Mostrando postagens com marcador Albergue/Hostel - Lugar pra dormir. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Albergue/Hostel - Lugar pra dormir. Mostrar todas as postagens

9 de maio de 2010

Dormindo com o desconhecido!

Em uma viagem nada é mais imprevisível que as pessoas que conhecemos pelo caminho. Entre os pontos altos de uma viagem sozinha está a possibilidade de novas amizades. Sozinhas, estamos mais abertas ao experimento justamente porque saímos da zona de conforto de um amigo que tira a foto, que divide o encantamento, que conversa quando não há mais nada pra fazer, que divide a conta da pizza e da lavandeira (...). Ou você vai ficar muda a viagem inteira ou definitavamente vai ter que interagir nesses momentos e em outros. Seja deitada numa praia seja numa caminhada, nessas horas de distração é muito provável encontra outros viajantes independentes.

O ponto de maior interação entre viajantes sem dúvida são os hostels. E no começo da aventura, a viajante independente sozinha pode esbarrar num contratempo que descabela a “marinheira de primeira viagem”: acabar num quarto coletivo misto! Sim, isso pode acontecer. E não deve ser motivo para pânico. No Brasil é pouco provável, já que a separação por gênero é práxis. No entanto, impossível não é – e eu sou a prova disso! Passei uns dias em Trindade e por conta de um “probleminha técnico” na reserva acabei dormindo uma noite num quarto coletivo misto, com dois ingleses.

Há aquelas intrépidas viajantes que vão dizer que é tudo igual, que não há nada demais. Há inclusive as que preferem. Uma das argumentações que já ouvi é de que os quartos são mais arrumados porque os “moçoilos” querem impressionar. Outras acham a experiência diferente e o que importa é interagir. E outras acham que há a séria propensão a roncos insuportáveis. É mesmo uma questão de se sentir a vontade. Pode ter dia que você esteja a fim da experiência e em outros dias, a abomine.

Então, para aquelas que planejam se hospedar em quarto feminino, para evitar surpresas desse nível fique atenta à quantidade de camas - geralmente os quartos mistos são aqueles com a maior quantidade. Claro que os sites informam que o quarto é misto, mas para o caso de não informarem, essa é a deixa. O mais comum no Brasil são as separações entre feminino, masculino, privado duplo/casal. Já em países europeus, é bastante comum acrescentar a essas categorias os mistos.

Já se quiser experimentar, a dica é ter o mínimo de bom senso na vestimenta na hora de dormir. De resto, nada muda. Particularmente, se não tenho experiências horrendas tenho ao menos meia dúzia de histórias que vão do bizarro ao hilário. Mas nada que desabone os quartos mistos. A experiência é de cada um mesmo. Então, se acontecer é questão de relaxar. Pedir a troca assim que possível e ainda conseguir um desconto no restante da hospedagem!

*Crédito da foto: www.meininger-hotels.com

*Esse texto é a reprodução da Coluna Batendo-Perna no site Descubra Brasil (23.04.2010)

7 de maio de 2010

A facílima arte de viajar sozinha! Pensando na hospedagem

Embora minha primeira coluna aqui tenha sido de estimulo às mulheres viajarem sozinhas, pouco falei sobre como fazer isso. Um grande equívoco meu achar que não há dicas para se dar a outras intrépidas viajantes. Eu sempre arrumei a mochila e segui. Até que a Sílvia Oliveira do Matraqueando me chamou a atenção de que há muito que se dizer sobre isso. Sim, é verdade! É tão fácil viajar sozinha que até se esquece de que há o que se falar sobre isso.

Qualquer planejamento de uma viagem começa com a busca por hospedagem. É nessa hora de decisão que a precaução com a viagem deve aparecer. Na busca pela hospedagem você muito econômica acha uma barbada na internet. Ótimo! Mas o que importa numa viagem sozinha é principalmente a localização. Alguns sites de reservas contam com notas dos viajantes sobre os hotéis/pousadas/hostels/albergues disponíveis. Mesmo assim, antes de concretizar a reserva, melhor checar em mapas virtuais, em blogs e fóruns se a localização é realmente boa. Há, inclusive, sites com essa proposta de dar notas a hospedagens mundo a fora. Vale conferir no TripAdivisor. Mas há outros.

E como detectar uma boa localização? Fácil. Pegue um guia de viagem. Em qualquer canto do planeta as áreas com pontos turísticos são as mais valorizadas, o que inclui serem as mais seguras e também com os melhores acessos a transportes. Por esses pontos, fica fácil saber se a hospedagem vale ou não a pena, ao menos nesse quesito. É comum encontrar pousadas em bairros residenciais. Nada contra. No entanto, as ruas são mais desertas, não costumam ter bares e restaurantes e, embora sejam bairros de casas e apartamentos lindos, não sobra nada a fazer caso resolva não dormir. Mas há viajantes que optam por esses locais por causa da tranqüilidade. Questão de gosto mesmo. Eu particularmente acredito que onde mais movimentado melhor.

Estar atenta é uma dica quase unânime em colunas, blogs, sites e fóruns de discussão sobre o tema. Mas estar atenta não vale somente para viajar sozinha, mas para qualquer momento. Simples assim. A primeira grande lição de alguém que viaja sozinho (e nisso, independe a questão do gênero) é ter precaução sem que isso se transforme em pânico. Não se trata de colocar uma armadura e um elmo e encarar a viagem como um mero deslocamento - ou corre-se o risco desnecessário de ver tudo e todos como ameaças latentes. Não encare a viagem sozinha como uma cruzada.

