Como para sonhar não se paga, já começo a pensar num mochilão "volta ao mundo". Mas estou um tanto longe de poder viajar por meses. O que não me impede de já ler bastante sobre isso e acompanhar blogueiras que já fizeram (ou estão fazendo) a tão sonhada volta. Tanto que numa viagem a Praga me rendi à tradição e tasquei as duas mãos nas duas partes da estátua de São João mesmo sem acreditar em santos milagreiros. Mas vai que minhas crenças estão equivocadas? rs
Para quem tá na net catando informações sobre viajar bem e barato, acho que vale muito a pena o post da Cecília no http://www.viajeaqui.com.br/ porque ela dá umas dicas de como planejar os gastos de uma volta ao mundo.
Como o blog pode um dia sair do ar ou coisa do gênero, nesse caso prefiro transcrever aqui.
Quanto dinheiro é preciso pra fazer uma viagem de volta ao mundo?
De Mochila - 23/05/09
Não é a primeira e, certeza, não vai ser a última vez que me perguntam isso, mas, pelo menos, agora eu tenho o link da resposta. A Dani já tinha pedido e, no post passado, reiterou: “Cecília, conta aí quanto é que se gasta numa viagem dessas.” Conto. Verdade verdadeira é que, bem que eu gostaria, mas é praticamente impossível responder a essa pergunta tão diretamente assim, simplesmente porque depende de... bem, de tudo. Tá que você quer passar um ano, mas:
1. Que países você vai visitar? - os gastos são muito diferentes se você pretende concentrar sua viagem na Europa ou na Ásia; na América do Norte ou na do Sul. Se vai gastar US$60 por dia na Suécia, não vai gastar nem um terço disso, comendo melhor, e com mais conforto, na Tailândia. Portanto, procure saber o custo da alimentação, acomodação, passeios e transporte nos seus destinos. Guias de viagem (em papel ou cibernéticos) ajudam muito nessa hora. Lembre-se de considerar a que países está indo em alta e baixa temporada.
2. Qual o grau de conforto que você requer? - você pretende acampar? Está disposto a ficar em albergues e dormitórios ou quer um negocinho mais ajeitado? Vai com mais alguém, pra dividir quarto? (Por mais defensora que eu seja das viagens independentes, tenho que admitir que essa é uma das três desvantagens em que consegui pensar até agora numa viagem desacompanhada: não ter com quem dividir a conta do quarto. As outras duas são: não ter quem passe filtro solar nas suas costas e não ter quem tire fotos pra você aparecer. Resultado: bronzeado exclusivamente frontal e infelizes fotos de braço.) Na Europa, EUA e Oceania, companhia não faz tanta diferença, já que sempre há dormitórios disponíveis. Mas, na Ásia, praticamente todo quarto é privado e, se o valor que eles cobram para duas pessoas não é exatamente o mesmo que cobram para uma, pelo menos é bem parecido. Além disso, tente cozinhar no albergue, quando houver cozinha disponível. Dá pra economizar um bom dinheiro assim.
3. Como pretende se locomover entre um destino e outro? - tem gente, como o assíduo Jotace aqui do blog, que opta pela passagem RTW (Round The World) – leiam o roteiro e a aula dele a respeito na caixa de comentários aqui-, tem gente, como eu, que prefere ver pra onde o vento sopra e ir comprando os bilhetes conforme resolve o que vai fazer. Para a minha viagem, também, conta o fato de que praticamente toda essa parte que envolve Ásia e Europa, eu vou fazer por terra. Essa segunda opção costuma sair mais cara, mas a primeira te limita um pouco. Por outro lado, nela você já sai do Brasil com o transporte praticamente todo quitado.
4. Você pretende trabalhar enquanto viaja? - Claro que isso faz toda a diferença, afinal estamos falando de dinheiro. A decisão de trabalhar come um pouco do seu tempo, se ele é limitado, mas arrumar um emprego vapt-vupt em algum albergue, promovendo o lugar, ou fazendo limpeza duas horas ao dia, em troca de acomodação e às vezes até refeições pode ser uma boa alternativa para cidades em que você pretende passar um pouco mais de tempo. Austrália e Nova Zelândia, por exemplo, têm oportunidades assim pra dar e vender.
