outros, mais simples, também são ótimos e mais em conta. Minha dica é o Chiquita. Como não tem ar condicionado os preços são mais baixos - Baião de Dois como prato principal e também como guarnição. Vale uma conferida na picanha de carne de sol com mandioca frita e baião de dois. Serve satisfatoriamente 3 pessoas por menos de R$ 60. Para sobremesa vale a pena escolher uma das muitas barracas de tapioca tradiconal com coco e manteiga de garrafa por R$ 2. Tudo genuinamente nordestino, até no sotaque.
O Nordeste tem muito a oferecer além de refrões impregnantes como “Você não vale nada mais eu gosto de você”. Para conferir, Campo de São Cristovão, S/Nº. Telefone: 21 2580-5335. De terça a quinta-feira os restaurantes abrem para o almoço. Das 10h de sexta-feira às 22h de domingo todas as barracas e restaurantes funcionam initerruptamente animados por trios, bandas de forró e shows de repentistas e cordelistas.
Ah sim, a entrada não é franca, mas muito em conta - R$2.
* Credito da foto: site da prefeitura do Rio de Janeiro
*Esse texto é a reprodução da Coluna Batendo-Perna no site Descubra Brasil (31.03.2010)
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26 de fevereiro de 2010
Otimizar os gastos para viajar de graça
Vale tudo na hora de tentar uma viagem gratuita. Sim! É possível viajar de graça embora muita gente ainda não acredite. Um amigo de Juiz de Fora sonha em viajar com a namorada, mas ainda associa viagem a "vender a alma às dívidas" - ele não é o único que ainda não descobriu as vantagens dos programas de milhagem. É para o Francisco e esses tantos outros que fica a coluna dessa semana.
Os programas de milhagem buscam a fidelização de clientes por meio de prêmios em milhas, que podem ser conseguidas por trechos aéreos. No caso dos viajantes, a pontuação vai ser creditada conforme o voo e pode ser pedida na hora do check in ou depois da viagem, obedecendo às regras das companhias aéreas. Para quem assistiu ao filme “Up in the Air” com o George Clooney fica fácil saber o que é o programa - mas calma, a história é ficção e bem longe da realidade de quem tem poucos recursos!
Mas e aquele que não é um viajante contumaz e não tem milhas das companhias aéreas? Aí está o “pulo do gato”. Muitas empresas buscam atrair consumidores oferecendo parceria com esses programas.
Uma das opções é se informar sobre o uso do cartão de crédito. Explica-se: um exemplo de empresas que têm parceria com os programas de milhagem são os bancos, que utilizam os cartões de crédito como iscas: o uso do cartão é associado a uma pontuação que pode ser convertida em milhas - ou seja, quanto mais usar o cartão mais vantajoso fica.
É provável que alguns bancos exijam um valor mínimo de pontos antes da primeira transferência para milhas (claro, eles são empresas privadas e visam ao lucro”). Para saber como é feita a pontuação, basta converter o valor da fatura em dólares. Cada dólar equivale a um ponto e cada ponto, uma milha. Muita gente usa cartão de crédito e não se atêm muito aos programas de relacionamento. É possível trocar os pontos por desconto na anuidade, por barracas de camping, e por tantos outros produtos. A conversão em milhas é só uma entre as várias opções.
Para fazer parte de um programa de milhagem basta se cadastrar nos sites das empresas aéreas. A Gol/Varig tem o programa Smiles (que possibilita emitir bilhetes aéreos também para a KLM, America Airlines e Air France). Já pela TAM o cadastro é feito no próprio site da companhia. A regra básica, tanto para quem vai viajar como para quem vai “apelar” para as promoções, é fazer o cadastro antes de pedir crédito das milhas. No caso dos que desejam creditar um voo, o cadastro deve ser feito antes da data de embarque. Nos casos das outras companhias aéreas, a Trip, WebJet e Azul não têm ainda esses programas. No caso da Azul, o programa de vantagens se limita a créditos em voos futuros.