Viajar é interagir, é sorrir, é testar o idioma local. É conversar sem timidez, é se apaixonar por pessoas, por lugares e até mesmo por um rio, como é meu caso com o Vlatva na República Tcheca. Em uma viagem sozinha o que mais se vai dizer (e ouvir) são: “ois” e “tchaus”. É quase um treinamento ao desapego, à arte do encontro e do desencontro. O apego fica por conta das lembranças, que garanto, serão muitas.

*Foto retirada do site http://www.nickmartins.com.br/

*Esse texto é a reprodução da Coluna Batendo-Perna no site Descubra Brasil (07.05.2010)

2 de maio de 2010

Entre a vila de pescadores e o paraíso hippie

Há tempos não ouvia Raul Seixas, e não havia lugar melhor pra isso do que Trindade. O vilarejo que se metamorfoseia entre uma vila de pescadores e paraíso hippie é tão perto do Rio de Janeiro que chega a ser inacreditável que o local ainda guarde as características de um lugar no meio do nada.

Como chegar: Chegar a Trindade não é fácil. E os abusos das concessões de transporte se tornam evidentes. No meu caso, saí de Volta Redonda por causa de um trabalho (nesse caso, paguei menos e fui pela empresa Colitur). A estrada para quem vai por Volta Redonda é muito ruim. Ônibus sem banheiro. Percurso árduo: Volta Redonda até Perequê. Perequê até Paraty. Paraty até Trindade.


Saindo do Rio de Janeiro, a única empresa que faz o itinerário é a Costa Verde. A passagem é abusiva, considerando a distância. Cerca de R$ 55 até Paraty.
De Paraty pode-se pegar vans ou ônibus, no valor de R$ 3 e seguir até Trindade. O vilarejo tem uma estrada pouco segura, confesso, e ir até lá por meio de transporte coletivo só mesmo pelos regulares da prefeitura - os únicos permitidos.

Onde se hospedar: Há várias pousadas e alguns albergues. Nada de resorts, o que para mim é um dos maiores atrativos de Trindade. Nada contra luxuosos espaços, mas não combina com a simplicidade do vilarejo. O Hostel World tinha poucas opções. Procurei também no Hoteis.com. O melhor é procurar no Google mesmo, embora eu tenha encontrado poucos blogs com dicas de hospedagem. Minhas duas referências em Trindade. Pousada Beija-Flor e Kaissara Hostel.

O que levar:

1- Dinheiro - Trindade é um local mesmo de descanso e prática de surf. Não há bancos e algumas pousadas não aceitam cartões de crédito ou de débito. Há uma venda chama de Mercado Central, que mais se parece com aquelas mercearias de novelas antigas. Se procurar algo que não haja ali, provavelmente não vai encontrar em canto algum. Até mesmo para encontrar restaurantes que aceitem cartões é preciso paciência. Logo, melhor levar dinheiro para lá - coisa que não fiz!
2- Repelente. Comprando um lá spray custou cerca de R$ 9.
3 - Lanterna. Agora já há alguns postes nas ruas com iluminação pública. Mas para os que queiram ir às praias a noite para lual ou para beber alguma coisa, a escuridão assusta.
4 - Casaquinho. Mesmo no verão, a noite é comum esfriar um pouco.
5 - Em Trindade a roupa clássica é a de praia mesmo. Até para quem espera se aventurar pelas trilhas, elas dão acesso às praias e cachoeiras então não há porque estar vestida de outra maneira. Tênis é praticamente para saídas a noite e assim mesmo se não for a praia. Peso extra na bagagem para uso tão restrito. Melhor mesmo chinelos.

*Crédito da foto: Kaissara Hostel

24 de janeiro de 2010

Desfazendo a confusão - espero!


Sala comum do Hostel Suites Florida, da rede HI em Buenos Aires, em que fiquei hospedada.

Para uma viajante sem luxos, é comum ouvir alguns comentários do tipo: "você é louca de ficar dormindo com gente desconhecida", "é o cúmulo da pãoduragem ficar em albergues"...E a pergunta sine qua non de quem não sabe sobre o que está falando: "credo, você tem coragem de dormir em albergues com os sem teto?" E eu já ouvi inclusive (melhor ouvir do que se surda) que seria estuprada num albergue - nesse caso foi um homem mal amado mesmo.

Jesus do Céu. Para tudo. É impressionante como ainda existem pessoas que confundem albergues com casa do albergado. Tudo bem que as palavras são até parecidas, mas significados abissalmente distintos. Vamos para uma síntese básica: casa do albergado são espaços destinados a detentos que cumpram pena privativa de liberdade no regime aberto - ou seja, nada a ver com mendigos, pra começar.  Já albergues (ou hostel / hostal) são "mini hotéis" com uma proposta diferente: são menores (embora alguns possam ser imensos), o serviço de quarto pode ser bem básico ou inexistente, há cozinha disponível aos hóspedes, e têm quartos coletivos para viajantes que estão ou com orçamento apertado ou dispostos a conhecer novas pessoas.

