Andar pelas ruas de uma cidade é uma arte, já disse Rubens Fonseca. No seu conto “A arte de andar nas ruas do Rio de Janeiro”, o autor conta a história de Epifânio, um andarilho que passa seus dias e noites caminhando pelo Centro do Rio de Janeiro. E a dica de hoje é exatamente essa: perca-se por lá!
Perder-se pelo Centro é quase uma obrigatoriedade para viajantes e, até mesmo, moradores da cidade. No ir e vir apressado do dia-a-dia é comum esquecer-se de apreciar as “velhas” construções, casarões, o puro jeito de viver na cidade que não está nos guias turísticos. É muito mais um sentir do que ver. São esses “pequenos” detalhes do cotidiano que dão charme às histórias peculiares de todo viajante.
Não se trata de economia no transporte. Andar a pé sem dúvida é uma das melhores maneiras de conhecer um local – além, é claro, de fugir do caos do transporte público. Imagine-se numa cidade com história e cultura transbordando em cada esquina. Qual a graça de atravessá-la por baixo da terra?
Claro que nem todo “flâneur” gosta de sentir-se perdido. Para os que precisam estar seguros, mesmo na metáfora do perder-se, alguns sites disponibilizam downloads gratuitos de mapas para celulares. Numa pesquisa rápida no Google apareceram centenas de referências a esses sites. Basta procurar um adequado à região escolhida e pronto. Ou mesmo usar um GPS ou o site oficial do turismo da cidade http://www.riodejaneiro-turismo.com.br/pt/
Nas ruas do Centro do Rio, o trecho entre a Praça Mauá e a Cinelândia (ou seja, toda a extensão da Avenida Barão do Rio Branco) é passeio para uns dois ou três dias. E haja pernas!
Não se trata de seguir a linha reta da avenida, mas de se aventurar pelas ruas que a cortam. E aí, é possível encontrar uma infinidade de percursos que fazem parte do imaginário da literatura e da história do Brasil. Rua Sete de Setembro, a Gonçalves Dias, Rua do Ouvidor, Rua da Quitanda (...). Nesse percurso pelo Centro histórico-financeiro da ex-Capital Federal, é fácil encontrar o Museu de Belas Artes, a Biblioteca Nacional, o Teatro Municipal, a Praça Tiradentes, a Igreja da Candelária, o Paço Imperial (...), além de alguns dos principais centros culturais do Rio, como o da Caixa Econômica, dos Correios e o do Banco do Brasil.
Os que quiserem mesmo uma boa dose de Rio de Janeiro, devem deixar a frescura de lado e reservar um tempo para a Rua da Alfândega, popularmente conhecida como região do Saara. Barulhenta e cheia de gente, quantas ruas podem dar-se o luxo de ter uma rádio própria? São ao todo 1200 lojas distribuídas entre Rua da Alfândega e adjacências. O lugar é tão peculiar que se autodenomina a ONU Brasileira por causa da variedade de raças e credos. Lá se encontra de quase tudo. http://www.saarario.com.br
Se não for suficiente para um choque de realidade do que o Rio de Janeiro tem de melhor, que é sua diversidade, que tal alguns passos em direção ao aglomerado de boxes num comércio “legal” (?) da Uruguaiana? Um mercado popular ou, melhor dizendo, um camelódromo gigantesco com toda a variedade de produtos a preços realmente populares. Lá se encontram a preços em conta os souvernirs da viagem para presentear os amigos. E é fácil programar as compras - http://www.mercadouruguaiana.com.br/classifieds
Seguindo sempre seu caminho instintivo, se vir uma igreja que parece qualquer coisa menos uma igreja, pronto, você acaba de encontrar a peculiar Catedral Metropolitana de São Sebastião. E pode fazer o teste: se perguntar a alguém (mesmo carioca) “o que é aquilo?”, corre o sério risco de não saberem responder. Se estiver nesse ponto de avistar “aquele aquilo”, é provável que cedo ou tarde os Arcos do Aqueduto apareçam na sua frente. Bem vindo, você estará na Lapa – um local que sem dúvida deve estar no seu roteiro noturno pela cidade. De um lado o Circo Voador e do outro a Fundição Progresso, a região é hoje uma das mais boêmias da cidade. Os Arcos da Lapa são famosos aquedutos construídos em 1750 e que, turisticamente, são mais conhecidos por estarem no percurso do Bondinho de Santa Teresa.
Falar em andar no Centro de uma cidade como o Rio (e sinceramente, acho que a lógica do perder-se para conhecer a cidade se aplica a qualquer destino) é deixar em aberto a possibilidade da descoberta. Um novo bar, uma nova galeria de arte, novas lojas, novos personagens, novas histórias (...)
Impossível tentar esgotar histórias e dicas sobre o Centro do Rio – o caminho certo é criado pelo percurso instintivo (ou não) de cada um dos viajantes.
*Crédito da foto: Clujnapoca
*Esse texto é a reprodução da Coluna Batendo-Perna no site Descubra Brasil (15.03.2010)
É possível se divertir batendo muita perna pelo mundo gastando pouco - Mulheres Viajantes
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7 de maio de 2010
2 de maio de 2010
Trindade por menos de R$ 300
Quanto vale um final de semana num lugar com belas e vazias praias, sem engarrafamento, com cachoeiras? Pra mim isso é dádiva, considerando um feriadão prolongado carioca de cinco dias. Desses, passei 3 noites em Trindade. E paguei menos de R$ 300 para ficar a toa todos os dias andando de praia em praia, dormindo de praia em praia e me divertindo entre as trilhas para piscina natural e a cachoeira da Pedra que Engole (próximo post)
Orçamento
Passagem: Cerca de R$ 100
Hospedagem: R$ 90
Alimentação: R$ 24 / dia
Aula de Yoga: R$ 7
É ou não é barato? Sempre há um lugar BBB pra ir perto de casa. Isso vale pra qualquer região de um país tão diversificado como o Brasil.
* Crédito da imagem: www.obviousmag.org
Orçamento
Passagem: Cerca de R$ 100
Hospedagem: R$ 90
Alimentação: R$ 24 / dia
Aula de Yoga: R$ 7
É ou não é barato? Sempre há um lugar BBB pra ir perto de casa. Isso vale pra qualquer região de um país tão diversificado como o Brasil.
* Crédito da imagem: www.obviousmag.org
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6 de abril de 2010
Nordeste Carioca
Sabe aquela música: “Minha vida é andar por esse país pra ver se um dia eu descanso feliz”? Ali, pertinho do Terminal Rodoviário do Rio de Janeiro você pode chegar ao nordeste sem precisar viajar. Um espaço sem muito atrativo à primeira vista se revela um dos pontos de maior diversidade cultural do Rio, além de ser diversão garantida nos finais de semana - a famosa Feira de São Cristovão, oficialmente conhecida como Centro de Tradições Nordestinas Luiz Gonzaga. Forró, xoté, baião, maracatu, xaxado, axé...Tem de tudo.
Muitos viajantes ficam tão deslumbrados com a beleza natural do Rio de Janeiro que não se dão conta de que a riqueza da cidade está além das praias e do samba nos morros e na Lapa. E vão embora sem conhecer a mistura fascinante do carioca com o nordestino. Não é só pela música que está em todo canto da feira, mas pela literatura de cordel, pelo repente, pelo artesanato, pela culinária (...) e claro pelos muitos nordestinos vestidos “a la” Luiz Gonzaga.
A feira, que durante muitos anos ficou a céu aberto com barraquinhas simples, em 2003 foi transferida para o pavilhão de São Cristovão e transformada num complexo de bares, restaurantes e espaços para shows. Ao todo são 700 barracas distribuídas em ruas internas que recebem os nomes de nordestinos ilustres, como Padre Cícero, Jakcson do Pandeiro, entre outros. Se quiser ver como são as atrações da feira, vale a pena uma conferida na TV Pau de Arara ou no Jornal da Feira que mostram as novidades e informações sobre shows.