Pra eu não parecer vaga, vamos a uma resposta mais prática. Claro que, como algumas pessoas se orgulham de fazer, é possível viajar pela Europa com menos de US$15 ao dia, mas, pra mim, não é muito razoável. Você consegue isso comendo pão com mortadela em todas as refeições e deixando de visitar o Louvre. Se for pra ser assim, é melhor ficar em casa. O mais provável, portanto, numa viagem abrangendo países diferentes e que se equilibram em valores, é que você gaste, ao menos, US$35 por dia, não incluindo as passagens, e sem exageros, mesmo que sem muitas privações.
Duas últimas observações: tente ter sempre uma reserva para casos de emergência (desvalorização da moeda, roubo...), nem que a emergência seja só uma mudança radical de planos. No mínimo, imponha uma margem de segurança aos seus cálculos. Os imprevistos nunca nunca vêm pra fazer dinheiro sobrar, só faltar. Além disso, tenha controle rigoroso de seus gastos. Se você pretendia gastar uma média de US$40 por dia em determinado lugar, mas tem extrapolado o valor com frequência, trate de começar a se policiar, ou corre o risco de ter de voltar pra casa mais cedo que o programado.
É possível se divertir batendo muita perna pelo mundo gastando pouco - Mulheres Viajantes
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29 de maio de 2009
19 de maio de 2009
Tem medo? Vá em grupo então...mas não deixe de ir!!!
Como eu acompanho vários blogs de viagens, conheci muitas "meninas" viajantes. A pergunta mais frequente que recebo por email é: como criar coragem para um mochilão sozinha? A última a me perguntar foi uma homônima (Mônica Sousa, de Floripa) que me achou num outro blog e começamos a conversar. A Mônica ia viajar mas está desistindo porque a amiga desistiu. Mônica, esse post é pra vc!!! Vá, menina!!!
Difícil responder sobre como criar a tal "coragem", além de enumerar as vantagens e desvantagens e sugerir que acompanhe as aventuras das várias blogueiras que se perdem por ai. No entanto, acho que uma boa solução para as mochileiras "nem tão independentes" é seguir um grupo de outros mochileiros. Como?
Uma agência aqui do Rio (http://www.voceviagens.com/ que o dono é meu amigo mas o post não é jabá) está montando um grupo de mochileiros para uma viagem à Europa. Claro que não é a mesma coisa de uma viagem totalmente independente onde se faz só o que tem vontade, mas pode ser um bom começo para que depois dessa (ou quem sabe durante) as "encanadas" deixem de lado o medo e simplesmente encarem uma boa dose de "faça você mesmo"!!!
Agora, sinceramente, deixar de viajar porque a companhia não vai mais é deixar de acumular boas e, talvez as melhores, lembranças da sua vida!!!
Difícil responder sobre como criar a tal "coragem", além de enumerar as vantagens e desvantagens e sugerir que acompanhe as aventuras das várias blogueiras que se perdem por ai. No entanto, acho que uma boa solução para as mochileiras "nem tão independentes" é seguir um grupo de outros mochileiros. Como?
Uma agência aqui do Rio (http://www.voceviagens.com/ que o dono é meu amigo mas o post não é jabá) está montando um grupo de mochileiros para uma viagem à Europa. Claro que não é a mesma coisa de uma viagem totalmente independente onde se faz só o que tem vontade, mas pode ser um bom começo para que depois dessa (ou quem sabe durante) as "encanadas" deixem de lado o medo e simplesmente encarem uma boa dose de "faça você mesmo"!!!
Agora, sinceramente, deixar de viajar porque a companhia não vai mais é deixar de acumular boas e, talvez as melhores, lembranças da sua vida!!!
18 de maio de 2009
Sabe quanto eu gastei em 25 dias por aí?
O meu grande "problema" é que ao ver as fotos me dá uma vontade incontrolável de sair por aí. Dizem que Deus sabe o que faz...E eu tenho certeza. Numa pessoa com pouca grana ele deu habilidade para se virar com muito pouco.
Então, vamos aos custos. Sabe quanto eu gastei na última viagem?