Há os albergues/hostels da rede Hostelling International (HI) que se espalham por várias partes do mundo e são credenciados ( há uma carteirinha anual para descontos) ou então os chamados albergues independentes - em que há mais variedade de pessoas porque não exige a carteirinha. Simples assim.

A busca por um albergue/hostel deve ser tão criteriosa como a de um hotel. Há vários sites para pesquisar as ofertas e também contam com notas e opiniões de outros hóspedes. O Hostel World, por exemplo, conta não só com vários hostels cadastrados como também disponibiliza informações sobre os destinos e coloca os usuários em contato com outros viajantes.

É assim que durante muitas viagens - mesmo as que aconteceram antes de eu iniciar o blog - eu me hospedo. Algumas vezes o espírito está bem aventureiro e a boa pedida é um quarto coletivo feminino. Ou então, depois de dias de viagens, é preciso ficar um pouco só em quarto privado.Tá acompanha do namorado/marido/namorido? Então há também o quarto de casal. Tá levando o filho junto? Quarto de casal com cama de solteiro.Ou em casos em que não há vagas? Já me hospedei em quartos mistos. Há para todos os estilos...assim como os hotéis.

Acho que a maior diferença mesmo entre um hostel e um hotel é a proximidade que um hostel cria entre os hóspedes. Há mesas de jogos, há horários para filmes, há salas comunais em que todos veem televisão/filmes juntos. O staff geralmente é escolhido "a dedo" pela simpatia. E, em alguns, há festas e saídas para boates/passeios juntos. Ou seja, para viajantes de qualquer idade e proposta.

E os cuidados são os mesmos:
- Pesquise bastante as referências dos albergues. Sites como o TripAdvisor e Mochileiros são ótimos. Há as sessões barbadas e roubadas do site O Viajante
- Converse com outros viajantes e google o máximo possível por blogs. É uma ótima maneira de conhecer novos viajantes e ter dicas quentes de hospedagem e passeios.
- Alguns hostels têm armários. Outros não. Opte pelos que os têm e de preferência de graça. Alguns já têm com chave, mas para os desconfiados é possível acrescentar um cadeado pessoal.
- Muitos albergues contam com luggage room, onde é possível guardar a bagagem antes do check in ou depois do check out e continuar passeando - já fiz isso várias vezes quando resolvia conhecer outras cidades e teria que voltar ao destino inicial.
- Alguns albergues têm política de descontos depois de alguns dias de hospedagem. Em muitos é possível ganhar até noite grátis. Então, pesquise bastante.
- Não é tão comum furtos em albergues assim como não são comuns em hotéis. É uma questão de estar atento mesmo e não deixar dinheiro e passaporte "dando sopa" em cima da cama. Aí já é demais!
- Quando estiver reservando albergues esteja atento: ensuites é banheiro dentro do quarto (ou seja, banheiro privativo) e shared bathroom os banheiros compartilhados.
- Não é sempre que os albergues disponibilizam toalhas, então em alguns casos elas podem ser cobradas, mas nada exorbitante.
- Para os que quiserem lavar roupas, geralmente há lavandeiras internas, com máquinas do tipo "made yourself". A dica é: se não tiver tanta roupa para lavar/secar, o ideal é juntar com outro alguém do albergue e dividir a conta.
- E os que estão com orçamento super apertado, as cozinhas dos hostels são bem equipadas para refeições rápidas.

O importante é entender que essa é uma maneira barata e divertida de viajar para conhecer novos costumes. Albergues recebem gente do mundo todo, de todas as idades e tribos. Se você é do tipo fresco, melhor nem sair de casa. Mas se parte da filosofica "cada um com seu cada qual", então sem dúvida vai ser divertir e "viajar na viagem".

15 de janeiro de 2010

Cozinhar no hostel nao é sinônimo de pobreza

Um dos pontos mais positivos de ficar no hostel além de conhecer outras pessoas é poder usar a cozinha! E isso em qualquer canto do mundo. Entao, nada de vergonha! E resolvi que era dia de cozinhar.

Sem medo de parecer Amélia eu e as gaúchas, engracadissimas que estao no mesmo quarto, preparamos umas massas. Fui ao mercado, comprei uma caixainha de ravioli e um molho branco a base de champignon. Menos de 2100 pesos (menos de R$ 10 reais e dá para duas refeicoes). Elas optaram pelo bom e velho macarrao.



Para quem nunca usou cozinha de albergue, nao há misterio. Nao precisa se preocupar com os temperos básicos porque geralmente os albergues deixam a cozinha semi-preparada. Mas nao custa nada dar um checada antes de ir ao mercado. A regra principal e a de lavar tudo que usar. Simples assim.  Só cuidado com alguns temperos desconhecidos porque podem ser muito fortes (uma vez estraguei parte de um molho porque nao entendi pelo envelope que era pimenta - estava em hungaro!) e podem tambem estar fora do prazo de validade.


O preparo de um jantar em hostel na verdade vira boas histórias. E o jantar que poderia ser solitário num restaurante se torna quase " a casa da mae joana" .

4 de dezembro de 2009

Depois de muita pesquisa, albergues escolhidos!


Deixar uma viagem "by yourself" barata é quase uma arte, mas nada impossível. Qualquer viajante com tempo para pesquisar é capaz de esticar dinheiro! Assim, eu termino a primeira parte do planejamento de uns dias de férias.