Como aqui a gente fala de coisas baratas, vamos lá! Há restaurantes para todos os bolsos - alguns com ar condicionado e com vista para os palcos principais de shows. Outros, mais simples, também são ótimos e mais em conta. Minha dica é o Chiquita. Como não tem ar condicionado os preços são mais baixos - Baião de Dois como prato principal e também como guarnição. Vale uma conferida na picanha de carne de sol com mandioca frita e baião de dois. Serve satisfatoriamente 3 pessoas por menos de R$ 60. Para sobremesa vale a pena escolher uma das muitas barracas de tapioca tradiconal com coco e manteiga de garrafa por R$ 2. Tudo genuinamente nordestino, até no sotaque.
O Nordeste tem muito a oferecer além de refrões impregnantes como “Você não vale nada mais eu gosto de você”. Para conferir, Campo de São Cristovão, S/Nº. Telefone: 21 2580-5335. De terça a quinta-feira os restaurantes abrem para o almoço. Das 10h de sexta-feira às 22h de domingo todas as barracas e restaurantes funcionam initerruptamente animados por trios, bandas de forró e shows de repentistas e cordelistas.
Ah sim, a entrada não é franca, mas muito em conta - R$2.
* Credito da foto: site da prefeitura do Rio de Janeiro
*Esse texto é a reprodução da Coluna Batendo-Perna no site Descubra Brasil (31.03.2010)
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26 de fevereiro de 2010
O que fazer no Rio de Janeiro que não inclua o tripé: sol, suor e multidão?
Embora possa parecer out, nem todos que viajam durante o Carnaval estão em busca de se tornarem sambistas ou foliões. Claro que nessa época a hospedagem é mais cara (mesmo para os que acampam), a passagem área vai, literalmente, às alturas, há trânsito, rodoviárias e aeroportos entupidos (...) Por que sair de casa então? E "pior", por que ir para o Rio de Janeiro, uma das maiores concentrações de carnavalescos do mundo? Porque é feriado e são quatro dias para aproveitar. Simples assim.Praias
- As praias estarão cheias, mas nada que não possa ser contornado indo mais cedo. Isso facilita não só para procurar um bom espaço na areia como também ter a garantia de um guarda-sol. Um guarda-sol na Zona Sul pode variar de R$ 5 a R$ 10. As cadeiras são à parte e custam em média R$ 3.
Dica: Os quiosques de algumas praias da Barra da Tijuca, como os da Praia da Reserva, não cobram o guarda-sol/cadeiras dos clientes. Converse com o “barraqueiro” e tente conseguir de graça se estiver consumindo na barraca.
- Comer nas praias do Rio se tornou algo um pouco complicado. Explica-se: há no Rio o choque de ordem, que restringe a venda de alguns alimentos e bebidas. Ou seja, aquele queijo coalho (adorado pela Sílvia Oliveira) e o camarão não podem mais ser vendidos porque estão em palitos e são manipulados na areia. Para economizar vale até passar num supermercado antes de ir à praia - sem promover uma "farofa" pelo amor de Deus! Quando a praia começar a encher é hora de seguir para outros passeios - como os pontos turísticos. Parte dos foliões estarão na praia, que depois das 11h parece show de virada do ano, e a outra parte nos blocos.
Pontos turísticos - Os pontos turísticos são sempre cheios (seja feriado ou não). Então não é nenhuma novidade. No entanto, nessa época do ano os "enganam turistas" chegam a cobrar uma fortuna para levar a um passeio. Se você não tem dinheiro para jogar fora e costuma fazer os passeios "by youself" vale ficar atento:
- O Bondinho do Pão de Açúcar fica na Urca. Custa R$ 44 (meia-entrada para estudantes e cariocas/moradores do Rio de Janeiro e Grande Rio). Para quem não quiser pagar táxi/ônibus, só usar o metrô até a Estação de Botafogo e pegar a integração (metrô de superfície) para a Urca.
Dica: Para os que se aventuram a seguir a trilha do Morro da Urca, e ainda querem economizar alguns reais, a pedida é subir a pé. É possível admirar a vista do que seria a primeira parada do Bondinho em uns 40 minutos de caminhada (só que de graça!!!). Lembre-se de levar água porque, quando chegar sedento lá em cima, o preço da água pode balançar o bom humor. Os que subirem a pé até o Morro da Urca e de lá quiserem ir ao Pão de Açúçar, o valor do ingresso é R$ 22.
- O Cristo Redentor é uma das maiores atração turística do Brasil. E é comum visitar o Corcovado no mesmo dia da visita ao Pão de Açúcar - aí está o momento em que os "enganam turistas" ganham dinheiro fácil. A distância entre ambos não é muito longa. Nos acessos às bilheterias, tanto de um ponto quanto do outro, há vários taxistas ou "motoristas independentes" que chegam a cobrar R$70 para levar de um a outro. Se quiser ir de táxi, tudo bem, peça pra ligar o taxímetro. Mas se quiser mesmo economizar, a dica é ir de metrô. Muito simples. Basta pegar o metrô de superfície da Urca a Botafogo. De lá, seguir até a estação do Largo do Machado. Pegar um ônibus que vá para o Cosme Velho, que chega em menos de 10 minutos - (Quem é adepto da caminhada, em cerca de 20 minutos é possível ir da Urca ao metrô de Botafogo).
- No Jardim Botânico é o melhor lugar para quem procura natureza, beleza e tranquilidade. Levar um livro, levar o namorado ou simplesmente deitar lá e cochilar. Mas pode esquecer fazer um piquenique na grama - é proibido. Para compensar o lugar é lindo! E vale MUITO a pena caminhar pelas margens do Rio dos Macacos, que atravessa o Parque da Tijuca, passa pelo Jardim Botânico e vai até sua foz, na Lagoa Rodrigo de Freitas. Não é uma grande trilha, mas vale a pena seguir pelo rio e a margem de Mata Atlântica.
- Caminhar pelas ruas do Centro do Rio de Janeiro é relembrar não só a aulas de histórias do Brasil como da literatura. Experimente as ruas Do Lavradio, Do Ouvidor ou o Passeio Público que tanto encantavam Machado de Assis. Uma dica é entrar na Confeitaria Colombo fundada em 1894 (que tem uma filial no Forte de Copacabana). Os quitutes não são os mais barato, mas vale pela construção histórica e os espelho belgas e italianos que ainda são os mesmos da época.
Há muito que fazer na cidade para caber numa coluna. Então, esses são alguns dos passeios que todo turista faz quando está no Rio e não deve deixar de fazê-lo porque há multidões pelo caminho. Para se informar para onde ir e não ir, o palpite é checar no Guia Oficial do Carnaval. Assim fica fácil descobrir o dia em que é possível percorrer as ruas de Santa Teresa com tranquilidade (há muitos blocos no bairro). E não estranhe se só cobrarem R$0,60 pelo ticket do Bondinho de Santa Teresa. É barato mesmo.
*Esse texto é a reprodução da Coluna Batendo-Perna no site Descubra Brasil (10.02.2010)
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23 de fevereiro de 2010
Um dia em Penedo por R$ 34,10
A dica para gastar pouco em Penedo: hospedar-se em Resende/Volta Redonda e fazer "bate e volta". Não precisei passar fome (ao contrário!) para gastar pouco na cidade. O que percebi é que Penedo tem pousadas caras - tem até mais pousadas que residências - e restaurantes tão caros quanto. No entanto, é possível (e provo!) se divertir na cidade gastando pouco.