- Passagem aérea (Rio/Roma) que comprei meses antes de viajar e como foi parcelado sentia menos impacto no orçamento: R$ 2.300
- A passagem aérea entre Veneza/Budapeste gastei comprando (muito antecipado) pela Wizzair com transfer (aquele que me deixou em qualquer lugar de Budapeste) - 48 euros
- A passagem aérea de Praga/Paris comprando um pouco mais em cima da hora (pouco mais de 1 mes antes de embarcar) pela Sky Europe me custou 75 euros
- Levei para gastar na Itália e Paris exatos 700 euros (que comprei a 2,80)
- E para Budapeste e República Tcheca como teria que trocar o dinheiro lá e comprar euros é mais compllicado que comprar dólares levei U$600 (que comprei a 2,25)
- Da viagem anterior que fiz a Londres, acabei trazendo do TaxFree cerca de 25 libras que guardei para quando viajasse de novo. (então por ser um dinheiro de retorno e que não me custou nada, não vou computar)
Com isso, soma ai.... Tirando a passagem área que já estava paga quando viajei gastei com TUDO R$3.679. Isso inclue transporte dentro e entre as cidades, comida (e como eu comi), hospedagem, as coisas que comprei pra mim, todas as entradas em museus e afins... Melhor dizendo: tudo que precisei ou quis comprar em 25 dias pela Italia, Budapeste, República Tcheca e Paris.
Três mil seiscentos e setenta e noves reais para 25 dias na Europa? É ou não é barato e possível?
Então, vamos aos custos. Sabe quanto eu gastei na última viagem?
- Passagem aérea (Rio/Roma) que comprei meses antes de viajar e como foi parcelado sentia menos impacto no orçamento: R$ 2.300
- A passagem aérea entre Veneza/Budapeste gastei comprando (muito antecipado) pela Wizzair com transfer (aquele que me deixou em qualquer lugar de Budapeste) - 48 euros
- A passagem aérea de Praga/Paris comprando um pouco mais em cima da hora (pouco mais de 1 mes antes de embarcar) pela Sky Europe me custou 75 euros
- Levei para gastar na Itália e Paris exatos 700 euros (que comprei a 2,80)
- E para Budapeste e República Tcheca como teria que trocar o dinheiro lá e comprar euros é mais compllicado que comprar dólares levei U$600 (que comprei a 2,25)
- Da viagem anterior que fiz a Londres, acabei trazendo do TaxFree cerca de 25 libras que guardei para quando viajasse de novo. (então por ser um dinheiro de retorno e que não me custou nada, não vou computar)
Com isso, soma ai.... Tirando a passagem área que já estava paga quando viajei gastei com TUDO R$3.679. Isso inclue transporte dentro e entre as cidades, comida (e como eu comi), hospedagem, as coisas que comprei pra mim, todas as entradas em museus e afins... Melhor dizendo: tudo que precisei ou quis comprar em 25 dias pela Italia, Budapeste, República Tcheca e Paris.
Três mil seiscentos e setenta e noves reais para 25 dias na Europa? É ou não é barato e possível?
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14 de fevereiro de 2009
Mudando roteiro
É mais do que chover no molhado, mas planejar uma viagem é quase tão bom quanto viajar. Beleza, concordo. É mesmo. Mas é quase. É provável que algumas vezes tantos detalhes deixem você estressada. Cada um encontra uma saída. A minha é abrir alguma página com fotos e começar a imaginar como eu estaria lá. Ou começo a pensar nas músicas que não podem faltar no mp3... O estresse passa rapidinho.
Mas acho inevitável alguns contratempos no planejamento de uma viagem independente. No final, como só contamos com nossa capacidade de superação, tudo se ajeita e ainda aparecem novos sites de busca, novos blogs com ajudas...
E foi assim hoje. Primeiro descobri que uma grana que deveria entrar para a viagem, por força maior do “destino” não vai mais. Então, lá vou eu para a internet. Deixar de viajar não vou. Isso está fora de cogitação. Então, o que fazer? Remanejar... enquanto para os executivos isso significa redução de pessoal, para uma “viajante com pouca grana” é buscar o mesmo prazer em outras fontes... Nisso, Amsterdam saiu da minha rota e vou ficar mais tempo em Praga. Não cheguei a ficar decepcionada porque a República Tcheca está muito além de Praga. Só que é a segunda vez que vou a Europa e Amsterdam fica de fora. Mas enfim... não pretendo nem de longe morrer agora e cidade fica para a próxima.
E por que cortar Amsterdam? Primeiro porque meu foco nessa viagem eram as cidades italianas e o Leste. Segundo porque é um grande deslocamento, as passagens estão mais altas e ainda teria outro deslocamento até Paris. E terceiro e mais decisivo: a cidade é cara! Nada que não justifique uma grande viagem pra lá, mas depois de pesquisar com outros mochileiros em blogs diversos, fóruns e afins... cheguei a essa decisão.