Há até casos de bancos que, para atrair o consumidor, chegam a oferecer milhares de milhas de bônus pelo pedido do cartão! É possível também encontrar promoção de assinatura de revista semanal/mensal e ganhar milhas como prêmios. Para se ter uma idéia do que isso vale: ano passado o Smiles (Gol/Varig) e a Tam tiveram uma promoção que possibilitava viajar por, respectivamente, duas e três mil milhas por trecho no Brasil. Traduzindo: era possível fazer Rio/Recife – Recife/Rio com quatro ou seis mil milhas.
Com o cadastro feito, vale a regra do "se vai gastar, que seja para ganhar algo". Até mesmo empresas virtuais,para incrementar as vendas costumam, às vezes, transformar o valor do pagamento em milhas - sim, isso existe! Então, o jeito é sempre que for comprar algo estar atento a essa possibilidade. E perguntar antes, sempre!
A dica não é para estimular o lado consumista compulsivo de ninguém, mas para mostrar uma boa maneira de transformar gastos em vantagens.
Em tempo: já acumulei boas milhas na base do "melhor otimizar os gastos". Exemplos: já ganhei cinco mil milhas quando pedi um cartão de crédito. Ganhei outras sete mil quando assinei um jornal por 1 ano. E algumas centenas de milhas na compra de um ar condicionado num site de loja de departamento. Além do que converto pelo programa de relacionamento do cartão de crédito e viajando. É um bom exercício de paciência.
*Esse texto é a reprodução da Coluna Batendo-Perna no site Descubra Brasil (19.02.2010)
Os programas de milhagem buscam a fidelização de clientes por meio de prêmios em milhas, que podem ser conseguidas por trechos aéreos. No caso dos viajantes, a pontuação vai ser creditada conforme o voo e pode ser pedida na hora do check in ou depois da viagem, obedecendo às regras das companhias aéreas. Para quem assistiu ao filme “Up in the Air” com o George Clooney fica fácil saber o que é o programa - mas calma, a história é ficção e bem longe da realidade de quem tem poucos recursos!
Mas e aquele que não é um viajante contumaz e não tem milhas das companhias aéreas? Aí está o “pulo do gato”. Muitas empresas buscam atrair consumidores oferecendo parceria com esses programas.
Uma das opções é se informar sobre o uso do cartão de crédito. Explica-se: um exemplo de empresas que têm parceria com os programas de milhagem são os bancos, que utilizam os cartões de crédito como iscas: o uso do cartão é associado a uma pontuação que pode ser convertida em milhas - ou seja, quanto mais usar o cartão mais vantajoso fica.
É provável que alguns bancos exijam um valor mínimo de pontos antes da primeira transferência para milhas (claro, eles são empresas privadas e visam ao lucro”). Para saber como é feita a pontuação, basta converter o valor da fatura em dólares. Cada dólar equivale a um ponto e cada ponto, uma milha. Muita gente usa cartão de crédito e não se atêm muito aos programas de relacionamento. É possível trocar os pontos por desconto na anuidade, por barracas de camping, e por tantos outros produtos. A conversão em milhas é só uma entre as várias opções.
Para fazer parte de um programa de milhagem basta se cadastrar nos sites das empresas aéreas. A Gol/Varig tem o programa Smiles (que possibilita emitir bilhetes aéreos também para a KLM, America Airlines e Air France). Já pela TAM o cadastro é feito no próprio site da companhia. A regra básica, tanto para quem vai viajar como para quem vai “apelar” para as promoções, é fazer o cadastro antes de pedir crédito das milhas. No caso dos que desejam creditar um voo, o cadastro deve ser feito antes da data de embarque. Nos casos das outras companhias aéreas, a Trip, WebJet e Azul não têm ainda esses programas. No caso da Azul, o programa de vantagens se limita a créditos em voos futuros.
Há até casos de bancos que, para atrair o consumidor, chegam a oferecer milhares de milhas de bônus pelo pedido do cartão! É possível também encontrar promoção de assinatura de revista semanal/mensal e ganhar milhas como prêmios. Para se ter uma idéia do que isso vale: ano passado o Smiles (Gol/Varig) e a Tam tiveram uma promoção que possibilitava viajar por, respectivamente, duas e três mil milhas por trecho no Brasil. Traduzindo: era possível fazer Rio/Recife – Recife/Rio com quatro ou seis mil milhas.