Uma das vantagens em se optar por um passeio a Penedo é que, mesmo sendo a maior colônia filandesa do Brasil, há pouco para se ver. O que atrai em Penedo: o "clima europeu", a grande variedade de restaurantes que oferecem foudue e trutas no cardápio, os chocolates e a Casa do Papai Noel (aberta o ano todo) e a sorveteria Finândes. E a combinação cachoeira/restaurante/sorveteria/Casa do Papai Noel possibilita um dia inteiro na cidade. Então, se não for para se hospedar, não se gasta tanto na cidade - embora para os que possam pagar e tenham tempo, ficar numa pousada/chalé a beira do Rio das Pedra deve ser incrível.
Para chegar a Penedo, vou considerar o custo desde Resende que é parada para quase todos (cada destino até lá tem um valor). Além disso, muitos que por acaso estejam na região do Vale do Paraíba podem fazer o passeio bem mais em conta.
Custos- Passagem Resende/Penedo R$ 2,55 - Trechos de ida e volta R$ 5,10
- Almoço - R$ 22,99
- Sorvete Finlândes - R$ 6,00
Para quem sair do Rio de Janeiro, a passagem de ida e volta de Resende fica em R$ 55,00. E aí, considerando o tempo de viagem até lá (uma 2h30) talvez valha mais a pena dormir pela região.
É ou não é possível?
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Cachoeira, sol e calor na "fria" Penedo
Daz vezes que ouvi comentários sobre Penedo (cidade do Estado do Rio, ao lado de Resende) o que mais se destacava era o frio "a la" São José dos Campos que faz na cidade. Resolvi conhecer Penedo no final de semana. Como estamos no verão, pensei em ser menos frio e lá fui eu: banquei a "carioca típica" e fui de moleton, blusa de manga comprida (embora fininha) e tênis/meia - com uma camiseta ribana na bolsa, que me salvou o dia. Nem esperava sentir um frio invernal, mas não imaginava que o calor carioca migrava pra lá - e tomei banho na cachoeira mesmo assim (há jeito pra quase tudo na vida!)
No verão, vale a pena visitar as cachoeiras da cidade. Para os que têm preguiça de caminhar e procuram a facilidade/praticidade, as melhores opçõe de divertimento são as mais próximas ao Centro de Penedo - Três Cachoeiras.
Três Cachoeiras
Limpeza, águas limpas à beira de uma avenida
Elas ficam a margem da avenida e embora não tenham grandes quedas são ótimas opções de banho - uns 25 minutos de caminhada desde a área mais central, mas quem preferir pode pegar um ônibus já que está a margem da avenida.
Outra excelente opção (que foi a que eu segui) é fazer uma trilha e chegar à Cachoeira de Deus. Mas como fica na parte alta da cidade, o mais aconselhável é subir de ônibus e, se quiser, fazer a caminhada de volta. Do ponto de ônibus, é que começa a trilha.
A trilha é bem tranquila, embora mal sinalizada. Dura uns 15 minutos mata a dentro e é preciso ter um mínimo de espírito de aventura nas descidas. A maior queda d´água da cidade é a dessa cachoeira e mede cerca de 15 metros.
Vendo essa água transparente e as piscinas naturais de matar um sedento, abri mão da vergonha, A "essa altura do campeonato" eu já estava sem tênis, sem meias e com a camiseta ribana. E com a desculpa de que tem roupas de baixo (melhor ser clara e objetiva - calcinhas) que são maiores que biquinis, escolhi um espaço mais vazio, "loteei" um trecho da piscina natural atrás de uma pedra (a maior na foto) e lá fiquei.... Nada de nadar feito sereia ou pular na água - sentadinha e descansado....aproveitei meu dia refrescante.
Da Cachoeira de Deus ao Centro de Penedo caminhei por quase (ou mais de) 1 hora, já com a bendita calca de moleton seca de tanto calor que fazia. Era a hora de conhecer a cidade.
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8 de fevereiro de 2010
Descubra Brasil - viajando pelo Brasil de um novo jeito
O Descubra Brasil é um portal de viagem, informação e cultura que ajuda o viajante independente a montar sozinho a própria viagem. Uma espécie de "made by yourself" com informações de hospedagem, dicas de destinos, notícias e eventos em várias partes do Brasil. Há outras duas colunas de viagens, como a da Sílvia Oliveira do site Matraqueando e da Geisa Brito com a coluna "Pé na Estrada". E para quem quiser saber sobre os eventos culturais, há a coluna "Atrás da Cortina", com Pedro Paulo Cava.
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17 de janeiro de 2010
Um dia de bicicletas em que Ipanema parece um bairro qualquer
Há um outro lado da cidade que ainda nao conhecia. E como a idéia é conhecer de ponta a ponta o mapa que recebi, achei que seria uma boa oportunidade aproveitar as ótimas ciclovias de Santiago. Um dia lindo. Agradável. Temperatura por volta de 28 a 32 graus.
Aluguei uma bicicleta numa das agências que promovem passeios. Um passeio em grupo custa em média 15 mil pesos ( R$ 60). Achei caro e nao queria ir num grupo. Meu egoísmo aflora nessas horas em que quero fazer o que eu quiser e nao seguir grupos. Mesmo porque, os grupos costumam andar pelos pontos turisticos e esses eu ja tinha feito a pé.
Entao, paguei 5 mil pesos (R$ 20) e fiquei por 4 horas conhecendo outra parte de Santiago. Para me sentir mais segura segui por avenidas com ciclovias. Ótimas. Avenida Cristobal Colon, Procuro, Bilbao... Confesso que nao consegui usar o "casco", ou seja, o capacete de seguranca. Apertado.
É tudo tao organizado e bonito. As áreas nobres muitas vezes tao arborizadas e limpas fazem Ipanema (sem a praia) parecer um bairro qualquer.
Aluguei uma bicicleta numa das agências que promovem passeios. Um passeio em grupo custa em média 15 mil pesos ( R$ 60). Achei caro e nao queria ir num grupo. Meu egoísmo aflora nessas horas em que quero fazer o que eu quiser e nao seguir grupos. Mesmo porque, os grupos costumam andar pelos pontos turisticos e esses eu ja tinha feito a pé.
Entao, paguei 5 mil pesos (R$ 20) e fiquei por 4 horas conhecendo outra parte de Santiago. Para me sentir mais segura segui por avenidas com ciclovias. Ótimas. Avenida Cristobal Colon, Procuro, Bilbao... Confesso que nao consegui usar o "casco", ou seja, o capacete de seguranca. Apertado.
É tudo tao organizado e bonito. As áreas nobres muitas vezes tao arborizadas e limpas fazem Ipanema (sem a praia) parecer um bairro qualquer.
Até onde pernas curtas podem ir?
Caminhar por Santiago é quase uma obrigaçao para quem está a passeio na cidade. E confesso: caminhei tanto na ida sem me dar conta da volta, que precisei voltar de metrô! Resolvi que ia conhecer uma outra Santiago indo desde a Providência ao bairro Quinta Normal, que é o outro extremo da cidade. Ou seja, ia cruzar mais da metade de Santiago a pé, seguindo o máximo por "linhas retas".
As ruas sao um convite a parte, além dos dias lindos e de calor que fazem em janeiro. Caminhando cruzando por parques lindos, como a Plaza del Aviacion, despois da Plaza Itália e o Parque Forestar cheguei ao Cerro Santa Lucia. Uma caminhada que vale muito a pena e que demora muito pouco - cerca de 30 minutos para chegar e outros 20 minutos para subir.
Dessa vez resolvi subir ao cume do Santa Lucia. Nada mal para quem estava apenas começando o dia. A vista de Santiago é realmente bonita, mas nao pode ser uma substituiçao da vista do Cerro San Cristoban, bem mais alto. A entrada é gratuita e o máximo que se pode gastar é na moeda de 100 pesos (uns R$0.70) para o observatório. Há lá em cima, claro, espaços ótimos para descanso e acabei me dando o direito de deitar e ler um pouco num banco em baixo de uma árvore - bem pouco mesmo já que cochilei e acordei com a barulhada de uns brasileiros que tinham acabado de chegar.
