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1 de outubro de 2009

Um mapa e "Au Revoir"


Há algum tempo fiz um post de estímulo a uma alma de viajante que tinha medo de encarar uma viagem sozinha. Depois de tanto dizer que nada de errado aconteceria, a Mônica (outra) finalmente desembarcou em Paris e mandou um email** em que conta, entre outras coisas, que se perdeu no metrô de Paris. E nesse sufoco acabou encontrando a Regina Duarte (eterna "muitas" Helenas do Manoel Carlos) mais perdida ainda!!!
Então, como se perder no metrô de Paris é comum a todos os mortais, seguem alguns links dos transportes parisienses.

Se não tiver muita coisa para fazer no voo indo a Paris, vale a pena imprimir e "estudar" a lógica das estações.




Se precisar mesmo do transporte público, então acho que vale a pena usar ônibus! Nem é meu lado econômico falando (porque os valores são os mesmos), mas porque assim se vê a cidade!!! Afinal, estar em Paris não ir a esquina e voltar!



RER circula conectado ao metrô. Em síntese o (Rede Expressa Regional)é o meio de ligação da cidade com o subúrbio.



Segue um trecho do email da Mônica Sousa (que eu conheci porque somos homônimas e ela achou o blog sabe Deus onde...). Desde então conversamos muito sobre viagens!
**Ola, bon jour!
Hoje fiz varios passeios de metro, fiquei espertinha e consegui trocar varias vezes de linha. Assim, fica muito facil conheceer varios lugares.
Pra gente que nao tem metro na cidade, isso ja e uma aventura...kkkkk Os franceses sao muito simpaticos, supeer educados e todos, todos mesmo falam ingles ou pelo menos fazem um esforco enorme.
Eu ja me perdi horrores, e muito engracado. Mas, e so perguntar na rua que eles ajudam muito. So falta pegar na mao e levar no lugar.
Agora, no ultimo metro, encontrei a Regina Duarte e a Gloria Pires...acreditam...e a regina durte estava perdidinha!
Tomei cafe na cafeteria da amelie poulain, muito legal. E igualzinho!!
Beijos pra todos, saudades!

22 de abril de 2009

Antes de ir embora...funk carioca!

Não poderia ir embora sem algo inusitado. Sempre acontence alguma coisa que me deixa rindo sozinha.

Sabe o francês do albergue que todos os dias me perguntava o que ia fazer de noite? Pois é. Ele jogou a cartada final. Estava eu esperando carregar o celular sentada na recepção do albergue quando de repente escuto: algo como "para papa papa ratata...." pra quem conhece, o rap das armas, bem popular no Rio de Janeiro.

Claro que nessa hora eu parei e sem querer mostrei que reconheci a música. Ponto para ele que ficou todo empolgado. Quando eu olhei, ele estava simplesemente me mostrando como ele sabia dancar. Gente, eu cai na risada. Era desengonçado demais, mas ficou simpático nessa hora. Ri demais porque ele colocou na rádio Latina e por isso a música acabou tocando. Acho que ele esperava que eu começasse a dançar, mas quando viu que não ira rolar, dançou sozinho e acabou se tornando uma figuraça. E nessa hora nem parecia mais o cara pronto a copular.

Fui caminhando para o metro da Bastille rumo ao REM B que segue para o aeroporto Charles de Gaulle. Carregava peso demais (porque comprei muita coisa em Paris de encomenda familiar), estava completamente dura, mas o que eu sentia de verdade era uma sensação de que sou a pessoa mais sortuda do mundo. Agradeci demais a Deus por ter me protegido esse tempo todo (afinal, nem sei se comentei mas quase fui atropelada por um tram em Roma, sobrevivi semanas sem meus óculos, as lentes de contato derradeiras caíram duas vezes dos meus olhos e consegui encontrar na roupa, dormi em quartos mistos com "gente esquisita", e o voo da wizzair entre Veneza e Budapeste são só lembranças agora....)

E é óbvio que já estou pensando na próxima. Já tenho ídéias dos lugares, mas muito incipiente ainda. Agora é hora de começar a anotar os custos e provar por A + B que gastei muito pouco, comparado ao tanto que vi e vivi...

Fazer nada em Paris é almoçar às margens do Sena!