Com o cadastro feito, vale a regra do "se vai gastar, que seja para ganhar algo". Até mesmo empresas virtuais,para incrementar as vendas costumam, às vezes, transformar o valor do pagamento em milhas - sim, isso existe! Então, o jeito é sempre que for comprar algo estar atento a essa possibilidade. E perguntar antes, sempre!
A dica não é para estimular o lado consumista compulsivo de ninguém, mas para mostrar uma boa maneira de transformar gastos em vantagens.
Em tempo: já acumulei boas milhas na base do "melhor otimizar os gastos". Exemplos: já ganhei cinco mil milhas quando pedi um cartão de crédito. Ganhei outras sete mil quando assinei um jornal por 1 ano. E algumas centenas de milhas na compra de um ar condicionado num site de loja de departamento. Além do que converto pelo programa de relacionamento do cartão de crédito e viajando. É um bom exercício de paciência.
*Esse texto é a reprodução da Coluna Batendo-Perna no site Descubra Brasil (19.02.2010)
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O que fazer no Rio de Janeiro que não inclua o tripé: sol, suor e multidão?
Embora possa parecer out, nem todos que viajam durante o Carnaval estão em busca de se tornarem sambistas ou foliões. Claro que nessa época a hospedagem é mais cara (mesmo para os que acampam), a passagem área vai, literalmente, às alturas, há trânsito, rodoviárias e aeroportos entupidos (...) Por que sair de casa então? E "pior", por que ir para o Rio de Janeiro, uma das maiores concentrações de carnavalescos do mundo? Porque é feriado e são quatro dias para aproveitar. Simples assim.Praias
- As praias estarão cheias, mas nada que não possa ser contornado indo mais cedo. Isso facilita não só para procurar um bom espaço na areia como também ter a garantia de um guarda-sol. Um guarda-sol na Zona Sul pode variar de R$ 5 a R$ 10. As cadeiras são à parte e custam em média R$ 3.
Dica: Os quiosques de algumas praias da Barra da Tijuca, como os da Praia da Reserva, não cobram o guarda-sol/cadeiras dos clientes. Converse com o “barraqueiro” e tente conseguir de graça se estiver consumindo na barraca.
- Comer nas praias do Rio se tornou algo um pouco complicado. Explica-se: há no Rio o choque de ordem, que restringe a venda de alguns alimentos e bebidas. Ou seja, aquele queijo coalho (adorado pela Sílvia Oliveira) e o camarão não podem mais ser vendidos porque estão em palitos e são manipulados na areia. Para economizar vale até passar num supermercado antes de ir à praia - sem promover uma "farofa" pelo amor de Deus! Quando a praia começar a encher é hora de seguir para outros passeios - como os pontos turísticos. Parte dos foliões estarão na praia, que depois das 11h parece show de virada do ano, e a outra parte nos blocos.
Pontos turísticos - Os pontos turísticos são sempre cheios (seja feriado ou não). Então não é nenhuma novidade. No entanto, nessa época do ano os "enganam turistas" chegam a cobrar uma fortuna para levar a um passeio. Se você não tem dinheiro para jogar fora e costuma fazer os passeios "by youself" vale ficar atento:
- O Bondinho do Pão de Açúcar fica na Urca. Custa R$ 44 (meia-entrada para estudantes e cariocas/moradores do Rio de Janeiro e Grande Rio). Para quem não quiser pagar táxi/ônibus, só usar o metrô até a Estação de Botafogo e pegar a integração (metrô de superfície) para a Urca.
Dica: Para os que se aventuram a seguir a trilha do Morro da Urca, e ainda querem economizar alguns reais, a pedida é subir a pé. É possível admirar a vista do que seria a primeira parada do Bondinho em uns 40 minutos de caminhada (só que de graça!!!). Lembre-se de levar água porque, quando chegar sedento lá em cima, o preço da água pode balançar o bom humor. Os que subirem a pé até o Morro da Urca e de lá quiserem ir ao Pão de Açúçar, o valor do ingresso é R$ 22.