Depois de escolher os países e as cidades para "fixar hospedagem", consegui finalmente escolher os hostels. Se em Buenos Aires foi mais fácil escolher porque são muitas as indicações de amigos - Suites Hostel Florida - o de Santiago "pelejei" para conciliar preço X localização X qualidade. Depois de muita pesquisa em sites como  http://www.tripadvisor.com/ , na sessão "roubadas" do http://www.oviajante.com/ e no http://www.mochileiros.com/ Além, é claro, do google maps, espero ter feito uma boa escolha - Atacama Hostel, em Santiago (Chile). Diária em quarto compartilhado feminino por U$ 12 / dia.

O excelente das reservas é que como é pago somente 10% do valor (normalmente) então não é nada que vá afetar muito meu orçamento se no meio da viagem eu resolver mudar de idéia (coisa que acontece sempre) e decidir esticar em outra cidade depois de um "bate e volta".

Acompanhando orçamento
Aéreo: R$ 1.100 (Rio/Buenos Aires - Buenos Aires/Santiago - Santiago/Rio) - em 5x

Hospedagem Buenos Aires: U$ 44 (cerca de 80 reais) - total para 4 noites
Hospedagem Santiago: US 84 (cerca de 152 reais) - total para 7 noites

21 de novembro de 2009

Couchsurfing em "stand by". Continuo alberguista!

Depois do feriado de sol e praia (e que seria um desperdício passar com computador no colo), fiquei parte do sábado escolhendo a reserva de Buenos Aires. A idéia de experimentar o chouchsurfing não está descartada, só em stand by. Quem tiver interesse em buscar um "sofá 0800" em algum canto do mundo, vale a pena entrar no http://www.couchsurfing.org/ 

Revirei o site de "ponta a cabeça" e acho que pode ser uma excelente oportunidade de novas experiências. Li uns relatos caçados "by google" e sinceramente, parece uma boa e econômica maneira de viajar. E por que não faço isso agora? Estamos no final de novembro, vou viajar em pouco mais de um mês e em pleno verão! Aém disso, se estivesse com alguma amiga ou amigo me sentiria menos vulnerável para uma primeira vez. Mas tá lá: na Argentina há quase 9 mil cadastros de "sofás" disponíveis. No Chile há cerca de 3500. Ou seja, hospedagem não falta!

Quem se interessar...o cadastro é rápido. Me cadastrei já. O cadastro não é somente para usufruir de uma hospedagem gratuita ou disponibilizar uma. É possível se cadastrar para receber viajantes, até mesmo para um passeio. A propósito, o Brasil aparece lá com quase 20 mil cadastros ....e aí, talvez seja uma boa maneira de conhecer o programa - "dentro de casa" mesmo.

Em todo caso, deixo o relato da viajante Cecília Contijo, que "bloga" no viajeaqui.com..br e que está em sua volta ao mundo há alguns meses.

Mas...enquanto o couchsurfing sozinha não acontece, depois de dicas e mais dicas de albergues e hotéis BBB em Buenos Aires, acabei escolhendo o Hostel Suites Florida para me hospedar. Vamos ver... O preço ficou muito em conta U$ 44 para 4 noites.  É uma rede de 4 hostels em Buenos Aires do Hostelling International.

Como é minha primeira vez, escolhi por dica de amigos ficar o mais central possível. Não é o mais barato - há albergues de menos de U$8 - mas dessa vez como vou viajar por menos dias, começo a me dar umas regalias. Pelas fotos e pelas informações googladas o hostel é quase um hotel 3 estrelas. Além disso, depois da experiência das bed bugs na parte mais barata do albergue de Roma minhas perspectivas de barato mudaram!!!!


Refazendo as contas
Aéreo: R$ 1.100 (Rio/Buenos Aires -  Buenos Aires/Santiago - Santiago/Rio) - em 5x
Hospedagem Buenos Aires: U$ 44 (cerca de 80 reais) - total para 4 noites

* crédito da foto: http://www.montrealmirror.com/

16 de novembro de 2009

Albergue ou couchsurfing?

Na correria de ler tudo (e mais um pouco) sobre Buenos Aires e Santiago, acabei achando um blog super interessante, de uma outra jornalista - http://www.matraqueando.blogspot.com/
A verdade é que a Silvia, autora do Blog, tá viajando no momento por Santiago e comecei a acompanhar. E aí,... encontrei lá posts antigos dela sobre como gastar 50 Euros/dia em viagem pela Europa. Não faço o link direto porque são vários posts (que depois vou ler um por um e comentar com as dicas que possa ter para acrescentar!)

Eu gastei menos de 50 euros por dia, mas viajei me hospedando quase sempre em quarto coletivo. E a Silvia não. Então, acho que fica aí como dica para os aventureiros que começam a planejar a viagem para a Europa (essa é pra você, Ju Lopes!!!!). Uma boa opção para os que não gostam de dividir o banheiro dos coletivos!!!!

Quanto à minha viagem, estou a cata das hospedagens baratas e pensando numa dica deixada no blog por um amigo sobre as residências que recebem mochileiros GRATUITAMENTE (couchsurfing).... Vou fuçar e quem sabe experimentar.

9 de novembro de 2009

Hotel BB ou o bom e velho albergue?