Acordei muito cedo para meu último dia em Paris. Arrumei minha bagagem e fiquei conversando com a minha companheira de quarto que passou uma noite em Paris. Ela é australiana e está viajando há 4 meses, 3 deles na África. Falei de Salvador e acho que a cidade entrou no roteiro da mochileira.

Sai do albergue antes das 8h30. Saí a toa pela cidade. Só tinha certeza de que não iria ao museu D'Orsay porque queria descansar no meu último dia. Na verdade, descansar foi tudo que fiz em Paris, mas nesse dia o significado de descansar era ficar parada mesmo. Comprei umas coisas para meus irmãos numa loja ótima de material espotivo chamada Go Sport. Muito barata mesmo.

E ai, comecei meu dia. Fui para as margens do Sena, saquei o MP3 e fiquei la a manha e a tarde quase toda. Vi casais de namorados, vi músicos testanto melodias ( e nisso, claro desliguei o mp3 e fiquei ouvindo o show quase privé 0800), vi uma senhora virar a atração daquele trecho da margem porque literalmente tirou a roupa e deitou la de costas para se bronzear... e o cotidiano das margens do Sena seguia seu curso e eu ficava lá já sentindo saudades daquele lugar tão especial. E almocei, claro, por lá mesmo. Comprei um tradicional sanduiche de pão francês com vários tipos de queijo, um brownie com café e pronto. Estava alimentada.

Levantei já quase às 16h30, segui rumo ao albergue de novo. Caminhei pela Rivoli, tomei sorvete, comprei uns morangos da Bretanha que custavam quase 17 euros o quilo (tinha que experimentar aquele morango de qualquer jeito porque ele era de um vermelho que parecia de mentira). Pedi uns cinco e comi. Parecia com mel de tão doce. A verdade é que nunca comi morango de verdade aqui no Rio. E ainda me dei um sorvete numa sorveteria italiana, que a fila estava grande, mas encarei. Repeti sabores e segui caminhando...

No albergue, dessa vez lembrei do caviar na geladeira, arrumei o que ainda estava pendente, dei uma pequena carga no celular e... me despedi da cidade luz.

Comendo escargot e creme brulee a 15 euros!

Para quem procura por comida boa e barata em Paris próximo a pontos turísticos, o "canal" é a proximidade da Catedral de Notre Dame. É só andar por lá e com certeza vai encontrar ruas intercaladas com várias opções de restaurantes com "menu turista" em que se pode escolher a entrada, o prato principal e a sobremesa a preços que variam de 10 a 25 euros.

E lá fui eu. Estava sozinha porque a Rosane seguiu para a casa dela. Então, era a hora de comer escargot. Não iria embora sem experimentar isso, mesmo que não tivesse idéia de como comer.

Sem vergonha nenhuma, expliquei para a garçonete que eu nunca tinha comido. Muito simpática ( e como boa francesa, animada com o fato de eu experimentar as iguarias francesas) ela me ensinou. E lá estava eu... morri de medo de não gostar, mas eu adorei! Vinham seis na entrada e estava com fome de comer muito mais, mas ainda havia o prato principal.

Pedi uma carne feita a moda francesa antiga. Meio forte demais o sabor, mas consegui equilibrar com as batatas que acompanham. E de sobremesa....

Eu sempre me lembro do filme "O casamento do meu melhor amigo" quando a Júlia Roberts fala sobre creme brulle. Então, era isso que eu iria finalmente comer. Simplesmente divino. Um creme de baunilha com uma casquinha por cima.

Sai do restaurante satisfeitíssima. Não só com o fato de ter gasto muito pouco, mas de ter comido o que me deu vontade. Essa é a prova de que não é porque viajo com gasto controlado que não tenha momentos ótimos na culinária.

Voltei feliz da vida de novo para o albergue. Na verdade, não houve um dia sequer nesse "mochilão" que não tenha sido esse meu sentimento no final de cada dia. Estava quase voltando para casa... então no dia seguinte eu estava decidida a nào fazer absulutamente nada!

Juntei cadeiras, deitei, comi e cochilei!

Sai bem cedo para começar meu dia. O sol me anima a fazer tudo que for possível para transformar mais um dia em "aquele dia". E decidi que ia para um piquenique "by myself".