- O Cristo Redentor é uma das maiores atração turística do Brasil. E é comum visitar o Corcovado no mesmo dia da visita ao Pão de Açúcar - aí está o momento em que os "enganam turistas" ganham dinheiro fácil. A distância entre ambos não é muito longa. Nos acessos às bilheterias, tanto de um ponto quanto do outro, há vários taxistas ou "motoristas independentes" que chegam a cobrar R$70 para levar de um a outro. Se quiser ir de táxi, tudo bem, peça pra ligar o taxímetro. Mas se quiser mesmo economizar, a dica é ir de metrô. Muito simples. Basta pegar o metrô de superfície da Urca a Botafogo. De lá, seguir até a estação do Largo do Machado. Pegar um ônibus que vá para o Cosme Velho, que chega em menos de 10 minutos - (Quem é adepto da caminhada, em cerca de 20 minutos é possível ir da Urca ao metrô de Botafogo).
- No Jardim Botânico é o melhor lugar para quem procura natureza, beleza e tranquilidade. Levar um livro, levar o namorado ou simplesmente deitar lá e cochilar. Mas pode esquecer fazer um piquenique na grama - é proibido. Para compensar o lugar é lindo! E vale MUITO a pena caminhar pelas margens do Rio dos Macacos, que atravessa o Parque da Tijuca, passa pelo Jardim Botânico e vai até sua foz, na Lagoa Rodrigo de Freitas. Não é uma grande trilha, mas vale a pena seguir pelo rio e a margem de Mata Atlântica.
- Caminhar pelas ruas do Centro do Rio de Janeiro é relembrar não só a aulas de histórias do Brasil como da literatura. Experimente as ruas Do Lavradio, Do Ouvidor ou o Passeio Público que tanto encantavam Machado de Assis. Uma dica é entrar na Confeitaria Colombo fundada em 1894 (que tem uma filial no Forte de Copacabana). Os quitutes não são os mais barato, mas vale pela construção histórica e os espelho belgas e italianos que ainda são os mesmos da época.
Há muito que fazer na cidade para caber numa coluna. Então, esses são alguns dos passeios que todo turista faz quando está no Rio e não deve deixar de fazê-lo porque há multidões pelo caminho. Para se informar para onde ir e não ir, o palpite é checar no Guia Oficial do Carnaval. Assim fica fácil descobrir o dia em que é possível percorrer as ruas de Santa Teresa com tranquilidade (há muitos blocos no bairro). E não estranhe se só cobrarem R$0,60 pelo ticket do Bondinho de Santa Teresa. É barato mesmo.
*Esse texto é a reprodução da Coluna Batendo-Perna no site Descubra Brasil (10.02.2010)
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11 de fevereiro de 2010
Levante do sofá e viaje
Quando uma mulher diz que viaja sozinha, uma série de adjetivos pode surgir sem a menor cerimônia: corajosa, independente, desprendida, solitária (...). Mas o que motiva é mesmo a VONTADE. Vontade de conhecer novos sotaques, novos sabores, novas pessoas e, até mesmo, novos climas. Nem sempre há amigos com férias no mesmo período. Nem sempre há maridos ou namorados dispostos. E então qual a melhor opção para as férias ou para aquele final de semana prolongado? Planeje. Descubra. Divirta-se. Faça novos amigos. E volte cheia de histórias.
Não há idade para a descoberta de experimentar. E se para muitas o idioma pode ser um empecilho, viajar pelo Brasil é ter destinos em português para uma vida toda. Fazemos parte de um país com dimensão de continente. Nossas diferenças regionais são capazes de nos fazer crer que estamos em outro mundo. A culinária é riquíssima. Temos as mais belas praias. E há um diferencial motivador para viagens “domésticas” – não precisamos nos preocupar com as variações do câmbio.