De lá, segui para a área Central da cidade e fui novamente ao La Moneda. Fechado. Explico: de acordo com um dos seguranças por causa de vandalismo de alguns nas visitas (como sujar paredes, riscá-las) está temporariamente suspenso as visitas). Como estava fechado e estava começando a ter fome, fui novamente ao Mercado Central para experimentar outra comida típica do chile. Como o Ceviche, mas dessa vez 1/2 porçao (2.500 pesos - uns R$ 10). Sinceramente, nao gostei muito embora todos indiquem.
Na continuaçao da empreitada do dia, acabei olhando para o alfajor e nao resisti. Que seja a sobremesa argentina no Chile.
E aí começam minhas andanças atrás da outra Santiago. Da menos turística, da menos limpa, dá menos organizada e nem por isso, menos linda. Poucos minutos depois do La Moneda, seguindo pela Avenida Libertador Bernardo O´Higgins já se começa a perceber as transformaçoes. As avenidas e ruas, embora ainda muito largas, dao lugar a camelôs, a sujeiras nas ruas (nada que seja patológico), comércio mais simples, lojas mais baratas e mais barulho. Como é uma área menos frequentada por turistas, é possível perceber a verdadeira cara chilena.
Um belo parque nas proximidades do bairro Brasil. A essa "altura do campeonato" eu realmente já estava bastante cansada e para resguardar meu maior patrimônio, voltei de metrô, já que a Quinta Normal é estaçao terminal da linha verde de metrô. Já era tarde quando voltei, embora com dia claro (no verao, às 21h e ainda há sol!)
A trilha sonora do dia foi Lucy in the Sky with Diamond, que ouvi na rádio local. Custo do dia? 400 pesos para o metrô de volta.
As ruas sao um convite a parte, além dos dias lindos e de calor que fazem em janeiro. Caminhando cruzando por parques lindos, como a Plaza del Aviacion, despois da Plaza Itália e o Parque Forestar cheguei ao Cerro Santa Lucia. Uma caminhada que vale muito a pena e que demora muito pouco - cerca de 30 minutos para chegar e outros 20 minutos para subir.
Vista do Cerro Santa Lucia - centro de Santiago
De lá, segui para a área Central da cidade e fui novamente ao La Moneda. Fechado. Explico: de acordo com um dos seguranças por causa de vandalismo de alguns nas visitas (como sujar paredes, riscá-las) está temporariamente suspenso as visitas). Como estava fechado e estava começando a ter fome, fui novamente ao Mercado Central para experimentar outra comida típica do chile. Como o Ceviche, mas dessa vez 1/2 porçao (2.500 pesos - uns R$ 10). Sinceramente, nao gostei muito embora todos indiquem.
Na continuaçao da empreitada do dia, acabei olhando para o alfajor e nao resisti. Que seja a sobremesa argentina no Chile.
E aí começam minhas andanças atrás da outra Santiago. Da menos turística, da menos limpa, dá menos organizada e nem por isso, menos linda. Poucos minutos depois do La Moneda, seguindo pela Avenida Libertador Bernardo O´Higgins já se começa a perceber as transformaçoes. As avenidas e ruas, embora ainda muito largas, dao lugar a camelôs, a sujeiras nas ruas (nada que seja patológico), comércio mais simples, lojas mais baratas e mais barulho. Como é uma área menos frequentada por turistas, é possível perceber a verdadeira cara chilena.
O comércio popular de Santiago - longe da área turistica
Uma feirinha local de artesanato - Av. Libertador Bernardo O´Higgins
Estaçao Central - longe da
E caminhei. Caminhei. Caminhei até a Universidade de Santiago do Chile, que fica na Estaçao Central do metrô. Nao havia mais pra onde ir. Ou seguiria para dentro de muitos bairros e o mapa que eu tenho termina nesse ponto. Ótimo entao. Hora de voltar. Voltei margenando por outras ruas e segui para outra regiao da cidade, que em pouco minutos me levava para o Parque Quinta Normal. Familias a vontade numa tarde ensolarada. O parque parece ter mais vida que o Central - menos turistas
Um belo parque nas proximidades do bairro Brasil. A essa "altura do campeonato" eu realmente já estava bastante cansada e para resguardar meu maior patrimônio, voltei de metrô, já que a Quinta Normal é estaçao terminal da linha verde de metrô. Já era tarde quando voltei, embora com dia claro (no verao, às 21h e ainda há sol!)
A trilha sonora do dia foi Lucy in the Sky with Diamond, que ouvi na rádio local. Custo do dia? 400 pesos para o metrô de volta.
15 de janeiro de 2010
As grandes ofertas do Mercado Central
Na minha caminhada pelo Centro de Santiago pela manha, deixei o Mercado Central por último porque já estaria com fome e experimentaria as iguarias locais. A mesma chilena (Ignácia) que me levou ao restaurante de tapas e ao Pátio Bella Vista me indicou alguns pratos para comer quanto estivesse no Mercado Central.
A dica dela valeu a pena. O Mercado Central embora bem pequeno se concentra principalmente em frutas, verduras, legumes e peixes. É peixaria que nao acaba mais, o que dá ao lugar um cheio peculiar. Mas nada que atrapalhe o passeio.
Assim que entrar, independente por qual das entradas principais, vários garcons (parece que brotam do nada) ao tentar convencer de que o restaurante deles é o melhor e mais barato e blá blá blá. Nada disso. Por dica da Ignácia, eu continuei caminhando só respondendo: No tengo hambre! A recomendacao dela foi de que os restaurante menores que se aglomeram nas lateriais e ao fundo sao menores, mais baratos e com a mesma qualidade.
Acabei parando no Tio Lucho. O garcom super simpático me explicou os pratos e quanto soube que eu era brasileira fez questao de me mostrar uma revista da Gol que indica o restaurante dele. Comi a tal mariscada especial e ainda volto lá até ir embora para comer o salmao, que foi indicacao da tal revista.
Como em todos os lugares, há pao e aqui em vez de manteiga há um molho a base de tomate com pimenta como antepasto
Outros experimentos que valem a pena para conhecer um pouco do cotidiano chileno é experimentar as frutas. Como algumas delas só temos no Rio em conserva, comprei um pouco de algumas para a sobremesa. Num saquinho com poucas unidades de cada gastei 1000 pesos, menos de R$ 5
Figo - a vendedora explicou que eles sao pequenos e mais doces porque sao os primeiros a serem colhidos
Damascos - que que nunca tinha comido sem ser os secos de supermecados
Cerejas - bem mais doces do que as que comi em outra viagem
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14 de janeiro de 2010
Novela brasileira em Valparaiso
Cheguei a Valparaíso no final da tarde. Para ir até lá, fui na contramao dos guias, que indicam o ônibus. Eu vi que era possível ir de metrô - que no trecho Vina del Mar e Valparaiso é de superfície e eu teria como vista o mar, que tanto encantava o Neruda. Total do percurso: uns 20 minutos
Paguei um pouco mais caro mas valeu a pena. Pelo metrô 1500 pesos (porque o metrô so funciona com cartao e eu nao tinha. O preco do ticket na verdade é 500 pesos. E mais 280 pesos pelo funicular.
A cidade é muito alta. Mesmo indo de funicular (ascensor Espirito Santo) para a parte alta, ainda assim demorei uns 30 minutos subindo até a La Sebastiana, a casa que Neruda tinha em Valparaiso. A minha maior vontade ao conhecer a casa foi mudar pra lá. A temática é o mesma de La Chascona...o mar - pano de fundo da construcao. A vista da sala, do quarto e do escritório dele é a praia de Valparaíso. E as janelas formavam juntas um grande janelao que tem como vista a parte litorânea da cidade.
Sao cinco andares de construcao, o que nao significa que seja um casa muito grande. Na verdade, ela é meio escondida. Diz o audioguia (que há em português) que o Neruda fez de propósito porque se divertia com o fato de nao acharam a casa com facilidade.