Cedinho fiquei caminhando sem rumo, só pelo prazer de admirar a cidade mesmo. E caminha daqui, caminha de lá, acabei descobrindo que a Livraria Lusophone não existe mais. Tudo bem, a essa altura eu estava conformada com o fato de que não há nas livrarias literatura francesa em outro idioma. Se for procurar por literatura brasileira tem sim em português, mas o mix não. Então tá. Procuro quando chegar no Rio.

Nesse roteiro acabei próximo ao Jardim de Luxemburgo. Comprei umas coisas básicas para comer, tipo uma quiche lorraine muito boa (queijo e bacon) e um doce feito com massa de pão um tanto amanteigado demais, mas comível.

E lá fiquei. O Jardim de Luxemburgo estava lotado. Não sei dizer se somente pelo tempo ótimo ou se normalmente fica assim devido à proximidade com a Souborne. O que contava é que estava muito cheio. Bem diferente de um dia, há alguns anos, em que passei uma tarde de outono lá, praticamente com meia dúzia de gatos pingados. Confesso que cheio demais empolga menos, mas não tira a sensação de tranquilidade.

Juntei as cadeiras, me encostei. Comi, escrevi, ouvir música...até que estava animada para continuar. E encontrei a Rosane, uma amiga que estava em Paris.

E com ela, fui andar pelo Marais. O bairro é charmosíssimo. E como a Rosane morou anos em Paris, acabou me apresentando a Paris que não está nos guias. Fui a uma loja de congelados que me deixou boquiaberta com a quantidade de comida. É possível oferecer um tradicional jantar francês com congelados e ainda ser chamada de grande chef. Depois, fomos à Place de Vosges, em Marais extramente charmoso, cercado pela construção do que antes eram as residências do rei e da rainha (uma de cada lado).

Sentamos na grama e lá ficamos batendo papo e vendo a hora passar. Voltamos caminhando para a altura da Catedral de Notre Dame porque eu queria jantar algo completamente diferente. E ai...

Entre uma andanças e comilancas, uma missa linda na Notre Dame!

Andei. E como...Meu dia comecou no Louvre e terminou numa missa na Catedral de Notre Dame! Coisas que só em Paris mesmo.

Os dias se tornaram maravilhosos. Ceu azul, embora um frio daqueles (ao menos para mim). E com a volta de dias agradaveis, me dei o direito de caminhar muito por Paris.

Sai do albergue na Bastille, fui ao Louvre e fiquei la por umas duas horas vendo e revendo umas coisas. Nunca é demais estar no Louvre. E o melhor é que o ticket é válido para todo o dia. Então, se eu cansasse (e cansei) poderia voltar mais tarde. E foi o que tentei fazer.

Sai do Louvre e continuei a andança. Para quem conhece a cidade (e para quem não conhece há o google maps) pode imaginar o quanto caminhei. Saí do museu e fui para os Arcos, sem pretensões de nada, só de caminhar mesmo pela cidade. Para o percurso ficar mais agradável, em vez de seguir pela avenida Champs Elissé, acabei seguindo parte do percurso pelo Jardim de Tuileres.

E la estavam as mais caras lojas do mundo. Como todos os turistas, não resisti e tirei uma foto da Louis Viton para uma grande amiga de Juiz de Fora que adora essas lojas.

Cheguei aos Arcos, mas não me animei em subir! Filas não me empolgam...

O dia estava tão agradável que segui para a Torre Eiffel. Um lindo caminho. Sentei um pouco às margens do Sena, me "assustei" um pouco com a quantidade de avisos para que se tomasse cuidados com batedores de carteiras. Como ainda estava muito claro e eu ainda tinha energia para emprestar e vender....decidi que voltaria a pé até Notre Dame para subir nas torres.

Da outra vez que estive na cidade, havia tanta fila quen desanimei. E andei demais até chegar lá.
E a surpresa dupla. Primeiro que pela quantidade de gente, fecharam o acesso às torres da catedral mais cedo. E a segunda...

Entrei na igreja para admirar e ai um som muito alto do órgao começou a tocar. Me dei conta de que comecaria a missa de domingo. Mais do que rapidamente, procurei um bom assento e decidi que assistiria a uma missa lá. Não sou católica, mas nem por isso não admiro a religião. Uma questào de tolerância mesmo. E olha... linda a missa.