 Esse fim de semana fui a Belo Horizonte - uma esticada à capital mineira para um casamento. Como estava com uma amiga pouco familiarizada com albergues, preferi deixá-la escolher um hotel "bom e barato" e fomos a uma das instalações da rede Formule 1.

Um hotel com cara de albergue, se levarmos em conta que as instalações são básicas. Quarto pequeno com um cama de casal (apertada para duas pessoas) e uma cama extra em forma de beliche, televisão e ar condicionado. Banheiro prático e sem luxo. Diária de R$ 95 reais por quarto (que fica bem em conta dividido para duas pessoas). A diferença mesmo está na falta café da manhã, que é pago a parte (R$ 7).

Gostei do Formule 1 pela praticidade e localização (ao menos em BH ele é bem localizado - Av. Bias Fortes, no bairro Lourdes). É mesmo para quem não faz questão de se socializar com outras pessoas e precisa de um bom lugar para dormir. Simples, rápido e objetivo! No entanto...eu ainda continuo adepta do bom e velho albergue.

Em tempo: a internet no Formule 1 é cara para os meus padrões (1 hora / R$ 10). Há também wi-fi. Como não há frigobar nos quartos, uma recepção básica com snacks e bebidas funciona 24 horas. Preço de uma garrafinha de água? R$ 2.

Em tempo 2: em frente ao Formule 1 em BH há alguns táxis. A dica é: se depois que você avisar que vai para a rodoviária o carro quebrar, não se espante! Os motoristas preferem as corridas para o aeroporto e têm o mal súbito de repente....pararem o carro. Tudo antes de chegar à rua. Aconteceu comigo e fiquei sabendo do golpe por outro taxista. Total da corrida rodoviária/Formule 1 = R$ 8.

15 de abril de 2009

E como e linda...Finalmente Cesky Krumlov

Para quem ja foi a Praga e facil. Imagina Praga, so que menor e sem tantos turistas!!!
Assim e Cesky Krumlov. A cidade e quase na Austria. O ceu e tao lindo como o de Praga, embora aqui esteja um pouco mais de frio - ao menos para mim!
Mas um dia daqueles que temos parecido no outono carioca. Dia de ceu lindo, temperatura para casaquinho e vontade de ficar na rua por mais tempo.

Assim que cheguei fui catar um lugar para dormir. O albergue e otimo. Travellers Hostel. Uma casa do seculo 13. Alguem tem duvida de que foi por esse detalhe, aliado ao fato dele ser bem na praca central, o motivo de eu me hospedar nele? E detalhe... preco otimo. 270 KC porque tenho carteirinha da Hostellling International. Para quem nao tem 300KC. Considera 1 euro como 25 KC e fica facil entender como a barato viajar pra ca - mas nao mais barato que Budapeste, mas quando eu voltar mostro as contas todas.
Ah detalhe: o albergue tambem funciona como taberna a noite. Da pra se sentir mesmo num dos filmes que retratam a Idade Media.

Sobre o banheiro????, separadinho, a proposito!!!

Me familiarizei com a cidade, fui ao centro de informacoes turisticas, vi os passeios da cidade. De verdade? Nao vou fazer nenhum! Mas quem quiser fazer, e bem barato. Meu motivo e outro. Eu quero sentir a cidade. Hoje caminhei bastante, lanchei um sanduiche que eu mesma fiz no cafe da manha do albergue e trouxe. Estava sentada a margem do Vlatva - sim, ele mesmo. Ele continua aqui!!! A diferenca e que menos ostensivo e nem por isso menos lindo. E o melhor e que a margem e literalmente "a margem" e e possivel tocar a agua se quiser.

Foi la que fiquei terminando de ler meu livro. E agora que acabou vou comprar outro. Ai, segui para uma livraria daqui que tambem e uma graca. Uma casa do seculo 13. Mas nao havia ninguem. A pessoa tinha saido para almocar ou coisa do genero. Como eu ja disse, reitero... as pessoas confiam demais nas outras. Simples assim. Passo la depois.

Amanha vou alugar uma bicicleta e pedalar por ai. Ha tambem a opcao de passeios de rafting para lugares aqui perto e depois voltar de bicicleta. Nao sei. Vou ver amanha.

Um outro passeio que as pessoas costumam fazer aqui e pegar um onibus e ir a Austria. Muito perto!!! Eu particurlamente nao vou. Prefiro conhecer melhor Cesky, mas e bem tranquilo pelo que vi. Mas acho que e pra quem esta mais no turistao " fui la e fotografei" mesmo. No meu caso, seria assim ja que parto amanha a noite para Praga. Entao, nem ficaria meus "previstos" dois dias e uma noite.

Ha um castelo aqui, que segundo meu Guia do Viajante Independente na Europa e o maior da Europa. E ha um paredao com a vista da cidade. Muito barato tambem.

Para quem bebe cerveja, Cesky Krumlov e uma maravilha!!! Quem sabe animo de bicar uma, se valer a pena jogar fora 99% dela...vamos ver. Ao menos posso responder a pergunta basica: a cerveja e boa mesmo?

Ps: para quem vier a Cesky Krumlov e nao quiser carregar a bagagem toda, eu nao tive problema de deixar minha mochilona no albergue de Praga porque vou voltar pra la depois, para minha ultima noite na cidade antes de embarcar dia 17 para Paris. Trouxe comigo minha mochila de todas as horas, coloquei o basico nela... muito melhor do que carregar as tranqueiras todas.