No íngrime percurso para a La Sebastiana, um praca indica que se está no caminho certo. Há três "Nerudas" em diferentes posicoes para os turistas, que como eu ficam la abrancando o poeta e tirando fotos.
Quem se beneficia com o cansaco em subir tanto (mesmo depois de usar o funicular) sao os donos de bares que chegam a cobrar mais de 400 pesos por uma garrafinha de agua. E nessa hora, vi que estavam todos fixados na televisao que nem perceberam que eu entrei. Fui ver o que era: novela brasileira. Estavam assistindo a um capítulo de A Favorita (aquela que tinha a Flora - Patrícia Pillar). Eles nem piscavam até acabar o capítulo. Cheguei numa péssima hora. Entao, fica a dica: se for a Valparaíso nao se iluda com o Funicular porque ele só vai até certo ponto. E prepara-se para subir. Por isso, ja leve água.
A La Sebastiana tem a mesma administracao de La Chascona. Com isso, os precos dos souvernirs nao mudam em nada. E para entrar na casa, que nao tem guia mas sim audioguias em vários idiomas é 3000 pesos (uns 12 reais). Na entrada da "casa museu" há uma advertência: deixar as bolsas e mochilas num locker logo após a bilheteria. Fui lá já que manda a educacao seguir as normas. Que nada! Primeiro porque nao entendi como usar o locker. Segundo porque tinha que pagar. E terceiro e fator decisivo: ninguém tava usando. Fiquei com receio de deixar minhas coisas ali e fui com mochila mesmo.
Para retornar a Santiago, há uma estacao terminal de ônibus também. Quem a essa hora já estiver muito cansado é só pegar um ônibus, já que a caminhada leva cerca de uns 25 minutos. O bom é que assim se conhece mais um pouco de Valparaíso! Total do percurso de volta a Santiago - cerca de 1h30
Em tempo: A preocupacao com mochila procede e provavelmente tem a ver com o fato de um turista ter roubado uma das bonecas russas da casa La Chascona.
Paguei um pouco mais caro mas valeu a pena. Pelo metrô 1500 pesos (porque o metrô so funciona com cartao e eu nao tinha. O preco do ticket na verdade é 500 pesos. E mais 280 pesos pelo funicular.
A cidade é muito alta. Mesmo indo de funicular (ascensor Espirito Santo) para a parte alta, ainda assim demorei uns 30 minutos subindo até a La Sebastiana, a casa que Neruda tinha em Valparaiso. A minha maior vontade ao conhecer a casa foi mudar pra lá. A temática é o mesma de La Chascona...o mar - pano de fundo da construcao. A vista da sala, do quarto e do escritório dele é a praia de Valparaíso. E as janelas formavam juntas um grande janelao que tem como vista a parte litorânea da cidade.
O mais próximo que pude fotografar do que é a vista da casa dele.0
Nao é permitido fotos no interior da casa
Sao cinco andares de construcao, o que nao significa que seja um casa muito grande. Na verdade, ela é meio escondida. Diz o audioguia (que há em português) que o Neruda fez de propósito porque se divertia com o fato de nao acharam a casa com facilidade.
No íngrime percurso para a La Sebastiana, um praca indica que se está no caminho certo. Há três "Nerudas" em diferentes posicoes para os turistas, que como eu ficam la abrancando o poeta e tirando fotos.
Quem se beneficia com o cansaco em subir tanto (mesmo depois de usar o funicular) sao os donos de bares que chegam a cobrar mais de 400 pesos por uma garrafinha de agua. E nessa hora, vi que estavam todos fixados na televisao que nem perceberam que eu entrei. Fui ver o que era: novela brasileira. Estavam assistindo a um capítulo de A Favorita (aquela que tinha a Flora - Patrícia Pillar). Eles nem piscavam até acabar o capítulo. Cheguei numa péssima hora. Entao, fica a dica: se for a Valparaíso nao se iluda com o Funicular porque ele só vai até certo ponto. E prepara-se para subir. Por isso, ja leve água.
A La Sebastiana tem a mesma administracao de La Chascona. Com isso, os precos dos souvernirs nao mudam em nada. E para entrar na casa, que nao tem guia mas sim audioguias em vários idiomas é 3000 pesos (uns 12 reais). Na entrada da "casa museu" há uma advertência: deixar as bolsas e mochilas num locker logo após a bilheteria. Fui lá já que manda a educacao seguir as normas. Que nada! Primeiro porque nao entendi como usar o locker. Segundo porque tinha que pagar. E terceiro e fator decisivo: ninguém tava usando. Fiquei com receio de deixar minhas coisas ali e fui com mochila mesmo.
Para retornar a Santiago, há uma estacao terminal de ônibus também. Quem a essa hora já estiver muito cansado é só pegar um ônibus, já que a caminhada leva cerca de uns 25 minutos. O bom é que assim se conhece mais um pouco de Valparaíso! Total do percurso de volta a Santiago - cerca de 1h30
Em tempo: A preocupacao com mochila procede e provavelmente tem a ver com o fato de um turista ter roubado uma das bonecas russas da casa La Chascona.
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Verao. Praia. Calor...e casacos!
Estava simplesmente fascinada para chegar a Vina del Mar e sentir o mar do Pacífico. Qual nao foi a "surpresa". No funicular do Cerro Cristoban, duas brasileira ja tinham me falado que meu conceito de praia mudaria.
Entao, cheguei preparada. E comprovei. Nada de usar o biquini ou a saída de praia nova comprada para o Pacífico.
Mas aí vem a decepcao. A areia é muito escura e a água nao é para banho. E quem quiser se aventurar a ficar na areia olhando a bela paisagem tem que levar a própria cadeira ou canga ou toalhas porque nao há nada para alugar. Mas há opcoes ótimas. A bela praia de Ranana (leia-se ranhana porque nao tem til para eu colocar sobre o n).
Em Ranana sim, parece que estamos numa praia. E há cadeiras para alugar, embora bem caras - cerca de 2 mil pesos, algo como quase R$ 10. Mas aí nao há uma decepcao, mas uma realidade: a água é fria de doer os ossos. Venta demais e por isso mesmo com um sol lindo de uma dia de verao a vontade que se tem é de se agasalhar. Enquanto estive parada lendo e aproveitando o "frescor" da manha nao vi quase ninguém na água. Entrei só para molhar os pés e tirar uma foto. Nao me atrevi sequer a tirar outra!
Para ir de Santiago a Vina del Mar sem precisar pagar os absurdos pesos/dólares das excursoes a dica é ir por conta própria. Pegar o metrô Linha 1 (400 pesos), e descer em Pajarrito. Há várias linhas de ônibus nessa estacao que levam a Vina del Mar e a Valparaiso. Custo de ida e volta pela Trans Bus compradas juntas - 5300 pesos. Uma excursao de agência de turismo pode chegar a 4 vezes esse valor. Do terminal de ônibus de Vina del Mar às praias centrais caminha-se por uns 20 minutos.
Para quem nao sabem muito bem a hora que vai querer voltar (se for fazer bate e volta) nao há problema. A passagem pode estar com horário em aberto (e foi o que eu fiz). Quem decidir ficar, vou indicar o hostel que um mexicano ficou assim que ele me disser se valeu a pena ou nao.
Ao caminhar por Vina del Mar tive a impressao de estar numas das muitas cidades litorâneas do Rio de Janeiro. Na verdade, me lembrou muito Rio das Ostras. Pequenas pracas, cidade cheia, muito comercio e pequenos prédios tipicamente para veraneio. E casas lindíssimas! Vale o passeio maravilhoso e que custa pouco mais de R$ 20. E isso com Valparaíso incluso. Mas aí é outro post.