Com isso, algumas outras cidades que ainda tinha dúvida se conseguiria visitar - porque não pretendo de jeito algum fazer "bate e volta" em Praga - se tornaram possíveis: Ceske Krumlov e Brno. Ou mesmo Bratislava.
Vamos ver. Meu planejamento recomeça e com isso volto para as paginas de passagem aérea procurando uma de Praga para Paris...
Mas acho inevitável alguns contratempos no planejamento de uma viagem independente. No final, como só contamos com nossa capacidade de superação, tudo se ajeita e ainda aparecem novos sites de busca, novos blogs com ajudas...
E foi assim hoje. Primeiro descobri que uma grana que deveria entrar para a viagem, por força maior do “destino” não vai mais. Então, lá vou eu para a internet. Deixar de viajar não vou. Isso está fora de cogitação. Então, o que fazer? Remanejar... enquanto para os executivos isso significa redução de pessoal, para uma “viajante com pouca grana” é buscar o mesmo prazer em outras fontes... Nisso, Amsterdam saiu da minha rota e vou ficar mais tempo em Praga. Não cheguei a ficar decepcionada porque a República Tcheca está muito além de Praga. Só que é a segunda vez que vou a Europa e Amsterdam fica de fora. Mas enfim... não pretendo nem de longe morrer agora e cidade fica para a próxima.
E por que cortar Amsterdam? Primeiro porque meu foco nessa viagem eram as cidades italianas e o Leste. Segundo porque é um grande deslocamento, as passagens estão mais altas e ainda teria outro deslocamento até Paris. E terceiro e mais decisivo: a cidade é cara! Nada que não justifique uma grande viagem pra lá, mas depois de pesquisar com outros mochileiros em blogs diversos, fóruns e afins... cheguei a essa decisão.
Com isso, algumas outras cidades que ainda tinha dúvida se conseguiria visitar - porque não pretendo de jeito algum fazer "bate e volta" em Praga - se tornaram possíveis: Ceske Krumlov e Brno. Ou mesmo Bratislava.
Vamos ver. Meu planejamento recomeça e com isso volto para as paginas de passagem aérea procurando uma de Praga para Paris...
24 de janeiro de 2009
Sonhando com o mochilão!
Nada melhor do que acordar um dia e ter a certeza de que já e hora de preparar um mochilão. A melhor dúvida é pensar: pra onde ir???????? Eu queria Europa de qualquer maneira. Como pesquiso cidades, nada melhor do que as mais antigas. E minha ultima viagem foi para NY, então é hora de voltar ao "velho mundo". As únicas informações que eu tinha nesse momento eram: teria 28 dias para viajar, seria entre o final de março e o final de abril. Iria sozinha. E NAO TINHA ECONOMIAS O SUFICIENTE!!!!!!!!!!!
Primeiro eu assumi o risco e vou de qualquer jeito. Há sempre uma boa maneira de conciliar a alma de viajante num bolso apertado...
Se já se tem idéia do lugar, é uma etapa a menos. Não é o meu caso. Com um guia em mãos, comecei a escolher para onde ir, pensando onde valeria a pena voltar e quais lugares seriam ideais para uma primeira vez. Ganhei o "Guia do Viajante Independente" de presente do meu pai (que entende perfeitamente minha necessidade de sair por aí) mas acho que qualquer outro bom guia é o melhor começo. Há os da Folha de São Paulo ou da Lonely Planet ou mesmo os da internet para aqueles que não querem gastar com nada no momento ou que não têm um amigo pra pedir emprestado.
Devorei o livro por dias, comecei a querer ir para vários lugares e para evitar ficar "viajando" no improvável por tempo demais, comecei a abri o Google Maps diariamente e observar distâncias, trechos possíveis. Acho que esse é o começo da definição. Tem cidades que estão nos sonhos de 9 em cada 10 viajantes. E aí, a viagem pode ser a clássica com Paris, Londres, Madri, Berlim, Roma... Ou pode ser a aventura pelo Leste Europeu com Praga, Budapeste, Viena...