14 de abril de 2009

Sozinha num quarto com 10 camas! Que maravilha...

Acordei no dia seguinte decidida a ir embora do Sir. Tobys. Eu ate aturaria numa boa a distancia, ja que como estou viajando sozinha e o conceito de vida noturna dos tchecos e bem diferente do nosso... voltar ate 00h pra mim nao e problema. Mas aguentar os holandeses que estao no meu quarto, e pra mim um grande problema.

Sou boazinha, juro! Educada, tento ao maximo evitar uma discussao. Mas nao me provoca muito. E ai...

Chegaram umas meninas no quarto, o que foi suficiente para eu ter coragem de dormir a segunda noite no albergue. E elas falavam espanhol. Otimo. Era a hora deles sentirem a mesma coisa que eu. E falavamos deles em espanhol o tempo todo. E com os babacas olhando com cara de elas estao falando da gente. E eu principalmente estava mesmo. Contando a elas como eles eram. E rindo horrores e ainda olhava para a cara bem direto de um deles pra ele entender que eu realmente estava falando dele. E horrivel isso, mas ai eu consegui dormir melhor.

E nem foi preciso muito tempo para as meninas comprovarem sobre o que eu falava. Em menos de 20 minutos eles foram tao grosseiros e mal educados como foram comigo quando cheguei. So que uma delas era bem esquentada e partiu logo para um esporro basico pelo barulho, pela batecao de porta e pediu que eles respeitassem dois caras (que eu nem tive tempo de conhecer) que estavam dormindo.

Enfim, na manha seguinte peguei minhas coisas, fiz o check out e fui em busca de um outro albergue. As 9h15 da manha ja estava na rua para mais um dia de andancas porque ja tinha conseguido outro albergue e ja tinha deixado minhas coisas. A Plus Hostel, localilzado na Na Florenci 33.

Nao e tao bonito, nao tem a mesma estrutura. Mas e tao bom quanto porque ha algo nele essencial - fica a poucos metros da Old Town Square. Faco tudo a pe e volto a hora que eu quiser. E o detalhe: estou sozinha num quarto que tem 10 camas. Tudo porque acabou o feriado e, com isso, a cidade esta menos cheia (escrever mais vazia seria mentira).

12 de abril de 2009

Que noite MAL dormida

Cheguei ao albergue Sir Tobys pregada. Lindo, boa estrutura, embora um tanto afastado do Centro. Ha senhas para entrar no albergue, as portas dos quartos funcionam com cartoes magneticos, o cafe da manha custa cerca de 4 euros e pode-se comer a vontade. Tudo no estilo " faca voce mesmo". Fogoes ultra-modernos para panquecas, ovos mexidos. O albergue e o melhor em estrutura que ja conheci.

E ai...

Procurei uma cama vazia (sem identificacao), coloquei meu nome nela. Tomei banho e quando estava indo dormir chegaram algumas pessoas. Brasileiros. Foi otimo. Falei portugues, me informei sobre a cidade. Ate que a mineira me disse: voce vai ver as criaturas que estao aqui no quarto com a gente. Sao uns holandeses estranhos...

Como eu estava com muitas pessoas no quarto relaxei. Ate que la pelas 4h da manha....

Uns caras chegaram fazendo maior barulhada. Fingi que estava dormindo e ouvi um deles ficar com raiva porque eu estava na cama. Acho que ele queria ter trocado de cama antes de sair. Paciencia. Continuei fingindo que estava dormindo.

E ai....

Quando as luzes apagaram e eu virei de lado vi que um deles era tao grande que os pes ficavam para fora da cama. Era careca e estava de cueca todo "arreganhado". Procurei outra palavra e nao econtrei. Desculpe-me. Mas era assim mesmo que ele estava. E pra piorar o cara parecia que tinha uma moto no nariz.

Eu obviamente nao dormi. Tentei abafar os som colocando o travesseiro em cima da cabeca e de nada adiantou.

Quando acordei hoje bem cedo conversei, aos sussuros, com a mineira e ela me disse que eles (o grupo de brasileiros do quarto) vao embora hoje. Nao fico naquele quarto com aqueles caras nem amarrada. Isso que e meio complicado (por questao culturais) com os albergues europeus. Quase nao ha quartos separados por genero porque eles contam com o bom senso. Tenho que confessar que e a primeira vez que isso acontece desde que comeceia a usar a albergues com quartos mistos nessa viagem.

Nao acho que seja algo corriqueiro pessoas tao sem nocao de educacao (porque parecia que nao eram 4h da manha e muito menos que estavam praticamente pelados). Segundo a paulistana do quarto, um deles so faltou colocar a bunda na cara dela enquanto arrumava a cama.

Ja estou a procura de um novo albergue. O Sir Tobys e bom. Mas eu quero estar mais perto do Centro. No entanto valeu por um brasileiro que faz mestrado em cinema em Barcelona, e que conheci no Sir Tobys. E como o mundo e pequeno ele conhece Juiz de Fora, conhece o Festival Primeiro Plano e temos conhecidos em comum...

Como hoje e Domingo de Pascoa o comercio esta fechado, entao vou aproveitar para ir ao Castelo e no caminho ver algum albergue para me hospedar.

E Thalita... ta quente!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! Dei sorte, menina! O dia ta lindo. Ceu azul, fresco...