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13 de janeiro de 2010
La Chascona - o engenheiro Neruda
Talvez como engenheiro, Neruda merece ser mesmo o espetacular poeta prêmio Nobel. Fui visitar a Chascona, a casa que ele dividia com sua mulher Matilda, em Santiago. Uma amiga já tinha me falado que nao tinha gostado muito do lado construtor do Neruda. Mas eu gostei, justamente porque nao tem muito "pé nem cabeca". Imaginem uma casa que na verdade sao três...depois coloque nela objetos confusos, arrume os comodos como se fossem um labirinto e nao dê a eles espacos harmonizandos. E sim, coloque passagens secretas como forma de diversao. No entanto, coloque a sala de jantar uma grande janela com a imagem de um pequeno córrego passando para dar a sensacao de estar num barco. Assim é a La Chascona!
Para visitar a casa, é bom programar no mesmo dia da ida a Cerro Cristoban, já que é bem perto. Quanto mais cedo chegar melhor porque as visitas sao guiadas e com hora marcada. Os precos variam de acordo com o idioma. Em espanhol é mais barato. Preco da entrada inteira, 2.500 pesos.
Gostei muito da casa, principalmente porque ele a projetou para parecer um barco.Há momentos que o piso range tanto que parece que vai quebrar. Segundo o guia, isso é proposital para parecer uma "cópia" fiel de um balanco de barco. Nao pude tirar fotos da casa porque sao proibidas. Valeu a visita!
Há fotos de como a casa ficou depois que perseguiram o Neruda por suas conviccoes políticas (as fotos sao de seu caixao sendo retirado da casa).
Em tempo:
- Se quiser comprar livros do Neruda em espanhol, talvez seja melhor procurar uma livraria. Os livros na loja de souvernirs estavam um pouco caros. No entanto, nada supera a criatividade das camisas com trechos da obra.
- La Chascona era o apelido que Neruda deu à mulher, Matilda, e significa a "descabelada".
Para visitar a casa, é bom programar no mesmo dia da ida a Cerro Cristoban, já que é bem perto. Quanto mais cedo chegar melhor porque as visitas sao guiadas e com hora marcada. Os precos variam de acordo com o idioma. Em espanhol é mais barato. Preco da entrada inteira, 2.500 pesos.
Gostei muito da casa, principalmente porque ele a projetou para parecer um barco.Há momentos que o piso range tanto que parece que vai quebrar. Segundo o guia, isso é proposital para parecer uma "cópia" fiel de um balanco de barco. Nao pude tirar fotos da casa porque sao proibidas. Valeu a visita!
Há fotos de como a casa ficou depois que perseguiram o Neruda por suas conviccoes políticas (as fotos sao de seu caixao sendo retirado da casa).
Em tempo:
- Se quiser comprar livros do Neruda em espanhol, talvez seja melhor procurar uma livraria. Os livros na loja de souvernirs estavam um pouco caros. No entanto, nada supera a criatividade das camisas com trechos da obra.
- La Chascona era o apelido que Neruda deu à mulher, Matilda, e significa a "descabelada".
Morro acima. Funicular morro abaixo!
Uma batedora de perna nao pode vir a Santiago sem " colocar os bofes pra fora" na subida a Cerro Cristoban. Pois mesmo com os avisos de que era muito longa a caminhada morro a cima, lá fui eu! Sinceramente, a vista compensa as quase (ou mais, nem sei) duas horas de caminhada desde meu hostel até o cume. Subi caminhando devagar porque conversava com o costariquenho que me acompanhou na empreitada.E dá-lhe morro acima.
Parei na piscina pública que há depois de mais da metade do caminho.
Descansei e vi que tem uma área específica para piqueniques. Como tenho mais tempo em Santiago do que tive em Buenos Aires, talvez anime de voltar lá. A vista é linda e fico imaginando como de ser no inverno com a neve na cordilheira. Nao consegui ver nada naquela pelo "observartório". Mas a verdade é que Santiago é tao especial que chega a ser uma afronta usar subterfugios para ver aquela paisagem.
Para descer, claro...Funicular. 900 pesos (uns R$3). Depois de tanta caminhada, me dei o direito de deitar e descansar no gramado da Plaza Italia. Gostei tanto da praca que no comeco da noite (o que nao significa estar escuro) voltei lá para ler um pouco. Acabei cochilando enquanto lia.
Quem nao conhece Santiago pode ter um esteriotipo de cidade da América Latina (confusa, suja, muito barulhenta e com tráfego dantescos).Pois nada disso há em Santiago. As ruas sao largas, as avenidas enormes e um sistema de semáforos muito eficiente.
Ouvir as rádio de Santiago é uma boa maneira de se acostumar com o espanhol chileno. No primeiro dia achei que eles nao falassem o mesmo espanho que aprendi. Mas aos poucos, vai se acostumando.
Parei na piscina pública que há depois de mais da metade do caminho.
Descansei e vi que tem uma área específica para piqueniques. Como tenho mais tempo em Santiago do que tive em Buenos Aires, talvez anime de voltar lá. A vista é linda e fico imaginando como de ser no inverno com a neve na cordilheira. Nao consegui ver nada naquela pelo "observartório". Mas a verdade é que Santiago é tao especial que chega a ser uma afronta usar subterfugios para ver aquela paisagem.
Quem nao conhece Santiago pode ter um esteriotipo de cidade da América Latina (confusa, suja, muito barulhenta e com tráfego dantescos).Pois nada disso há em Santiago. As ruas sao largas, as avenidas enormes e um sistema de semáforos muito eficiente.
Ouvir as rádio de Santiago é uma boa maneira de se acostumar com o espanhol chileno. No primeiro dia achei que eles nao falassem o mesmo espanho que aprendi. Mas aos poucos, vai se acostumando.
11 de janeiro de 2010
Entre Tigres e Parrillada - minha "ultima" noite em BsAs
O dia ainda estava a pleno vapor já que no verao escurece mais tarde, e por isso, o Gustavo achou que como o dia tava lindo, valia a pena conhecer Tigres, uma cidade pequena muito perto de Buenos Aires. A cidade fica às margens de um "entrocamento" do Rio Paraná. Como eu várias vezes cruzei o Rio Parana quando viajava para o pantanal sulmatogrossense, entao valeria a pena. Lá fui eu!
A cidade é o passeio de final de semana das famílias de Buenos Aires. Valeu muito a pena. Os hostel tem pacotes e os precos sao em media de 150 pesos (uns R$ 80 em cotacao atual). De carro, há um pedágio de 3,30 na ida e na volta. Leva uns 30 minutos para chegar, saindo da Recoleta.
Há artesanato para vender, restaurantes e uma vista linda do Rio Parana. Para quem nao sente " mareos" como eu, vale a pena o passeio de barco. E lá vi uma iguaria que lembrei da Letícia, uma amiga blogueira da área de gastronomia. As " frutas do amor", digo, aquelas como maca, uva, morango e afins...sao passadas no tal melado e depois em PIPOCAS!!!! Ou pochoclos, como eles dizem...
Se comi? Nao...nao ia arriscar quebrar um dente!
Deixei para comer a tal parrillada. Despedida com chave de ouro. Sim, quebrei a cara. Nao tinha comido ainda porque achei que fosse como churrasco. Nao. Nao é como churrasco. A carne nao é tao temperada e derrete na boca. Cada parrillada tem um corte diferente, e é esse corte que determina o nome do prato.
Como chorizo é linguica em espanhol, achei (sinceramente, parecia obvio) que parrillada de bife de chorizo fosse de linguica. Fiquei imaginando como se tiraria um bife de linguica, mas nada é impossível para um argentino (afinal, eles foram para a Copa nos 46 do segundo tempo).
Que nada. Chorizo é linguica. Bife de chorizo é o corte - ou seja, e um pedaco de carne. E é bom. Muito bom sim, servido com provoleta, uma espécie de provolone assado servido como guarnicao a parte e batatas frita. Claro que todos bebem vinho (e até tentaram me convencer). Experimentei por educacao e ...fiquei com a minha boa agua.