Peguei o guia da missa para uma prima minha. Seria um souvenir para a Kelly que é católica praticante. Diferente as missas que já fui no Brasil, a de Notre Dame dura bem menos tempo e achei bastante ecumênica. Não posso garantir que todas sejam assim, mas a que fui, sem dúvida!

Saí de lá maravilhada com tudo. E ainda havia muita luz do dia. Nessa época do ano, as 21h ainda é claro em Paris. Tem coisa melhor?

Com toda a energia conseguida na quantidade de crepes que comi, além de um almoço dignamente francês (com entrada, prato principal e sobremesa) me dei de presente um almoço daqueles! Depois, ainda comia mais na rua. Os waffles com chocolate belga são imbatíveis.

Voltei para o albergue já escuro. Apaguei! Feliz da vida...

19 de abril de 2009

Perdendo de um lado, ganhando de outro!!!!

Muito chateada!!!! Foi assim que fiquei quando cheguei ao meu albergue de Paris e mexendo na mochila percebi que os aneis que comprei em Kutna Hora haviam sumido!!!! Simplesmente comprei 4 aneis para presentear 3 amigas que me ajudaram demais a conseguir viajar. E ai... alguem da companhia aerea fez o favor de, se nao roubar, fucar e perder!!!! Falei tanto palavrao na hora, mas ai vem Paris e tudo melhora - dependendo do ponto de vista, porque pra falar a verdade, quando o assunto e teclado... pode apostar que piora porque as letras mudam completamente de lugar! Pra quem digita rapido e um parto. Mas ainda lamento muito pela perda, e nem falo do dinheiro mas queria demais aqueles aneis para as 3... Vou ter que pensar rapido em outra coisa. Elas merecem demais... Uma inclusive me emprestou coisas e outra me aturou o ano inteiro com estresse de mestrado e ate pra praia com livros de teoria ela me carregava- Ju, saudade de voce, criatura doida de pedra!

E ai... a chuva finalmente chegou a primavera! Mas depois de meus dias de sol pela Europa desde o inicio - so peguei minutos de chuva em Roma - ia finalmente usar o guarda-chuva que comprei no Vaticano. Dei uma volta pela cidade, comi um crepe genuinamente frances e cai na cama pra me preparar para a maratona do dia seguinte!!

Pra comecar, sabe aquele roteiro: catedral, Louvre, Torre, Versailles, Arco, e bla bla bla????????
Nao vou fazer nenhum!!!! Nao do jeito turistao. Nao que eles nao merecam. Merecem e muito. Mas essa nao e a primeira vez que venho a Paris e ja fiz tudo isso da primeira vez. O que eu quero e tranquilidade.... Vou andar, descansar e ver o que for surgindo nas andancas.

Comecei o dia indo ao Montmartre!!! "A la" Amelie Polain fiquei caminhando pelo bairro, depois a catedral do Sagrado Coracao e andei andei andei... Desci pelo Pigalle, q regiao " da luz vermelha". Ha um shopping do sexo de 3 andares!!!!

E ai fui encontrar uma amiga do Rio que esta de ferias em Paris. Almocamos, e partimos para um tour especial... Como eu, a Rosane curte livrarias. La fomos nos duas a cata de umas encomendas de um amigo e de livrarias charmosas. Chovendo acabei num shopping subterraneo otimo pra quem vem a Paris fazer compras. Rodei o dia todo a pe, de metro e de onibus, ja que nao ia obrigar a Rosane a caminhar o mesmo tanto que eu.

Comprei uma sopa pronta do supermercado porque senti frio e apaguei. Nao antes de dar um
"fora" num cara do albergue que chegou pra mim e disse: voce e brasileira, nao e? Voce samba? NAO! Nao aguento mais responder isso. Mas como nao dava para o debil mental calar a boca ele soltou todo animadinho: voce vai fazer o que agora a noite? Tem programa ja? Reposta direta e objetiva... vou dormir! Soltei um educado boa noite em frances e subi indignada para o quarto. Era nojenta a maneira como ele falava comigo. Parecia animal pronto pra copular. Afffffffffff

Mesmo escrevendo pouco por causa do teclado... Paris e um presente de Deus! Mesmo col chuva e charmoso. Ou melhor, a chuva a deixa charmosa!!!!

Isso foi o aque fiz ontem... porque hoje... Jesus!!!!