Imagine-se descobrindo uma pequena cidade chamada Coxim no interior do MS, que se autodenomina a capital do peixe e a porta do Pantanal. Agora se coloque num sol escaldante de céu azul, numa estrada de terra, na companhia de araras e tucanos a sua volta em pleno MT, rumo às piscinas naturais de Nobres. Para aquelas mais empolgadas pelo litoral, já pensou em dar uma passada em Trindade, uma cidade de ruas de terra com praias e cachoeiras lindas a poucos minutos de Paraty? Já ouviu falar da praia de Pratigi em Ituberá, na Bahia? Temos, no Brasil, turismo para todos os gostos – só nos falta a neve, que mesmo assim aparece em meio às geadas de lugares como São Leopoldo, no Rio Grande do Sul e São Joaquim, em Santa Catarina.
A melhor notícia para começar essa coluna aqui no Descubra Brasil é que o brasileiro descobriu o próprio potencial turístico. Pelos dados da Infraero, de janeiro a dezembro de 2009 o número de passageiros em voos domésticos foi o maior da história - mais de 56 milhões de desembarques, um aumento de 14% em relação a 2008.
E com tantas opções, desde as promoções ao uso de programa de milhagem, sinceramente, deixar de viajar porque não terá companhia é deixar de acumular boas e, talvez, as melhores lembranças da sua vida!
Deixo para refletir esse trecho do livro “Mar sem fim” do Amyr Klink. "Um homem precisa viajar para lugares que não conhece para quebrar essa arrogância que nos faz ver o mundo como o imaginamos, e não simplesmente como é; que nos faz professores e doutores do que não vimos quando deveríamos ser alunos e simplesmente ir ver."
*Esse texto é a reprodução da Coluna Batendo-Perna no site Descubra Brasil (05.02.2010)
Não há idade para a descoberta de experimentar. E se para muitas o idioma pode ser um empecilho, viajar pelo Brasil é ter destinos em português para uma vida toda. Fazemos parte de um país com dimensão de continente. Nossas diferenças regionais são capazes de nos fazer crer que estamos em outro mundo. A culinária é riquíssima. Temos as mais belas praias. E há um diferencial motivador para viagens “domésticas” – não precisamos nos preocupar com as variações do câmbio.
Imagine-se descobrindo uma pequena cidade chamada Coxim no interior do MS, que se autodenomina a capital do peixe e a porta do Pantanal. Agora se coloque num sol escaldante de céu azul, numa estrada de terra, na companhia de araras e tucanos a sua volta em pleno MT, rumo às piscinas naturais de Nobres. Para aquelas mais empolgadas pelo litoral, já pensou em dar uma passada em Trindade, uma cidade de ruas de terra com praias e cachoeiras lindas a poucos minutos de Paraty? Já ouviu falar da praia de Pratigi em Ituberá, na Bahia? Temos, no Brasil, turismo para todos os gostos – só nos falta a neve, que mesmo assim aparece em meio às geadas de lugares como São Leopoldo, no Rio Grande do Sul e São Joaquim, em Santa Catarina.
A melhor notícia para começar essa coluna aqui no Descubra Brasil é que o brasileiro descobriu o próprio potencial turístico. Pelos dados da Infraero, de janeiro a dezembro de 2009 o número de passageiros em voos domésticos foi o maior da história - mais de 56 milhões de desembarques, um aumento de 14% em relação a 2008.
E com tantas opções, desde as promoções ao uso de programa de milhagem, sinceramente, deixar de viajar porque não terá companhia é deixar de acumular boas e, talvez, as melhores lembranças da sua vida!
Deixo para refletir esse trecho do livro “Mar sem fim” do Amyr Klink. "Um homem precisa viajar para lugares que não conhece para quebrar essa arrogância que nos faz ver o mundo como o imaginamos, e não simplesmente como é; que nos faz professores e doutores do que não vimos quando deveríamos ser alunos e simplesmente ir ver."
*Esse texto é a reprodução da Coluna Batendo-Perna no site Descubra Brasil (05.02.2010)
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