O restaurante que comi se chama El Gaucho, Peatonal Lavalle 876.
A cidade é o passeio de final de semana das famílias de Buenos Aires. Valeu muito a pena. Os hostel tem pacotes e os precos sao em media de 150 pesos (uns R$ 80 em cotacao atual). De carro, há um pedágio de 3,30 na ida e na volta. Leva uns 30 minutos para chegar, saindo da Recoleta.
Há artesanato para vender, restaurantes e uma vista linda do Rio Parana. Para quem nao sente " mareos" como eu, vale a pena o passeio de barco. E lá vi uma iguaria que lembrei da Letícia, uma amiga blogueira da área de gastronomia. As " frutas do amor", digo, aquelas como maca, uva, morango e afins...sao passadas no tal melado e depois em PIPOCAS!!!! Ou pochoclos, como eles dizem...
Se comi? Nao...nao ia arriscar quebrar um dente!
Deixei para comer a tal parrillada. Despedida com chave de ouro. Sim, quebrei a cara. Nao tinha comido ainda porque achei que fosse como churrasco. Nao. Nao é como churrasco. A carne nao é tao temperada e derrete na boca. Cada parrillada tem um corte diferente, e é esse corte que determina o nome do prato.
Como chorizo é linguica em espanhol, achei (sinceramente, parecia obvio) que parrillada de bife de chorizo fosse de linguica. Fiquei imaginando como se tiraria um bife de linguica, mas nada é impossível para um argentino (afinal, eles foram para a Copa nos 46 do segundo tempo).
Que nada. Chorizo é linguica. Bife de chorizo é o corte - ou seja, e um pedaco de carne. E é bom. Muito bom sim, servido com provoleta, uma espécie de provolone assado servido como guarnicao a parte e batatas frita. Claro que todos bebem vinho (e até tentaram me convencer). Experimentei por educacao e ...fiquei com a minha boa agua.
O restaurante que comi se chama El Gaucho, Peatonal Lavalle 876.
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Um dia ligada no 320!
Como meu dia rendeu!
Eu segui as dicas de amigos que foram a Buenos Aires. E todos falaram de San Telmo e de Puerto Madero. Entao, mesmo tendo dormido pouquissimas horas (uma constante desde que cheguei), acordei cedo e lá fui eu para a feira de San Telmo. Nao é tanto para comprar, como o Zilvan já havia me dito. Mas para ver as antiguidades e rir um pouco, além de ver show de tango de graca. Ótimo mesmo! Lá, comi uma empanada maravilhosa no super cheio El Desnivel, na Defensa 885. Vale a pena. E os atendentes sáo otimos. Até tirei foto deles - me pediram!
Um chuva rapida caiu e aproveitei para conhecer o mercado municipal, que fica na rua Defensa também. Ou seja, percorri a manha toda essa parte da cidade. Fui andando, entao nem sei dizer que onibus deve-se pegar para chegar. Uma caminhada curta, cerca de 40 minutos. No caminho passei no famoso café Tratoria, mas fui para ver mesmo. Muito caro!
No final da tarde, lá fui eu para Puerto Madero. O argentino que virou meu amigo me levou. Lindo o lugar, restaurantes ótimos mas eu quis mesmo era continuar "caminhando". E acabei indo conhecer o Hard Rock de Buenos Aires. Sai de la e ainda estava muito claro. Eu ainda tinha pilha para muita estrada!
Eu segui as dicas de amigos que foram a Buenos Aires. E todos falaram de San Telmo e de Puerto Madero. Entao, mesmo tendo dormido pouquissimas horas (uma constante desde que cheguei), acordei cedo e lá fui eu para a feira de San Telmo. Nao é tanto para comprar, como o Zilvan já havia me dito. Mas para ver as antiguidades e rir um pouco, além de ver show de tango de graca. Ótimo mesmo! Lá, comi uma empanada maravilhosa no super cheio El Desnivel, na Defensa 885. Vale a pena. E os atendentes sáo otimos. Até tirei foto deles - me pediram!
Um chuva rapida caiu e aproveitei para conhecer o mercado municipal, que fica na rua Defensa também. Ou seja, percorri a manha toda essa parte da cidade. Fui andando, entao nem sei dizer que onibus deve-se pegar para chegar. Uma caminhada curta, cerca de 40 minutos. No caminho passei no famoso café Tratoria, mas fui para ver mesmo. Muito caro!
No final da tarde, lá fui eu para Puerto Madero. O argentino que virou meu amigo me levou. Lindo o lugar, restaurantes ótimos mas eu quis mesmo era continuar "caminhando". E acabei indo conhecer o Hard Rock de Buenos Aires. Sai de la e ainda estava muito claro. Eu ainda tinha pilha para muita estrada!
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Gente bonita, bons bares...Palermo a noite!
Saí maravilhada do show de blues e jazz e como a noite em Buenos Aires só termina de manha, fui conhecer a noite de Palermo. Na altura da Rua Serrano (onde tem a feira de sabado e domingo) hà varios bares. Todos com mesas e cadeiras nas calçadas também, o que me fez lembrar muito dos bares do Rio de Janeiro.
Gente bonita...uma balada/noitada como as que estamos acostumados no Brasil.
Até me arrisquei a tomar uma bebida diferentes a base de chocolate. Mas dois goles foram suficientes para experimentar, gostar, agradecer e nao querer mais. E sentir minha cabeça rodar por alguns segundos. Ou é efeito placebo, já que o garçom garantiu que tinha muito pouco alcool!
Depois, de carro conheci a cidade a noite. Linda. Linda. Linda. Me lembrava todo o tempo do Rio e de como pode ser se nao tiver o medo a cada esquina. Buenos Aires simplesmente sem praia, é como Sao Paulo, só que mais bonita!
Gente bonita...uma balada/noitada como as que estamos acostumados no Brasil.
Até me arrisquei a tomar uma bebida diferentes a base de chocolate. Mas dois goles foram suficientes para experimentar, gostar, agradecer e nao querer mais. E sentir minha cabeça rodar por alguns segundos. Ou é efeito placebo, já que o garçom garantiu que tinha muito pouco alcool!
Depois, de carro conheci a cidade a noite. Linda. Linda. Linda. Me lembrava todo o tempo do Rio e de como pode ser se nao tiver o medo a cada esquina. Buenos Aires simplesmente sem praia, é como Sao Paulo, só que mais bonita!
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Na "nigth" de Buenos Aires...nada paguei!
Nessa segunda noite nao queria ficar no pub do hostel (Fusion) - que por sinal é muito bom e frequentado por argentinos, já que fica na Florida, um dos pontos mais movimentados.
E fui convidada a ir a um show de Blues e Jazz Topei na hora.
Blues & Jazz en la Manzana. Um show de Don Vilanova e outros músicos ótimos. As músicas cantadas em espanhol na maioria das vezes. O lugar se chama Manzana de las Lunes, na rua Peru 294. Há programaçao sempre. O lugar é super simples e ao ar livre. Nada de paredes. Imagine o quintal de uma antiga contruçao (1810) onde colocaram uns bancos e montaram o palco. E deve ser barato. Deve? Sim, explico: nao me deixaram pagar. Fui com um amigo argentino (Gustavo) que fiz aqui e que virou meu guia. Entao, ele me presenteou. Juro que tentei pagar. Palavra!
A noite estava belìssima (dei muita sorte, um calor ameno em Buenos Aires. Noite com pouco vento e céu limpinho). Sentei, ouvi e adorei. Como me diverti com as letras das músicas (sem dúvida " saber" espanhol é uma " mao na roda" quando se viaja por aqui.)
Comprei até um cd do grupo por 30 pesos e vou presentar meu pai com ele - adoro dar presentes que vou poder usar...!!!!!
E fui convidada a ir a um show de Blues e Jazz Topei na hora.