Cheguei onde eu mais queria. Praga! Aqui sim, vou bater perna demais.

9 de abril de 2009

Entre perdas e ganhos, fiquei no 1x1

(esse teclado hungaro ta me irritando profundamente, ainda mais porque o computador e literalmente um pos 486)

Bem, vamos a coisa pratica. Por enquanto, eu estou mais descrevendo algumas coisas da viagem, mas assim que voltar e estiver tranquila vou detalhar precos, onde comer, o que fazer... enfim... as dicas para tornar a viagem possivel. Enquanto isso nao chega, vamos a fatos.

Comprei meu ticket de trem para Veneza por cerca de 17 euros, diferente do da Mariana que foi quase 40 euros. A diferenca e que para saber todos os trens que vao para Veneza e preciso paciencia na maquina da Trenitalia e ir simulando varias compras. A maquina, nao sei se por burrice de quem projetou ou esperteza para esconder os precos, so mostra os precos depois de muito "prossiga" . Entao ta, na luta da paciencia para economia eu ganho em disparada.

E encontrei esse ticket, so que ele parava em Bologna e eu teria que ficar esperando 2 horas. Me conformei e ia parar para almocar na cidade, conhecer um bom molho bolonhesa. E pronto. Estava preparada para as quase 6 horas de viagem.

So que ai... quando cheguei em Bologna vi gente correndo como se tivesse com pressa para conexao. E me dei conta de que havia um trem partindo para Veneza, mas como a conexao e muito rapida e nem todos conseguem fazer, eles deixam em aberto a proxima. Corri como desesperada, afinal chegar mais cedo em Veneza (eu ainda nao sabia o que me aguardava) e deu tempo de fazer tudo. Ate mesmo validar meu ticket. NUNCA ESQUECAM DE FAZER ISSO NA EUROPA OU CORRE O SERIO RISCO DE PAGAR MULTA.

Tudo bem... Cheguei em Veneza bem antes do prazo e pagando bem menos. E ai, comecou minha irritacao com minha honestidade.

Como meu hostel era em Giudecca eu precisaria me movimentar "via vaporeto". Contando todas as idas e vindas, preferi comprar um passe com 48 horas que me custou nada mais nada menos que 28 euros. Ja paguei "p.da vida", mas paguei. Estava irritada porque nao troquei de albergue quando ainda havia vaga no da Mariana. Na verdade, eu fiquei com receio porque em San Polo e barato pensei ser a maior roubada.

E depois me irritei porque poderia ter comprado um de 12 horas para ver o funcionamento e caso mudasse de albergue, nao teria problemas porque nao usaria mais. Enfim, fica ai a licao para quem for a Veneza. O bom de dicas de viagens e que para aparecer uma boa, e preciso que alguem faca besteiras. Estou ai pra isso mesmo!

E ai, eu percebi que ninguem paga o vaporeto. Uma mexicana teve a cara de pau de me dizer que aindava o dia todo com o mesmo ticket e foi nesse momento que minha honestidade me irritou muito! Mas tudo bem, ja estava com o ticket e por conta disso, andava de vaporeto " pra la e pra ca" como se fosse a coisa mais normal do mundo. E por sorte minha eu tinha o ticket porque fui parada pela fiscalizacao. Mostrei orgulhosa o meu passe 48 horas e me dei conta de que nada compensa mesmo (nem mesmo 28 euros) a tranquilidade.

A dica para evitar esse custo adicional e se hospedar mesmo em qualquer lugar, menos Guidecca. Porque mesmo por mais longe que esteja da Piazza Sao Marco ( o ponto de maior importancia para a maioria) e possivel ir caminhando. E ai sim, conhecendo Venenza.

Como ia embora de Veneza horas antes do termino da validacao do ticket pensei em da-lo a alguma mochileira brasileira, mas ficou complicado sair perguntando quem era brasileiro ou nao. E nao ia perder mais tempo com esse bendito Venice Card. Trouxe ele comigo como recordacao.

2 de abril de 2009

Archi Rossi - a Sarah iria gostar!

Tai um albergue que vou fotografar em todos os angulos. Archi Rossi- Florenca. Ja estou em Florenca e o albergue e quase um hotel 5 estrelas. E eu acho que nem e dos melhores, ja que a indicacao para o de Praga e das melhores. Estou num quarto misto, mas das seis camas, somos cinco mulheres e eu a unica nao alema. Esse a Sarah - uma amiga que detesta albergue mais nunca ficou em nenhum - nao ia colocar defeito. Ela so viajaria comigo se fosse num 5 estrelas. Entao, encontrei o que ela quer!!!!

Armarios com chave, banheiro super limpo e computador com internet no quarto- DE GRACA. Por isso, vou tentar postar as fotos ainda hoje. E so ir a recepcao, pegar uma senha e usar. Mas ha outros computadores espalhados pelo hostel, todos liberados. Ha agua gelada, quente e ambiente para beber numa cozinha toda moderninha, lavanderia por 3 Euros - onde vou mais tarde porque nao tive coragem de usar a roupa da noite pulguenta, pizza ou massa DE GRACA das 18h as 20h. Nao posso querer mais nada, pagando uma diaria de 23 Euros. E o cafe da manha tambem e DE GRACA.

Sinceramente, eu indico esse albergue para quem vier a Florenca. E indico para quem nao fica em albergue ou nunca tenha ficado. E um otimo comeco.