No meu caso, eu tendia a ter um pouco de cada coisa. Não queria ficar presa aos clássicos e nem fugir deles. Então, comecei a pensar minha viagem (que é importante dizer, será sozinha e isso sem dúvida me deixa muito mais livre para escolher) numa mistura de um pouco de cada, conciliando com meu orçamento apertado.
Lendo o guia e vendo as cidades que me interessavam mais nesse momento e a maneira de como convergir meu interesse com a malha ferroviária, alternei meu interesse entre as clássicas "caras" (mas há maneiras de torná-las possíveis e é pra isso que existe esse blog) e as baratas e curiosas cidades do Leste Europeu.
Assim, depois de semanas de pesquisa, sacolejo no metrô lendo o guia, leitura de blogs e mais blogs, bate papo com amigos, leitura de posts nos sites www.oviajante.com e www.mochileiros.com .... Defini que meu mochilão 2009 será: Roma/Florença/Veneza/Budapeste/Praga/Amsterdã/Paris. O mais interessante é que por mais que tenha "fechado" nessas cidades, me sinto livre para mudá-las ao longo do meu planejamento ou mesmo enquanto estiver viajando. A graça do mochilão independente é essa. Querer ficar mais um dia aqui, abrir mão de um dia lá para conhecer outra cidade que nem sequer tinha ouvido antes. O bate papo na viagem, os encontros com outros viajantes rendem sempre novas histórias e novos traçados.
A princípio fiquemos assim. Só na volta posso dizer ao certo meu roteiro.
Escolhido o roteiro... é hora de partir para os custos, as passagens, a hospedagem... que serão os temas dos próximos posts.
Primeiro eu assumi o risco e vou de qualquer jeito. Há sempre uma boa maneira de conciliar a alma de viajante num bolso apertado...
Se já se tem idéia do lugar, é uma etapa a menos. Não é o meu caso. Com um guia em mãos, comecei a escolher para onde ir, pensando onde valeria a pena voltar e quais lugares seriam ideais para uma primeira vez. Ganhei o "Guia do Viajante Independente" de presente do meu pai (que entende perfeitamente minha necessidade de sair por aí) mas acho que qualquer outro bom guia é o melhor começo. Há os da Folha de São Paulo ou da Lonely Planet ou mesmo os da internet para aqueles que não querem gastar com nada no momento ou que não têm um amigo pra pedir emprestado.
Devorei o livro por dias, comecei a querer ir para vários lugares e para evitar ficar "viajando" no improvável por tempo demais, comecei a abri o Google Maps diariamente e observar distâncias, trechos possíveis. Acho que esse é o começo da definição. Tem cidades que estão nos sonhos de 9 em cada 10 viajantes. E aí, a viagem pode ser a clássica com Paris, Londres, Madri, Berlim, Roma... Ou pode ser a aventura pelo Leste Europeu com Praga, Budapeste, Viena...
No meu caso, eu tendia a ter um pouco de cada coisa. Não queria ficar presa aos clássicos e nem fugir deles. Então, comecei a pensar minha viagem (que é importante dizer, será sozinha e isso sem dúvida me deixa muito mais livre para escolher) numa mistura de um pouco de cada, conciliando com meu orçamento apertado.
Lendo o guia e vendo as cidades que me interessavam mais nesse momento e a maneira de como convergir meu interesse com a malha ferroviária, alternei meu interesse entre as clássicas "caras" (mas há maneiras de torná-las possíveis e é pra isso que existe esse blog) e as baratas e curiosas cidades do Leste Europeu.
Assim, depois de semanas de pesquisa, sacolejo no metrô lendo o guia, leitura de blogs e mais blogs, bate papo com amigos, leitura de posts nos sites www.oviajante.com e www.mochileiros.com .... Defini que meu mochilão 2009 será: Roma/Florença/Veneza/Budapeste/Praga/Amsterdã/Paris. O mais interessante é que por mais que tenha "fechado" nessas cidades, me sinto livre para mudá-las ao longo do meu planejamento ou mesmo enquanto estiver viajando. A graça do mochilão independente é essa. Querer ficar mais um dia aqui, abrir mão de um dia lá para conhecer outra cidade que nem sequer tinha ouvido antes. O bate papo na viagem, os encontros com outros viajantes rendem sempre novas histórias e novos traçados.
A princípio fiquemos assim. Só na volta posso dizer ao certo meu roteiro.
Escolhido o roteiro... é hora de partir para os custos, as passagens, a hospedagem... que serão os temas dos próximos posts.
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