Blues & Jazz en la Manzana. Um show de Don Vilanova e outros músicos ótimos. As músicas cantadas em espanhol na maioria das vezes. O lugar se chama Manzana de las Lunes, na rua Peru 294. Há programaçao sempre. O lugar é super simples e ao ar livre. Nada de paredes. Imagine o quintal de uma antiga contruçao (1810) onde colocaram uns bancos e montaram o palco. E deve ser barato. Deve? Sim, explico: nao me deixaram pagar. Fui com um amigo argentino (Gustavo) que fiz aqui e que virou meu guia. Entao, ele me presenteou. Juro que tentei pagar. Palavra!
A noite estava belìssima (dei muita sorte, um calor ameno em Buenos Aires. Noite com pouco vento e céu limpinho). Sentei, ouvi e adorei. Como me diverti com as letras das músicas (sem dúvida " saber" espanhol é uma " mao na roda" quando se viaja por aqui.)
Comprei até um cd do grupo por 30 pesos e vou presentar meu pai com ele - adoro dar presentes que vou poder usar...!!!!!
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16 de novembro de 2009
Albergue ou couchsurfing?
Na correria de ler tudo (e mais um pouco) sobre Buenos Aires e Santiago, acabei achando um blog super interessante, de uma outra jornalista - http://www.matraqueando.blogspot.com/
A verdade é que a Silvia, autora do Blog, tá viajando no momento por Santiago e comecei a acompanhar. E aí,... encontrei lá posts antigos dela sobre como gastar 50 Euros/dia em viagem pela Europa. Não faço o link direto porque são vários posts (que depois vou ler um por um e comentar com as dicas que possa ter para acrescentar!)
Eu gastei menos de 50 euros por dia, mas viajei me hospedando quase sempre em quarto coletivo. E a Silvia não. Então, acho que fica aí como dica para os aventureiros que começam a planejar a viagem para a Europa (essa é pra você, Ju Lopes!!!!). Uma boa opção para os que não gostam de dividir o banheiro dos coletivos!!!!
Quanto à minha viagem, estou a cata das hospedagens baratas e pensando numa dica deixada no blog por um amigo sobre as residências que recebem mochileiros GRATUITAMENTE (couchsurfing).... Vou fuçar e quem sabe experimentar.
A verdade é que a Silvia, autora do Blog, tá viajando no momento por Santiago e comecei a acompanhar. E aí,... encontrei lá posts antigos dela sobre como gastar 50 Euros/dia em viagem pela Europa. Não faço o link direto porque são vários posts (que depois vou ler um por um e comentar com as dicas que possa ter para acrescentar!)
Eu gastei menos de 50 euros por dia, mas viajei me hospedando quase sempre em quarto coletivo. E a Silvia não. Então, acho que fica aí como dica para os aventureiros que começam a planejar a viagem para a Europa (essa é pra você, Ju Lopes!!!!). Uma boa opção para os que não gostam de dividir o banheiro dos coletivos!!!!
Quanto à minha viagem, estou a cata das hospedagens baratas e pensando numa dica deixada no blog por um amigo sobre as residências que recebem mochileiros GRATUITAMENTE (couchsurfing).... Vou fuçar e quem sabe experimentar.
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24 de julho de 2009
3 dias de sombra e água fresca por cerca de R$ 200
Como a proposta é trocar idéias de viagens baratas, Arraial do Cabo é quase sagrada! Praias maravilhosas, pôr do sol digno de palmas, areia branquinha e tranquilidade - a duas horas e meia do Rio. E isso sem gastar muito. Como Arraial está perto de Cabo Frio, pode ser também uma alternativa para o tumulto da Praia do Forte ou um ótimo "bate e volta".
Costumo relaxar por lá gastando muito pouco. Como? Vai fazendo as contas...
- A empresa 1001 faz o trajeto e tem muitos horários disponíveis. A ida e a volta custam em média uns R$ 50. (e isso pode ser pago com Riocard, para aqueles que moram no Rio). Depois que chegar à rodoviária da cidade, tudo pode ser feito a pé.
- Chegando em Arraial, é fácil arrumar hospedagem. Há pequenas e simples pousadas. Minha dica: Marina dos Anjos - uma pousadinha também albergue. Se tem carteirinha paga menos. O café da manhã é farto e os quartos com ar condicionado. A área comum com livros, guias, filmes. Sem contar a área de fora com uma tenda cheia de almofadas, esteiras e o violão, para quem quiser arriscar uns acordes. De noite, todas as vezes que passei por lá...luais ótimos. As diárias variam conforme a temporada, mas em média R$ 35 o quarto coletivo. Mas há quarto de casal e também espaço para camping.
- Se tiver uma grana extra, vale a pena um passeio de barco. Bebida liberada, passeio pela Gruta Azul, além da Ilha do Farol - presença só permitida por tempo determinado porque é reserva da Marinha. Dependendo da temporada, o preço pode variar muito. Mas uma média de R$ 40. Tive sorte. Quando fiz o passeio pude ver várias tartarugas marinhas.
Costumo relaxar por lá gastando muito pouco. Como? Vai fazendo as contas...
- A empresa 1001 faz o trajeto e tem muitos horários disponíveis. A ida e a volta custam em média uns R$ 50. (e isso pode ser pago com Riocard, para aqueles que moram no Rio). Depois que chegar à rodoviária da cidade, tudo pode ser feito a pé.
- Chegando em Arraial, é fácil arrumar hospedagem. Há pequenas e simples pousadas. Minha dica: Marina dos Anjos - uma pousadinha também albergue. Se tem carteirinha paga menos. O café da manhã é farto e os quartos com ar condicionado. A área comum com livros, guias, filmes. Sem contar a área de fora com uma tenda cheia de almofadas, esteiras e o violão, para quem quiser arriscar uns acordes. De noite, todas as vezes que passei por lá...luais ótimos. As diárias variam conforme a temporada, mas em média R$ 35 o quarto coletivo. Mas há quarto de casal e também espaço para camping.
- Se tiver uma grana extra, vale a pena um passeio de barco. Bebida liberada, passeio pela Gruta Azul, além da Ilha do Farol - presença só permitida por tempo determinado porque é reserva da Marinha. Dependendo da temporada, o preço pode variar muito. Mas uma média de R$ 40. Tive sorte. Quando fiz o passeio pude ver várias tartarugas marinhas.
- Se quiser, há várias empresas que fazem batismo de mergulho. Mas pechinchar é essencial porque há grandes diferenças de uma empresa para outra. Mas é bom se preparar para ficar o dia todo a bordo de um barco porque são muitos "iniciantes" por dia. Até hoje não me aventurei (menos pela grana e mais pelo enjoo de ficar o dia inteiro por conta de um mergulho).
- Ao entardecer, "pernas pra que te quero" ou uma boa carona até o Pontal do Atalaia para ver o pôr do sol. Lindo mesmo. Me desculpe o Arpoador (que também é lindo) mas o de Arraial é insuperável.
- Se quiser descansar, melhor optar pelas praias mais afastadas, como a Prainhas (no plural mesmo) e a Praia do Forno. As que ficam na entrada da cidade além de mais caras, são cheias de turistas (Prainha, Praia dos Anjos...).
- Dependendo da noite que estiver lá, tem uma feirinha de produtos locais na praça da cidade. Na mesma região, pizzarias, sorveterias e um clima de cidade do interior (isso se não for Carnaval).
- E se quiser se aventurar pela noite mais agitada de Cabo Frio, ônibus urbano que deixa tanto próximo à Praia do Forte quanto do outro lado de Cabo Frio, mais próximo da lagoa.
Somando, é possível uma viagem incrível de 3 dias (sexta a domingo) por cerca de R$ 200!!!!
Hospedagem 2 noites: R$ 70
Passagem ida e volta: R$ 50
Comidas, passeio e afins: depende de cada um, mas não fica tão caro!
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