31 de março de 2009

O "albergue" e meu quarto misto!

(aviso que tudo estara sem acento porque o teclado e diferente)
Nao perdi minha reserva no albergue ( e isso me economizou gastar dinheiro com novas reservas e a correr como louca quase as 22h atras de uma estada). No entanto, fui "cair" num dormitorio fora do albergue, embora no mesmo predio. Eramos 10 pessoas, sendo NOVE homens. Nao dava pra eu reclamar, afinal para os europeus quarto misto e coisa normalissima. La fui eu. Ja era tarde e ninguem nem olhou pra minha cara. So conversei mesmo com um australiano com cara de indiano que viaja ha um ano fazendo tatuagens mundo a fora. E fiquei ouvindo as historias dele, uma hora em ingles e quando nao entendia, em espanhol (porque ele morou 3 anos na America do Sul).

O quarto nao tinha chave no banheiro e o staff do albergue muito gente boa me deixou usar outro banheiro e prometeram me transferir de quarto, mesmo que no dia seguinte ja fossem outras 3 mulheres.
Ai....

Coca daqui. Coca dali. Luz apagada porque sou educada e nao acendi nada. Mas nao consegui dormir de jeito algum. No dia seguinte...o resultado. Eu tava toda picada. "Bed bugs". So rindo mesmo. Educadamente expliquei o que aconteceu e mostrei (meu braco ta horrivel e meu pe pior ainda) Me trocaram de quarto. Um otimo, limpo, so com mulheres e no proprio albergue.

Virei a sensacao do povo, porque a essa altura do campeonato, independente do idioma... noticia corre. Mas tudo acabou em piada.

18 de março de 2009

Em busca de lugar para dormir!

Correria é algo comum para quem trabalha, está prestes a defender a dissertação de mestrado e ainda planeja sozinha a própria viagem. Então, há uns dias que não posto nada. No entanto, o que estava faltando mesmo é terminar de reservar minhas estadas nos albergues.

Há muitas maneiras de se hospedar barato em qualquer lugar do mundo, seja em hotéis ou albergues. Para os que preferem gastar um pouquinho mais, a rede de hotéis Ibis (http://www.ibishotel.com/) é uma ótima opção. No entanto, eu sou mais adepta do velho e bom albergue. É impressionante que haja ainda no Brasil um preconceito contra os albergues. Eu particularmente, adoro o clima e nunca tive qualquer problema. Pelo contrário, fiz bons amigos viagens a fora e, o mais importante, economizei muito.

Para escolher um albergue, uma boa maneira é pesquisar no http://www.hostelworld.com/ , no http://www.hostelbook.com/ ou no http://www.hostelclub.com/ . Particurlamente, eu usei para quase todas as minhas reservas o hostelworld. O site é fácil de usar e não tive problemas (até agora!!!) com cartões de crédito. Mas vale a pena sempre comparar os preços das diárias porque pode haver variação de um site para o outro.

Em Veneza, tudo é caro demais. Então, as diárias estavam bem acima da média e as opiniões de outros usuários eram, na maioria das vezes, negativas. Corri para um amigo que me indicou o do Hostelling International http://www.hihostel.com/ Costumo ficar nos albergues da rede HI no Brasil porque são os mais organizados, mas fora do Brasil há tantas opções que resolvi experimentar os independentes. Só que em Veneza apelei para o conhecido, embora não fique na principal ilha da cidade.

Em Paris foi outro "suplício". A Cidade Luz tem alguns problemas com limpeza quando o assunto é albergue. Por isso, e imprescindível para quem vai viajar, perder bastante tempo em sites como http://www.tripadvisor.com/ , http://www.mochileiros.com/ e http://www.oviajante.com/ para ver as dicas e roubadas de outros viajantes. Não encontrava nada que me estimulasse pelo preço no hostelworld. A situação piorou no hihostel porque as informações de outros viajantes eram totalmente desestimulantes. Quase fechei o Jules Ferry porque dois amigos tinham me dito que dos piores era o menos pior, até que catando no tripadvisor vi várias opiniões favoráveis ao Albergue da Juventude de Paris (http://www.aijparis.com/). Com preco médio de 22 euros a diária (esse combinava preço, localização e boas considerações).

Eis minha lista dos já reservados, já que há dias que não sei por onde vou querer estar e deixei em aberto, como por exemplo minha ida a Cesky Krumlov na República Tcheca, e também um dia em aberto entre Roma e Florença que não sei o que vou querer fazer ainda.

Roma - Mona Lisa Hostel - 46,70 Euros 4 diárias

Florença - Archi Rossi Hostel - 69,oo Euros 3 diária

Veneza - HI Venezia - 44,00 2 diárias

Budapeste - Backpack GuestHouse - 48, oo Euros 4 diárias

Praga - Sir Toby´s - 61,00 Euros 4 diárias (ficaram mais caros os primeiros dias porque será a Páscoa)

Paris - Albergue da Juventude de Paris - 88,00 Euros 4 diárias

Para reservar, é muito simples. Cartão de crédito. É cobrado 10% do valor total da reserva, além de uma taxa de U$ 2 no caso do hostelworld para cada reserva.

Simples, rápido e espero que eficiente. Agora é esperar experimentar cada um desses e vê se valem a pena ou não.